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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

MARCOS FABIO PROFERE PALESTRA NA ACADEMIA IMPERATRIZENSE DE LETRAS


Na quinta-feira, a Academia Imperatrizense de Letras vai promover a palestra “O conto na literatura”. O evento acontece às 17h30min. Para falar do assunto, a AIL convidou o professor doutor do Curso de Jornalismo da UFMA, Marcos Fábio Belo Matos. A palestra é aberta ao público e não precisa fazer inscrições.

“Vamos abordar o conto como forma de criação literária, fazendo um passeio pelos seus conceitos, sua trajetória histórica e as suas especificidades modernas, como o excesso de cotidianismo e a radicalização narrativa, como ocorre com os microcontos”, afirma o professor.
A palestra faz parte do calendário da Academia, que todo mês promove um encontro dos acadêmicos e do público em torno de um tema literário.
CURRÍCULO – Marcos Fábio Belo Matos tem uma trajetória paralela à de professor universitário: a de escritor. Em 1990, lançou o livro de poemas “Anonimato”; em 1997, o livro de contos “O Homem que Derreteu e Outros Contos”; em 2004, participou da coletânea de poetas da Academia Bacabalense de Letras, da qual é membro; em 2005, lançou mais um livro de contos, “Cotidiano Cinza” e, em 2006, lançou o livro “Crônicas de Menino”, contemplado pelo projeto BNB de Cultura. Tem, em preparação, o livro “Contos Cáusticos".

terça-feira, 21 de agosto de 2012

MARLON BOTÃO: NOSSA CAMPANHA MANTÉM A COERÊNCIA POLÍTICA


No último dia 18 o juiz da 2ª Zona Eleitoral de São Luís, Jesus Guanaré de Sousa Borges, notificou o Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores em São Luís, para deixar de impor ou exigir ao candidato a vereador pela Resistência Petista, Marlon Botão, a pedir votos, na propaganda eleitoral, ao candidato a prefeito Washington Oliveira. Em entrevista, Marlon explica o porquê de entrar com uma ação judicial contra o PT.

Por que uma ação judicial contra o Partido dos Trabalhadores? 

Marlon: Na verdade, nós fomos pegos de surpresa por uma determinação do presidente do Diretório Municipal de que ninguém poderia fazer suas propagandas eleitorais televisivas fora do partido, e nós estranhamos. Sou profissional da área de comunicação e durante quinze anos eu fiz os programas do PT. Em muitos momentos os candidatos traziam os programas de fora e nós veiculávamos, porque o importante é manter o padrão técnico de qualidade. Sempre fizemos isso e nunca houve problemas. No meu caso, fui impedido de fazer minha propaganda com uma produtora que não fosse a do partido, por isso entrei com uma ação judicial para que meu direito fosse garantido.

Você acredita que essa tentativa de impedir que os programas eleitorais sejam feitos por uma produtora independente se deve a quê?

Marlon: Essa determinação do presidente do Diretório Municipal, me parece mais uma questão de censura mesmo, de querer fazer patrulhamento. E é nesse sentido que nós nos posicionamos. Cada candidato tem somente 15 segundos de propaganda, e acabamos tendo que comprimir muito o que temos a dizer. E ainda ser obrigado a colocar nome de majoritário é realmente complicado. A campanha é proporcional e isso deve ser respeitado.

Existe um coletivo interno no Partido dos Trabalhadores denominado Resistência Petista, como ele se articula dentro do partido?

Marlon: O que nós temos feito até hoje é procurar agir com a coerência que nos trouxe até aqui. São mais de vinte anos de militância política partidária. Então nós temos satistafações a dar à população de São Luís e do Maranhão, e uma dessas satisfações diz respeito à nossa concepção de sociedade, de cidade e de desenvolvimento. Não podemos jogar tudo isso na lata de lixo por uma conveniência política. Isso nós não aceitamos! Temos realizado nossa campanha de forma independente, respeitando o partido. Não aceitamos, de maneira alguma, descartar toda uma história de luta e de vida que eu e muitos companheiros fizemos em defesa, inclusive, do Partido dos Trabalhadores. Se hoje o Partido dos Trabalhadores tem a respeitabilidade de uma parcela significativa da nossa população nós contribuímos pra isso.

Por que a Resistência Petista se opõe ao candidato a prefeitura Washington Oliveira?

Marlon: Fazemos uma campanha que mantêm a nossa coerência política. Sempre defendemos um projeto para o Maranhão, para a cidade de São Luís, que é diferente do grupo ao qual hoje o candidato a prefeito do PT está vinculado. Não há como fazer campanha junto com eles, nós defendemos propostas, conceitos e idéias diferentes. Fazemos política de uma forma diferente deles.

O Diretório justifica sua determinação baseada em uma incoerência política, isso acontece?

Marlon: Nós estamos sendo coerentes. Se tem alguém que está agindo sem coerência dentro do partido são eles, que agem com infidelidade partidária. O estatuto do partido deixa muito claro os nossos princípios partidários. Nós mantemos historicamente a luta em cima disso. E hoje eles se juntam com aqueles que eles mesmo criticavam durante décadas. Até que ponto eles estão sendo coerentes? Ou não seriam eles que estariam faltando com a fidelidade partidária? Porque essa postura está descaracterizando e desgeneralizando o nosso partido. Nós não aceitamos censura. O PT nasceu em 1980 combatendo a ditadura com muita força e não podemos aceitar hoje qualquer forma de ditadura interna. Nós temos é que avançar, retroceder de jeito nenhum!

PERFIL

Marlon Botão é militante do PT desde 1987. Participou das capanhas do ex presidente Lula e da atual presidenta Dilma. “Temos procurado mostrar à população o que é de mais positivo nas políticas públicas que hoje vem sendo implementadas há 10 anos nas duas gestões do presidente Lula e agora na gestão da Dilma”, conclui.


MULHER E POLÍTICA EM DEBATE

Será realizado dia 23 de agosto, no Palácio Cristo Rei/UFMA, na praça Gonçalves Dias, o Encontro de Mulher e Participação Política. O evento é uma realização do Núcleo de Estudos e Pesquisa Mulher, Cidadania e Relações de Gênero e do Fórum Maranhense de Mulheres, com o objetivo de articular as candidaturas em torno das propostas feministas.

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A proposta do encontro se insere na perspectiva de ampliar a participação das mulheres no poder e socializar entre as candidatas a plataforma feminista que visa transformar as relações de gênero.

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“É importante qualificar o debate eleitoral em torno da perspectiva das mulheres, considerando que existe uma realidade que tem sido debatida pelos vários movimentos de mulheres, porém, tem sido pouco demandada nas campanhas eleitorais”, diz a organização do encontro.

O encontro é um momento de aprofundar o debate sobre as candidaturas femininas, discutir o papel das câmaras e prefeituras e pensar o poder também sob a ótica das mulheres.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

GUERRA E PAZ ENTRE RAIMUNDO CUTRIM E ALBERTO FRANCO

O ANTES

Transcorria o ano de 2009, quando um duelo verbal entre o então secretário de Segurança Raimundo Cutrim (DEM) e o deputado estadual Alberto Franco (PSDB) tomou conta da Assembléia Legislativa e dos meios de comunicação.

O tucano Franco foi à tribuna e proferiu um rosário de insultos ao democrata Cutrim, acusando o secretário de armar um inquérito que expunha o deputado como suposto chefe de um esquema de corrupção no Hemomar.

A suposta sangria do dinheiro público no Hemomar envolvia tentáculos de Alberto Franco em vários municípios do Maranhão, com destaque para Cururupu, onde, coincidentemente, o irmão de Alberto, Junior Franco, assumiu a Prefeitura após a cassação de José Francisco Pestana.

As peripécias de Franco aconteceram nos governos José Reinaldo/Jackson Lago, quando o deputado, sem qualquer franqueza, vestia-se de balaio emplumado.

Outro dado importante para análise: Franco foi alcançado pelo inquérito de Cutrim após a cassação de Jackson, quando Roseana Sarney (PMDB) assumiu o governo e recompunha a base na Assembléia Legislativa.

Alberto Franco apressou-se em abandonar a balaiada e virou sarneísta novamente, mas sentia-se incomodado com as investidas de Cutrim no inquérito com gosto de sangue.

Após toda a encenação e muitos insultos desferidos contra o secretário de Segurança, Franco finalmente trocou o PSDB pelo PMDB, roseanou e a investigação no Hemomar cessou.

Em 2010 Alberto Franco não se reelegeu. A vaga dele na bancada tucana ficou Gardeninha Gonçalves, filha do prefeito João Castelo, ambos tucanos também.

Sem mandato, Franco foi premiado no governo Roseana com uma tal Secretaria de Assuntos Estratégicos, cuja finalidade ninguém sabe.

O DURANTE

Transcorre o ano de 2012. O agora deputado estadual Raimundo Cutrim e o secretário Alberto Franco estão do mesmo lado, ambos acusados de um suposto esquema de grilagem de terras.

Cutrim é citado como operador da grilagem, que teria a conivência do cartório de São José de Ribamar, sob controle de Alberto Franco.

As investigações seguem, com explicações de ambos os lados. Cutrim nega e Franco silencia. O ex-acusado de fraude no Hemomar está na iminência de ser degolado na secretaria estratégica de Roseana.

Ex-inimigos, são aparentemente na atualidade supostos cúmplices na fraude de terrenos.

O DEPOIS

Como grande parte dos políticos no Maranhão, Cutrim e Alberto lançaram os filhos na vida pública.

Concorrem à Câmara dos Vereadores de São Luís Cutrim Filho e Rômulo Franco.

Se os pais caírem, os filhos estão aí para seguir em frente.

NO DOUTORADO...

Prezado(a) leitor(a),

As postagens no blogue tendem a diminuir esta semana. Estou cursando o primeiro módulo do doutorado em Comunicação, com ritmo intenso de estudos.

A partir de sábado voltaremos à normalidade, mas farei todo esforço para manter alguns textos por esses dias.

Ed Wilson 

domingo, 19 de agosto de 2012

JUIZ LIVRA MARLON BOTÃO DE PEDIR VOTOS AO CANDIDATO DE ROSEANA

O juiz da 2ª Zona Eleitoral de São Luís, Jesus Guanaré de Sousa Borges, notificou o Diretório do Municipal do Partido dos Trabalhadores em São Luís, para deixar de impor ou exigir ao candidato a vereador pela Resistência Petista, Marlon Botão, a pedir votos, na propaganda eleitoral, ao candidato a prefeito Washington Oliveira (WO).

O Partido dos Trabalhadores foi notificado, no sábado, 18, por determinação judicial efetuada nos autos do processo nº 85.499/2012, proposta por Marlon Botão. “Fomos informados pela produtora de TV contratada pelo PT que éramos obrigados a gravar o programa com eles e não poderíamos fazer o nosso trabalho por conta própria apesar de termos as condições pra fazer isso”, esclareceu Botão.

“O presidente do diretório municipal, Fernando Silva, queria, na verdade, praticar censura ao nosso material e impor texto e imagens que caracterizassem pedido de votos ao candidato de Roseana a prefeito, o que não aceitamos”, esclarece Marlon.

O candidato a vereador Marlon Botão integra um Coletivo interno do Partido dos Trabalhadores denominado “Resistência Petista” que apoiou o nome do deputado estadual Bira do Pindaré para ser o candidato do PT a prefeito de São Luís.

O grupo era contrário à coligação com o PMDB, porém foi vencido nas prévias do partido, tendo prevalecido a tese de coligação com Roseana Sarney.

Apesar de ser candidato a vereador pelo PT, Marlon mantém a postura de não ser identificado com o grupo interno que se aliou ao PMDB. “Por uma coerência política, não irei pedir votos ao candidato a prefeito de São Luís do PT e tenho mantido silêncio em minhas atividades de campanha quanto a qualquer candidatura majoritária, em respeito à fidelidade partidária.”, esclareceu Botão.

Marlon Botão: vitória na Justiça para fazer a campanha livre de  WO
“A censura é vedada pela Constituição Federal e o período da ditadura já acabou faz tempo”, pondera Cláudio Moraes, consultor jurídico de Marlon Botão. “Havendo respeito à fidelidade partidária, inexiste obrigatoriedade legal do candidato a vereador em pedir votos ao candidato majoritário, em qualquer material de campanha”, esclarece Lísia Gomes, advogada que conduziu o processo.

A notificação judicial é um instrumento jurídico previsto na legislação que não comporta defesa. Se após a notificação, houver descumprimento, há a ocorrência de mora e suas consequências legais. 

Marlon Botão vai entregar o seu material para ser veiculado na TV e no rádio ainda na segunda, 20. “Espero que eles cumpram a lei e garantam o nosso direito”, finalizou.

POR UM CHOQUE DE CAPITALISMO NO MARANHÃO

Ed Wilson Araújo *

O assassinato do jornalista Décio Sá trouxe à tona um tema relevante para o debate político no Maranhão –a agiotagem e suas circunstâncias.

Mas antes de ser taxado de alguma heresia ideológica, este texto merece um preâmbulo: não negamos a existência do capitalismo no Maranhão, apenas tecemos uma crítica ao tipo de modelo econômico predominante no estado.

Preso ao atraso político, o Maranhão é governado por uma aristocracia parasitária entranhada nas estruturas da administração pública, impedindo o avanço das forças econômicas produtivas do capitalismo contemporâneo.

Desde meados da década de 1960 o Maranhão foi transformado no eldorado do latifúndio, atraído pela Lei de Terras, que entregou imensas áreas devolutas a diversos grupos econômicos.

O latifúndio - associado à grilagem - transformou o Maranhão em um grande palco de violência provocada por fazendeiros e grupos financeiros que se apossaram de largas faixas de terra.

Mineração, soja e Eike Batista

Na década de 1980 incorporou-se um novo ciclo econômico pautado nos “grandes projetos” mínero-metalúrgicos com a implantação da Vale do Rio Doce e da Alumar.

Estes enclaves econômicos foram propagados como tábuas de salvação do Maranhão, em fartas doses de mágica publicitária, sem qualquer avanço nos indicadores econômicos.

Mais de 20 anos depois de implantadas, a Vale e a Alumar deixaram um rastro de degradação ambiental, geração de empregos abaixo do esperado e quebradeira de várias empresas atreladas ao ciclo do minério de ferro da Vale.

O latifúndio improdutivo e os enclaves econômicos empurram diariamente uma considerável população rural ao trabalho escravo e infantil, piorando a imagem do Maranhão no cenário nacional e internacional.

A partir da década de 1990 o agronegócio da soja surge como nova promessa de progresso, pautado na mesma linha de degradação ambiental, concentração de terras e, mais grave, destruição do bioma cerrado – fundamental no equilíbrio ecológico do planeta Terra.

Recentemente, a instalação de uma fábrica da Suzano, na região tocantina, festejou o ingresso da cultura do eucalipto no cenário dos “grandes projetos” do Maranhão.

O Maranhão do século XXI é também o “celeiro” de petróleo e gás, celebrado nas manchetes pirotécnicas encomendadas pelo milionário Eike Batista, que vê “duas bolívias” de gás em nossas terras perfurantes.

E quando o mundo inteiro tenta se desenvolver reduzindo os impactos ambientais, os operadores de Eike Batista enfiaram em São Luís a chaminé do inferno – uma termelétrica a carvão mineral nas proximidades do Porto do Itaqui.

O capitalismo predatório tem, no Maranhão, todas as portas abertas.

Terra de contrastes

Pautado única e exclusivamente nos enclaves econômicos, o Maranhão é propositalmente impedido de acessar novos agentes produtivos, capazes de formar grupos econômicos em diversas áreas com potencial geração de emprego e renda.

“Maranhão Novo”, “Um Novo Tempo”, “Tempo de Novas Conquistas” e outros tantos bordões publicitários, em sucessivos governos do mesmo grupo político, sedimentaram uma forma de governar nociva aos interesses da maioria da população.

O Maranhão se modernizou com a ferrovia Carajás e o Porto do Itaqui, mas não se desenvolveu. Basta ver os contrastes entre a península da Ponta d’Areia e os arredores da cidade, onde a pobreza salta aos olhos tanto quanto os apartamentos de R$ 5 milhões comprados à vista.

No processo de asfixia do desenvolvimento, o grupo hegemônico agiu em duas frentes: impediu a atração do capitalismo competitivo e destruiu as agências de fomento e assistência técnica.

Gênese da agiotagem

Com a privatização do Banco do Estado do Maranhão (BEM), que deveria ser o principal agente impulsionador do desenvolvimento local, o Maranhão ficou órfão de um braço financeiro com a missão de alavancar os arranjos produtivos.

Paralelamente à concentração de terras, riquezas e poder administrativo, os sucessivos governos - José Sarney – desmontaram as empresas públicas que subsidiariam o desenvolvimento do Maranhão.

Sem o banco oficial (BEM), com o governo ausente e o capital competitivo impedido de operar dentro das regras normais do capitalismo, o Maranhão virou o paraíso da agiotagem.

É o dinheiro ilegal dos agiotas que financia as campanhas dos candidatos a prefeito e extorque os eleitos, travando o desenvolvimento nas microregiões maranhenses.

Os agiotas operam ainda no fornecimento de merenda escolar e controlam as máquinas administrativas municipais, deixando os prefeitos atrelados aos negócios escusos do dinheiro paralelo.

O Governo do Estado, que deveria ser âncora do desenvolvimento, criando os arranjos produtivos de acordo com as vocações econômicas regionais, simplesmente lava as mãos, operando uma lógica simples: forçar o prefeito a vir de pires na mão bater às portas do Palácio dos Leões, principalmente nos períodos eleitorais.

À imagem e semelhança do Palácio dos Leões, sede do governo estadual, as prefeituras do Maranhão radicalizaram o sentido parasitário da administração pública.

Cria-se então um ciclo vicioso, associado a uma cultura política da corrupção instalada em quase todos os municípios. É esse o terreno fértil onde vinga a agiotagem.

Outro capitalismo é possível

Só uma mudança radical (capitalista!) no Maranhão pode romper o jogo combinado entre as aristocracias parasitárias instaladas na capital e no continente.

Por mais exdrúxulo que possa parecer, o capitalismo produtivo consiste na primeira etapa do processo de desenvolvimento do Maranhão, com todas as suas contradições. Trata-se de uma fase necessária à construção de um novo patamar político, eliminando o parasitismo para introduzir o produtivismo.

Sem o capital privado investindo nos arranjos produtivos nas 10 regiões estratégicas para o desenvolvimento do estado, os prefeitos ficam à mercê dos agiotas e festejando os “grandes investimentos” predatórios à base de minério, soja e eucalipto para exportação

Ciência e tecnologia para o desenvolvimento

É necessário acabar com o bucolismo e desenvolver o Maranhão de verdade, com a modernização da agricultura familiar, a profissionalização do turismo, o beneficiamento do pescado, a otimização da maricultura e o ingresso de um novo tipo de agronegócio, voltado para a profissionalização da indústria de frutas, hortaliças e aproveitamento dos derivados, a exemplo do caju.

Para cumprir essa tarefa, é fundamental que o Maranhão tenha uma política arrojada de desenvolvimento científico e tecnológico, estimulando a pesquisa, a criatividade e inventividade do povo maranhense.

As universidades, estadual e federal, bem como o Instituto Federal, precisam ser chamadas a um esforço concentrado de focar o conhecimento em plataformas de desenvolvimento para o Maranhão.

Em suma, é necessária uma virada em nossa cultura política, degolando o parasitismo aristocrático para permitir o ingresso do capitalismo contemporâneo. Com todos os riscos e prejuízos que possam decorrer das agressividades do capital, precisamos atravessar esta etapa, sob pena de vivermos mais cinco décadas de atraso.

Resta saber se os políticos que se apresentam como “renovação” e “novidade” vão colocar o Maranhão no futuro, rompendo com o modelo parasitário, ou manter as carcomidas estruturas aristocráticas que marcam o Maranhão velho.

* Ed Wilson Araújo é jornalista, professor da UFMA, mestre em Educação e doutorando em Comunicação. (edwilson_araujo@yahoo.com.br)