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sábado, 6 de agosto de 2011

SOBRE A CARÊNCIA ESTÉTICA DE "A SERBIAN FILM"

por Eduardo Júlio *

Muito já se falou sobre os problemas enfrentados pelos produtores que querem exibir "A Serbian Film - Terror Sem Limites", do diretor sérvio Srdjan Spasojevic, no Brasil, principalmente depois da censura do filme pela Justiça do Rio de Janeiro.
Anteriormente, a película - distribuída no Brasil pelo mezzo maranhense mezzo italiano Raffaele Petrini - já tinha sido alvo de censura em diversos países da Europa. Exatamente em nações consideradas liberais, onde não esperamos que o exercício da liberdade de expressão venha a ser questionado, como Inglaterra, Noruega, Alemanha e Espanha. Se tivesse sido no Oriente Médio, não nos surpreenderia.

Censura não deve existir, seria um retrocesso. No entanto, antes de ser exibido, o público precisa ser muito bem informado. Assisti ao referido filme no Festival Internacional Lume de Cinema de São Luís, em julho, e saí da sessão perplexo e chocado com tanto mau gosto e apelação. Não sabia do grau de violência do filme, porque o catálogo do evento não informou com clareza o teor ou a densidade do conteúdo. O subtítulo do longa ("Terror Sem Limites") não foi suficiente para me intimidar. Um detalhe: o filme foi exibido em São Luís e seria exibido no Rio de Janeiro, sem ter passado pela análise do Ministério da Justiça, ou seja, sem a classificação indicativa.

É necessário descrever algumas sequências para o leitor entender parte do real conteúdo da obra: em determinada cena, há um estupro de um recém-nascido. Noutra, o protagonista faz sexo com o próprio filho de mais ou menos quatro anos. Há ainda uma cena de sexo com uma prostituta em que o personagem corta com um facão a cabeça da parceira, durante a transa. Porém, deve ser esclarecido que as cenas são simuladas, pelo menos, as que têm participação de crianças. Não há, portanto, sexo explícito.

Não consegui encontrar nenhuma relação, mesmo metafórica, do conteúdo com o terror vivido pelas populações dos Bálcãs na guerra fratricida que assolou a região nos anos 90, argumento usado pelo diretor Srdjan Spasojevic para justificar a violência desmedida e a estética grotesca. É uma desculpa por demais subjetiva, que não cabe como fundamento para as aberrações. A verdade é que o filme carece de qualidade. Está muito longe de um trabalho de hiperviolência com estética e roteiro apurados, a exemplo de "Irreversível", do ano de 2002, do francês Gaspar Noé.

Se fosse assim, os cineastas iranianos, mestres da estética humanista, teriam realizado muitos filmes de terror, porque, nos anos 80, o seu país viveu uma demorada e terrível guerra contra o Iraque. Entretanto, buscaram o caminho contrário, ressaltando valores humanos.

De bobagens, violência e guerras o mundo sempre esteve cheio. O que não falta é o culto à violência na arte e na mídia, como se não bastasse a realidade. A verdade é que, por meio da polêmica, "A Serbian Film" conquistou uma publicidade positiva e um prestígio que não merece.

Quanto à questão jurídica, há uma convenção internacional que condena, em manifestações artísticas, simulação de sexo com crianças. Mas isso depende da interpretação das autoridades. Não sou jurista, portanto, não posso opinar. Mas que fique bem claro para o público o que vai assistir.

Apesar de não ter nada a ver com "A Serbian Film", um filme reflexivo, de fato, sobre o conflito dos Bálcãs é "Antes da Chuva" (1994), de Milcho Manchevski. Mesmo contendo cenas de violência, é um presente para os olhos e para a alma. A produção foi lançada em DVD, no ano passado, pela distribuidora Lume, do maranhense Frederico Machado.

* Eduardo Júlio é poeta, jornalista e apreciador de cinema

Texto publicado anteriormente no caderno Alternativo do jornal O Estado do Maranhão

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

INTOLERÂNCIA E TRUCULÊNCIA NAS RUAS DE SÃO LUÍS

Um grupo de play boys agrediu fisicamente um motorista (veja no link: http://imirante.globo.com/noticias/2011/08/05/pagina281385.shtml). Mais que isso, os rapazes bombados debocharam das câmeras e ironizaram as testemunhas do episódio. Ao final de tudo, saíram festejando.

O episódio não é um fato isolado. Sobre os buracos e esgotos das ruas de São Luís transitam motoristas estressados com o abandono da cidade. Pior: o perfil dos moradores da cidade mudou drasticamente.

A figura do ilhéu pacato, acolhedor e gentil foi substituída por uma horda de bárbaros vindos de todos os lados. Gente mal encarada e gente de boa feição, mas com algo em comum: a falta de educação.

A cidade suja, ora lamacenta ora empoeirada, cheia de crateras e lixo por todos os lados, dialoga com um novo tipo de motorista na capital, qua joga o lixo do carro na rua, põe o som do forró a todo volume e não respeita as regras mínimas da civilidade.

Mas, que regras? São Luís regrediu a um estágio pré-político, onde não há lei nem ordem. É a terra onde qualquer coisa é permitida. Estamos na guerra de todos contra todos.

A cidade está invadida por caminhonetes de agroboys, tocando um forró insuportável, por onde passam jogando garrafas e plásticos pelas janelas dos carros, ultrapassando os sinais e as faixas de pedestre.

A cidade do CAOStelo é uma fábrica de fazer pessoas boas ficarem indiferentes e transformar os seres ruins em algo pior, animalesco, brutal. É o que se vê nas imagens acima.

São Luís está tomada por uma cultura do abandono, do caos extremado, em todos os lugares: da periferia aos bairros nobres.

O Centro Histórico, por exemplo, virou point de viciados degradados, "hippies" fora de época, pedintes e delinquentes de todos os tipos.

Os bairros mais afastados não têm qualquer estrutura para abrigar os moradores. Sem praças nem parques, a única diversão é beber e dirigir depois.

As praias também estão dominadas pelos carros de som, esgotos e mau atendimento dos bares. São Luís virou uma grande favela. E cada dia tem mais gente como essa que agrediu Alvaro Junior.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

ISNANDE BARROS AVALIA OS CENÁRIOS POLÍTICOS DE IMPERATRIZ

O professor Isnande Barros concedeu entrevista a este blogue, avaliando os cenários da sucessão do prefeito Sebastião Madeira (PSDB). Blogueiro reconhecido, Barros interpreta os lances do jogo partidário de Imperatriz, onde Madeira vai tentar a reeleição.


A saída do vereador Edmilson Sanches do PSDB para o PC do B é vista como alternativa do chamado campo progressista, que pode reunir os comunistas, o PT e o PSOL em uma aliança.


Outro adversário forte, o PMDB, ainda não se definiu. Ildon Marques e Ribinha Cunha são os nomes indicados.

Isnande Barros foi presidente e secretário geral do PT de Imperatriz. Formado em Pedagogia na UFMA, é professor universitário e supervisor escolar do município.


Na gestão do prefeito Jomar Fernandes (PT), dirigiu a Superintendência de Esportes. Reside em Imperatriz desde janeiro de 1974. Desfiliou-se do PT e está a caminho do PCdoB. Abaixo, a entrevista:

Qual a sua avaliação do governo Sebastião Madeira?

Isnande - O candidato Sebastião Madeira gerou uma expectativa muito grande no eleitorado de Imperatriz, pois prometeu muito em função da aliança PSDB-PDT. Com a queda de Jackson Lago - seu maior apoiador - ele se deparou com dificuldades extremas para cumprir pelo menos parte das obras prometidas, principalmente em infraestrutura urbana. Enfrenta problemas na saúde, com excesso de contratos feitos com dispensa de licitação. Eu daria nota 6,0 para sua administração.

Como o prefeito está encarando a saída de Edmilson Sanches do PSDB para candidatar-se a prefeito pelo PC do B?

Isnande - No ninho tucano todos sabiam da pretensão de Edmilson Sanches, mesmo quando o tiraram do PSB para uma candidatura a vereador na eleição passada. Sanches seria candidato em 2008 pelo PSB. Ele é visto como um azarão pelos seus governistas e um candidato que não disporá de recursos financeiros para a campanha, mas que se apresentará como o novo, a novidade eleitoral de 2012. Isso assusta os tucanos.

O vice-prefeito de Imperatriz Jean Carlo (PDT) têm feito muitas críticas ao prefeito nas redes sociais. Como Madeira vem reagindo?

Isnande - As críticas cessaram depois de uma conversa do prefeito Madeira com o presidente estadual da legenda e após a visita do presidente nacional do PDT, em que praticamente foi sacramentado o acordo entre "a rosa e o tucano". O PDT indica o vice de Madeira em 2012. Pelo que ficou acertado, o deputado estadual pedetistaCarlos Amorim não sai candidato e em troca indica o vice de Madeira.

Existe uma diáspora na base de Madeira ou ele conseguirá reverter a situação?

Isnande - Na hora certa a "casa estará quieta e o povo dentro", contentes e descontentes estarão no mesmo barco, pois Madeira "é quem está do lado do cabo do machado" e tem a caneta que demite e nomeia. Até aqueles que lançaram candidaturas fora da hora, já silenciaram, pois tiveram seus pleitos atendidos. A inquietação era uma questão de atendimentos de pleitos individuais.

Como estão se movimentando os partidos de centro-esquerda na sucessão de Madeira?

Isnande - PCdoB, PT e PSOL se movimentam mais visivelmente e já apresentaram vários filiados para a disputa majoritária de 2012, dentre eles Edmilson Sanches e Marco Aurélio pelo PCdoB; Adalberto Franklin, Expedito Barroso e Terezinha Fernandes pelo PT e mais dois nomes pelo PSOL. PDT e PSB, salvo algumas divergências internas, estão na sombra dos cargos municipais e conduzem a situação em banho maria e deverão manter a aliança PSDB, PDT, PSB e PPS e mais alguns nanicos, visando a reeleição de Sebastião Madeira.

O PSOL pode vir a compor com o PT e o PC do B, por exemplo?

Isnande - Acho que muito provavelmente o PSOL comporá com o PCdoB e o PT, tendo Edmilson Sanches como candidato majoritário.

Existe a possibilidade do deputado estadual Carlinhos Amorim (PDT), um aliado de Madeira, ser candidato a prefeito?

Isnande - O deputado estadual Carlos Amorim, mesmo tendo um bom índice de intenções de voto nas pesquisas realizadas, não disputará a eleição. O presidente nacional do partido, quando aqui esteve, até falou em "possibilidade de candidatura própria", mas internamente tratou de garantir a vaga de vice e disse não abrir mão da vaga para seu partido. Ao deputado falta disposição para romper com Madeira e o enfrentar em disputa majoritária.

A oposição reacionária liderada por Ildon Marques (PMDB) tem candidatura competitiva?

Isnande - A eleição em Imperatriz tem dois cenários: com e sem Ildon Marques-DEM, já que o ex-prefeito tem um eleitorado cativo na faixa de 30 pontos percentuais. No grupo palaciano, o único nome que poderia ser elevado à categoria de "competitivo", seria o do empresário Ribinha Cunha (PMDB), desde que houvesse um empenho dos caciques sarneístas - da cidade, do estado e da União - em torno do seu nome. É jovem, bem sucedido financeiramente e tem baixa rejeição. Resta saber se Ildon Marques calçaria suas botas e colocaria o pé na poeira para pedir votos para um outro nome do seu grupo político.

Considerando Imperatriz um reduto anti-Sarney, como será a receptividade do eleitor aos vereadores que apoiaram Roseana Sarney em 2010 e tentarão a reeleição em 2012?

Isnande - Como temos memória curta, poucos lembrarão daqueles que abandonaram o "velhinho" Jackson Lago e viraram roseanistas de uma hora para outra. Lembrando que os vereadores viraram a casaca, em função de recursos que seriam aplicados em Imperatriz. Roseana Sarney perdeu votos com o apoio dos vereadores traidores e as ditas obras prometidas nunca vieram. Vamos lembrar de alertar os eleitores sobre essa atitude de nossos vereadores, quando chegar a hora da colheita de votos.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

BETO EHONGUE & CANELAS PRETA



JANTAR MUSICAL COM CÉLIA MARIA

O Restaurante do SENAC nos oferece um cardápio musical sensacional. Célia Maria, a nossa dama da canção, se apresenta nesta quinta-feira (4), aos embalos de ritmos e poesias para o deleite dos apreciadores da boa música, em uma noite de beleza e muita emoção. Vale conferir!

O QUÊ: CÉLIA MARIA ENTRE RITMOS E POESIAS


ONDE: Restaurante do Senac - Rua de Nazaré, 242 Centro.

QUANDO: Quinta-feira (04/08), às 21h30

Entrada R$ 30,00

terça-feira, 2 de agosto de 2011

FILME SÉRVIO É CENSURADO NO RIO

Fonte: Adoro Cinema


Um oficial de justiça e um advogado de um partido político vão para a porta de um cinema brasileiro recolher a cópia de um filme. Até poucos dias atrás, a cena descrita parecia restrita a livros de história ou obras de ficção, afinal nenhuma obra cinematográfica havia passado por algo semelhante após a promulgação da Constituição Federal de 1988.


Agora, 25 anos após a proibição de Je vous salue Marie (1986), de Jean-Luc Godard, no Brasil, nos deparamos mais uma vez com a figura da censura. Dirigido por Srdjan Spasojevic, A Serbian Film - Terror Sem Limites seria exibido no RioFan - Festival Fantástico do Rio de Janeiro no sábado 23 de julho, mas foi retirado da programação por pedido da Caixa Econômica Federal, patrocinadora do evento.


Em meio ao ocorrido, foi marcada uma nova sessão, fora do Festival, no cinema Odeon BR, também no sábado. A projeção, no entanto, foi proibida em razão de uma liminar expedida junto à 1ª Vara da Infância, da Juventude e do Idoso, a pedido do partido Democratas, que mandou seu advogado acompanhar o oficial de justiça na apreensão da cópia no cinema citado.


PARA CONTINUAR LENDO, CLIQUE EM: http://www.adorocinema.com/cinenews/filme-servio-coloca-a-censura-em-pauta-no-brasil-7550/

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

TUCANOS EM DECADÊNCIA NO MARANHÃO

Já têm utilidade os buracos e crateras abertas pelo prefeito João Castelo em São Luís. Servirão para enterrar seu próprio partido – o PSDB.

Truculento e intolerante, Castelo não tem capacidade para administrar a cidade nem de aglutinar seus correligionários.

O prefeito da capital é também um ingrato. Todos sabem que sua vitória em 2008 teve o apoio decisivo do ex-governador Jackson Lago (PDT).

E como “retribuiu” Castelo em 2010? Mandou os vereadores fazerem campanha aberta para Roseana Sarney, deixando Lago à míngua na capital.

Castelo não abrigou nem o presidente regional do seu partido. Insatisfeito, o ex-tucano-mor Roberto Rocha deixou o ninho e ingressou no PSB, com o intuito de ser candidato a prefeito de São Luís em 2012.

Há muito estardalhaço em torno da filiação de Rocha ao socialismo, mas é bom lembrar que o PSB está mergulhado em disputas internas, com caciques de todos os tipos.

Portanto, não estranhemos se o socialismo de Roberto servir de linha auxiliar para o grupo Sarney ou mesmo tomar o caminho de volta à casa tucana.

As memórias da campanha de 2008 estão vivas. Aos 45 minutos do segundo tempo das convenções, os socialistas abandonaram Flávio Dino (PC do B) e apoiaram Castelo para prefeito.

Registre-se também que uma banda socialista faz parte do governo tucano da capital, representada por Oton Bastos, na secretaria de Educação.

As defecções no ninho alcançaram também Edison Vidigal. Filho bastardo de José Sarney (PMDB), a quem deve quase tudo na vida pública, Vidigal descobriu a oposição em 2006.

Agora vai abandonar os tucanos na intenção de ser candidato a prefeito de São Luís pelo PDT. É pouco provável que os trabalhistas abracem Vidigal.

A insatisfação com Castelo transbordou até na Câmara Federal, onde o deputado tucano Pinto Itamaraty dá sinais de cansaço com as estripulias do alcaide ludovicense.

IMPERATRIZ

Os tucanos da região tocantina estão prestes a perder um quadro da política maranhense, com o anunciado ingresso do vereador Edmilson Sanches no PC do B.

Vereador mais votado de Imperatriz em 2008, Sanches era, literalmente, um estranho no ninho.

De perfil progressista, o campeão de votos não ficava bem na foto desse liberalismo tupiniquim travestido de social-democracia.

Edmilson tem tudo para ser um candidato bem sucedido nas fileiras comunistas de Imperatriz, com chance de surpreender e ganhar a eleição.

Madeira pode ter ainda outro adversário, saído também da base aliada. Trata-se do deputado estadual Carlinhos Amorim (PDT), incentivado a ser candidato a prefeito pelo ministro do Trabalho Carlos Luppi, em recente visita a Imperatriz.

Se o PT aprovar candidatura própria, Madeira enfrentará ainda mais dificuldades. Os petistas apresentaram três nomes: Adalberto Franklin, Expedito Barroso e Teresinha Fernandes;

Nesse espectro de disputa, cercado por candidaturas do chamado campo democrático-popular (PC do B, PT e PDT), o prefeito Madeira acabará empurrado para uma aliança com o grupo Sarney, principalmente se a candidatura de Ildon Marques (PMDB) for inviabilizada devido às pendências judiciais.

O prefeito Sebastião Madeira se vira como pode, tentando fazer um bom governo em Imperatriz, mas está encurralado pelas circunstâncias da cidade.

Imperatriz recebe demandas de vários municípios fronteiriços com o Pará e o Tocantins. E Madeira recupera a cidade abandonada pelo ex-prefeito Ildon Marques. A tarefa não é fácil.

Para sair vitorioso em 2012, Madeira pode até aceitar uma aliança com Roseana. Não é à toa que recebe elogios nos meios de comunicação do Sistema Mirante, onde surgem também declarações de apoio a Roseana supostamente atribuídas ao prefeito.

Decapitado em São Luís, encurralado em Imperatriz e desidratado com a perda de lideranças, o PSDB não tem projeto de poder no Maranhão.

Em 2010, tanto João Castelo quanto Roberto Rocha ajudaram a fortalecer eleitoralmente a oligarquia Sarney, dificultando a eleição de José Reinaldo Tavares (PSB) ao Senado.

Os buracos de São Luís crescem a cada dia, esperando os cadáveres tucanos. Se Castelo não fechar as crateras, correm o risco de serem enterrados como indigentes.