quarta-feira, 30 de novembro de 2011

CUT FORA DA GREVE

Outrora reconhecida por lutas memoráveis em defesa dos interesses dos trabalhadores, a CUT está cada vez mais distante das batalhas do Maranhão. A central não emite sequer uma nota de jornal sobre a delicada situação da conjuntura maranhense.

Também não há notícia de apoio formal da entidade nem de qualquer dirigente sobre a greve dos PMs, bombeiros militares e policiais civis.

A maior parte da diretoria da CUT é controlada pelo vice-governador Washington Oliveira (PT), subsoldado da oligarquia Sarney. O fiel escudeiro de Oliveira, Raimundo Monteiro, é um entusiasmado recruta da governadora Roseana Sarney (PMDB).

Ex-presidente da CUT, uma liderança histórica dos movimentos sociais, Monteiro está do outro lado agora, cerrando as fileiras de João Alberto & companhia.

Apesar dos bons e combativos militantes e dirigentes que ainda existem na CUT, alguns insatisfeitos com o apoio sindical à oligarquia Sarney, o fato é que a central está desaparecida do mapa político do Maranhão.

Só restou da CUT, infelizmente, esta foto acima, pendurada na parede: dois ex-sindicalistas do PT, Washington Oliveira e Raimundo Monteiro, emoldurando Roseana Sarney.

Estão rindo de quê?

GOVERNO CEDE E NEGOCIA, MAS MILITARES MANTÊM A GREVE

Os PMs e bombeiros militares, em greve há uma semana, tiveram hoje à tarde uma rodada formal de negociação com o governo, representado pelo secretário de Projetos Especiais João Alberto, senador licenciado do PMDB.

Da pauta de reivindicações apresentada, não houve acordo quanto ao percentual de reposição salarial proposto pelos grevistas. Eles pretendem receber 30% e o governo propôs 10%.

Após a reunião, os policiais e bombeiros seguiram para a Assembléia Legislativa, onde estão acampados, e decidiram manter a greve.

Nova rodada de negociação foi marcada para sexta-feira, às 14 horas, na sede da OAB.

O secretário João Alberto vetou a participação do presidente da Associação Nacional dos Praças, Marcos Prisco, policial baiano experimentado em greves militares.

Alberto disse que o canal de negociação está aberto, mas não vai admitir a participação de Prisco ou de qualquer outro líder de outro estado.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

AMBIENTALISTAS VÊEM DEGRADAÇÃO NO NOVO CÓDIGO FLORESTAL

Em carta enviada à presidenta Dilma Roussef (PT) e aos senadores, ambientalistas apontam os riscos na aprovação de mudanças no Código Florestal. O texto abaixo foi enviado pela bióloga Flávia Mochel.


PRESIDENTA DILMA ROUSSEF E SENADORES,


Será votado pelo Senado ainda essa semana, em caráter de urgência, o texto do novo Código Florestal.
Segundo estampado nas manchetes dos jornais, haverá um acordo costurado por Agripino Maia (DEM-RN) e Eunício Oliveira (PMDB-CE), onde o senador Luiz Henrique apresentará emenda para transformar a aquicultura numa atividade de “interesse social”, abrindo caminho para legalizar futuros desmatamentos em mangues.



Ou seja, foi fechado um acordo para que os dois relatores do código, Luiz Henrique (PMDB-SC) e Jorge Viana (PT-AC), apresentem em plenário uma emenda transformando a aquicultura em atividade de interesse social. Com isso, o cultivo de camarão em mangues (inclusive com espécies exóticas), que são áreas de preservação permanente (APPs) onde nenhuma atividade produtiva é permitida, poderá ser feita legalmente.


Além do mais, a proposta abre para qualquer tipo de aqüicultura em qualquer tipo de APP. Essa emenda deve ser rejeitada pela plenária uma vez que é um absurdo o pleito de se reivindicar que uma atividade econômica, altamente predatória e que exclui as comunidades tradicionais e pescadores artesanais passe como utilidade pública ou interesse social.

Presidenta e Senadores não deixem essa emenda passar!


Seguem algumas justificativas para esse pleito.

A carcinicultura (criação de camarões) é responsável por inúmeros impactos ambientais vinculados ao ecossistema manguezal, dentre os quais destacamos: desmatamento de mangue em mais de um quarto (26,9%) dos empreendimentos existentes no Ceará, artificialização dos canais de maré e das gamboas e bloqueio dos fluxos das águas, comprometendo o equilíbrio ecológico deste ecossistema;


O lançamento de águas, provenientes dos cultivos no solo, nas gamboas e nos estuários é responsável pela contaminação do lençol freático e alteração da qualidade da água, ocasionando a mortandade de peixes e caranguejos, inutilizando a água para o consumo humano. No Ceará, 77% dos empreendimentos não utilizam bacia de sedimentação (tratamento de água) e 86,1% não reciclam água. Além disso, muitos viveiros são construídos sobre aqüíferos, causando a salinização das águas e destruindo as possibilidades da pequena agricultura ser desenvolvida pelas comunidades;

Além disso essa atividade, é privatizada gerando conflitos pelo uso das águas: segundo a FAO, para cultivar 01 Kg de camarão em cativeiro são necessários pelo menos 50 mil litros de água. No Ceará, a EMBRAPA calculou em 262m3/ha o consumo das fazendas situadas no Jaguaribe utilizando água doce que implica em um consumo anual de 58.874m3/há. Vale dizer que essa demanda hídrica representa mais do que as principais culturas irrigadas do Baixo Jaguaribe (arroz irrigado, banana). O valor cobrado aos carcinicultores pelo uso da água é de apenas 2% do valor real.


Mas, mesmo pagando tão pouco pela água, os empresários deste setor somam atualmente uma dívida de aproximadamente R$735.950,00 com a COGERH, alcançando um índice de 98% de inadimplência junto a este órgão;

Privatiza Terras da União: a implantação de viveiros de camarão normalmente é realizada em áreas que eram utilizadas para a pesca, mariscagem, uso de produtos da flora do mangue (cascas, tanino) por parte das comunidades tradicionais.


No lugar destas atividades a carciinicultura se introduz nessas áreas, tendo como marca principal a colocação de cercas em torno dos viveiros impedindo o acesso de pescadores/as, agricultores/as, índios/as e marisqueiras às áreas ainda disponíveis para o extrativismo.


Propaga um falso discurso de emprego e renda: a chegada da carcinicultura é sempre acompanhada de promessas de geração de emprego e renda. No entanto, isso não se configura como realidade, uma vez que, os empregos gerados são precarizados pela falta de formalização e exposição dos trabalhadores/as a jornadas de trabalho exaustivas. No Ceará, 01 pessoa no máximo é empregada (mesmo assim esse emprego é sazonal e precarizado) para cada 01hectare de viveiro de camarão.

Viola os direitos humanos: diante da resistência a expansão da carcinicultura, as comunidades sofrem violência física e psicológica. Casos de assassinatos e torturas, relacionados à atividade, já foram denunciados à justiça no Ceará e em outros estados.


Destrói os meios de trabalho das comunidades tradicionais: na medida em que afeta diretamente o ecossistema manguezal inviabilizando o exercício das atividades tradicionais como a mariscagem, a cata de caranguejo e a pesca. O que tem impactado fortemente as mulheres que realizam a mariscagem. Enquanto 01 hectare de fazenda de camarão emprega no máximo 01 pessoa, em 01 hectare de manguezal trabalham 10 famílias.

Ameaça a segurança alimentar: a implantação de viveiros em áreas de manguezal reduz a capacidade de produção de alimentos associada a esse ecossistema que funciona como berçário da vida marinha, local de alimentação, abrigo e reprodução para 75% das espécies pesqueiras que colaboram para a soberania alimentar e sustentam a produção de pescado do Brasil. Além disso, para produzir 30 toneladas de camarão, a carcinicultura consome 90 toneladas de peixes marinhos para fabricação de ração. Esta produção de camarão é destinada, em sua grande maioria, ao mercado internacional e, mais recentemente, para abastecer os mercados dos centros urbanos.


Ameaça a saúde dos/as trabalhadores/as: o metabissulfito de sódio é um produto químico amplamente usado na despesca do camarão. Ao reagir com a água, o metabissulfito libera dióxido de enxofre (SO2), gás que causa irritação na pele, nos olhos, na laringe e na traquéia. Esse é considerado um agente de insalubridade máxima pela Norma No. 15 do Ministério do Trabalho. Doenças respiratórias, de pele e óbitos provocados pela exposição ao produto já foram identificados no Ceará.

Agrava o racismo ambiental: a atividade gera lucros exorbitantes para uma pequena minoria (formada por homens brancos e ricos) e danos para a população mais pobre (composta em sua maioria por descendentes de negros e indígenas) que vivem em comunidades tradicionais. Enquanto uma minoria se apropria dos benefícios do “crescimento”, são externalizados ou transferidos à sociedade altos custos sociais e ambientais. Ou seja, a atividade proporciona luxo para os ricos e deixa para os pobres o lixo, os custos e os riscos da degradação ambiental.


Atualmente, a carcinicultura vive uma grave crise econômica, agravada por problemas ecológicos, como o surgimento de doenças virais nos camarões cultivados - é o caso da mionecrose muscular (Myonecrosis Infectious Virus - IMNV).


Essa crise reflete um ciclo produtivo de desenvolvimento caracterizado pela insustentabilidade, o que faz com que a atividade, antes apresentada como uma das mais lucrativas da economia brasileira, entrasse em colapso, num processo de decadência e falência, expresso no abandono dos viveiros. No Ceará, 70% das fazendas de camarão foram abandonadas.


Mesmo diante dos fatos, muitos ainda continuam alardeando a atividade como motor de desenvolvimento. O que se constitui numa falácia.


Por fim, essa atividade privada, como outra qualquer, deve ter regras claras onde as empresas tenham que desenvolver tecnologias sustentáveis para seu desenvolvimento. É possível desenvolver essas atividades em terrenos de terra firma, fora das APPs.


Entendendo que o desenvolvimento em bases ambientalmente sustentáveis da pesca e da aquicultura perpassa pela conservação dos bens e serviços ambientais prestados pelos manguezais e demais áreas de APPs.

Diga não a carcinicultura em áreas de manguezal!!!


Diga não a aqüicultura em áreas de preservação permanente!!!!

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

MANIFESTAÇÃO "FORA ROSEANA SARNEY", NESTA TERÇA, NA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA

Diversas entidades estudantis e dos movimentos sociais vão realizar nesta terça-feira 29, às 15 horas, uma manifestação reivindicando o fim do governo Roseana Sarney (PMDB).

A concentração será a partir das 15 horas, em frente à Assembléia Legislativa, onde estão acampados os policiais militares, bombeiros e policiais civis em greve.

Em Imperatriz também haverá um ato público organizado por diversas entidades dos movimentos sociais, em solidariedade à greve no Sistema de Segurança e pela saída de Roseana Sarney do governo.

POLICIAIS CIVIS TAMBÉM DECRETAM GREVE E ACAMPAM NA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA

Em assembléia na noite desta segunda-feira, os policiais civis do Maranhão também decidiram entrar em greve por tempo indeterminado. A assembléia foi realizada no plantão central da RFFSA, na Beira-Mar, sob a coordenação do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol).

Após a decisão pela greve, os policiais seguiram para a Assembléia Legislativa, onde já estão acampados desde a semana passada os grevistas da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.

Os trabalhadores da Polícia Civil reivindicam Plano de Carreira, Cargos e Salários, URV, Vale Transporte e adicional noturno.

MOVIMENTOS SOCIAIS DE IMPERATRIZ REALIZAM ATO PÚBLICO EM APOIO AOS MILITARES E BOMBEIROS EM GREVE

Ato público em apoio ao movimento dia 29 de novembro de 2011 (terça-feira), às 17h, em frente ao Quartel do 3º BPM, na Rua Leôncio Pires Dourado - Bacuri.


Historicamente os movimentos sociais são vítimas de coerção pelos militares cuja origem, essência e sentido de existência está na manutenção da "ordem" e estrutura social de desigualdade que interessa ao Estado burguês.


Contudo, os movimentos sabem da necessidade de diferenciar a instituição em si, dos milhares de trabalhadores que nada mais são que pequenas peças dum sistema amplo e opressor.


Nesse sentido esses trabalhadores precisam e têm direito de reivindicar por dignidade humana como todo mundo. Por isso o apoio das entidades, segue texto e entidades assinantes:


Os movimentos sociais, sindicais e populares de Imperatriz convocam todo o povo maranhense para se juntar aos trabalhadores da segurança pública do Maranhão na luta por seus direitos.


Mais do que militares, os policiais e bombeiros são trabalhadores. É cada um deles que trabalha pela segurança da população. São eles que colocam suas vidas em risco para proteger os cidadãos.


Não é a governadora, o secretário de segurança ou os comandantes que fazem isso. Então, nada mais justo que todos os seus direitos de trabalhadores, garantidos pela Constituição Brasileira e pelas leis, sejam respeitados.


Um governo não pode tratar os trabalhadores do serviço público com arrogância e indiferença. É justamente isso que tem sido feito no Estado do Maranhão.


Não apenas policiais militares e bombeiros são humilhados: os professores, os delegados e policiais civis, apenas para dar um exemplo, são desrespeitados pelo governo do estado, que não cumpre os acordos que firmou com essas categorias.


A paralisação é a única forma de obrigar o governo a negociar. Os trabalhadores não cruzam os braços porque gostam: essa é a arma que usam quando não lhes resta alternativa.


Os policiais e bombeiros não são os responsáveis pelo caos na segurança pública do estado: a culpa é dos gestores, que se preocupam apenas com o interesse dos ricos e poderosos.


Se os policiais militares e os bombeiros não têm condições dignas de trabalho e de existência, quem perde é toda a sociedade.


Chega de baderna na gestão pública do Estado do Maranhão.


Chega de desgoverno e de desonestidade.


NEGOCIAÇÃO COM OS PMs E BOMBEIROS PRA VALER, JÁ!


- CENTRO DE PROMOÇÃO DA CIDADANIA E DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS PADRE JOSIMO.


- SINPOL-MA (SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS DO MARANHÃO)


- SINDICATOD DOS SERVIDORES DA JUSTIÇA DO ESTADO DO MARANHÃO


- COODENAÇÃO E ARTICULAÇÃO DOS POVOS INDIGENAS DO MARANHÃO


- STEEI (SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DE IMPERATRIZ)


- SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DE DAVINÓPOLIS


- ASMEBSA (ASSOCIAÇÃO DE MULHERES DO BACURI ANHANGEUERA E ADJACÊNCIA)


- FETESPULSUMA (FEDERAÇÃO DOS TRABALHADORES EM EST. DE ENSINO E NO SERVIÇO PÚBLICO DO MARANHÃO)


- SINDSAÚDE (SINDICATO DOS TRABALAHADORES EM ESTABELECIMENTO DE SAÚDE DA REGIÃO TOCANTINA)


- SINDICATO DOS METALURGICOS DE IMPERATRIZ

- FÓRUM DE MULHERES DE IMPERATRIZ


- MOVIMENTO DE MULHERES CAMPONESAS

- ASSOCIAÇÃO DE DESENVOLVIMENTO COMUNITÁRIO DO BRASIL

- GRUPO MULHER ÉTICA E LIBERDADE

- CENTRO ACADEMICO DE HISTÓRIA “ Bem-te-vis” – Gestão Roda Viva - UEMA

- UNIÃO MARANHENSE DOS ESTUDANTES DE HISTÓRIA

domingo, 27 de novembro de 2011

ROSEANA PERDE O CONTROLE: O MARANHÃO ESTÁ SOB NOVA DIREÇÃO

Está igual bolo em fim de festa o primeiro ano de mandato da governadora Roseana Sarney (PMDB). Depois da recente viagem para tratamento de saúde, no episódio que ficou conhecido como rodízio de governadores no Maranhão, Roseana finalmente jogou a toalha.

Após desmoralizar o vice-governador Washington Oliveira (PT), colocando no lugar dele o presidente da Assembléia Legislativa Arnaldo Melo (PMDB) e logo depois o presidente do Tribunal de Justiça Jamil Gedeon, Roseana apela.

Como nenhum deles deu certo e ela nunca quis governar, restou invocar Tim Maia: "vamos chamar o síndico".

Fato concreto é que o Maranhão está sob intervenção federal. Sem condições de governar, a filha do presidente do Senado José Sarney (PMDB) perdeu o controle institucional daquilo que ela e sua família consideram um quintal.

A ilustração do "bolo em fim de festa" serve para designar a situação de abandono, desmoralização e caos em que se encontram as nossas instituições, fruto de uma cultura corrosiva que foi destruindo o Maranhão ao longo de cinco décadas.

No Maranhão inteiro há um sentimento de repulsa às perversidades e ao desmando. Todos os dias somos desmoralizados com notícias vergonhosas sobre os piores indicadores sociais do país.

Na própria bancada de deputados sempre fiéis seguidores dos Sarney há descontentamento, traições, revolta, desabafos...

Alguns deles usam as redes sociais como divã eletrônico, onde revelam as reações primitivas do inconsciente, como uma espécie de autocrítica involuntária.

Nem esses aí citados, que passaram a vida inteira faturando as benesses do império sarneísta, estão mais suportando a lama e o caos no Maranhão.

A greve dos policiais e bombeiros militares é o estopim de uma crise que abala os três poderes do Maranhão. É o reflexo da falta de habilidade e sensibilidade do desgoverno que parece estar chegando ao fim.

Porém, não nos iludamos. Sarney é um inimigo forte e traiçoeiro. Todos esses aliados que ameaçam romper podem, a qualquer momento, voltar para a sombra do protetor. Às vezes a zanga é curta devido a um pequeno interesse contrariado que logo é contemplado.

Então tudo volta ao normal e aquilo que era crise vira poder redobrado. No momento, os ventos são favoráveis a um novo ambiente político no Marnahão. Vamos ver como fica daqui pra diante.

sábado, 26 de novembro de 2011

AS DESVENTURAS DE ALICE COM A FORÇA NACIONAL

Está causando o maior frisson a presença dos policiais da Força Nacional no Maranhão, em decorrência da greve dos bombeiros e policiais militares.

As mulheres comentam que os homens são garbosos e elegantes, mas elas acabam resumindo em uma só palavra: sarados. Designação desafiadora para quem, a qualquer momento, pode ser ferido.

Alice soube dos homens da Força pelas conversas da vizinha, em um bate-papo bem ludovicense, convocado sobre o muro que separa os quintais das duas casas, no bairro do Apeadouro.

- Aliiiice, chamou Rita de Cássia, entoando um agudo singular. Amiga, tu nem sabe. Tá cheio de gato nessa Força Nacional. Só “home” sarado. Tão lá na Deodoro. Olhei agorinha do ônibus.

- Amiga, nem me conta, vou lá ver, decretou Alice, já planejando uma abordagem mirabolante.

Enquanto tomava banho, Alice bolou o golpe conversando consigo própria: vou lá e quando chegar perto dos policiais eu faço de conta que tive um desmaio. Só assim eu caio nos braços desses homens.

E assim foi, cheia de aromas e encantos, aventurar-se nas garras da Força Nacional. Mas antes de saber o desfecho da estória, é preciso conhecer melhor Alice e seus encantos.

Os leitores deste blogue precisam ver o rebolado da morena. Os olhares famintos da vizinhança masculina do Apeadouro e alhures vasculham cada passada dela, desde o momento em que sai da rua Sousândrade, dobra a esquina da Manoel da Nóbrega e desce a avenida dos Franceses para ir às sessões diárias de malhação.

É um andar viajante, cheio de maneios para realçar as tranças postiças que deram a moça um visual rastafari.

O caminhar de Alice oscila entre o jogar dos cabelos e a ginga dos quadris, deslizando sobre as pernas torneadas, montadas em saltos finíssimos e altos, ou altíssimos e finos, seja lá como você queira imaginar.

Com uma calça apertadíssima, subiu no mototáxi e rumou para a Deodoro. Lá chegando, nada dos policiais. Encostou rapidamente para tomar um caldo-de-cana no Garoto do Bigode e curiar melhor. Mas qual, nada dos sarados.

Pediu um pastel para interar o lanche e matutou: devem estar na rua Grande.

Levantou rapidamente da cadeira, ajeitou a cintura da calça com um rebolado rápido, jogou os cabelos lado a lado e seguiu bailando toda brejeira sobre o salto.

Era o sol de quatro horas da tarde quando ela pisou a calçada do Palacete Gentil Braga. Andou, procurou e nada dos soldados da Força Nacional.

Quando chegou na porta das lojas Marisa, antigo Cine Éden, eis que Alice viveu uma cena cinematográfica.

Ao distrair-se com uma das vitrines, meteu o salto alto num dos muitos buracos entre os parelelepípedos da rua Grande e foi à lona. Estatelou-se no chão e só retomou os sentidos uns segundos depois, já nos braços de um policial.

Mas não da Força Nacional. Era um Guarda Municipal, coroa, já meio derrubado, que não perdeu tempo ao ver os sentidos da moça recobrados e emendou uma cantada:

- Pode me dar o número do teu celular?

NOTA DO PSOL SOBRE A GREVE

PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE (PSOL)
Diretório Estadual do Maranhão

NOTA PÚBLICA

O PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE (PSOL) vem a público externar seu apoio às já antigas reivindicações dos movimentos dos bombeiros e policiais militares maranhenses, retomados no último dia 23 de novembro, e:

1. Denuncia o governo Roseana Sarney pela sua truculência e incapacidade de negociar com esses importantes segmentos do aparelho do Estado.

2. Entende que, ao recorrer à Força Nacional, a governadora Roseana Sarney objetiva intimidar o movimento dos militares e criar um clima de insegurança e pânico na população.

3. Adverte o Governo Federal do risco da Força Nacional ser utilizada não para assegurar a ordem pública, mas tão somente para calar as legítimas reivindicações de nossos bombeiros e policias militares.

Estamos convictos que essas atitudes do Governo do Estado do Maranhão terão o mesmo destino daquelas do governador carioca Sérgio Cabral: o repúdio da Nação e até mesmo do Congresso Nacional.

Os maranhenses estão fartos de propaganda e repressão: QUEREM UM GOVERNO DE VERDADE!

Haroldo Saboia
Presidente do PSOL/MA

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

CAMPANHA REIVINDICA 10% DO PIB PARA A EDUCAÇÃO PÚBLICA JÁ



Diversas entidades da sociedade civil, entre elas o Andes (Sindicato dos Docentes do Ensino Superior), o MST e a Conlutas, desencadearam em todo o país a coleta de assinaturas da campanha “Queremos 10% do PIB para a educação pública já.”

A campanha visa cobrar do governo federal a utilização de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na Educação pública, com aplicação imediata.

A iniciativa tem eco na UFMA, onde representantes da Anel (Assembléia Nacional dos Estudantes Livres) montaram um ponto de coleta no Centro de Ciências Sociais (CCSo).

Segundo a dirigente do Centro Acadêmico de Serviço Social, Camila Passos, a Anel surgiu durante um congresso estudantil, em 2009, fruto de divergências de concepção com a União Nacional dos Estudantes (UNE).

A Anel engloba universitários e secundaristas. Para Camila Passos, a UNE engessa o movimento estudantil e não mais representa os interesses da educação pública e de qualidade, como reivindica o plebiscito.

Alinhado à UNE, o DCE da UFMA não divulgou nenhum ponto de coleta de assinaturas da campanha pelos 10% do PIB para a Educação.

Em um dos trechos do manifesto da campanha, os signatários afirmam que “o Estado brasileiro não cumpre sua obrigação Constitucional. O Brasil possui mais de 14 milhões de analfabetos totais e 29,5 milhões de analfabetos funcionais (PNAD/2009/IBGE) – cerca de um quarto da população está alijada de escolarização mínima.”

Diz ainda o manifesto:

“Esses analfabetos são basicamente provenientes de famílias de trabalhadores do campo e da cidade, notadamente negros e demais segmentos hiperexplorados da sociedade.”

“As escolas públicas – da educação básica e superior – estão sucateadas, os trabalhadores da educação sofrem inaceitável arrocho salarial e a assistência estudantil é localizada e pífia.”

“O Plano Nacional de Educação – Proposta da Sociedade Brasileira (1997), a partir de um diagnóstico da realidade educacional, indicou metas para a universalização do direito de todos à educação que implicavam em um investimento público da ordem de 10% do PIB nacional.”

“Naquele momento o Congresso Nacional aprovou 7%, percentual vetado pelo governo FHC e veto mantido pelo governo Lula da Silva.”

“Hoje o Brasil aplica menos de 5% do PIB nacional em Educação. Passados 14 anos, a proposta do governo para o novo PNE em debate no Congresso Nacional define a meta de 7% do PIB para a Educação em... 2020!”

“Não podemos aceitar o argumento de que não há recursos. O pagamento da dívida pública, as isenções fisciais para o setor empresarial, o recurso público usado para a copa e as olimpíadas, o dinheiro público que se perde na corrupção...”

“Há verba, é preciso reverter as prioridades, garantindo o investimento público na implementação dos direitos sociais universais.”

“Junte-se à Campanha Nacional Unificada! Construa o Comitê de Campanha no seu estado, as aulas públicas do dia 15 de outubro, o Plebiscito Popular em novembro e defenda a aplicação de 10% do PIB para a Educação Pública já!”

Signatários: ABEPSS, ANDES-SN, ANEL, CFESS, COLETIVO VAMOS À LUTA, CSP-CONLUTAS, CSP-CONLUTAS/DF, CSP-CONLUTAS/SP, DCE-UFRJ, DCE-UnB, DCE-UFF, DCE UFRGS, ENECOS, ENESSO, EXNEL, FENED, MST, MTL, MTST/DF, MUST, MOV. MULHERES EM LUTA, OPOSIÇÃO ALTERNATIVA, CSP-CONLUTAS/RN, PRODAMOINHO, SEPE/RJ, SINASEFE, SINDSPREV, SINDREDE/BH, UNIDOS PRA LUTAR.

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DECRETA ILEGALIDADE DA GREVE

O Tribunal de Justiça do Maranhão acabou de decretar a ilegalidade da greve dos policiais e bombeiros militares. O desembargador Stélio Muniz estipulou multa diária de R$ 200,00 para cada grevista.

A organização do movimento grevista disse que não vai recuar. Até o momento não há qualquer sinalização do governo Roseana Sarney (PMDB) para a abertura das negociações.

PMs E BOMBEIROS INTERDITAM BR-010 EM IMPERATRIZ

O jornalista Marcos Franco, via twitter, informa que os grevistas da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros interditaram a BR - 010, em Imperatriz, à altura da Ponte do Cacau, provocando grande engarrafamento.

Em todo o interior do Maranhão o clima é tenso com a greve deflagrada ontem à noite pelos PMs e Bombeiros, com o apoio de sindicalistas da Polícia Civil e dos Agentes Penitenciários.

Até agora o governo não sinalizou com nenhuma negociação e os grevistas permanecem acampados na Assembléia Legislativa ontem, após a deflagração da greve.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

PM E BOMBEIROS DECRETAM GREVE E OCUPAM A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA. META É PARAR TODO O SISTEMA DE SEGURANÇA NO MARANHÃO

No auditório da Fetiema superlotado, com cerca de duas mil pessoas, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros decidiram na noite desta quarta-feira 23 entrar em greve, até que o Governo do Estado atenda à pauta de reivindicações das duas categorias.

Após a decisão da greve eles seguiram em carreata para a Assembléia Legislativa (AL), onde estão acampados e só prometem sair quando as negociações forem retomadas.

Os grevistas tentaram ocupar o plenário da AL, mas foram contidos pelo chefe da segurança, coronel Pinheiro Filho, ex-comandante da PM.

Houve discussões acirradas entre Pinheiro Filho e dirigentes da greve, mas a entrada no plenário foi vetada. “Só deixo entrar com autorização do presidente da AL”, acenou o coronel.

A greve dos militares tem o apoio de sindicalistas da Polícia Civil (agentes e delegados) e do Sindicato dos Agentes Penitenciários, podendo ocorrer, por efeito dominó, a paralisação de todo o Sistema de Segurança Pública do Maranhão.

Há cerca de duas semanas PMs e Bombeiros fizeram uma paralisação, mas recuaram diante da promessa do governo de atender aos pleitos, sob a mediação do líder do governo na Assembléia Legislativa, deputado Manoel Ribeiro (PTB).

Depois do recuo o governo não encaminhou as reivindicações e provocou a revolta na tropa. O mediador, Manoel Ribeiro, viajou para Portugal deixando os PMs e Bombeiros sem resposta.

Sob o comando da Associação dos Servidores Públicos Militares do Maranhão, a assembléia teve ainda a participação de lideranças comunitárias de bairros que atuam em conselhos colaborativos na área de Segurança.

Sindicalistas militares de Imperatriz e Caxias representaram a organização dos grevistas no interior.

Um dos primeiros a discursar, o coronel Ivaldo Barbosa disse que a greve é a última oportunidade dos militares e animou a tropa a resistir, caso haja retaliações.

“Aconteça o que acontecer, se eu for preso, não parem a greve, passem por cima de mim”, recomendou Ivaldo.

Ivaldo fez ainda uma recomendação ao seu colega de farda, coronel Franklin Pacheco, comandante-geral da PM. “Se eu fosse o comandante-geral eu entregava o cargo e assumia o comando do movimento”, provocou Barbosa.

Sob o hino da PM, palavras de ordem exaltadas e a vibração do auditório, a assembléia prosseguiu com vários oradores e um discurso comum – críticas contundentes ao secretário de Segurança Aluisio Mendes, classificado de “incompetente”, “despreparado” e outros adjetivos.

“Ele (Aluisio Mendes) chegou aqui para pisar os maranhenses”, desabafou um sargento exaltado.

APOIO DA POLÍCIA CIVIL

O diretor de Comunicação do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), Marcelo Penha, disse que o Sistema de Segurança não tem liderança e antecipou que a entidade vai convocar assembléia com pauta de greve na próxima semana.

“Vamos parar o Sistema de Segurança do Maranhão”, decretou Penha.

O delegado Jefferson Portela afirmou que o movimento grevista é de toda a sociedade, destacando que o orçamento é viável para atender às reivindicações. “Nós, policiais, estamos sendo assaltados, roubados”, ironizou.

Jefferson Portela destacou ainda a soma de forças entre as polícias Civil e Militar. “Fomos treinados para não recuar, seja diante de ladrão ou de político corrupto”, enfatizou Portela.

REFORÇOS E AUSÊNCIA

A assembléia teve a participação do representante da Associação Nacional dos Praças (Anaspra), Marcos Prisco, um dos mais exaltados no movimento.

Evangélico, Prisco disse ter sido preso várias vezes em movimentos grevistas militares no Brasil, citando o Piauí, Rondônia e Rio Grande do Norte. “A greve é tudo ou nada”, finalizou Prisco.

Entre os grevistas, o dirigente estadual do PT, Joab Jeremias, ressaltou a necessidade de paralisar o Sistema de Segurança para ganhar força e pressionar o governo.

Nenhum dirigente da CUT apareceu na assembléia. Parte da direção da central é aliada do vice-governador Washington Oliveira (PT),

PRINCIPAIS REIVINDICAÇÕES

- Recuperação das perdas salariais de 2009 a 2011, em torno de
30%;

- Redução da jornada de trabalho de 80 horas para 40 horas semanais;

- Revisão dos critérios de promoção;

- Anistia para todos os participantes do movimento grevista;

- Melhoria das condições de trabalho (viaturas, coletes, traillers e postos policiais etc);

FORÇA NACIONAL

No início da ocupação da Assembléia Legislativa houve rumores de que a Força Nacional iria desocupar o prédio, mas nada foi confirmado.

PAPOÉTICO EXIBE FILME "BODE REI, CABRA RAINHA"

Um filme sobre caprinos e pessoas é o prato cultural do Papoético nesta quinta-feira 24, às 19h30, no Sebo do Chiquinho.


Dirigido pela cineasta Helena Tassara (SP), Bode Rei, Cabra Rainha mergulha no universo da criação e do comércio de caprinos, “incluindo a fala de criadores, artistas populares, comerciantes e outras figuras cuja vida está profundamente ligada a esses animais, como o escritor Ariano Suassuna e Manelito Dantas.


A película tem a participação do cantor Zeca Baleiro, dentre outros artistas, na leitura e interpretação de textos. A música original é de Fabio Tagliaferri e Paulo Tatit.


A proposta da diretora Helena Tassara foi realizar um documentário divertido e rico, pontuado por histórias reais ou imaginárias, para ilustrar a essência da personalidade de seus protagonistas e a sua relação com os homens e mulheres nordestinos.


Os encontros (Papoético) no Sebo do Chiquinho reúnem pessoas interessadas em arte e cultura para um diálogo descontraído, sob a mediação de algum especialista em literatura, artes plásticas, cinema, teatro, dança, patrimônio cultural etc.

Além de vender livros, Chiquinho aluga filmes e vende CDs. Quem quiser pode levar o seu disco para tocar. Há espaço para leituras de poesia e trechos de contos, performances e canjas musicais.

Lá rola jazz, blues, MPB, rock etc. Funciona em um pequeno barzinho, tem água mineral e bombom da roça para os abstêmios.

O SEBO MUDOU DE ENDEREÇO
Agora está na rua de São João, esquina com Afogados, 384 – altos do banco Bonsucesso.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

AS VAIAS AO SARNEÍSMO EM IMPERATRIZ

A cidade de Imperatriz manteve a tradição de rejeitar os políticos vinculados à oligarquia Sarney. durante o Jogo da Solidariedade, no Estádio Frei Epifânio da Abadia, uma estrondosa vaia cobriu as falas do ministro das Minas e Energia Edison Lobão e o deputado federal Chiquinho Escórcio.

Entre Lobão e Escórcio estava também o prefeito de Imperatriz Sebastião Madeira (PSDB). Veja no blogue de Isnande Barros.

O blogue do jornalista Marco Deça, do Imirante, também repercuiu a vaia ao ministro Edison Lobão.

A população imperatrizense já deu vários sinais de intolerância eleitoral em relação aos Sarney. Nem a megaoperação de captura dos vereadores tocantinos, na eleição de 2010, conseguiu melhorar a votação de Roseana (PMDB) em Imperatriz.

As vaias recentes somaram-se a tantas outras anteriores, inclusive durante a inauguração do Estádio Frei Epifânio da Abadia, construído pelo ex-governador Jackson Lago (PDT). No dia da inauguração Roseana Sarney não teve coragem de por os pés no gramado.

Era derrota certa.

PRÊMIO BNB DE JORNALISMO RECEBE INSCRIÇÕES ATÉ JANEIRO DE 2012

Até o dia 10 de janeiro do próximo ano é possível realizar inscrição no Prêmio BNB de Jornalismo, ação promovida pelo Banco do Nordeste que premia os trabalhos publicados por veículos de mídia em todas as áreas em que o BNB atua, sobre ações inovadoras na área de desenvolvimento regional e democratização do crédito.


Para se inscrever, o jornalista deve preencher formulário e o encaminhar, juntamente com o material produzido para o concurso, ao Ambiente de Comunicação Social do Banco do Nordeste do Brasil (Avenida Pedro Ramalho, 5.700 - Bloco D-1 Térreo - Bairro Passaré - Fortaleza-CE, CEP 60.740-000).


O formulário e as disposições sobre o formato no qual as matérias devem ser remetidas estão disponíveis no site www.bnb.gov.br. Os prêmios chegam a R$ 15 mil e variam de acordo com a categoria e a modalidade em que o trabalho for inscrito.


De acordo com o gerente do Ambiente de Comunicação Social do Banco do Nordeste, Maurício Lima, o Prêmio tem como objetivo incentivar o debate sobre o desenvolvimento regional,em todas as suas formas.


“Não procuramos apenas trabalhos que só mencionem o Banco ou que falem sobre economia. Buscamos matérias que demonstrem um novo olhar sobre o desenvolvimento, considerando todas as esferas em que ele ocorre”, explica.

Promoção

A partir desta semana, a página da sala de imprensa do BNB no Facebook (www.facebook.com/imprensabnb) traz uma aba sobre o Prêmio, procurando tirar as dúvidas mais comuns sobre o assunto. Também é possível tirar dúvidas diretamente com a assessoria de imprensa do Banco do Nordeste por meio da página.

Serão sorteados 50 pen-drives de 4GB, entre os primeiros 200 jornalistas ou estudantes de jornalismo que participarem da promoção, por meio de inscrição no link http://on.fb.me/tVz6j2.

Categorias

O Prêmio abrange as modalidades Nacional, Regionais I, II e III, além da Extrarregional, cada uma contemplando cinco categorias: Mídia Impressa - Texto, Mídia Eletrônica - TV, Mídia Eletrônica - Rádio, Mídia Impressa - Foto e Mídia Eletrônica - Internet.

Há, ainda, um Prêmio Especial para trabalhos oriundos de municípios com menos de 100 mil habitantes, localizados na área básica de atuação do Banco (Estados do Nordeste e norte dos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo); e um Prêmio Universitário para qualquer uma das cinco categorias, a ser concedido em cada uma das três Regionais e na modalidade Extrarregional.

Para efeito de enquadramento, são incluídos na modalidade Regional I os trabalhos oriundos dos Estados da Bahia, Pernambuco e Ceará; na modalidade Regional II, enquadram-se os trabalhos oriundos dos Estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Maranhão e Minas Gerais (área de atuação do BNB); e na modalidade Regional III, os trabalhos oriundos dos Estados do Piauí, Alagoas, Sergipe e Espírito Santo (área de atuação do BNB).

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES DIVULGA PLANO DE OUTORGAS PARA RÁDIOS COMUNITÁRIAS

Já está disponível no site do Ministério das Comunicações o Plano Nacional de Outorgas 2012/2013 que vai disponibilizar 26 avisos de habilitação, contemplando 1425 cidades no Brasil. Desse total, 822 municípios ainda não têm emissoras autorizadas.

Os avisos de habilitação funcionam como editais que permitem às associações ou fundações pleitear a implantação de rádios comunitárias.

Até o final de 2013 O Ministério das Comunicações terá possibilitado novas outorgas para a execução do serviço de rádios comunitárias em todos os municípios onde ainda não há emissoras, bem como nas cidades onde havia novos interessados.

A diretoria da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias no Maranhão (ABRAÇO-MA) considera a abertura de novos avisos uma conquista das organizações de emissoras comunitárias em todo o país, que vinham pressionando o governo federal a abrir novos editais.

Durante a Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), realizada em dezembro de 2009, diversas entidades de luta pela democratização da comunicação cobraram do governo federal medidas visando ampliar o número de rádios comunitárias no Brasil.

Para o Maranhão vão ser abertos avisos de habilitação conforme o cronograma abaixo, com as respectivas cidades onde poderão ser implantadas novas rádios comunitárias:


AVISO 10 (PRIMEIRA QUINZENA DE SETEMBRO DE 2012)


Boa Vista do Gurupi
Feira Nova do Maranhão
Lago dos Rodrigues
Marajá do Sena
Milagres do Maranhão
Santa Filomena do Maranhão


AVISO 11 (OUTUBRO DE 2012)

Codó


AVISO 12 (OUTUBRO DE 2012)

Amapá do Maranhão
Benedito Leite
Bernardo do Mearim
Lajeado Novo
São Domingos do Azeitão
São Raimundo do Doca Bezerra
São Roberto


AVISO 13 (NOVEMBRO DE 2012)

Aldeias Altas
Lago da Pedra
Timon
Tuntum


AVISO 1 (JANEIRO DE 2013)


Araguanã
Barão do Grajaú
Bom Lugar
Campestre do Maranhão
Formosa da Serra Negra
Centro Novo do Maranhão
Fortuna
Gonçalves Dias
Governador Eugenio Barros
Genipapo dos Vieiras
Joselândia
Primeira Cruz
Senador La Roque


AVISO 2 (FEVEREIRO DE 2013)


Brejo de Areia
Cajapió
Governador Newton Belo
Jatobá
Olinda Nova do Maranhão
Presidente Juscelino
Presidente Vargas
Santana do Maranhão


AVISO 3 (MARÇO DE 2013)


Junco do Maranhão
Nova Iorque
Sucupira do Riachão


AVISO 4 (ABRIL DE 2013)

Caxias


AVISO 7 (JULHO DE 2013)


Bacabal
Colinas
Governador Nunes Freire
Parnarama
Pedreiras
Peri Mirim
Peritoró
Pindaré-Mirim


AVISO 10 (SETEMBRO DE 2013)


Cândido Mendes
Itapecuru
Paço do Lumiar
Zé Doca


AVISO 12 (OUTUBRO DE 2013)

Água Doce do Maranhão
Araioses
Riachão
São Vicente Férrer


AVISO 13 (NOVEMBRO DE 2013)

São Luís

sábado, 19 de novembro de 2011

AMBIENTALISTAS PROMOVEM VISITA DE DEPUTADOS AO SÍTIO RANGEDOR

A Comissão de Meio Ambiente da Assembléia Legislativa fará vistoria na Área Leste 2 do Santuário Ecológico do Sítio Rangedor, na próxima terça-feira 22, às 15h. A iniciativa é de pessoas engajadas na causa ecológica e entidades ambientalistas.

O objetivo da vistoria é conhecer e verificar a riqueza natural exuberante do lugar (águas, flora, fauna silvestre) e também observar os graves crimes ambientais que estão destruindo e ameaçando a biodiversidade desta floresta em plena área urbana, ameaçando a vida da micro-bacia hidrográfica do Rio Calhau e das comunidades locais.

A meta é que após a vistoria seja criado de um dispositivo legal que efetive a proteção da área que por si só é considerada Área de Preservação Permanente – APP, por ser a micro-bacia do Rio Calhau.

O próprio Plano Diretor de São Luis classifica como Área de Mananciais e Fundo de Vales, sem contar que constitui-se na Zona de Amortecimento da Estação Ecológica do Sítio Rangedor.

“Ninguém mais indicado para proteger esta área do que a Assembléia Legislativa do Maranhão, cuja sede encontra-se na Estação Ecológica do Sítio Rangedor”, afirmam os organizadores da visita.

A vistoria terá como ponto de partida o Sítio Rangedor, localizado na Av. Luis Eduardo Magalhães, nº 16, local onde reside a “guardiã” da floresta, Rita Fiquene.(na frente do sítio, tem uma placa “Sítio Rangedor”).

CONHECENDO A REGIÃO E OS PROBLEMAS


O Sítio Rangedor é um corredor ecológico em plena área Urbana de São Luis, composto da seguinte forma:

Área 1 do Sítio Rangedor: formada pela Estação Ecológica, a EE do Sítio Rangedor: esta, protegida por lei, a salvo de degradações. À sua direita, separada pela Avenida Eduardo Magalhães, está a Área 2.

Área 2 do Sítio Rangedor: área não demarcada, com cerca de 80 hectares, parte indissociável do ecossistema de vegetação, solos e aquíferos (águas subterrâneas, lençóis freáticos) da gleba Sítio Rangedor, uma das principais florestas de água doce, incluindo as nascentes do grande Rio Calhau da zona norte da Região Metropolitana da Ilha de São Luis.

Na “segunda parte” do bioma estão as nascentes do grande Rio Calhau, com vários sítios na região do Alto do Calhau e ainda áreas de preservação ligadas ao norte do bairro Vinhais.

PROBLEMA SOCIOAMBIENTAL


A referida área está sendo degradada, destruída pela ambição da especulação imobiliária que soterra nascentes e brejos, muitos já poluídos pela descarga direta de esgotos.


Com a construção de condomínios residenciais no Vinhais e na Cohama, canalizaram o esgoto para os córregos e mananciais que cortam os quintais de várias casas da Vila Nossa Senhora da Conceição, bem como para alguns sítios, de propriedade de gente muito humilde.


Infelizmente, os órgãos públicos municipais e estaduais não fiscalizam nem protegem as riquezas naturais e fundamentais para a garantia da vida das gerações futuras.

RIQUEZA DA REGIÃO


Na Leste 2 existem macacos capijuba, jacarés, vários tipos de pássaros. A flora local tem a presença de muitas palmáceas como o babaçu, coqueiro, tucum, buriti, juçara, anajá, pés de manga, murici, caju, saputi, cajá, bananeiras, embaúba, castanheiras, bambu, mamona.


Contatos para entrevista:


Moradora Rita Fiquene, presidente da APAR - Associação de Preservação Ambiental do Rangedor: Av. Luis Eduardo Magalhães, nº 16 (na frente do sítio, tem uma placa “Sítio Rangedor”). Fones: 8407-9414/3236-9526/8733-6460.


Érika Nogueira, presidente da ONG IPEFLOR - Instituto de Pesquisa e Preservação das Florestas e Rios, entidade em fase de instituição como ONG, cujo objetivo é trabalhar nos espaços urbanos a preservação de rios e florestas ameaçados de extinção. Fone: 3248-2218/8165-0252

Uimar Junior, ambientalista, artista, um dos protetores do Santuário Ecológico do Sítio Rangedor, tendo criado o personagem da “Mulher Babaçu”, uma crítica à derrubada de nossos importantes babaçuais, um apelo de amor às nossas riquezas maranhenses. Fone: 8114-0895

Professor da UFMA, Alcântara Junior, sociólogo, componente da APAR, um dos protetores da Área Leste 2 do Sítio Rangedor. Fone: 3235 - 4151


Rosa Maria Barros, moradora da Vila Nossa Senhora da Conceição: 8858-9608


Fábula Brasil (ONG Permacultural): 3232-2325 - Célida Braga


Gissele Soares: pesquisadora socioambiental, especialista em Sociologia das Interpreções do Maranhão com pesquisa apresentada na UEMA sobre o Sítio Rangedor, 9616-8134/3219-1915 (trabalho – geralmente até às 14h00).

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

SEMINÁRIO DEBATE TRABALHO ESCRAVO NO MARANHÃO

O Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos "Carmen Bascarán" e a Sociedade Maranhense de Direitos Humanos, entre outros parceiros, realizarão seminário estadual que discutirá repressão e prevenção ao trabalho escravo no Maranhão. O evento será realizado nos dias 24 e 25 de novembro 2011, em São Luis, no Sindicato dos Bancários.


Na ocasião, sentarão em mesas para discutir as entidades sociais e os operadores do Direito para analisar como estão sendo encaminhados os processos de criminalização do trabalho escravo no Estado e país.

CONTEXTO -- O Estado brasileiro reconheceu, em 1995, a existência de escravidão contemporânea diante das Nações Unidas. Desde então, após o governo federal ter criado o sistema de combate a este crime, mais de 39 mil trabalhadores foram libertados da escravidão no país.


Apesar dos esforços e avanços empreendidos por órgãos governamentais, entidades da sociedade civil, empresas e movimentos sociais, milhares de brasileiros continuam tolhidos de sua liberdade de ir e vir, despidos de seus direitos e de sua dignidade humana.

Neste sentido o seminário aglutinará entidades da sociedade civil e governamental com objetivo de discutir as responsabilidades das autoridades no cumprimento do Plano Nacional e do Plano Estadual de combate ao trabalho escravo.

As inscrições (gratuitas) para o evento podem ser feitas nos telefones 98-3222-6064 das 14h00 às 18h00 (Núcleos do FOREM) e 99-3538-2383 em horário comercial ( CDVDH/CB).

Mais informações pelos telefones 88787239 ou 81775539 (Dayana) ou 8821.3981 (Flávia)

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

APRECIADORES DO UAKTI FICARAM A VER NAVIOS

por Eduardo Júlio

Mais uma lenda urbana correu em São Luís nesta semana, aumentando o número de shows anunciados, que não foram realizados na capital maranhense. No final da semana passada, um release foi enviado a jornais e jornalistas blogueiros da cidade, divulgando uma inusitada apresentação do grupo mineiro Uakti – Oficina Instrumental (leia-se Uakti), um dos mais respeitados e inventivos de música contemporânea do mundo, durante a abertura do XXI Congresso Nacional da Federação de Arte Educadores do Brasil (Confaeb).

A apresentação do Uakti seria uma promoção do Serviço Social do Comércio (Sesc). A mesma informação contida no release foi postada numa página do Sesc, na Internet (para conferir, acesse o link no final do post). Segundo o texto, o trio se apresentaria na última segunda-feira, 14, às 21h, na Área de Vivência da Universidade Federal do Maranhão. Infelizmente, o concerto não foi concretizado.

Por outro lado, nenhuma informação sobre a apresentação constava na programação do Confaeb, o que suscitou dúvidas. Porém, a credibilidade do Sesc levou muitos admiradores do grupo mineiro a se deslocar até o Campus do Bacanga. Outro detalhe que ajudou a reafirmar a apresentação: a palestra de abertura do referido congresso foi proferida pelo músico Paulo Santos, que integra o Uakti.

Além da lacuna do show, uma outra ficou aberta. Por que os responsáveis pelo anúncio não retificaram a informação? Será que eles acreditavam que ninguém por aqui conhece o Uakti? Que o anúncio passaria despercebido? Enfim, ficou uma atmosfera de irresponsabilidade naquela noite em São Luís.

Em tempo: originalmente o Uakti é um quarteto formado por Marco Antônio Guimarães, Décio Ramos, Paulo Santos e Artur Andrés. Ao vivo é um trio, porque o mentor musical Marco Antônio Guimarães não se apresenta com o grupo.

Confira:
http://www.sescma.com.br/exibirNoticia.php?cat=&id=495

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

QUANDO A PREFEITURA CONSERTA, A CAEMA DESTRÓI

A avenida Joaquim Mochel é um importante corredor de entrada e saída aos moradores do conglomerado Cohatrac que pretendem acessar a Cohab e a avenida São Luís Rei de França.

Recentemente a Joaquim Mochel recebeu a operação tapa-buracos da Prefeitura, mas hoje à tarde a Caema entrou em ação para esburacar de novo (foto).

Castelo e os Sarney sempre se deram bem na política. Ele foi governador na Ditadura Militar indicado por José Sarney. Em 2010 Castelo apoiou Roseana para o Governo do Maranhão.

Para atender aos interesses privados das duas famílias existe sempre um acordo. Só não conseguem se entender para cuidar do patrimônio público.

domingo, 13 de novembro de 2011

AS ARMAS DE CASTELO PARA 2012 E 2014

O prefeito de São Luís, João Castelo (PSDB), arma o jogo da sucessão de 2012 como o olho em outra eleição majoritária - a de senador em 2014 - podendo vir a ser concorrente direto de Roseana Sarney (PMDB).

Em 2014 só haverá uma vaga para o Senado. Roseana precisa da proteção de um mandato, mas pode ter seus planos atrapalhados por João Castelo, caso ele seja reeleito à Prefeitura de São Luís.

É por isso que o Sistema Mirante de Comunicação, braço midiático dos Sarney, ataca sistematicamente a gestão do prefeito Castelo, que é péssima e oferece pautas intermináveis para o agendamento negativo da Prefeitura.

Os Sarney precisam "matar" Castelo em 2012 para impedir a concorrência dele à única vaga do Senado em 2014, deixando a conjuntura razoavelmente favorável a Roseana.

CASTELO E O TRUNFO DA VICE-PREFEITURA

A possibilidade da candidatura de Castelo ao Senado torna-se o principal instrumento de negociação do prefeito na composição das alianças em 2012.

Castelo vai vender dois sonhos aos pretensos aliados: ser reeleito à Prefeitura e renunciar em 2014 para ser candidato ao Senado, entregando São Luís ao vice-prefeito.

Com essa plataforma o prefeito tenta atrair ao projeto de sua reeleição pelo penos quatro partidos indispensáveis: PDT, PPS, PSB e PP.

Todos serão seduzidos pela possibilidade de assumir dois anos de mandato na Prefeitura, caso Castelo seja reeleito e renuncie para concorrer ao Senado em 2014.

Com essa tática o prefeito tenta ainda esvaziar as pretensões de um dos seus adversários - Flávio Dino (PC do B) - que também pleiteia alianças com os pedetistas, o PPS, os socialistas e o PP.

O plano de Castelo é perfeito, não fosse o caos da cidade e os seis meses de chuva que virão no primeiro semestre do próximo ano para acabar de destruir a capital, quando não ficará pedra sobre pedra e Castelo será arrastado pela correnteza.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

CARLOS LUPI: FANFARRÃO, HIPÓCRITA E RIDÍCULO

A presidenta Dilma Roussef precisa livrar-se urgentemente desse embuste no Ministério do Trabalho. Acossado por denúncias de corrupção, o ministro Carlos Lupi (PDT) vem protagonizando um dos piores momentos no terceiro mandato presidencial do PT.

Nas suas bravatas e fanfarronices, Lupi profere frases de efeito que jogam na lama o que restou de institucionalidade no Brasil. Frases como "só saio abatido a bala" são típicas de um faroeste grotesco.

Carlos Lupi ironiza e nega o papel do Ministério Público e da Justiça nas investigações sobre as denúncias de corrupção, rasga o código de ética parlamentar e apela a um jargão de bandidos comuns, onde a justiça é feita com as próprias mãos.

Lembra até o personagem Zé Pequeno, protagonista no filme Cidade de Deus, o valentão da favela que resolvia tudo na bala.

As denúncias contra Lupi envolvem repasse irregular de verbas públicas para ONGs amigas e empresas fantasmas. No Maranhão, o braço do esquema seria o deputado federal Weverton Rocha (PDT), ex-assessor especial do Ministério do Trabalho e homem de confiança do ministro.

Em outra frase de efeito, na tentativa de proteger seus tentáculos, Lupi saiu-se com essa: "não trabalho com ninguém em minha órbita corrupto."

Até as traças do Ministério do Trabalho conhecem o currículo do ex-assessor especial de Lupi, Weverton Rocha, desde os tempos em que era acusado de desviar recursos da União Municipal dos Estudantes Secundaristas (Umes), até a apoteose no governo Jackson Lago (PDT), cuja obra marcante foi a demolição do ginásio Costa Rodrigues, onde teria enterrado R$ 5 milhões.

Quando pensávamos que Carlos Lupi já havia esgotado seu arsenal de bobagens, veio mais uma frase, um remendo para tentar corrigir a verborragia anterior: "presidenta Dilma, desculpa se eu fui agressivo. Não foi minha intenção. Eu te amo."

Com uma declaração de amor desse tipo a presidenta Dilma não precisa de mais nada para demitir o ministro. Lupi expôs o governo todo ao ridículo. Já está passando do tempo de mandá-lo embora.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

GUERRA NO PAÇO

É tensa a situação no município de Paço do Lumiar, na região metropolitana de São Luís, onde a prefeita Bia Venâncio massacra os moradores com a pior administração de todos os tempos.

A população rebelada fez um protesto ontem à noite e foi recebida a balas de borracha e bombas de efeito moral pela tropa de choque da Polícia Militar.

Um dos líderes do movimento, em entrevista hoje pela manhã na rádio Educadora, responsabilizou o governador em exercício Washington Oliveira (PT) pelo massacre da PM.

Bia Venâncio e sua administração em Paço do Lumiar engrossam a fila de gestores corruptos que proliferam feito coelhos no Maranhão.

Paço do Lumiar está de tal forma abandonado que chega a ser pior que a administração do prefeito João Castelo (PSDB) em São Luís.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

MIDIA ALTERNATIVA EM DEBATE


Nesta quarta-feira (9/11) haverá um debate, em São Luís (MA), organizado pelo Jornal Vias de Fato, sobre “Mídia Alternativa, Sociedade Civil e Luta Social”. Será no Sindicato dos Bancários, na Rua do Sol, a partir das 18h30min.

Os palestrantes serão o jornalista Igor Felippe Santos; editor do site do MST em São Paulo, integrante do Centro de Estudos Barão de Itararé e da Rede de Comunicadores pela Reforma Agrária; Flávio Reis, professor do curso de Ciências Sociais da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e Helciane Araújo, jornalista, socióloga e professora da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA).

Este evento marca o aniversário de dois anos do Vias de Fato, jornal mensal, fundado em outubro de 2009 por Cesar Teixeira, Emilio Azevedo, Altemar Moraes e Alice Pires. Sua pauta é voltada para as questões relativas à política, direitos humanos, preservação ambiental, cultura, memória, movimentos sociais, organizações populares e a comunidade estudantil e universitária.


Atualmente este projeto agrega a ação de vários participantes que, todos os meses, dão a sua colaboração. Entre eles estão: Freitas Diniz, Flavio Reis, Zema Ribeiro, Rejane Galeno, Elmo Cordeiro, Clara Natali e Igor de Sousa.

Como informa o site
www.viasdefato.jor.br, a articulação que estimulou a criação deste jornal foi marcada pelo Vale Protestar, um movimento aberto que, em 2006, reuniu artistas, comunicadores e diferentes militantes sociais. Esta ação teve como marca principal, além de panfletos, um espetáculo de teatro de rua, chamado de “O Batizado do Boi de Taipa”, que reunia os personagens da “Rosengana”, as “Catirinas Famintas” e o “Padre de Abadá”. A peça tinha ingredientes do auto do bumba-meu-boi do Maranhão e do Teatro do Oprimido de Augusto Boal, sendo, naquele ano, uma forma muito eficiente de crítica, denúncia e expressão popular.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

O MARANHÃO DESGOVERNADO

O escritor Gabriel Garcia Marquez deveria ter vindo ao Maranhão, vivenciar as cenas patéticas, esdrúxulas, grotescas e – para não perder a ternura – fantásticas, que a literatura produzida por ele celebrizou no livro “Cem anos de solidão”.

Um dos escritos de Garcia Marquez seria reservado ao rodízio de governadores que deve chegar ao fim esta semana, caso não haja um fato novo que coloque no Palácio dos Leões um bispo da Igreja Universal do Reino de Deus ou o pai-de-santo Bita do Barão – famoso terecozeiro de Codó.

Os maranhenses já haviam sido submetidos a todo tipo de ridículo, até a governadora Roseana Sarney (PMDB) inaugurar o palco giratório na linha sucessória no Executivo.

Em menos de dez dias, assumiram o posto o vice-governador Washington Oliveira (WO), o presidente da Assembléia Legislativa Arnaldo Melo e o presidente do Tribunal de Justiça Jamil Gedeon, que repassou o cargo a WO no último fim de semana.

Qual o resumo desta literatice política? Nada.

Só ficou a sensação de que quanto mais governadores nós temos, menos governo há no Maranhão, a começar pela própria titular – Roseana Sarney – cujo interesse pela coisa pública ela nunca teve nem como hobby.

O ritual de chegada dos representantes do Legislativo e do Judiciário ao Palácio dos Leões produziu a cena perfeita do Maranhão desgovernado.

Todos os poderes chegaram ao poder central e nenhum deles representa concretamente aquele dito básico da democracia: “todo poder emana do povo”.

No Maranhão do atraso a democracia ainda não chegou. Ao povo só é dado o açoite dos senhores feudais, numa politiqueira ainda medieval, decadente e hipócrita.

Os interesses privados da família Sarney sobrepõem-se a qualquer princípio básico da coletividade. Aqui a regra é a negação da democracia e dos princípios republicanos.

Quando Roseana Sarney voltar ao governo, o povo estará regido pelo exorbitante aumento de quase 90% na tarifa de água da Caema.

A meta, agora, é matar de sede o povo do Maranhão, como se já não bastasse termos a mais cara taxa de energia elétrica do Brasil, sob a chibata da Cemar.

E por falar em morte, não por acaso o rodízio atravessou o Dia de Finados. Roseana Sarney está celebrando seus defuntos, a começar do vice-governador WO, passando pelos poderes Legislativo e Judiciário.

O rodízio de governadores no Maranhão representa a falência múltipla de órgãos da política na concepção oligárquica, a negação do princípio republicano, a substituição do sentido da coisa pública pela pessoa pública do vice-governador e dos presidentes da Assembléia Legislativa e do Tribunal de Justiça.

Queira Deus esse rodízio seja um sinal de despedida dos podres poderes do Maranhão. Esperemos que Roseana Sarney e seus mortos tenham um bom descanso fora do comando da política.

Os maranhenses merecem algo melhor.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

SHOW: LÉO CAPIBA SAMBALANÇO

Por: Celijon Ramos

Quando se ouve Léo Capiba, se é remetido para uma sonoridade típica da música brasileira produzida nos anos quentes da bossa.


É como se estivesse ouvindo uma mistura do canto de Lúcio Alves com Ciro Monteiro ou de Jackson do Pandeiro. Seu talento caleidoscópico lhe permite trilhar com maestria por um repertório eclético, repleto de sambas, samba-canção ou, ainda, o samba-rock, e claro que também tem muita bossa nova.


É genuíno representante de uma forma de cantar cuja evolução legou os avanços interpretativos do canto na música feita no Brasil.O artista se apresenta nesta quinta-feira (10/11), às 21 horas, no Bar Danado de Bom, e você tem a oportunidade de desfrutar da beleza da voz de um grande e singular interprete.


O artista nos brinda com o show LÉO CAPIBA SAMBALANÇO com sambas e afins (samba canção, samba choro, samba rock) de novos e antigos compositores tais como: Wilson das Neves, Orlandivo, Tom Jobim, D. Ivone Lara, Eduardo Gudin. Léo terá o acompanhamento luxuoso do Quinteto Bom Tom, formado por Fleming (bateria), Jeff Soares (contrabaixo), Daniel Miranda (trombone), Miranda Neto (trompete) e Celson Mendes (violão) que também assina a direção musical do espetáculo.


Como informa o sociólogo e radialista Ricarte Almeida, “Léo Capiba nasceu no Crato, Ceará, e adotou a capital do Maranhão. Tanto lá como cá, conviveu, sempre, entre boêmias rodas de choro e samba nas horas de folga”. Isso deve ter ajudado a cunhar a personalidade de um artista de inconteste carisma que sempre estampa um riso no rosto quando canta.


Capiba integrou a caravana do projeto Samba da Minha Terra, Circuito Musical Alternativo que, entre 2002 e 2003, sob a batuta do compositor Joãozinho Ribeiro, percorreu dezoito comunidades de São Luís, levando chorinho da melhor qualidade a um público ávido por música.



Tocou também nas edições do projeto Chorando na Praça (Desterro e Anjo da Guarda), Clube do Choro do Maranhão, além da charmosa Serenata dos Amores (Desterro). Sua voz pode ser ouvida, ainda, no cd Memória da Música no Maranhão, ao lado de outros mestres.


Bem humorado e dono de um riso contagiante, que parece dizer “que no mundo não há dificuldades”, Léo Capiba com seu inseparável pandeiro é figura de proa no Projeto Varanda, idealização de Celson Mendes, que promove reunião de músicos e amantes da musa, que enchem de boa música as varandas dos amigos no fim-de-semana.


O show LÉO CAPIBA SAMBALANÇO é co-produzido pela Satchmo Produções e por Bom Tom Produções com direção musical de Celson Mendes.


SERVIÇO


O QUÊ: LÉO CAPIBA SAMBALANÇO


QUANDO: Quinta-feira (10/11), a partir da 21 horas. Entrada: R$ 15,00 (meia-entrada para estudante com a apresentação da carteira).


ONDE: Danado de Bom - Av. Contorno Norte Sul, 2 - Parque Shalom (ao lado do lava Jato Shalom e rua atrás da lanchonete Bulldog).

domingo, 6 de novembro de 2011

WEVERTON ROCHA E CARLOS LUPI: TUDO A VER

São inseparáveis as relações políticas entre o ministro do Trabalho Carlos Lupi e Weverton Rocha, recentemente empossado na Câmara dos Deputados.

Rocha foi assessor especial do ministro. Ambos são pedetistas. Sempre que vinha ao Maranhão, Lupi era recebido e guiado por Weverton na agenda oficial do Ministério.

Denunciado no esquema de extorsão no repasse de recursos para organizações não governamentais (ONGs), Weverton deve ser chamado para dar explicações.

Não é a primeira vez que Weverton Rocha é denunciado por corrupção. Desde quando presidiu a União Municipal dos Estudantes Secundaristas (Umes), Rocha frequentava as páginas dos jornais sob denúncias de desvio de recursos na emissão das carteiras de estudantes.

sábado, 5 de novembro de 2011

ACESSO À CIDADE OLÍMPICA ESTÁ QUASE INTRAFEGÁVEL



Ainda nem começou o período chuvoso e a cidade já dá sinais do que será o próximo inverno. A entrada do bairro Cidade Olímpica, por exemplo, está totalmente tomada pelas crateras (fotos).

Enquanto o prefeito João Castelo (PSDB) faz maquiagem nas principais avenidas da cidade, colocando asfalto onde não é necessário, os bairros sofrem com o abandono.

Castelo montou um esquema para tapar os buracos no final do mandato - o ano eleitoral - esperando com isso reverter a rejeição ampla da gestão tucana.

Se o inverno vier forte, pode ser que a estratégia do prefeito caia em uma das crateras ou morra soterrada em alguma montanha de lixo que ele deixou multiplicar por todos os cantos da cidade.

As chuvas geralmente cessam em julho. O prefeito teria agosto, setembro e a metade de outubro para tapar buracos na cidade inteira. É pouco tempo. Até lá, a cidade estará toda destruída. E até Castelo pode ruir.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

BOM DEBATE SOBRE O CÓDIGO FLORESTAL

TENDÊNCIAS/DEBATES (FOLHA DE SÃO PAULO)

Terça-feira, 8, um dia muito especial

JOSÉ ELI DA VEIGA


"Um Dia Muito Especial" serve de metáfora para a calamidade que ocorrerá caso o Senado acolha o sinistro parecer sobre revogação do Código Florestal


A obra-prima do cineasta Ettore Scola, "Una Giornata Particolare", oferece sutil lembrança do dia em que Hitler e Mussolini selaram a união política necessária à subsequente aventura nazifascista.
"Mutatis mutandis", essa mesma imagem, traduzida no Brasil por "um dia muito especial", serve de metáfora para outra calamidade que ocorrerá na terça-feira, dia 8/11, se as comissões de agricultura e ciência/tecnologia do Senado acolherem o sinistro parecer do ex-governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB/SC) sobre o projeto que revoga o Código Florestal.
Um dia muito especial em que poderá ser contrariado o plano "Brasil Maior" em favor, na contramão da história, da miopia que prefere expandir uma pecuária de corte, altamente predadora e emissora de gases estufa, em vez de estimular uma agropecuária que seja intensiva em conhecimento.
Quatro ilustrações são suficientes. As áreas de preservação permanente (APP) deveriam totalizar 135 milhões de hectares (Mha), 15% do território nacional.
Já sumiu, contudo, uma fatia de 55 Mha, quase toda invadida por indecentes pastagens. Fatia que o retrógrado parecer quer "consolidar" mediante fortes reduções nas exigências de conservação de matas de beira-rio, encostas, topos de morro e nascentes.
Absurdo, pois neste século uma bovinocultura profissional e eficiente não necessitará dos exageradíssimos 211 Mha que ocupa: 78% da área agropecuária.
Por outro lado, mercados estaduais de compensações de reservas legais constituiriam imenso avanço para os agricultores em cujas fazendas não há terras de baixa aptidão. Fora de APP, não tem cabimento destinar solos de boa qualidade à recuperação de vegetação nativa, ou mesmo a reflorestamento com espécies exóticas.
Inteligente seria remunerar detentores de áreas marginais para que formassem condomínios de reservas legais. Elas não ficariam dispersas em pequenos fragmentos isolados, o que é muito melhor para a conservação da biodiversidade.
Será trágico, então, se for aceita a preferência do relator pelo encolhimento dessas reservas, em vez da criação de mercados estaduais de compensações.
Ainda mais sórdida é a pretensão de desobrigar todos os imóveis rurais com áreas inferiores a quatro módulos fiscais com o pretexto de ajudar "pequenos produtores".
A maior parte dos imóveis desse tamanho são chácaras e sítios de recreio de famílias urbanas de camadas sociais privilegiadas.
Se a preocupação fosse com produtores rurais de pequeno porte, bastaria não fazer letra morta da lei nº 11.326, promulgada pelo presidente Lula em julho de 2006, após um decênio de experiência acumulada pelo tardio Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), criado em julho de 1996 por decreto do presidente FHC.
Finalmente, a mais insidiosa das quatro distorções: criação de direito adquirido para qualquer devastação perpetrada até julho de 2008.
Um simulacro de "anistia" que só teria algum sentido lógico para infrações cometidas antes da primeira regulamentação da Lei de Crimes Ambientais: setembro de 1999.
Explicações mais detalhadas sobre esses e muitos outros retrocessos estão disponíveis em: www.florestafazadiferenca.org.br.

JOSÉ ELI DA VEIGA, 63, autor de "Sustentabilidade: A Legitimação de um Novo Valor" (ed. Senac), é professor dos programas de pós-graduação do Instituto de Relações Internacionais da USP (IRI/USP) e do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ).
Site:
www.zeeli.pro.br.