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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

ANÔNIMOS NÃO

Rende um bom debate o artigo de Samuel Marinho, sobre Zeca Baleiro, publicado domingo.

Dá gosto ver as pessoas argumentando com qualidade, defendendo seus pontos de vista com vigor.

Alguns leitores tentam postar comentários, mas não se identificam. Estes foram vetados. Faço o possível para evitar anonimato aqui.

Sobre a polêmica em torno de Baleiro, o editor do blogue, quase analfabeto musical, fica só administrando.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

PAINEL EMPRESARIAL NO MAIS DO MESMO

O Painel Empresarial 2009 reuniu ontem um expressivo número de empresários, lobistas e empreiteiros para anunciar novos negócios no Maranhão.

Sob o comando da governadora Roseana Sarney e do ministro das Minas e Energia Edison Lobão, o conclave repetiu a surrada redenção dos maranhenses com a implantação de grandes projetos mínero-metalúrgicos e de celulose.

Gente como Eike Batista (EBX) e Franklin Feder (presidente da Alcoa no Brasil, América Latina e Caribe) impressiona com palavras de efeito. “Sou tido como empresário anti-puxadinho”, ironizou Batista, referindo-se aos projetos de longo prazo e sua visão empresarial de futuro.

Ao coro de Eike juntou-se Ricardo Nascimento, presidente do grupo Ferroeste, clamando as maravilhas da siderurgia no corredor Carajás. Disse que está tudo bem com as carvoarias e o controle da poluição.

Nesse consórcio não poderiam faltar a Vale a Suzano. Esta vai plantar eucalipto para produzir celulose em Imperatriz, gerando até 8 mil empregos quando 2013 chegar. Acredita?

Vai vir muito dinheiro para o Maranhão. Somando todas as propagandas feitas, vamos ter R$ 85 bilhões nos próximos seis anos. Os olhos dos empreiteiros e lobistas brilhavam, principalmente quando Eike Batista disse que ia falar em real, “que é moeda forte”.

Salvaram o painel o presidente da Petrobras Sério Gabrielli e o diretor de Inclusão Social e Crédito do BNDES Élvio Gaspar.

Gabrielli pôs os pés no chão sobre a refinaria premium de Bacabeira. O Maranhão precisa se preparar para receber um dos maiores empreendimentos do mundo, que pode demorar de sete a nove anos para entrar em operação.

O mais aplaudido, Elvio Gaspar, fez um discurso que, contraditoriamente, não interessava a quase ninguém naquele auditório lotado: desenvolvimento com inclusão social e redução da pobreza.

Nessa hora o executivo da EBX pôs a mão no rosto e o senador Edinho Lobão olhava de lado, meio atravessado com as palavras sonhadoras do diretor do banco, todo animado quando falava do rumo político e do planejamento estratégico do governo federal.

A platéia ovacionou Gaspar não pela eloqüência, mas por outro motivo. O melhor orador tem a chave do cofre. É do BNDES que virá grande parte da verba para financiar esses gigantes da iniciativa privada.

Estes estão pouco ligando para degradação ambiental, pobreza e inclusão social.

No mais, nenhuma palavra sobre produção de alimentos, modernização da agricultura e industrialização de fato no Maranhão. De província mínero-metalúrgica e corredor de exportação, vamos passar a paraíso da celulose.

O painel só serviu para montar a pré-campanha de Roseana Sarney, mostrar poder econômico no jogo político, cooptar parlamentares e reeditar um velho discurso que só se renova nas cifras para engordar as contas de Batista, Feder e companhia.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

DILMA COSTURA REEDIÇÃO DA ALIANÇA PT-PMDB NO PARÁ

A ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, participou das celebrações do Círio de Nazaré, em Belém (PA), neste final de semana.

Não se sabe das predileções religiosas da ministra, nem se fez pedidos ou promessas a Nossa Senhora, mas ela rogou aos petistas e peemedebistas pela manutenção da aliança que levou a senadora Ana Julia Carepa (PT) ao Governo do Pará, em 2006.

Dilma quer o repeteco da coligação para renovar o mandato petista em 2010, com o apoio do cacique do PMDB Jader Barbalho.

Barbalho tem força eleitoral no Pará. Seu filho Elder é prefeito de Ananindeua. Sem o PMDB, avaliam os analistas, dificilmente Ana Julia conquista outro mandato.

Ex-governador, Jader controla postos estratégicos no governo petista, mas ameaça romper. Ele próprio pode ser candidato ao posto ocupado por Ana Julia ou apoiar um nome tucano, ainda a definir.

Sob o mando da aliança nacional PT-PMDB, Dilma prometeu mais investimentos no Pará. Espera, com isso, sensibilizar os interessados nos recursos do governo federal.

Fez sua parte. No entanto, o governo petista sofre desgaste na popularidade. É aí que Jader Barbalho faz chantagem e ameaça quebrar a corda.

Dilma não impressionou. Só “são” Lula salva a aliança no Pará.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

TEXTO-BOMBA SOBRE ZECA BALEIRO

A METALINGUAGEM DA ARTE CONTEMPORÂNEA EM ZECA BALEIRO

por Samuel Marinho

O autor é contador e servidor público federal. Nesse texto, conta estórias com estilo sobre Baleiro e serve o blogue com uma ótima leitura. Aprecie sem moderação.

Nas entrevistas que antecederam o lançamento do seu mais recente trabalho, O Coração do Homem-Bomba, Zeca Baleiro costumava resumir: “É apenas mais um disco da boa e velha música popular brasileira. Espero que isso baste!”. Mero despiste do poeta-publicitário. É, na verdade, o disco mais pretensioso e conceitual (com o perdão da palavra) de um dos artistas que se propôs a reinventar a música popular brasileira na última década.

Mais que uma reverência à Tropicália, abaixo o rótulo que lhe insistiram de neo-tropicalista no início da carreira, Zeca Baleiro trilha caminhos muito próprios na chamada linha evolutiva do cancioneiro popular.

É uma (des)continuação ousada que propõe fim à dicotomia brega x chique e que festeja a um só tempo a maldição e a realeza da música popular brasileira, de Sérgio Sampaio a Roberto Carlos: uma pretensa intenção de unificar a nação.

Na poética, nota-se uma veia que representa uma brasilidade idealista, do jeito que deveria ser: é o baleiro que distribui balas, mas sem esquecer de dispará-las.

Para o desastre da crítica musical, essa evolução que ainda não encontrou denominação própria, se reafirma agora em seu trabalho mais (in)tenso, onde a metáfora das balas se maximiza na figura do homem-bomba.

O volume 1 é a festa, a explosão de diversidade, da alma multicolor e miscigenada a qualquer custo do brasileiro, tudo ao sabor do homem contemporâneo que é aquele nascido em Arari.

O volume 2 é a ressaca, ou melhor, a tempestade de uma tempo suicida, o olhar sobre o terror de uma era muito estranha, mas como falaria o próprio Zeca, não sem ironia.

A aparente despretensão do Baleiro se mostra logo na simplória vinheta que abre o volume 1: “O coração do homem-bomba faz tum tum / até o dia em que ele fizer bum”.

Estamos mais uma vez diante de uma das marcas da sua poética musical: a metalinguagem da arte contemporânea, explorada desde os primórdios de Por Onde Andara Stephen Fry? (1997), tão bem intensificada em Pet Shop Mundo Cão (2003), que rendeu temas de músicas inteiras como as emocionantes “Muzak”, “Telegrama” e “Mundo dos Negócios” e cuja síntese se extrai dos versos de “Fiz esta Canção” (2003): “Pra que que eu vou cantar / se você não vai escutar / a voz do coração deste compositor popular?”.

O problema da obra de Zeca parece sintetizar o anseio do artista de nossa era: em meio a tantas possibilidades midiáticas, cantar o quê, onde e para quem. O clichê de que o artista tem que ir aonde o povo está, ao menos aqui parece ter sido contrariado.

É um compositor, auto-intitulado popular, inquieto, sempre disposto a transpor as barreiras do público segmentado que a armadilha da comunicação de massas lhe impôs, e que a certa altura se denominou de forma bela e mórbida como a “um artista de balas perdidas que nunca encontrou seu público-alvo”.

O Coração do Homem-Bomba é essa esperança mais uma vez assumidamente fracassada de atingir as grandes multidões, o que justifica o mote de criação da saga que dá nome ao trabalho, algo parecido com o que Baleiro fizera no seu primeiro disco.

O músico-poeta, embora negue a forma conceitual, tem sua trama sintetizada a partir do questionamento presente no conto-release disponível em seu sítio “A saga do homem-bomba”.

O que faria um homem-bomba que, fracassado em sua razão existencial, envelhecesse e não pudesse cumprir sua vocação? Aqui a leitura é imediata: o que faria um compositor popular que tem a vocação para cair na boca do povo, se não conseguisse nunca atingir ao seu público-alvo, “explodir”? É ele, Zeca, o próprio homem-bomba, o próprio Stephen Fry. Esse o leitmotiv de toda a discografia do Baleiro, obviamente a ser discutida num futuro póstumo.

Em o Coração do Homem-Bomba encontramos o artista popular pronto pra mais uma vez alargar o alcance de sua música, para além do público universitário que sempre lota os seus shows frenéticos em São Paulo.

Por isso ele declara, cheio de auto-deboche, a um certo público inatingível: “Vou fazer canções de amor pra vender... Você não liga pra mim, mas eu ligo...:”. O que parece uma canção de amor boba aos moldes tribalistas de composição, acaba incorporando o modo genial de dizer o mundo nas entrelinhas cheias de intenções, resquício de uma música popular dita de resistência de épocas duras.

Mas livre de qualquer complexo de Caetano Veloso, as referências do compositor maranhense vão do escracho da Bossa Nova misturado ao auto-deboche d´Os Mutantes e Pato Fu, como em “Pastiche” e “Samba de um Janota Só”, a momentos solenes que exaltam personagens obscuros do cancioneiro popular como Odair José e Geraldo Vandré.

“Toca Raul”, uma das pérolas do cancioneiro popular da década atual, é bem figurativa da forma sutilíssima de expressão agora adotada pelo compositor.

É uma canção que tem mais a dizer no contexto, do que na própria letra: “Mal eu subo no palco, um mala um maluco já grita de lá: - Toca Raul”. Inserida após uma vinheta aparentemente sem nexo (Aí Beethoven! Será que ninguém me ouve?), que funciona na verdade como prelúdio, a música pode ser lida como um fracasso assumido da veia autoral de um compositor que se quer verdadeiramente popular.

Ciente dessa impossibilidade, só lhe resta reverenciar àquele que por último, carregado de idéias e ideologias, ao lado de Cazuza e Renato Russo, teve sua música alçada a índices indiscutíveis de popularidade. São reflexos do tempo fragmentado, sólido que se desmancha no ar, que angustia o artista contemporâneo e que já não comporta as mesmas concepções de vilão, herói ou gênio.

Ainda assim, “O Coração do Homem Bomba” não poderia se encerrar apenas em inflexões melancólicas e/ou devaneios existenciais de um mundo que nem sequer se dá conta disso. Não! Definitivamente, paremos por aqui.

“Tome uma atitude sua besta, seja uma besta com atitude, pode ser uma atitude besta, mas que seja uma atitude” são os versos de auto-ajuda que encerram o intervalo de propagandas recheado de vinhetas geniais do poeta-publicitário. Como fã inveterado que sou, só tenho a agradecer: Obrigado Zeca Baleiro, pela besta que você é.

Samuel Carvalho Marinho, Belém-PA, outubro de 2009

sábado, 10 de outubro de 2009

IMAGENS DA FÉ





O Círio de Nazaré, em Belém (PA), é uma das maiores celebrações religiosas do Brasil.

Na procissão fluvial, os devotos rendem homenagens, fazem promessas e agradecimentos.

Cerca de 500 embarcações, segundo a organização do evento, percorreram hoje pela manhã o rio Guamá para acompanhar a imagem de Nossa Senhora de Nazaré.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

CAOS EM BURITICUPU

AGENTES CÁRITAS AMEAÇADOS DE MORTE

Cáritas Brasileira aponta “quadro trágico, vergonhoso e insustentável, fruto de um conjunto de fatores, entre os quais a ausência do poder público e de políticas públicas” em Buriticupu.

A esposa do prefeito citado abaixo, Francisca Primo, é filiada ao PT. O registro dela no partido foi homologado junto com o ingresso de Mauro Jorge, de tradicional família latifundiária na região de Lago da Pedra.

Veja a nota:

"Sob o comando do Ministério do Meio Ambiente, a Operação Arco de Fogo, deflagrada para coibir desmatamentos e a extração ilegal de madeira, entre outros crimes ambientais, representantes de diversos ministérios, do IBAMA e da Polícia Federal, estiveram em agosto no município de Buriticupu/MA.

Na ocasião, o Fórum de Políticas Públicas daquele município denunciou as ações criminosas de madeireiros, incluindo os senhores Antônio Marcos de Oliveira, vulgo Primo, prefeito municipal, e seu sócio José Mansueto de Oliveira, presidente da Câmara Municipal de vereadores.

Com a retirada da operação e de todo o seu aparato de segurança, funcionários do IBAMA evadiram-se da cidade, permitindo assim a retirada do lacre das madeireiras e seu retorno ao funcionamento normal, continuando o trágico quadro de crimes contra o meio ambiente, seja pela extração ilegal de madeira, poluição, geração de resíduos e proliferação de doenças, entre outros.

O envolvimento de autoridades com criminosos, ou o cometimento de delitos pelas próprias, contribui para um quadro de descrédito nas instituições, por parte da população, que busca fazer justiça com as próprias mãos, aumentando os alarmantes índices de violência – só após a passagem da operação Arco de Fogo, quatro jovens foram assassinados em Buriticupu.

Lideranças do Fórum de Políticas Públicas de Buriticupu/MA, integrado por representantes da Cáritas Diocesana de Viana e Rede de Educação Cidadã, entre outras, têm sofrido ameaças de morte. Naíza Gomes de Sousa Abreu, agente da Cáritas Diocesana de Viana e membro do Fórum de Políticas Públicas de Buriticupu, após receber diversos recados, resolveu, forçada, deixar família, trabalho, seu cotidiano, saindo da cidade.

Diante do quadro trágico, vergonhoso e insustentável, fruto de um conjunto de fatores, entre os quais a ausência do poder público e de políticas públicas, a Cáritas Brasileira Regional Maranhão vem a público denunciar estes mais recentes acontecimentos e cobrar providências por parte das autoridades competentes – poderes executivo, legislativo e judiciário –, nas esferas federal e estadual.

A garantia de vida destes cidadãos e cidadãs por parte das autoridades é mais que urgente.Faz-se necessária uma intervenção em Buriticupu – para além de uma bissexta operação. Diante do imperativo ético revelado pela Igreja Católica ao afirmar que “a paz é fruto da justiça” – tema de sua Campanha da Fraternidade em 2009 –, a Cáritas Brasileira Regional Maranhão denuncia a ausência do Estado brasileiro assegurador da ordem pública e garantidor do direito fundamental à vida no município de Buriticupu/MA e exige apuração e punição imediata para os agentes públicos que encobrem, incentivam e/ou praticam crimes contra o meio ambiente e a vida de quem lá reside.

Coordenação Colegiada
Cáritas Brasileira Regional Maranhão

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

PARA GOVERNADOR...

LUIS HENRIQUE SOUSA
Jornalista e Secretário de Comunicação do PT São Luís.

...Flávio Dino. Para Senador Bira do Pindaré (PT). Ombreados pelo PSB (Agora vai?) este é o desenho político a ser perseguido nas eleições do ano que vem por PT e PC do B. Desenho de razoabilidade e maturidade dos dois partidos de esquerda no Maranhão.

Flávio e Bira representam os ventos de mudança na política do Maranhão. Mudanças que não estão restritas ao caráter geracional, podem e devem repercutir as mesmas salutares alterações políticas ocorridas no país, a partir da eleição do presidente Lula.

Cada um por seu turno e atuação, são nomes naturais da esquerda para a disputa majoritária em 2010. Constituem emblematicamente o projeto em curso no Brasil e são possuidores de profunda identificação com ele.

Uma chapa que poderá ser complementada com a presença do PSB, na figura do ex-governador Zé Reinaldo, muito embora, pela mesma razoabilidade, o nome do ex-governador fortaleceria muito mais o projeto, se disponibilizado para encabeçar a chapa dos deputados federais.

Zé Reinaldo, até sozinho, é garantidor de quociente eleitoral. Bancada federal que será fundamental em quaisquer circunstancias, na condição de situação ou de oposição. Além do que mais de uma candidatura ao senado colocará em risco a potencialidade do pólo de esquerda.

Sacrifício (ou sabedoria?) que não diminuirá Zé Reinaldo, muito pelo contrário, seria um gesto altruísta, gesto que ele já foi capaz de fazer na eleição passada, quando permaneceu no cargo e fez o sucessor, ainda que mais tarde a justiça eleitoral o tenha apeado do poder.

Muito embora o PMDB só disponha de um nome competitivo, Roseana ou Lobão, a fragmentação da oposição, considerando ainda a debandada de Vidigal para o consórcio tucano-pedetista, pode inviabilizar o assento no senado e perda do espaço para as chamadas “estruturas de campanha”, hoje, única alternativa dos peemedebistas para garantir as duas vagas em disputa.

Certamente não faltarão vozes petistas a defender candidatura própria, aliás, algumas destas vozes já ecoam. O argumento é que o PT não pode continuar a ser linha auxiliar de poder das demais forças de oposição; que tem que ter proposta e projeto próprio; que o partido precisa fortalecer suas lideranças; abrir picadas na perspectiva de apresentar um plano de desenvolvimento alternativo para Maranhão e, por tabela, que viabilize as candidaturas petistas.

Todos estes argumentos seriam válidos, se o PT tivesse unidade e o tal projeto político-eleitoral. Francamente não tem, e se tem, está disperso na disputa interna do partido ou na distancia que os intelectuais petistas guardam das hostes partidárias.

Ao contrário de situações anteriores em que primeiro foi preciso o PT definir o comando, para só depois definir a tática, os caminhos possíveis parecem claros e cristalinos.

Nem é preciso esperar pelo PED (eleição interna do PT) para saber quais alternativas estão reservadas para 2010: PMDB de Sarney; PDT tucano; o pólo de esquerda (PT, PC do B e PSB) ou candidatura própria. Portanto, a conjuntura impõe ao partido dos trabalhadores o seguinte recado: não dá pra andar sozinho, tão pouco mal acompanhado.

Da síntese, sozinho ou mal acompanhado, entenda-se como sozinho uma candidatura solo, completamente inviável para garantir eleição de senador, deputados federais, no máximo, exitosa apenas para deputado estadual.

Na rica conjuntura, seria resignar o papel do PT a ridícula condição de laranja do sarneysismo ou dos tucanos-pedetistas. Não tardaria e a campanha presidencial desembarcaria no Maranhão no palanque do PMDB, seguramente, neste caso, mais forte, competitivo e atraente para os interesses do PT nacional (intervenção branca).

Por mal acompanhado entenda-se qualquer aliança que una o PT ao consórcio tucano-pedetista, insustentável (intervenção bruta) ou ao PMDB de Roseana que é a contradição histórica das lutas e sonhos do PT no Maranhão.

É hora de quem sabe fazer. É hora de abrir o debate para o Maranhão que queremos. É hora de construir o Maranhão que podemos. Mão na massa e pé na estrada. Vem, vamos embora, porque o Maranhão é grande.