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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

CPI DA FAPEMA

O deputado estadual Bira do Pindaré (PT) vai dar início às articulações junto aos deputados da oposição para solicitar a instalação da CPI da Fapema (Fundação de Amparo à Pesquisa no Maranhão).

Um dos alvos da CPI é investigar a concessão indevida de bolsas de pesquisa científica para políticos e seus protegidos, sem qualquer vinculação com o meio acadêmico.

Entre os acusados de receber R$ 32 mil em bolsa da Fapema está o presidente do PT de São Luís, Fernando Magalhães, assessor do vice-governador Washington Oliveira (PT).

Após o período em que recebeu os R$ 32 mil da Fapema, Magalhães foi nomeado assessor na vice-governadoria de Oliveira.

Além da articulação com os deputados oposicionistas na Assembléia Legislativa, Bira do Pindaré deveria procurar apoio nas associações de professores da UFMA, UEMA e IFMA, além do movimento estudantil.

Os professores-pesquisadores e estudantes de iniciação científica são os principais prejudicados com o desvio de recursos da Fapema, instituição que deveria voltar-se para fomentar estudos e pesquisas destinados a promover o desenvolvimento do Maranhão.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

INVESTIMENTOS FEDERAIS NO MARANHÃO E ESPECULAÇÕES SOBRE 2014

Se o governo Dilma Roussef (PT) cumprir o prometido na campanha eleitoral, melhorando a era Lula, os próximos quatro anos serão de boa colheita no Brasil.

Nos oito anos de Lula foram plantadas e regadas sementes de desenvolvimento que só serão colhidas nos indicadores de 2012 em diante. Caso Dilma cumpra os acordos, os números do Brasil tendem a melhorar.

Ai mora o perigo. No Maranhão, o grupo liderado pelo senador José Sarney (PMDB) vai apropriar-se dos investimentos do governo federal e maqueá-los no relatório final do mandato de Roseana Sarney (PMDB).

Assim, o “melhor governo da minha vida”, que não passa de uma frase de efeito, pode chegar ao fim melhorado com os cosméticos de Lula-Dilma.

Analisemos, por exemplo, as entrevistas e releases da Superintendência do BNB no Maranhão, fartamente divulgados durante a semana passada.

Segundo o material distribuído na imprensa, em 2010 a superintendência do Banco do Nordeste (BNB) no Maranhão fez investimentos de R$ 1,8 bilhão, em aproximadamente 257 mil operações de crédito na economia maranhense.

Ainda é pouco, mas parece muito, diante da realidade miserável do Maranhão.

O BNB faz um trabalho de formiguinha pouco perceptível. Em 2008, o editor deste blogue produziu duas reportagens no município de Imperatriz relacionadas aos programas de microcrédito do banco.

Os textos destacavam as operações do BNB através do programa Crediamigo, destinado a microempreendedores. Um dos setores beneficiados foi o comércio informal de alimentos, na área das Quatro Bocas, famoso ponto de venda de comidas em Imperatriz.

As paneleiras (mulheres que fazem e vendem comida pronta) conseguiram melhorar o visual dos carrinhos de alimentos e renovar a prataria a partir dos financiamentos obtidos no BNB, via Crediamigo.

Outro beneficiário do Credamigo, o vendedor de peixe André de Sousa Lima, morador do Parque Alvorada II, em Imperatriz, venceu o 5º Prêmio BNB de Microcrédito em 2008.

André Lima começou a retirar pequenos empréstimos no BNB, desde 2004, para incrementar a sua venda de peixe. Foi renovando o financiamento por 13 vezes, comprou uma moto para facilitar as entregas e seguiu melhorando o micronegócio familiar.

PAPEL DOS BANCOS PÚBLICOS

Na linha do BNB, as outras instituições financeiras federais (Banco do Brasil, Caixa Econômica e Banco da Amazônia) tiveram um papel importante na ativação da economia nacional, influindo positivamente também nos grotões do Brasil.

Desmontados durante a era FHC (1998 a 2002), os bancos públicos foram redirecionados nos dois mandatos de Lula (2003 a 2010), passando a investir em moradia popular (Caixa), crédito rural (Bando do Brasil) e desenvolvimento regional (BNB e Banco da Amazônia).

O pequeno recorte do BNB no Maranhão, focado nas paneleiras e no peixeiro, serve para mostrar como os investimentos pequenos geram lucro aos bancos e ativam a microeconomia.

No Maranhão miserável essas pequenas quantias dos bancos, acessadas pelos pobres, são quase um milagre econômico.

ROSEANA DE CARONA

O governo de Roseana Sarney, fundado na pirotecnia midiática e slogans sem nenhum efeito prático na melhoria de vida dos maranhenses, vai pegar a carona de Lula-Dilma em 2014.

Os números do Brasil, se melhorarem conforme o prometido, serão apropriados pelo Palácio dos Leões. Nesse rumo, Sarney e companhia ainda serão fortes em 2014. Uma pena para o povo do Maranhão.

O Maranhão poderia crescer muito mais se tivesse no Palácio dos Leões um governo realmente afinado com as políticas públicas de desenvolvimento nacional e local. Esse projeto foi bem representado pela candidatura de Flávio Dino (PC do B), em 2010.

Roseana vai ficar só esperando Dilma trabalhar para usufruir dos resultados.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

INCLUSÃO PARA DEFICIENTES VISUAIS


As calçadas adequadas para deficientes visuais já estão implantadas em várias cidades brasileiras. As faixas são sinalizadas, em relevo, para facilitar o deslocamento dos cegos.

Em São Luís falta primeiro fazer calçadas decentes e depois pavimentar as faixas especiais. Tomadas por buracos, nossas calçadas são perigosas até para quem enxerga bem.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

LEITORES ENDOSSAM ACADEMIAS PÚBLICAS

Teve boa receptividade a postagem sobre as academias públicas, gerando comentários ampliados e bastante produtivos sobre o tema.

O vereador e escritor Edmilson Sanches (PSDB), de Imperatriz, traz valiosas informações sobre desenvolvimento urbano e as propostas apresentadas por ele na Câmara Municipal.

Ricardo André, mestre em Gestão Desportiva, alarga a compreensão do tema no contexto das políticas públicas voltadas para promover a qualidade de vida.

O jornalista e fotógrafo Geraldo Iensen está em Barra do Garças (MT) e registra como as academias públicas já fazem sucesso por lá. Vale a pena ler os comentários e aprofundar o debate sobre as cidades sustentáveis.

Agradeço imensamente a colaboração dos leitores. É interessante ver pessoas indignadas, mas sonhando e propondo melhorias para o Maranhão.

São Luís, em especial, está virando o pior lugar para viver. É a capital mais imunda desse país. Mas um dia será erguida uma cidade decente, sobre os escombros de Castelo e do antecessor Palácio.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

ACADEMIAS PÚBLICAS: BOA IDÉIA PARA SÃO LUÍS E IMPERATRIZ


Já é comum em várias capitais brasileiras a instalação de academias ao ar livre. Os aparelhos são planejados para alta durabilidade, resistentes ao sol e à chuva por mais tempo que os convencionais.

Nas academias públicas há também o acompanhamento de profissionais de Educação Física, contratados ou concursados das prefeituras, com o objetivo de orientar os usuários.

As praças retomam o conceito de lugar do encontro, da prosa, do namoro e da política, como faziam os gregos. Com as academias, passam a ser também o lugar de exercitar o corpo.

A foto ilustra uma das academias instaladas na vizinha Belém (PA), bem próximo ao Bosque Rodrigues Alves, um enorme e bem cuidado parque ambiental de referência na vida dos marajoaras.

Tai uma boa idéia para o prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira (PSDB), implantar na Beira-Rio, belo ponto de caminhada nas margens do rio Tocantins.

Para as academias públicas serem instaladas é necessário, em primeiro lugar, que as praças estejam em boas condições, arborizadas, com calçadas, lixeiras, iluminação e vigilância.

Em São Luís, as praças do centro foram tomadas pelo comércio informal. Nos bairros, cada praça virou um ponto de lavagem de carros.

Repentinamente chega alguém, constrói um par de rampas, puxa um ponto d’água e instala um lava-jato.

Os logradouros que escapam dos lava-jatos são transformados em bares. Academia em praça, aqui, só mesmo academia de chopp.

Ainda há tempo. O mandato do prefeito de São Luís, João Castelo (PSDB), acaba só em 2012. Que tal reformar a praça Deodoro?

Já seria grande coisa nessa gestão amaldiçoada que contamos os dias para terminar.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

DE VOLTA AO PASSADO

Basta uma rápida viagem por outros estados para comparar e perceber o quanto o Maranhão está atrasado política e administrativamente.

Em qualquer lugar do outro lado dos rios Gurupi, Tocantins e Parnaíba há sinais de desenvolvimento, menos no Maranhão.

Aqui a vida é conjugada no pretérito. O tempo da política é o passado. As casas de palha e taipa, o marasmo, a falta de oportunidades e a decadência contrastam com uma elite cada vez mais perversa.

O Maranhão é a terra do ócio improdutivo, da pilhagem e da miséria. Com a agricultura da idade da pedra lascada, a indústria inexistente e os serviços precários, resta à maioria da população o aprisionamento às prefeituras como única fonte de renda.

Estamos há anos-luz de qualquer sinal de desenvolvimento. A capital São Luís não pode ser comparada a nada. É um não-lugar.

Enquanto a maioria das cidades-sede avançam em debates sobre desenvolvimento sustentável, na atenas brasileira as cenas de maior visibilidade são os buracos e os esgotos por todos os lados.

O bom daqui é o povo receptivo, as paisagens naturais, a culinária e as festividades. Quase tudo isso brota à revelia dos poderes públicos municipais e estadual.

São bons sinais de que o Maranhão tem futuro e um dia vai livrar-se dessa gente que maldosamente nos apreende ao passado.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

RETORNO EM FEVEREIRO

Prezado(a) leitor(a),

Este blogue voltará a ser atualizado no começo de fevereiro, quanto terei pleno acesso à Internet e mais dispoibilidade para escrever.

Atenciosamente,


Ed Wilson Araujo