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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

A GOVERNADORA SEM VOZ

Ninguém sentiu falta do áudio no pronunciamento da governadora Roseana Sarney (PMDB), ontem à noite, na TV Mirante.

O que Roseana tinha a dizer já foi repetido diversas vezes pelos seus imediatos, sem que qualquer providência concreta tenha sido tomada para contornar o caos no sistema de segurança do Maranhão.

Devido a um problema técnico, Roseana ficou "muda" na televisão, sem que a audiência conseguisse ouvi-la.

O pronunciamento, encomendado de última hora pelos marqueteiros do Palácio dos Leões, tentava corrigir o fracasso da entrevista coletiva abortada na tarde de ontem.

Roseana ficou com medo de realizar a coletiva e ser incomodada com perguntas indesejadas dos repórteres do centro-sul que estão de prontidão em São Luís.

A governadora temia também ser ridicularizada mais ainda com desgaste das promessas nunca realizadas. Por isso, mandou cancelar a coletiva e tentou fazer um pronunciamento à noite, no horário nobre.

A emenda ficou pior que o soneto. Faz muito tempo que o povo do Maranhão está cansado da propaganda enganosa de Roseana.

De tanto falar e não cumprir, ela ganhou até um codinome: RosENGANA. Perfeito!

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

INTERVENÇÃO FEDERAL JÁ: APENAS A TRANSFERÊNCIA DE PRESOS NÃO VAI RESOLVER O CAOS EM PEDRINHAS

A governadora Roseana Sarney (PMDB) age mais uma vez de forma irresponsável ao fazer manobras para impedir a intervenção federal no sistema penitenciário do Maranhão.

Somente a intervenção pode conter o caos no presídio de Pedrinhas.

A transferência de presos é um paliativo. Não resolve o problema central da superlotação e da disputa pelo comando do crime organizado.

É necessária uma intervenção agressiva no sistema penitenciário, com a vigilância do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público.

A participação dos órgãos federais é indispensável para investigar a fundo os contratos celebrados entre o governo e as empresas privadas que prestam serviço nos presídios maranhenses.

Não basta transferir presos se a administração dos presídios não passar por uma devassa ampla.

As manobras do governo para impedir a intervenção federal podem tornar a situação insustentável. 

E mais cabeças podem ser cortadas.

domingo, 5 de janeiro de 2014

AS NOTAS INÚTEIS SOBRE O CAOS NA SEGURANÇA PÚBLICA

A Secretaria de Comunicação (Secom) do governo Roseana Sarney (PMDB) tem bons profissionais de midia, mas não há marqueteiro que dê jeito na falência do sistema de segurança do Maranhão.

Se o leitor me permite o pleonasmo, o governo virou uma fábrica de notas oficiais, tentando esclarecer o que todo mundo já sabe.

As notas da Secretaria de Administração Penitenciária (Sejap) e da Secretaria de Segurança cansam pela obviedade. Qualquer incauto sabe que a ordem para queimar ônibus saiu de dentro dos presídios e os líderes serão facilmente identificados.

O governo dá esse tipo de informação como se fosse um trunfo, quando na verdade é um paliativo que nada altera o clima de violência na cidade.

As notas governamentais repetem o conteúdo, não apontam ações e só mudam o nome do defunto achado em Pedrinhas.

A cada nota de esclarecimento o governo vai dando sucessivos atestados de incompetência para resolver os mesmos problemas, recorrentes desde a rebelião de 2010, quando 18 presos foram assassinados, sendo três decapitados.

MEDIDAS CONCRETAS 

Se o governo Roseana tivesse algo a dizer, reuniria os chefes do Judiciário e do Ministério Público para anunciar uma força tarefa de combate ao crime organizado no Maranhão.

Se o governo tivesse interesse, anunciaria o prazo de entrega de pelo menos um novo presídio, dos 11 prometidos.

Se quisesse de fato combater o crime organizado, o governo começava expurgando os seus próprios corruptos. Neste caso, teria de construir mais uma dezena de presídios.

Caso houvesse vontade política, a governadora e o senador José Sarney, tão prestigiados com Lula e Dilma, pediriam ajuda ao governo federal para atenuar a barbárie nos presídios do Maranhão.

A população está cansada de notas de esclarecimento anunciando o óbvio. Queremos medidas concretas. Menos notas e mais ação. 

Nesse governo de propaganda enganosa ninguém acredita mais. Faz tempo!

sábado, 4 de janeiro de 2014

O CRIME NO MARANHÃO MUDOU: NOVOS ATORES ENTRARAM EM CENA

É simples entender a anatomia do crime no Maranhão.

O maior problema da violência já foi dito por um importante político da oligarquia Sarney: o crime organizado está instalado nos três poderes do estado.

Todos os dias o Maranhão é violentado pela corrupção que sustenta uma elite parasita no poder público.

Esta casta não vive em São Luis. Tem apartamentos em New York ou Paris e se diverte em Las Vegas. O Maranhão é o lugar do saque.

Para essa gente, pouco importa se 100 ou 200 presos terão as cabeças cortadas em Pedrinhas.

Quanto mais violência e caos, melhor para o governo fazer as dispensas de licitação na área de segurança pública, onde operam os interesses privados.

O diagnóstico sobre a violência está feito. O sistema de segurança sabe quais são as providências necessárias, mas o governo Roseana Sarney (PMDB) não está interessado em resolver a situação.

Medo é dinheiro e violência dá lucro. Os dividendos são colhidos nos contratos milionários celebrados entre o governo e as empresas que prestam serviço no sistema penitenciário (reveja AQUI)

CRIMES DE ÉPOCA

É nesse contexto que o crime organizado se reestruturou no Maranhão, dentro e fora dos presídios, conjugando barbárie e negócios. Vejamos:

Ao longo dos últimos 50 anos, o modus operandi do crime passou por várias etapas, cada uma delas correspondendo aos interesses políticos predominantes em determinados momentos.

PISTOLAGEM

Nas décadas de 1970 a 1990 o foco da criminalidade estava concentrado no campo, em decorrência da Lei de Terras que proporcionou a expansão do latifúndio e, consequentemente, a necessidade de jagunços para expulsar do campo os trabalhadores rurais.

O Maranhão viveu o auge da pistolagem. Era preciso matar os camponeses para garantir a posse das terras aos latifundiários.

ROUBO DE CARGAS

A segunda etapa concentrou-se no roubo de cargas. Ao investigar a teia criminosa, o delegado Stênio Mendonça foi assassinado na avenida Litorânea, em 1997.

O desdobramento da morte de Stenio Mendonça, com repercussão nacional, deflagrou a CPI do Crime Organizado, resultando na prisão de parlamentares e policiais, com destaque para os deputados José Gerardo e Chico Caíca e o delegado Luis Moura.

Importante lembrar: a CPI do Crime Organizado teve apoio do aparelho policial, então liderado pelo secretário de Segurança Raimundo Cutrim, homem de confiança da governadora Roseana Sarney (PFL à época).

Roseana pavimentava o caminho para uma candidatura presidencial e precisava mostrar ao Brasil que o Maranhão era um estado livre do crime.

A prisão dos deputados e policiais confirmava a tese de que o crime organizado estava instalado nos três poderes do estado.

ASSALTOS A BANCO

Desmontada a quadrilha de cargas, incrementou-se o roubo aos bancos. O Sindicato dos Bancários sempre monitorou o crescimento dos assaltos em períodos pré-eleitorais, levantando a hipótese de que o dinheiro servia para alimentar candidaturas e outros negócios.

Os assaltos a banco, pelo grau de inteligência e logística, permanecem no topo do crime.

Ladrão de banco é respeitado na hierarquia dos presídios e lidera parte das organizações criminosas.

AGIOTAGEM

Na etapa mais recente, o Maranhão passou a ser o eldorado da agiotagem, através de quadrilhas que dominam as prefeituras.

O Banco do Estado do Maranhão (BEM), que deveria ser o indutor do desenvolvimento regional, da geração de emprego e renda, nunca foi utilizado para esta finalidade.

O BEM acabou sucateado e privatizado. No lugar do dinheiro oficial, entrou no circuito o capital paralelo da agiotagem que passou a controlar obras e serviços nos municípios em troca do financiamento das campanhas dos prefeitos.

No conflito dos negócios da agiotagem, o jornalista Décio Sá foi assassinado, também na avenida Litorânea, em 2012, quinze anos após a execução do delegado Stênio Mendonça.

A execução de Décio Sá também reforça a tese de que o crime organizado atravessa o interesse público no Maranhão.

TRÁFICO DE DROGAS

A etapa mais organizada do crime é o tráfico de drogas, principalmente aquela parte controlada por empresários que nunca fumaram um cigarro na vida e são pessoas de bom convívio social.

Para estes, o tráfico é um empreendimento sofisticado.

Nas investigações, não há evidências de ligações diretas entre traficantes e vereadores, deputados, gestores, juízes ou desembargadores.

Houve apenas a notícia de que um traficante renomado gostaria de vir hospedar-se em um presídio do Maranhão, onde teria ligações com um desembargador.

COMANDO DE PEDRINHAS

Presos degolados em Pedrinhas não é novidade. Na rebelião de 2010 foram assassinados 18 detentos, três deles decapitados. Sempre houve essa barbárie no Maranhão.

Novidade é a disputa pelo controle do sistema penitenciário, agravado com o ingresso da organização "Bonde dos 40" no tráfico de drogas, tomando territórios anteriormente controlados pelo PCM (Primeiro Comando do Maranhão).

O crack, controlado pelo "Bonde dos 40", alastrou-se rapidamente e multiplicou os negócios.

Há também outros complicadores. Na interpretação do PCM, o Bonde desqualificou o crime, praticando estupros, pequenos roubos e outros delitos que depreciam o sentido de organização criminosa.

Ao “tocar o terror” na cidade, o Bonde atrai muita polícia, coisa que traficante sofisticado detesta.

Foi o ingresso da concorrência “desqualificada” e “pobre” do Bonde dos 40 que incendiou a cena do crime no Maranhão.


E parece que o governo perdeu o controle da situação... 

Enquanto isso, o grande prejudicado é o cidadão maranhense.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

SÃO LUIS: TAPAR BURACOS É TUDO

Há uma grande expectativa na cidade sobre o início do período chuvoso e, simultaneamente, a degradação das ruas e avenidas de São Luís.

O que já estava ruim, a buraqueira generalizada, pode piorar se a Prefeitura não agir com eficiência assim que as chuvas caírem.

Aquilo que deveria ser uma rotina administrativa - a conservação das vias públicas - vira o centro das atenções dos gestores, da oposição e da população.

Enquanto nas outras capitais os prefeitos e governadores investem nas grandes obras de mobilidade, inauguram parques ambientais, hospitais e escolas, São Luís espera com ansiedade a operação tapa-buracos.

Isso vem se repetindo há mais de 20 anos, sempre com remendos mal feitos que tornam a esburacar rapidamente no inverno seguinte.

Em Belém, Fortaleza e Teresina, apenas para ficar nos exemplos mais próximos, as equipes de governo estão debruçadas em projetos já pensando o futuro das cidades, fazendo pesquisas sobre as demandas e planejando as obras necessárias para atender à população.

São Luís, presa ao passado, espera a borra ser jogada nas crateras e em seguida o rolo compressor.

Nunca se fala em refazer a malha viária utilizando asfalto de qualidade ou concreto, materiais largamente adotados nas outras capitais.

Até parece que a operação tapa-buracos, repetida todos os anos, há duas décadas, é um negócio lucrativo para as empreiteiras que operam serviços nas sucessivas administrações de São Luís.

Sai prefeito antigo, entra o novo, mas a prática continua. As operações tapa buracos são até manchete de jornal, como se isso fosse algo extraordinário, e não uma operação de rotina.

Cheia de feridas, a malha viária de São Luis parece um imenso casco de jabuti, sobre o qual a cidade se move lentamente.

É a política de remendos tornando a cidade horrível e os empreiteiros cada vez mais ricos.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

ONDE ANDARÁ O SECRETÁRIO DE SEGURANÇA ALUISIO MENDES?

O Maranhão passou por mais um vexame, ao ser apresentado ao pais como o estado em que as condições dos presídios são desumanas.

Superlotação, fugas constantes, assassinatos e até cartas de organizações criminosas expuseram a falência do sistema penitenciário.

A violência nas ruas e a sensação de impotência do poder público apontam o descontrole do governo para combater uma parte do crime organizado, enquanto a outra age livremente.

Apesar de todos os indicadores da violência e das cabeças cortadas, só uma cabeça não rola - a do secretário de Segurança Aluisio Mendes.

Há uma orientação explícita do governo Roseana Sarney (PMDB) para blindar o secretário.

Ele não dá entrevistas, não aparece nas situações de conflito e não fala sobre a grave situação do sistema de segurança no Maranhão.

Homem de confiança de José Sarney, Aluisio Mendes parece intocável, aconeça o que acontecer com a insegurança dos maranhenses.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

HOLANDA JR: A PROVA DOS NOVE EM 2014

O primeiro ano da gestão de Edivaldo Holanda Junior (PTC) na Prefeitura de São Luis foi marcado por três ações visíveis: a melhoria significativa da coleta de lixo, a volta às aulas na rede municipal e um rosário de boas intenções na publicidade.

Herdeiro de uma gestão desumana do antecessor João Castelo (PSDB), Holanda passou os 12 meses de 2013 reclamando-se da falência e do endividamento da Prefeitura.

Em 2014 não haverá desculpa. É ano eleitoral e a máquina pública precisa funcionar, até porque o desempenho do prefeito vai impactar positiva ou negativamente na campanha de Flávio Dino (PCdoB) ao governo do Maranhão.

Se Edvaldo fracassar, pode atrapalhar a consolidação do eleitorado de Flávio Dino na capital.

O prefeito tem apenas uma gestação para fazer valer o discurso de mudança prometido na campanha.

Não precisa fazer muita coisa. Se tapar os buracos e pintar de cal os cacarecos de meio fio e as beiradas das calçadas, já será um ótimo prefeito.

É o que se espera até a eleição. Se não conseguir sequer maquear a cidade até o aniversário de 402 anos, em setembro, Edvaldo vai conquistar o impossível: ser pior que Castelo.