domingo, 28 de fevereiro de 2010

ODARA, A DITADURA E A LIBERDADE DE EXPRESSÃO


por Samuel Marinho *

Hoje vou deixar de lado os comentários longos.

Talvez seja esse o início de uma série do tipo “histórias breves sobre canções de momento”.

Porque tudo mais que pretenda discutir a música popular hoje soa chato, fora do contexto dos pragmatismos velozes.

Zeca Baleiro já desvendou o mistério: o destino de toda música é virar Muzak, música de elevador.

Vivemos no ciberespaço, onde se goza da amplitude de terabytes, mas de uma profundidade nanométrica.

Estamos no tempo do twitter.

Somos homens de poucas palavras, mas de muita fé.

Seguidores de uma estranha religião.

Os scraps e emoticons são os hieróglifos do futuro.

Pois bem.

Crio um avatar para me reinventar.

Tento me adaptar aos novos tempos.

Apenas quero comentar hoje sobre uma canção.

É a minha preferida atualmente, apesar de um pouco antiga.

Estou sem paciência pra ouvir o “novo” nesses últimos dias.
A canção é “Odara”, composição de Caetano Veloso do disco “Bicho” de 1977.

Eu ainda não tinha nascido, e não dou graças a Deus por isso.

É uma canção de poucas palavras: direta.

Deixa eu cantar. Deixa eu dançar. Simples assim.

Que é pra tudo ficar odara, legal, jóia, maneiro.

Sacou?

A música traz uma sensação de eternidade induzida pela repetição incessante dos mesmos versos.

Um mantra.

Parece que não vai acabar nunca, com a proeza de não soar cansativa.

E ainda tem o lance bacana dos múltiplos significados para “odara” e coisa e tal.

Mas não temos tempo aqui.

Odara seria a música perfeita para os dias de hoje, mas só pela estrutura à la twitter.

Ela peca por se esmerar em emoção.

É um canto comovente demais.

Não fosse por isso talvez estaria na lista das mais acessadas. Seria a letra mais seguida.

Numa ditadura às avessas, a liberdade é corroída pela censura do discurso breve, necessário.

Liberdade, liberdade: qualquer coisa que se sonhara.

Canto e danço que dara.

* Samuel Marinho é colaborador deste blogue, contador e servidor público federal.

Ilustração: capa do disco "Bicho", de Caetano Veloso, em 1977

sábado, 27 de fevereiro de 2010

CHAPA 1 VENCE ELEIÇÃO NO SINDSEP

Apuradas 55 urnas, do total de 70, a eleição no Sindicato dos Servidores Federais (Sindsep) está assegurada para a chapa 1 "Ampliar a luta e conquistar mais direitos".

A chapa 1 tem 2.091 (51,33%) votos contra 1.211 (29,73%) da chapa 2.

Angela Silva Sousa, professora da Roquette Pinto, é a presidente eleita.

O editor deste blogue integra o grupo vitorioso e vai fazer parte da nova diretoria do sindicato, na Secretaria de Comunicação.


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

PERIPÉCIA PETISTA NA ALIANÇA COM FLAVIO DINO

Surpreende a velocidade com que as tendências ligadas ao deputado federal Domingos Dutra (PT) defendem a aliança com o PC do B, cercando o pré-candidato a governador Flavio Dino.

Há dois anos, quando Dino foi candidato a prefeito de São Luís, estes mesmos petistas deram as costas para a campanha na capital.

Alguns só apareceram no final do segundo turno, quando a chapa Unidade Popular (PC do B - PT) ameaçava ganhar de João Castelo (PSDB).

Apenas Bira do Pindaré marchou desde o início com Flavio nas ruas da cidade, mesmo tendo sido derrotado na tese da candidatura própria do PT à Prefeitura.

Agora, os dutristas são flavistas fervorosos.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

CHAPA 1 AVANÇA NO SINDSEP

Liderada pela professora Angela Silva, a chapa 1 - Ampliar a luta e conquistar mais direitos - aumentou o volume de campanha no segundo dia da eleição para a diretoria do Sindicato dos Servidores Federais (Sindsep).

A eleição encerra hoje, às 17 horas.


terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

PAULO OTÁVIO ACABA DE RENUNCIAR

O governador interino do Distrito Federal, Paulo Otávio (DEM), renunciou agora ao cargo.

Pressionado pela opinião pública e dentro do seu próprio partido, Otávio definha junto com o Democratas.

Já vão tarde.

ELEIÇÃO NO SINDSEP TEM DUAS CHAPAS E RADICAIS ALIAM-SE À CHEFIA DA FUNASA

O Sindicato dos Servidores Públicos Federais (Sindsep), filiado à CUT, começou hoje 23 o processo eleitoral para a diretoria e o conselho fiscal. A entidade tem cerca de 8 mil filiados, dos quais 7.416 aptos a votar. Desse total, 4.749 são ativos e 2.667 aposentados e pensionistas.

A eleição é realizada em 70 locais de votação, com urnas fixas e volantes em São Luís e nas 11 secretarias regionais no Maranhão, das 8h às 17h, até o dia 25 (quinta-feira).

A chapa 1, “Ampliar a luta e conquistar mais direitos”, é liderada pela professora Angela Silva, da Roquette Pinto, atualmente secretária geral do Sindsep.

Neste grupo estão novos servidores e militantes experientes da maioria dos órgãos federais que ajudaram a construir um dos maiores sindicatos da CUT no Maranhão.

“Nossa chapa tem representatividade, base social e um amplo apoio dos movimentos sociais. Contamos também com a força de vários dirigentes da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef)”, ressalta Angela Silva.

Os integrantes da chapa 1 estiveram à frente da maioria das lutas que conquistaram direitos para a categoria: reajuste salarial, plano de carreiras, plano de saúde, reajuste no valor do auxílio-alimentação e ganhos na Justiça.

Além disso, Ângela Silva destaca o programa de formação política dos servidores de base e dos delegados sindicais em São Luís e nas 11 regionais do sindicato.

“Tivemos também uma política de valorização das mulheres e um amplo trabalho de assistência aos aposentados e pensionistas, com cursos de formação e atividades culturais para este segmento dos servidores’, enfatiza a candidata a presidente.

Esse trabalho será intensificado na nossa próxima gestão. A presidenciável destaca a ampliação da Assessoria Jurídica, melhorias na área de Comunicação e na organização de base, fortalecendo a eleição dos delegados sindicais. “Outra reivindicação importante é a igualdade de direitos entre ativos e aposentados”, numera Silva.

SOVIET DE CHIBATA - A oposição no Sindsep (chapa 2), intitulada “Independência, Unidade e Luta”, reúne conservadores da chefia da Funasa e a esquerda radical do PSTU.

O candidato a presidente, Antonio Isidio, é chefe na Administração Regional da Funasa, cargo geralmente indicado por quem controla os órgãos federais no Maranhão.

Isídio já ocupou também a chefia da divisão de Recursos Humanos na fundação. Observadores do processo eleitoral afirmam que o administrador e candidato a presidente usa a função de chefia para pressionar e intimidar eleitores.

Braço direito de Antonio Isídio, João Rodrigues Martins, também servidor da Funasa, é um velho conhecido da direita sindical. Rodrigues é candidato, na chapa 2, à Secretaria de Assuntos Jurídicos.

São companheiros de Isidio e Rodrigues vários líderes do PSTU como Claudicéia Durans (candidata à Secretaria de Formação) e Ramon Zapata (candidato à Secretaria de Comunicação).

“É o soviet da chibata”, ironiza um integrante da chapa 1, sobre a aliança entre os ícones do socialismo/PSTU e a chefia conservadora da Funasa.

Um dos intentos da oposição é desfiliar o Sindsep da CUT.

Avessos às bandeiras do socialismo, Isidio e Rodrigues passam ao largo de temas como reforma agrária, combate à Alca (Área de Livre Comércio das Américas), revolução bolivariana de Hugo Chávez e defesa da soberania na Amazônia.

Nesta chapa estão ainda ex-radicais do PT: Juliana Matos Pinheiro e Nemeziano Carvalho Loura. Ambos concorrem à Secretaria de Comunicação e já foram dirigentes do Sindsep.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

TARIFA SOCIAL É MAIS UM ENGODO DE CASTELO

A redução em 50% do preço das passagens de ônibus urbanos nos finais de semana - denominada tarifa social - é uma cortina de fumaça do prefeito João Castelo (SPDB), criada somente para tentar minimizar o aumento das passagens em até 23%.

O impacto maior deste aumento está na massa trabalhadora assalariada, que utiliza o transporte coletivo como único meio de deslocamento para chegar ao trabalho e buscar os filhos na escola, citando somente dois exemplos.

Reduzir a tarifa aos sábados e domingos, quando a maioria da população não precisa deslocar-se aos pontos de trabalho, altera quase nada os gastos com passagem.

Em uma cidade sem parques ambientais, com praças favelizadas, sem calçadas, as praias poluídas e raras opções de lazer cultural, a população da periferia fica retida nos bairros nos finais de semana.

É nos próprios locais de moradia que se fazem os pontos de entretenimento e lazer, salvo em ocasiões especiais como Carnaval e São João, quando as festividades espalham-se pela cidade.

Em vez de tentar iludir a população com a meia passagem de migalha aos sábados e domingos, Castelo deveria ter uma política consistente para o transporte coletivo, que atendesse pelo menos os itens básicos de:

- Melhoria da qualidade da frota de ônibus;

- Maior oferta de ônibus para a zona rural e periferia;

- Construção de paradas e abrigos decentes;

- Criar uma câmara setorial, com a participação da sociedade civil organizada, com o papel de debater a qualidade e a gestão do transporte urbano em São Luís;

- Abrir novas avenidas, recuperar o asfalto remendado e fazer ciclovias;
Castelo não quer nada disso. O governador da ditadura militar que mandou massacrar os estudantes em luta pela meia passagem na greve de 1979 quer mesmo é ironizar com essa meia passagem de meia tijela.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

CONGRESSO DO PT ABRE "JANELA" PARA DOIS PALANQUES DE DILMA NO MARANHÃO

O 4º Congresso Nacional do PT, que ocorre em Brasília neste final de semana, aprovou o documento-base que vai guiar o partido nas eleições.

Intitulado “Os desafios de 2010: a vitória na eleição presidencial e o crescimento do PT”, o texto abre a possibilidade para dois palanques à campanha de Dilma Roussef no Maranhão: um do campo democrático, com a candidatura de Flavio Dino (PC do B), e outro do grupo Sarney.

Veja o que diz o item 11 da resolução:

"11. Devemos envidar todos os esforços no sentido de buscarmos candidaturas unitárias aos governos estaduais. Onde isso se revelar politicamente impossível, devemos construir um acordo de procedimentos durante a campanha, que permita a existência de dois palanques para a candidatura presidencial.”

A resolução reforça a busca de “alianças com todos os partidos da base de sustentação do governo.” Por essa diretriz, estão incluídos o PT, o PC do B e o PSB, prováveis parceiros da aliança em torno da candidatura de Flavio Dino ao governo do Maranhão.

O documento reitera o objetivo maior do PT, já proclamado por vários dirigentes, que é a eleição de Dilma Roussef à Presidência da República. O congresso petista delega à direção nacional do partido a direção da campanha nacional, articulada às campanhas estaduais.

No item 13, fechando o texto, a resolução afirma que “compete ao Diretório Nacional conduzir a política de alianças nacional e atuar em conjunto com as Direções Estaduais na definição das alianças estaduais. Ao Diretório Nacional compete decidir, em última instância, as questões de tática e alianças necessárias à condução vitoriosa da campanha nacional.”

Compete agora ao PT do Maranhão marchar firme e decidir pela aliança com o PC do B, construindo uma candidatura afinada aos interesses nacionais, sobretudo à eleição de Dilma Roussef.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

DEU FAVELA NA PASSARELA

Um merecido título ao poeta e jornalista Cesar Teixeira, inspirador do enredo da escola Favela do Samba, do bairro Sacavém, vencedora do carnaval de São Luís.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

HILDA HILST PARA ESTA SEGUNDA DE CARNAVAL

Que canto há de cantar o que perdura?

A sombra, o sonho, o labirinto, o caos

A vertigem de ser, a asa, o grito.

Que mitos, meu amor, entre os lençóis:

O que tu pensas gozo é tão finito

E o que pensas amor é muito mais.

Como cobrir-te de pássaros e plumas

E ao mesmo tempo te dizer adeus

Porque imperfeito és carne e perecível

E o que eu desejo é luz e imaterial.

Que canto há de cantar o indefinível?

O toque sem tocar, o olhar sem ver

A alma, amor, entrelaçada dos indescritíveis.

Como te amar, sem nunca merecer?

sábado, 13 de fevereiro de 2010

LOS HERMANOS E A EVOLUÇÃO DA LIBERDADE, O CARNAVAL


Samuel Marinho *

Se Caetano Veloso continuasse desenhando a linha evolutiva do cancioneiro popular que ele mesmo sugeriu na década de 70, diria hoje que os Los Hermanos são o melhor acabamento do rock já produzido no Brasil.

Se a geração anterior tinha certa dificuldade em incorporar motivos ditos genuinamente brasileiros, com honrosa exceção aos Paralamas do Sucesso, os Los Hermanos vieram instalar a confusão definitiva sobre aquilo que podemos ser.

Ao serem diagnosticados pela crítica como banda de rock, eles subvertem a lógica e fazem também samba e novíssima bossa.

O princípio motivador dos meninos cariocas está numa espécie de alegoria carnavalesca constantemente confrontada com o olhar e sabor de ritmos estrangeiros bem amoldados à alma brasileira, o que a enriquece e a faz evoluir.

E quem se atreve a dizer do que é feito o samba da banda carioca?

Para além da síndrome de ecletismo forçado que norteou a nossa produção musical nos anos 90, o som dos Los Hermanos consegue soar coeso e pleno, bem distante da ramificação que seguiu influenciada pela genialidade de Chico Sciense.

Ouvir-Los é como descobrir um Brasil, 500 anos depois, e montar o quebra-cabeça do que somos: alegres, melancólicos, eufóricos, depressivos, sentimentais, apaixonados e amargurados.

Não somente a mistura das três raças tristes sugerida por Darcy Ribeiro no século passado em “O povo brasileiro”, obra que Marisa Monte considera como motivadora de sua própria música, algo até mais apurado que isso: um ar de tranqüilidade e desespero que coexistem no fio da navalha à beira de sol e mar.

Samba, suor e cerveja. Sexo, drogas e rock´nroll.

Já no primeiro disco “Los Hermanos” (1999), essa alegoria está claramente presente na sonoridade da banda e em letras mais explícitas como a de “Pierrot”. Apesar de irregular, a estréia, mal assimilada pelos megasucessos “Ana Julia” e “Primavera”, deixou o recado de que havia uma boa proposta a ser continuada.

No disco seguinte, o que era apenas sugestão, virou o conceito por si só, a obra-prima. “O Bloco do Eu Sozinho” (2001), um salto qualitativo de expressão impressionante, é a consciência do carnaval onipresente, na solidão e na multidão. No início do disco, um brasileiro solitário brada: “Todo Carnaval tem seu fim / E é o fim / É o fim / Deixa eu brincar de ser feliz / Deixa eu pintar o meu nariz.”

Do mesmo disco, “A Flor”, “Sentimental”, “Retrato pra Iaiá” e “Tão sozinho” são alegorias que flertam com a alma brasileira, provocando-a, trazendo-a mais uma vez para o enredo principal: “Quem é mais sentimental que eu?”.

O trabalho seguinte, “Ventura” (2003) aprofunda as nuances sonoras da banda, sem perder de vista o tema instigante: “Quem se atreve a me dizer do que é feito o samba?” são versos de “Samba a Dois”, palavras de quem sabe que o samba não se faz com uma nota só.

Destaque do mesmo álbum para a canção “Último Romance” que, melancólica e de temática mais universal possível, tira qualquer dúvida acerca da capacidade de perpetuação das canções dos Los Hermanos, antes tidas por uma crítica desconfiada como “músicas adolescentes”.

O disco “4” (2005) é o trabalho que antecede o hiato da banda, “uma conjunção ideal entre arranjos e músicas”, nas palavras de Bruno Medina, o tecladista. Essa alegoria é, de longe, a experiência mais introspectiva e pausada dos Los Hermanos, a essência da quarta-feira de cinzas, e encontra sua razão de ser nos versos finais da última canção “É de lágrima”: “É de lágrima que faço o mar pra navegar”.

A essa altura da carreira, Marcelo Camelo, principal compositor e vocalista da banda, já nos braços da crítica especializada, era comparado a Chico Buarque por vários motivos, dentre os quais se destacaria uma certa habilidade especial em retratar temas ligados à alma brasileira.

Alguém aí duvida?

Para os mais conservadores ou desavisados, a comparação pode até parecer absurda, mas o fato é que a música dos Los Hermanos representa a evolução da liberdade, o Carnaval, cantada pelo próprio Chico inspirado na obra de Darcy Ribeiro, quando consegue constituir um conceito de brasilidade ainda mais abrangente que o cantado pelo compositor de “Construção”.

“Tirar o pé do chão” é uma expressão que serve tanto para se jogar da beira de um precipício quanto para pular o carnaval.

Uma boa folia a todos.

* Samuel Marinho é colaborador deste blogue, contador e servidor público féderal

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

AGORA VAI: PASSAGEM DE COLETIVO SOBE 23% EM SÃO LUÍS

A Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) autorizou o aumento das passagens de ônibus na capital.

As tarifas vão subir, a partir de amanhã, em 23%. O maior impacto será nos ônibus do sistema integrado, onde a passagem aumenta de R$ 1,70 para R$ 2,10.

O Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros (SET), um dos mais poderosos de São Luís, garantiu o aumento em negociação com a Prefeitura.

É o governo Castelo transformando São Luís em uma das capitais com a maior tarifa de transporte coletivo do Brasil.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

ELEIÇÃO NO SINDSEP: CHAPA 1 DEFLAGRA CAMPANHA

O Sindicato dos Servidores Públicos Federais (SINDSEP), filiado à CUT, terá eleição nos dias 23, 24 e 25 de fevereiro.

A chapa 1, "Ampliar a luta e conquistar mais direitos", é liderada pela professora Angela Maria Silva Souza, da Roquette Pinto, e tem como vice José Raimundo Soares, servidor da FUNASA.

Nesta quinta-feira haverá o ato de lançamento da chapa 1, às 19 horas, na sede do Sindicato dos Urbanitários. O editor deste blogue participa da disputa, concorrendo à secretaria de Comunicação na chapa liderada por Angela Souza.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

DELEGADOS DO PT VÃO DECIDIR A POSIÇÃO DO PARTIDO NAS ELEIÇÕES DE 2010

O encontro estadual do PT maranhense, previsto para março, vai dar a palavra final sobre as eleições deste ano.

A decisão está nas mãos dos 175 delegados (veja abaixo) escolhidos pelas chapas que concorreram no Processo de Eleição Direta (PED), realizado em dezembro de 2009.

O número de delegados é proporcional à votação das chapas no PED.

Várias posições são defendidas por distintas tendências petistas.

A mais forte é a aliança com o PC do B, tendo o deputado federal Flavio Dino candidato a governador e o PT indicando o(a) vice.

Esta aliança completa-se com o PSB, controlado pelo ex-governador José Reinaldo Tavares.

Setores do PT defendem a inclusão de Bira do Pindaré na chapa do Senado.

Ocorre que esta equação tem o obstáculo da candidatura de José Reinaldo (PSB). O ex-governador quer um só nome ao Senado – o dele – para disputar a chamada segunda vaga.

A primeira é dada como certa para o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB), na chapa de Roseana Sarney.

Há quem defenda também a aliança do PT com o PMDB, posição assumida pelo deputado federal Washington Oliveira, mas sem consenso no seu próprio grupo.

Nesse cenário, Washington é cogitado para formar chapa com Lobão e até para vice-governador de Roseana.

Articulações do PT nacional com o grupo Sarney tentaram, em vão, fazer de Flavio Dino o candidato ao Senado com Lobão.

Dino não topa de jeito nenhum, mas Oliveira quer.

Quase ninguém no PT cogita aliança com o ex-governador Jackson Lago (PDT), em parceria com o PSDB.

No encontro de março, a hipótese ainda menos provável é a candidatura própria do PT.

Veja as chapas com seus respectivos líderes e número de delegados.

CHAPA E NÚMERO DE DELEGADOS

Augusto Lobato: 16

Bira do Pindaré: 29

Domingos Dutra: 36

Edmilson Carneiro: 17

Fransuíla Lopes: 09

Raimundo Monteiro: 54

Rodrigo Comerciário: 14

TOTAL: 175

domingo, 7 de fevereiro de 2010

POEMA PARA ABRIR A SEMANA


TRANSE

Eduardo Julio *

dias que não se fecham

eu queria dizer-te

pássaro

para ficar sobre tudo

pleno

com teu corpo ao lado

pensando um vôo

* Poeta e jornalista

sábado, 6 de fevereiro de 2010

REENCONTRO NA DIÁSPORA MARANHENSE


No barco São Francisco de Assis, um dos muitos que percorrem os rios da Amazônia, viajam de Belém para Macapá (AP) os irmãos Miriam Ribeiro da Silva e Francisco Ribeiro da Silva.

Oriundos de uma família de dez irmãos, os dois não se viam há 20 anos. Miriam nasceu no povoado Lagoa do Angico, em Paulo Ramos, município do oeste maranhense.

Ela viveu até os 14 anos em Angico, mudou-se para Bacabal e depois ao Amapá – o destino de centenas de maranhenses que partem dos portos de Belém (PA).

Miriam mora em Macapá há 12 anos, acompanhando o marido, este já convidado por outro maranhense para trabalhar de pedreiro no norte.

Dos dez irmãos da família Ribeiro Silva, oito estão em Rondon e outro em Rurópolis, ambos municípios paraenses. No Maranhão só ficou o mais novo.

Segundo Francisco e Miriam, todos os irmãos trabalham na roça, “no roço da juquira”, especificam.

REENCONTRO – Francisco tem 39 anos. Queixa-se de febre e moleza no corpo, enquanto contempla o deslizar da embarcação no final da tarde.

Nasceu em Santa Quitéria, no Ceará, mas logo aos três meses mudou-se com os pais cearenses para o Maranhão.

Morou em Lago da Pedra, Paulo Ramos e Buriticupu. Depois, em Rondon do Pará, onde finalmente foi contatado pela irmã Miriam.

“Vou para Macapá ver se arranjo um emprego porque em Rondon tá ruim. Quero um serviço melhor para cá”, espera, apontando a proa do barco que corta o rio Amazonas quando surge a lua cheia.

Separado, com uma filha de um ano e oito meses, Francisco trabalhou a vida inteira na roça. Em Rondon atuou em um criatório de peixe, mas abandonou tudo para aventurar-se no Amapá.

As tentativas de reencontro dos irmãos partiram dos dois lados.

Francisco telefonou para Macapá, descobriu o número de uma rádio, deixou recado na emissora, mas nunca conseguiu falar com a irmã.

As tentativas de Miriam foram mais consistentes, recorrendo a um antigo meio de comunicação – a carta.

“Sempre mandava cartas para minha mãe e meus vizinhos, no interior onde eu nasci, lá no Maranhão. Passei 11 anos fazendo as cartas, duas vezes por ano, até que um dia eu consegui localizar ele. Eu nunca tinha perdido a esperança. Foi emocionante. Quando aconteceu quase eu não acredito”, comemorou Miriam.

O irmão, que já havia desistido, celebrou: “Fiquei feliz demais, uma alegria muito grande. Dei meio mundo de abraços nela. Eu não tinha mais esperança de encontrar a Miriam.”

Ele viu pela primeira vez sua sobrinha, filha de Miriam, de 12 anos (ao centro na foto). “Agora eu vou com vocês, ver se consigo um serviço bom pra lá, para viver melhor”, persevera.

Francisco impressiona-se diante do “meio mundo d’água” na Amazônia e com os ribeirinhos remando rápido as canoas para receber doações de roupas e alimentos jogadas em sacos plásticos do alto dos barcos grandes.

A saga dos Silva recomeça na travessia do Amazonas. “Quero uma vida melhor para lá”, disse Francisco, na popa do barco, respirando um ar puro inspirador.

Naquele instante, ele parecia livre da roça, do latifúndio e do mandonismo político que o escravizaram mais da metade da vida.

Do Maranhão ao Pará, até o Amapá, pouca coisa mudou nos últimos 40 anos. Mandam os mesmos.

O prefeito macapaense, Roberto Góes (PDT), é sobrinho do governador amapaense Waldez Góes (PDT), reeleito em 2006 com 53,69% dos votos. Destes, é aliado o senador José Sarney (PMDB).

A oposição, que já governou o estado, é da família Capiberibe (PSB), cujos métodos de mandonismo pouco diferem dos Góes.

É neste ambiente que Francisco só pensa em melhorar de vida. Tomara que dê sorte.

FLUXO - Os maranhenses foram atraídos ao norte no final da década de 60, para trabalhar no projeto Jari e no garimpo. Aos poucos fixaram residência e chamaram os parentes. Até hoje o fluxo de maranhenses ao Amapá é grande.

Nas embarcações que partem de Belém é comum encontrar pessoas de várias regiões do Maranhão cujas teias familiares estendem-se até Macapá.

FOTO: Francisco vê pela primeira vez a sobrinha, de 12 anos, e reencontra a irmã Miriam

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

POSSE NO PT

O presidente eleito do PT de São Luís, Fernando Silva, toma posse quinta-feira 11, em cerimônia que terá a participação de militantes e dirigentes do petismo, representantes dos movimentos sociais e outros parceiros.

Fernando Silva coordenará as articulações do PT para a eleição à Prefeitura de São Luís em 2012. Além do presidente, serão empossados os integrantes do diretório da capital.

A cerimônia será realizada na sede do Sindicato dos Bancários (rua do Sol – Centro). O presidente eleito do diretório estadual, Raimundo Monteiro, vai prestigiar a posse de Fernando no diretório de São Luís.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

CELSO BORGES LANÇA "BELLE EPOQUE"


Nesta quinta 4, o poeta e jornalista Celso Borges faz o lançamento de seu novo livro, "Belle Epoque", às 19 horas, no cine Praia Grande.

Para animar a festa, haverá performances e show de rock contemporâneo.