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quarta-feira, 6 de março de 2013

NOVELA DA REFINARIA VOLTARÁ À PAUTA EM 2014

O leitor já deve estar preparado para as cenas. Quando chegarem as eleições de 2014, a governadora Roseana Sarney (PMDB) vai contratar uma boa agência de publicidade para colocar na agenda midiática a refinaria de petróleo no Maranhão.

O roteiro já é antigo. O governo enviará tratores e helicópteros para Bacabeira. As imagens aéreas, sempre muito bem feitas, vão mostrar as máquinas retomando a terraplenagem.

Sob as imagens, uma voz empostada vai narrar o texto sobre um novo milagre no Maranhão, que vai gerar milhares de empregos, diretos e indiretos.

Em Brasília, o senador José Sarney vai pressionar Lula e Dilma para gravarem depoimentos sobre a continuidade das obras da refinaria no Maranhão.

Lula e Dilma vão resistir, no primeiro momento, mas darão a ordem para a presidente da Petrobras fazer o papel na novela. E ela vai aceitar.

O ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, também aparecerá na televisão garantindo a continuidade das obras, que vão gerar milhares de empregos, diretos e indiretos.

Quando a eleição estiver bem próxima Sarney fará uma nova pressão sobre Lula e Dilma, não só para a gravação de depoimentos, mas para que os dois venham ao Maranhão e anunciem de corpo presente que a refinaria “agora vai”.

O jornal o Estado do Maranhão, de propriedade da família Sarney, se encarregará das manchetes.

Uma das manchetes vai focar um superconvênio entre o governo do estado, o governo federal, a UFMA, a UEMA, o SENAI e o IFMA para qualificar milhares de jovens que terão emprego garantido na refinaria.

Tudo será repetido centenas de vezes, nas inserções do horário nobre e durante a propaganda eleitoral. Resta saber se o povo do Maranhão, cansado de tanta enrolação, ainda vai acreditar.

terça-feira, 5 de março de 2013

DJALMA CHAVES E NOSLY NO SHOW COSTELA DE ADÃO


por Celijon Ramos
foto: divulgação

Os artistas Djalma Chaves e Nosly reverenciam o Dia Internacional da Mulher no show Costela de Adão. Com produção da Satchmo Produções, Djalma Chaves e Nosly comemoram as vitórias alcançadas por todas as mulheres com muita afinação, harmonia e com belas canções em que sobressai o bom entrosamento musical dos artistas, num trabalho que vem sendo bem acolhido pelo público.

Os artistas, já conhecidos do público maranhense, são exímios violonistas e cantores com vasta experiência musical (ambos já tendo registrado suas composições em CD) e propõem com o show Costela de Adão celebrar a mulher brasileira com composições autorais e clássicos da MPB.

A ideia de fazer o show em parceria surgiu há algum tempo e agora pôde ser posta em prática, tendo já dado bons frutos pela apresentação do trabalho dos músicos para variadas plateias, o que permitiu a maior difusão de suas produções artísticas. A proposta, ao desenvolver o encontro e a vivência musical de ambos, também passa pela gravação de um cd com repertorio autoral, para o ano de 2013.

No repertorio os artistas fazem um passeio pelos ritmos e canções dos mais relevantes compositores da música brasileira e que, naturalmente, inclui a música feita no Maranhão, além de composições autorais como Santo Milagreiro, Descendo o Rio, Xote do Metro, Ilha, Teu Lugar, June, Noves Fora, Parador. Sem dúvida, é um privilegio poder apreciar e ouvir música bem executada e de grande qualidade como a produzida por Djalma e Nosly.

O QUÊ: DJALMA CHAVES E NOSLY – SHOW COSTELA DE ADÃO

QUANDO: Sexta-feira (08/03), a partir das 22 h. Entrada: R$ 15,00

ONDE: Bar Barulhinho Bom – Rua Maçarico, Lagoa da Jansen.

Realização: SATCHMO PRODUÇÕES – 96186643 ou 87163850

segunda-feira, 4 de março de 2013

A COMUNICAÇÃO E O PLANO MUNICIPAL DE CULTURA

A Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço-MA) está ajudando na mobilização iniciada pela Fundação Municipal de Cultura (FUNC) para a construção do Plano Municipal de Cultura.

Além da consulta pública na Internet (acesse aqui), a FUNC está convocando plenárias setoriais com vários segmentos para elaborar subsídios e formatar a versão final do plano.

Uma das plenárias – com o povo da Comunicação – será realizada dia 11 de março (segunda-feira), às 18h30, na sede do Sindicato dos Servidores Federais (Sindsep – Av. Newton Belo, 524, Monte Casleto – atrás da igreja da Conceição).

Estão convidados todos os interessados na interface entre Comunicação e Cultura, especialmente os profissionais de Comunicação, militantes, ativistas midiáticos, DA de Comunicação, CUT etc.

Trata-se de uma iniciativa democrática para a elaboração do plano, ouvindo os interessados e construindo coletivamente uma plataforma cultural para São Luís.

DCE DA UFMA REALIZA SEMANA DA MULHER



O Diretório Central dos Estudantes da UFMA, gestão “Ninguém Pode nos Calar”, convida toda a comunidade acadêmica, entidades e interessados em geral a participarem da Semana da Mulher.

Durante a semana serão promovidas rodas de conversas, oficinas de dança, exibição de documentários e filmes. Os ciclos de debates sobre os temas relativos às problematizações trazidas pelas mulheres na sociedade visam reforçar a luta e a importância da conquista dos seus espaços de maneira justa e igualitária, sem o julgo do racismo, machismo e homofobia.

As atividades serão concentradas na área de vivência da UFMA, ao som de músicas temáticas e vídeos.

Veja na imagem a programação detalhada.

domingo, 3 de março de 2013

DO FORRÓ AO POP: OS HIPERLINKS MUSICAIS DE LENINE

TEXTO PUBLICADO HOJE NO CADERNO ALTERNATIVO, p. 5, DO JORNAL O ESTADO DO MARANHÃO
Jackson do Pandeiro: sincretismo de Miami com Copacabana
O centenário de Luiz Gonzaga, em 2012, foi um bom momento para por o forró no liquidificador sonoro do planeta e perceber como a música regional conecta-se à universal e vice-versa.

No cenário musical brasileiro, Gonzaga divide a criatividade com dois outros representantes da escalada que passa pelo forró, xote, coco, xaxado e baião, desembocando no samba-rock.

Jackson do Pandeiro e João do Vale, ao lado de Gonzaga, também foram responsáveis pela pulverização das canções de inspiração nordestina no Brasil.

Ambos foram atualizados na magistral composição do pernambucano Lenine: “Jack soul brasileiro.”

As colagens e ressignificações, no geral chamadas “misturas de ritmos”, não ficaram para qualquer um. Nem sempre a emenda sai melhor que o soneto.

Os artistas que se arriscam vão a julgamento do público, derivando as mais variadas opiniões sobre o resultado das fusões: do gênio ao bufão.
A ema gemeu, de João do Vale, incidental no pop de Lenine
 Lenine fez uma experimentação ao incorporar ao pop dois expoentes daquilo que popularmente se chama forró: João do Vale e Jackson do Pandeiro.

Com as ferramentas da oficina sonora onde montou “Martelo bigorna”, Lenine sampleou na composição “Jack soul brasileiro” a antológica “Chiclete com banana”, cantada por Jackson do Pandeiro, com autoria de Gordurinha e José Gomes.

E acabou soldando o rock ao rural, na trilha das outras experimentações de mesclagem dos gêneros e instrumentos que já haviam sido testadas também no tropicalismo e alhures.

A primazia de Gordurinha/José Gomes/Jackson do Pandeiro, ao propor a troca entre o pandeiro e o bebop, ganhou novos arranjos em Lenine. De quebra, o pernambucano pôs um verso incidental de João do Vale – a ema gemeu. Genial!

O ritmo de Jackson do Pandeiro acrescentou ao cenário musical brasileiro a possibilidade de universalização, desprendendo-se do regionalismo ou colocando o local no global, para não fugir aos conceitos em moda na contemporaneidade.
O engenho musical de Lenine atravessando o forró e o pop
Jackson do Pandeiro fez gostosas provocações ao propor as misturas entre o bebop e o tamborim, desafiando o Tio Sam a uma batucada brasileira com a frigideira na mão.

E assim fez-se a mistura entre Miami com Copacabana, chiclete com banana, dando a maior confusão.

Guardadas as devidas proporções, Pandeiro realizou com mais qualidade estética a proposta de glamourização da música brasileira no cenário internacional, na trilha aberta por Carmem Miranda.

E nada inviabiliza os trocadilhos e gingados dele encaixando no rebolado dela.

Lenine também incluiu no sampler de Pandeiro a música “Cantiga do sapo”, onde as onomatopéias viram rima nos versos “Tião! Oi! / Foste? Fui! / Compraste? / Comprei! / Pagaste? Paguei! / Me diz quanto foi? / Foi 500 reis”

Ficou o bicho! Ou, como se diz na gíria, quando algo é certeiro: deu rock!

Ouça AQUI Chiclete com Banana, de Jackson do Pandeiro

Veja também AQUI “Cantiga de sapo”, de Jackson do Pandeiro

Escute AQUI “Jack soul brasileiro”, de Lenine

LETRAS

Chiclete Com Banana

Eu só boto bebop no meu samba
Quando Tio Sam tocar um tamborim
Quando ele pegar
No pandeiro e no zabumba.
Quando ele aprender
Que o samba não é rumba.
Aí eu vou misturar
Miami com Copacabana
Chiclete eu misturo com banana
E o meu samba vai ficar assim:
Tururururururi bop-bebop-bebop
Tururururururi bop-bebop-bebop
Tururururururi bop-bebop-bebop
Eu quero ver a confusão
Tururururururi bop-bebop-bebop
Tururururururi bop-bebop-bebop
Tururururururi bop-bebop-bebop
Olha aí,o samba-rock,meu irmão
É,mas em compensação,
Eu quero ver um boogie-woogie
De pandeiro e violão.
Eu quero ver o Tio Sam
De frigideira
Numa batucada brasileira.

Jack Soul Brasileiro

Jack Soul Brasileiro
E que som do pandeiro
É certeiro e tem direção
Já que subi nesse ringue
E o país do swing
É o país da contradição...
Eu canto pro rei da levada
Na lei da embolada
Na língua da percussão
A dança mugango dengo
A ginga do mamolengo
Charme dessa nação...
Quem foi?
Que fez o samba embolar?
Quem foi?
Que fez o coco sambar?
Quem foi?
Que fez a ema gemer na boa?
Quem foi?
Que fez do coco um cocar?
Quem foi?
Que deixou um oco no lugar?
Quem foi?
Que fez do sapo
Cantor de lagoa?...
E diz aí Tião!
Diga Tião! Oi!
Foste? Fui!
Compraste? Comprei!
Pagaste? Paguei!
Me diz quanto foi?
Foi 500 reais
Me diz quanto foi?
Diga Tião!
Oi!
Foste? Fui!
Compraste? Comprei!
Pagaste? Paguei!
Me diz quanto foi?
Foi 500 reais
Me diz quanto foi?
Jack Soul Brasileiro
Do tempero, do batuque
Do truque, do picadeiro
E do pandeiro, e do repique
Do pique do funk rock
Do toque da platinela
Do samba na passarela
Dessa alma brasileira
Despencando da ladeira
Na zueira da banguela
Alma brasileira
Despencando da ladeira
Na zueira da banguela(2x)
Diz ai quem foi......
Quem foi?
Que fez o samba embolar?
Quem foi?
Que fez o coco sambar?
Quem foi?
Que fez a ema gemer na boa?
Quem foi?
Que fez do coco um cocar?
Quem foi?
Que deixou um oco no lugar?
Quem foi?
Que fez do sapo
Cantor de lagoa?...
Me diz aí Tião!
Diga Tião! Oi!
Fosse? Fui!
Comprasse? Comprei!
Pagasse? Paguei!
Me diz quanto foi?
Foi 500 reais...
Eu só ponho BEBOP no meu samba
Quando o tio Sam
Pegar no tamborim
Quando ele pegar
No pandeiro e no zabumba
Quando ele entender
Que o samba não é rumba
Aí eu vou misturar
Miami com Copacabana
Chiclete eu misturo com banana
E o meu samba, e o meu samba
Vai ficar assim...
Ah! ema geme...(5x)
Aaaaah ema gemeu!
Eu digo deixa!
Que digo!
Que pensem!
Que fale!
Deixa isso pra lá
Vem pra cá
O que que tem
Eu não to fazendo nada
Você também
Não faz mal bater um papo assim gostoso com alguém(2x)

sábado, 2 de março de 2013

UOL: MAIORIA DAS PRAIAS DE SÃO LUIS CONTINUA IMPRÓPRIA PARA BANHO

Murad: praias limpas só nas manchetes do governo Rosesana

O site UOL disponibilizou na Internet um sistema de consulta  (veja aqui) sobre as condições de balneabilidade das praias brasileiras.

Na busca feita pelo blogue, as principais praias de São Luís aparecem com o sinal vermelho no site, indicando na legenda “praias impróprias.”

A fonte usada pelo site UOL é a própria Sema (Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais do Maranhão), que dá o atestado de poluição na maioria dos banleários ludovicenses.

Ao contrário das notícias veiculadas pelo governo Roseana Sarney (PMDB), ilustradas com o banho de mar do secretário de Saúde Ricardo Murad (PMDB), as praias estão poluídas.

Quem diz é a Sema, órgão oficial, responsável pelo monitoramento.

As notícias sobre esgotos nas praias de São Luís foram objeto de polêmica há alguns meses, até que o secretário Murad apareceu em fotografias mergulhando na praia do Calhau, tentando demonstrar que as águas estavam limpas.

Agora, segundo a busca do site, esta mesma praia do Calhau aparece como imprópria para banho, com a legenda vermelha.

Segundo o UOL, estão impróprias as praias da Ponta d’Areia, São Marcos, Calhau e Olho d’Água. Estão próprias, com legenda verde, o Araçagy e a Praia do Meio.

Ao procurar praias do interior da ilha, como Panaquatira, no município de São José de Ribamar, o site informa “cidade ou praia não monitorada pelo órgão estadual”.

A despoluição mágica das praias de São Luís, anunciada pelo secretário Ricardo Murad, em outubro de 2012, veio após a repercussão na mídia nacional sobre os esgotos lançados no mar que circunda a capital.

Sem que houvesse qualquer medida de tratamento dos esgotos, Murad decretou que as praias estavam limpas, mergulhando no Calhau.

Ricardo Murad controla a Caema (Companhia de Saneamento Ambiental de São Luís), uma das maiores responsáveis pelos esgotos a céu aberto em São Luís e pela poluição dos rios da ilha que desembocam nas praias.

A Caema já foi acionada diversas vezes pelo Ministério Público para despoluir os rios da ilha. Não fez nada.

Em dezembro de 2012, dois meses após a divulgação das fotos de Ricardo Murad, o ministério do Turismo (leia-se ministro Gastão Vieira, aliado da família Sarney), anunciou a liberação de R$ 30 milhões para o saneamento e limpeza das praias de São Luís.

Despoluir o quê, se as praias estavam limpas?

O governo não divulgou onde nem como estariam sendo aplicados os 30 milhões.

sexta-feira, 1 de março de 2013

DESESPERO DE 2014: ROSEANA ENDIVIDA O MARANHÃO EM R$ 5,3 BILHÕES

Existe algo de muito estranho na contabilidade do Palácio dos Leões nos últimos 50 anos.

Quanto mais dinheiro o Maranhão tem, mais pobre fica o estado e mais cresce o patrimônio de uma só família – os Sarney.

Somente nos últimos dois anos, o governo Roseana Sarney (PMDB) contraiu empréstimos que no total chegam a R$ 5,3 bilhões.

O primeiro endividamento, de R$ 3,8 bilhões, ocorreu em 2012.

A segunda sangria foi aprovada pela Assembléia Legislativa esta semana, no valor de R$ 1,5 bilhão.

Ninguém sabe onde nem quando foram aplicados os R$ 3,8 bilhões e não há clareza sobre o destino de mais R$ 1 bilhão e meio do novo empréstimo.

Da forma como foram feitos, sem transparência, os empréstimos não servirão a nenhum propósito de desenvolvimento do Maranhão.

Os empréstimos avançam em progressão geométrica e o Maranhão em progressão aritmética.

O dinheiro entra nos cofres públicos em velocidade digital e o Maranhão permanece analógico.

Basta ver os indicadores sociais ou simplesmente andar por qualquer rua de São Luís, mesmo nos bairros nobres, onde os esgotos a céu aberto denunciam a podridão administrativa do governo.

Roseana pediu emprestado mais R$ 5,3 bilhões e o Maranhão continua miserável, sem saneamento básico, apresentando os piores indicadores sociais na educação, na saúde e na degradação geral da administração pública.

Em 50 anos, a oligarquia Sarney mantém a mesma cena do Maranhão com as casas de taipa, as estradas esburacadas e os municípios pobres, sem investimento do governo do estado.

Se não fosse o bolsa família para saciar a fome de milhões de maranhenses, o governo já teria sido denunciado aos organismos internacionais pelos indicadores subumanos do Maranhão.

2014

Os empréstimos aviltantes só têm um sentido – as eleições de 2014 – quando haverá um cenário concreto de vitória das oposições, sob a liderança de Flavio Dino (PCdoB).

Sem a candidatura do ministro Edison Lobão (PMDB) ao governo, a oligarquia Sarney aposta todas as fichas no nome do secretário de Infra-Estrutura Luís Fernando Silva.

A candidatura de Luís Fernando preocupa o Palácio dos Leões e leva ao desespero a oligarquia Sarney.

Decorre desse cenário o abastecimento dos cofres públicos com o adicional de R$ 5,3 bilhões, que poderão ser utilizados nos convênios com prefeituras, como forma de amarrar os municípios à eleição de Luís Fernando.

O deslocamento do candidato Luís Fernando da Casa Civil para a secretaria de Infra-Estrutura pretende colocá-lo à frente na disputa, como um tocador de obras, mas fundamentalmente na condição de conveniar o Palácio dos Leões com as prefeituras.

A distribuição do dinheiro nos convênios será a principal arma da oligarquia Sarney em 2014.

Só falta combinar com o eleitor. Cansado de ver tanto dinheiro e pobreza, o povo maranhense pode querer mudar o rumo.