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domingo, 7 de novembro de 2010

CONSTRUTORAS OPERAM MAIS NO FINANCIAMENTO DE CAMPANHAS

Folha de São Paulo

As empreiteiras mais que triplicaram o volume de doações para os políticos que se elegeram para o Congresso neste ano em relação a 2006.

Dos congressistas eleitos, 54% receberam recursos das construtoras em 2010, um total de R$ 99,3 milhões, informa reportagem de Silvio Navarro e Breno Costa, publicada neste domingo pela Folha.

Levantamento feito pela Folha nas prestações de contas disponíveis no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) mostra que 306 congressistas que assumirão mandatos em fevereiro (264 deputados e 42 senadores) receberam contribuições de construtoras.

Há quatro anos, as empreiteiras declararam ter doado R$ 32,6 milhões (valores corrigidos pela inflação). A conta tem apenas uma ressalva: este ano foram disputadas 27 vagas a mais no Senado do que em 2006, quando foi eleito apenas um senador para cada Estado.

As empreiteiras superaram com folga outros tradicionais doadores, como bancos, mineradoras e empresas ligadas ao agronegócio.

sábado, 6 de novembro de 2010

SÁBADO COM LEMINSKI

eu

quando olho nos olhos

sei quando uma pessoa

está por dentro

ou está por fora

quem está por fora

não segura

um olhar que demora

de dentro de meu centro

este poema me olha

Paulo Leminski

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

SOMOS DILMA DESDE 1989

O jornalista Marco d’Eça atacou vários integrantes do PT, acusando-nos de "omissão", "corpo-mole" e rebeldia na campanha de Dilma Roussef (PT) com Roseana Sarney (PMDB) no Maranhão.

Dos qualificativos citados por d’Eça, rebeldia é o único apropriado. Os demais, não servem.

Fazemos campanha para Dilma desde 1989, quando ela ainda nem sonhava ser candidata à Presidência da República. Nesta data, a primeira campanha de Lula, quando o campo democrático-popular começava a construir uma alternativa de poder para o Brasil, já estávamos todos nas ruas.

Foi assim também nas campanhas seguintes de 1994, 1998, 2002, 2006 e 2010. Não precisamos de atestado, registro em cartório ou ata de reunião para provar o compromisso ideológico com as forças transformadoras do Brasil, representadas nos dois mandatos de Lula e na eleição de Dilma.

Quem precisa dar explicações sobre o oportunismo tardio de adesão ao PT/Lula é oligarquia maranhense, que sempre esteve à sombra do poder de qualquer partido. Foi esse grupo que firmou um pacto com a Ditadura Militar e silenciou sobre a tortura e as atrocidades cometidas nos porões da repressão.

E, logo depois, de forma oportunista também, abandonou o barco dos militares e levantou o estandarte da Nova República. E, em todos os governos seguintes, esteve associado, servindo e usufruindo das benesses do poder.

Não duvidamos, também, se a oligarquia aderisse aos tucanos com a vitória de José Serra, abandonando Lula e o PT.

Nós, petistas dissidentes desse pragmatismo, não aceitamos a aliança do PT com o PMDB no Maranhão. Decidimos apoiar a candidatura de Flávio Dino (PC do B), com Dilma, por questões de princípio e coerência política.

Fizemos a campanha de Dilma, mesmo sem o PT formalizado em nossa coligação, até que a Justiça Eleitoral retirou as cenas do comício de 2008, na praça Deodoro, no qual Dilma pedia votos para Flávio Dino.

Os ataques de d‘Eça assemelham-se a outros tiros disparados dentro e fora do PT com o objetivo de aniquilar o pensamento dissidente no Maranhão.

Daqui por diante, como por decreto, só é correto pensar de acordo com os interesses do Palácio dos Leões. E para isso, utilizam Dilma e Lula como espelho e escudo em uma só aparato.

José Sarney (PMDB) se vê em Dilma e ao mesmo tempo usa a presidente como proteção diante de todos aqueles que divergem da aliança PT-PMDB no Maranhão.

O fato de uma parte representativa do PT divergir do “consenso de Washington (Oliveira)” e integrar a campanha de Flavio Dino tornou-se um dos maiores obstáculos à vitória de Roseana Sarney (PMDB).

Flávio, sem o apoio oficial do PT, chegou a 29% das intenções de voto enfrentando as mais poderosas forças políticas e econômicas do Maranhão. Tivemos uma vitória política, consolidamos um pólo de oposição e vamos aos debates e enfrentamentos futuros.

Estivemos com Dilma no primeiro e no segundo turno. Não houve neste blogue nenhum patrulhamento ao deputado estadual Valdinar Barros (PT). A crítica direcionada ao parlamentar veio da observação do contraditório na postura dele.

Barros, um radical confesso anti-Sarney, que até outro dia estava com o ex-governador Jackson Lago (PDT) "até debaixo d'água", foi fotografado com o senador Edison Lobão (PMDB) em uma cerimônia de apoio a Dilma.

Transformar essa crítica em ódio à vitória de Dilma não tem sentido. É querer enxergar além do possível nos critérios da objetividade jornalística.

Neste blogue sempre combatemos a hegemonia do PSDB no ex-governo de Jackson Lago. Defendíamos, e sustentamos essa tese em 2008 e 2010, a construção de uma terceira força política no Maranhão, protagonizada pelo PT e pelo PC do B.

O PT, sustentamos, não deveria ser linha auxiliar nem do grupo Sarney nem da oposição conservadora cristalizada no PSDB. Vencemos o encontro de tática eleitoral do PT, com a tese da coligação com o PC do B. Flávio Dino governador, Dima presidente.

A meta de fazer prosperar um pensamento único no Maranhão, emanado de uma só família, ancorado num apoio tardio e oportunista ao PT/Lula, é prejudicial à democracia. Quem aderiu ao pensamento único vai responder à História por suas opções, atos e gestos.

Os rebeldes, por uma boa causa - a melhoria dos indicadores econômicos e sociais do Maranhão - mantêm a trincheira ocupada, fazendo o bom combate, até que os verdadeiros adversários do povo do nosso estado sejam derrotados.

Estamos com Dilma, para o Brasil seguir mudando.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

SHOW EM IMPERATRIZ REVIVE A “ERA DOS FESTIVAIS”

Os grandes festivais dos anos 1960 e 70 serão relembrados em show com 14 intérpretes de Imperatriz, nesta sexta-feira, às 18h30. Cada artista escolheu livremente e apresentará duas melodias, falando um pouco sobre suas origens e motivações.

O espetáculo será raealizado no Paço do Zuzinha, novo point da música na cidade. A “Era dos Festivais” integra uma série de shows do projeto “Sexta às seis e meia”, uma iniciativa da Fundação Cultural de Imperatriz, sob o comando de Axel Britto.

Veja a pauta das apresentações:

Erasmo Costa
A Banda (Chico Buarque) Chico Buarque
Domingo no Parque (Gilberto Gil) Gilberto Gil

Marcela Barros
Pra não dizer que não falei de flores (Geraldo Vandré) Geraldo Vandré
Diz que fui por aí (Zé Kéti - H.Rocha) Zé Kéti.

Marco Duailibi
Travessia (Milton Nascimento - Fernando Brant)
Agonia (Mongol) Oswaldo Montenegro.

Professor Ribeiro
Porto Solidão (Zeca Bahia - Gincko) Jessé.
Disparada (Geraldo Vandré - Theo de Barros) Geraldo Vandré

Neném Bragança
Quem me levará sou eu (Dominguinhos - Manduka) Fagner
Bandolins (Oswaldo Montenegro) Oswaldo Montenegro

Reginaldo Parente
Demônio colorido (Sandra de Sá) Sandra de Sá
Palco (Gilberto Gil) Gilberto Gil

Dr. Itamar Fernandes
Cantiga por Luciana (Edmundo Souto - Paulinho Tapajós) Paulinho Tapajós
Viola enluarada (Marcos Valle - Paulo Sergio Valle) Marcos Valle

Pilantropia
Alegria, Alegria (Caetano Veloso) Caetano Veloso
Planeta Água (Guilherme Arantes) Guilherme Arantes

Carlos Leen e Nany Vieira
Eu quero é botar meu bloco na rua (Sergio Sampaio) Sergio Sampaio
Na Hora do almoço (Belchior) Belchior

Zeck
Carolina (Chico Buarque) Chico Buarque
Fio Maravilha (Jorge Benjor) Maria Alcina

Lena Garcia
Casa no campo (Zé Rodrix - Tavito) Elis Regina
Divino maravilhoso (Caetano Veloso) Caetano Veloso

Dr. José Mendonça
Mucuripe (Fagner-Belchior) Fagner
Foi Deus quem fez Você (Luis Ramalho) Amelinha

Banda Capela
Fato Consumado (Djavan) Djavan.
Ando Meio Desligado (Arnaldo Baptista - Rita Lee - Sérgio Dias) Mutantes.

Venusia Milhomem
Escrito nas Estrelas (Carlos Rennó - Arnaldo Black)
Tetê Espíndola
Andança (Edmundo Souto, Danilo Caymmi e Paulinho Tapajós) Beth Carvalho

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

DILMA GANHOU NAS CIDADES CONTROLADAS PELO PSDB

A vitória de Dilma Roussef em São Luís, Imperatriz e Açailândia, grandes colégios eleitorais controlados pelo PSDB, demonstrou a fragilidade dos tucanos maranhenses na condução da campanha de José Serra.

Em São Luís e Imperatriz, respectivamente, os prefeitos João Castelo e Sebastião Madeira empenharam-se com todas as forças na campanha serrista.

O prefeito Madeira pretendia associar o sentimento anti-Sarney do imperatrizense a uma votação expressiva em Serra, o candidato de Jackson Lago (PDT) a presidente.

Somadas as três forças (o engajamento de Madeira, de Jackson e a rejeição ao sarneísmo) os tucanos da região tocantina acreditavam na vitória de Serra em Imperatriz.

Resultado em Imperatriz no segundo turno: Dilma obteve 52,26% e Serra 47,74%. No primeiro turno Dilma 35,87% e Serra 33,69%.

Na capital, dois dias antes da eleição, Castelo chegou a promover uma megapasseata pró-Serra, engrossada com funcionários da Prefeitura.

Quando as urnas falaram em São Luís, Dilma teve no segundo tuno 76,70% e Serra 23,30%. No primeiro turno Dilma 70,65% e Serra 15,09%.

Os dois maiores colégios eleitorais do Maranhão foram colocados nas mãos dos tucanos com o apoio decisivo do ex-governador Jackson Lago (PDT). Em 2008, Lago rejeitou Flávio Dino (PC do B) e apoiou Castelo na disputa pela Prefeitura.

Em Açailândia o impacto da derrota de Serra foi menor, porque o PSDB e o PT convivem na maior harmonia. O petista Antonio Erismar, ex-candidato a deputado estadual, é o vice-prefeito do tucano Ildemar Gonçalves.

Já o presidente estadual do PSDB, Roberto Rocha, sai da campanha duplamente derrotado. Primeiro pelo fracasso nas cidades dos prefeitos tucanos. E segundo por não ter conseguido dar repercussão à denúncia de que ele teria sido extorquido na Casa Civil.

Rocha foi à revista Veja na reta final da campanha queixar-se de uma suposta propina exigida por assessores da Casa Civil para resolver uma disputa judicial contra a família Vieira da Silva pelo controle da TV Cidade.

O presidente do PSDB pensava em detonar uma bomba contra o PT/Dilma. Seria um novo efeito Erenice Guerra, mas o assunto não chegou ao Jornal Nacional, como era esperado.

Na reportagem da Veja, Rocha acabou confessando o pagamento de uma parte da propina para adiantar a negociação. A bomba da extorsão, direcionada a Dilma Roussef, acabou explodindo na mão do próprio denunciante. Segundo a revista, Roberto passou de vítima a propineiro.

Mesmo derrotados na eleição presidencial, os tucanos maranhenses ainda têm fôlego na sucessão municipal de 2012. Madeira é praticamente imbatível em Imperatriz. Só perde a eleição se ocorrer uma catástrofe.

Castelo está em fase de recuperação na capital. Se mantiver o ritmo por mais dois anos, é candidato forte à reeleição ou grande cabo eleitoral.

São Luís continua horrível e abandonada, mas o estado da cidade é tão precário que qualquer pequena obra de Castelo é contada com efeitos especiais na propaganda.

Tanto que ninguém agüenta mais assistir àquela peça publicitária da recuperação da estrada de acesso ao Parque Vitória.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

DILMA COM TRABALHO DOBRADO

O Brasil emergente das urnas é fruto do lulismo. Feito um avatar, Lula vestiu e investiu no arcabouço de Dilma Roussef (PT), elegendo-a presidenta.

Ambos têm méritos. Os oito anos de Lula superam fácil a era FHC (PSDB). Basta comparar os números friamente, sem paixões, como foi feito na eleição.

Dilma foi a gerente do segundo mandato de Lula, mas já vinha comandando o ministério das Minas e Energia. Tem ainda lastro militante desde a juventude. Não surgiu do nada.

Mesmo com todo esse currículo, ela sozinha seria presa fácil para José Serra (PSDB). São favas contadas: o lulismo elevou Dilma ao Palácio do Planalto.

Mas, sem a popularidade e o carisma do presidente, a presidenta terá de mostrar resultados maiores e melhores.

O novo governo vai acontecer num cenário em que o PT é cada vez mais parecido com qualquer outro partido, mais pragmático e menos ideológico, suscetível aos jogos do poder.

Dilma tem perfil preponderante técnico. Vai precisar de um bom operador na política. Com Lula fora do poder, o PT tende a ganhar autonomia nas entranhas do governo.

Resta saber quais serão esses novos operadores. É deles que vai depender o sucesso do governo Dilma.