Compartilhe

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

TERCEIRO E MONTEIRO TÊM PRISÃO DECRETADA

O presidente do PT no Maranhão, Raimundo Monteiro, e o superintendente do Incra, Benedito Terceiro, tiveram a prisão preventiva pedida pela Polícia Federal.

Terceiro e Monteiro são suspeitos de integrar um suposto esquema de desvio de verbas. O presidente do PT foi superintendente do órgão entre 2004 e 2005.

O pedido de prisão de Monteiro tem forte impacto no vice-governador do Maranhão, Washington Oliveira (PT), avalista da indicação do petista para a superintendência do Incra.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

RESUMO DO PT MARANHENSE NA BASE DE SARNEY

Uma breve recapitulação sobre o enlace do PT com o PMDB no Maranhão revela uma sequência de fatos que demonstram o quanto esta aliança foi nociva ao PT e ao povo do nosso estado.

Primeiro, o secretário de Educação Anselmo Raposo (PT) foi exonerado por denúncias de corrupção. Raposo ocupou o cargo nas negociações para casar o petismo envergonhado com o sarneísmo inveterado.

Como não havia amor, arranjaram um casamento forçado após a derrota do petismo sarneísta no Encontro de Tática Eleitoral que havia definido o apoio do PT a Flávio Dino (PC do B) em 2010.

Roseana Sarney (PMDB) ganhou a eleição com mil promessas de ampliar os espaços do PT no governo. Sobrou ao petismo apenas a secretaria de Assuntos Institucionais para Rodrigo Comerciário. Nada mais.

Os outros aderentes foram nomeados na vice-governadoria de Washington Oliveira.

Depois da exoneração de Raposo, veio o escândalo da Fapema. Um dos melhores operadores de Oliviera, Fernando Magalhães, figurava na lista de bolsistas sem nunca ter feito uma pesquisa.

Outro Magalhães, o João Batista, lobista ligado a Washington Oliveira, esteve na mira da Polícia Federal durante a Operação Astiages, que investigou denúncias de corrupção em prefeituras e levou à cadeia várias pessoas de Barra do Corda.

Antes que o PT respirasse da caçada ao lobista Magalhães, surgem as denúncias de corrupção no Incra envolvendo o ex-superintendente Raimundo Monteiro, presidente estadual do PT.

O PT não tem espaços no governo Roseana. Esta, por sua vez, não tem nenhum projeto para o Maranhão. Os petistas só servem para ilustrar a crônica política de maneira pejorativa.

Tudo isso dá a impressão de que estão montando o dossiê do PT maranhense. Logo logo Roseana Sarney conversa com Zé Dirceu e diz que esses petistas daqui só dão problema e está na hora de mandar embora.

Resumido a quase nada, o petismo sarneísta só serviu mesmo para emprestar o tempo de televisão na campanha de 2010. Está esperando o pagamento da fatura até hoje, mas parece que vai ficar no prejuízo.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

SÃO LUÍS SOB NOVA ADMINISTRAÇÃO

Brindamos este sábado com uma bela crônica do professor Marcio Carneiro. No período carnavalesco, São Luís tem novo prefeito – o Rei Momo.

Marcio Carneiro *

O carnaval é um tempo de mudanças radicais. Coisas inconcebíveis nos dias comuns acontecem no período carnavalesco e talvez por isso ele seja esperado com tanta ansiedade.

Machões vestidos de mulher andando tranquilamente pelas ruas; lisos e abastados dividindo espaços comuns e o tom branco da maizena apagando as diferenças raciais são exemplos dos bons ventos democratizantes que sopram durante esses dias de folia.

Mas há também um outro fato que poderá trazer esperança para todos os moradores de São Luís, que sonham com uma cidade mais humanizada e melhor, sem discriminações: a mudança da administração municipal.

Sim, porque pela força da tradição, o prefeito terá que passar as chaves da cidade ao rei, Momo, um gestor muito mais interessado na felicidade e bem estar de seus súditos.

E não será essa a principal qualidade que desejamos de alguém que elegemos para nos representar? Que em primeira instância, antes do apego ao trono, à corte e às facilidades do poder, se interesse em saber se vamos bem, se estamos em condições de enfrentar a dureza da vida em sociedade com a ajuda de serviços públicos eficientes?

Sempre fico em dúvida se o problema da atual administração é o desinteresse por essas preocupações ou uma inabilidade, cada vez mais notada, em perceber que uma cidade em franco crescimento como São Luis também terá problemas cada vez mais complexos, que vão requerer por conseqüência soluções mais criativas e ousadas.

Ninguém agüenta mais a repetitiva e conhecida ineficiência das famosas “operações tapa-buraco”, com sua planejada sazonalidade para dizer sempre: “não ficou melhor por causa da chuva”. Nem os atrasos no início do período letivo, ou a falta de vagas nas escolas e nos hospitais; ou ainda o desprezo pelo nosso patrimônio histórico, que em outras cidades é fonte de receita e orgulho.

Enfim, todas as coisas que estão sendo enfrentadas com um repertório de outras temporadas, cada vez menos eficaz, cada vez mais indicando um descompasso grave, entre quem tem o poder de determinar o ritmo com quem o convidou para tocar. As escolhas ruins nunca dão samba.

Que a nova administração momesca ensine a todos que é hora de ousar, de ser criativo, de alterar rotinas, padrões e jeito de administrar; que marchinhas de outros carnavais nem sempre fazem sucesso quando o salão precisa urgente de reformas; que a população merece ser feliz e que esse deve ser o principal motivo da existência de qualquer regente.

Nunca é fácil botar um carnaval bonito na rua. Que o digam os dirigentes das escolas do Rio, que viram todo o trabalho de um ano virar fumaça em minutos ou os moradores das áreas de risco de São Luis, que a cada chuva, sentem uma angústia no peito, porque sabem que estão praticamente sós.

Mas é pra isso que existem os administradores, pra achar o caminho, a harmonia entre receitas e despesas, guiando seu povo pra atravessar a avenida, sem perder o ritmo, mesmo quando o asfalto não é essas coisas.

Não é hora de se esconder, nem de fazer que não é consigo. É hora de puxar o samba e cantar alto: essa cidade é minha também.

Que o rei Momo administre, mesmo que apenas por alguns dias, usando as chaves que lhe forem dadas, para abrir os olhos de quem olha pra São Luis e não consegue ver quão especial ela realmente é.

* Marcio Carneiro é professor do Departamento de Comunicação da UFMA

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

SARAU E VARAL NA FONTE DO RIBEIRÃO

Moradores do centro de São Luís retomam hoje as atividades culturais na Fonte do Ribeirão. Clique na imagem para ampliar e ler o convite.

POLÍCIA FEDERAL NO RASTRO DO INCRA

A Polícia Federal cumpre nesta sexta-feira 39 mandados de busca e apreensão em residências de funcionários e ex-funcionários do Incra. A operação pode chegar ao ex-superintendente Raimundo Monteiro, aliado do vice-governador Washington Oliveira, ambos do PT.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

CONVERSA SOBRE O PADRE ANTÔNIO VIEIRA NO "PAPOÉTICO"

Um bate-papo sobre o Padre Antônio Vieira, com o escritor português António de Abreu Freire, é a pedida de hoje (quinta-feira), às 19h, no Sebo do Chiquinho. Antonio Freire é autor do livro “Padre António Vieira – História de um Homem Corajoso Contada aos Jovens e Lembrada ao Povo”.

O diálogo com o escritor integra as atividades do Papoético, encontro de pessoas de várias profissões e ramos de atividade que acontece toda quinta-feira, às 19h, no Sebo do Chiquinho.

O Papoético vai completar três meses, no Sebo do Chiquinho (rua da Cruz, atual 7 de Setembro, nº 340 A, entre a rua dos Afogados e a rua do Sol (mais próximo da rua dos Afogados), Centro.

Além de vender livros, Chiquinho aluga filmes e vende CD'S. Quem quiser pode levar o seu CD para tocar.

Lá rola jazz, blues, MPB, rock, etc. Funciona um pequeno barzinho e tem água mineral e bombom para os abstêmios. O número de participantes tem aumentado, e o papo se alongado até tarde.

“O encontro está sendo um sucesso e já virou point cultural. Vamos lá recuperar os bons tempos de conversa entre amigos escritores e apreciadores da arte. Os papos não serão apenas sobre Literatura, mas, sobre artes plásticas, cinema, teatro”, explica o poeta e jornalista Paulo Melo Sousa, anfitrião do Papoético.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

OS OUTROS QUINHENTOS DA VALE

Quem acompanha o noticiário da Internet produzido no Maranhão deve ter ficado surpreendido com um furioso ataque dos blogues do Sistema Mirante de Comunicação à Vale (ex-Vale do Rio Doce). Veja no final dessa postagem uma lista de links com matérias sobre o tema.

A Vale sempre teve boas relações com os governos Sarney no Maranhão. Agora, a mineradora está sob fogo cerrado no portal Imirante. Motivo: a empresa teria cometido irregularidades que levaram várias empresas maranhenses à “quebradeira”.

Depura-se do noticiário que os negócios com a Vale começaram a gerar estragos da mina, em Parauapebas, ao porto do Itaqui, em São Luís, mexendo com interesses poderosos no Maranhão.

É relevante a iniciativa de denunciar a Vale nesse episódio. As informações expostas pelos blogues do Imirante acenderam uma grande fogueira. Melhor seria se aproveitássemos a oportunidade para fazer um debate mais profundo sobre a atuação da Vale no Pará e no Maranhão.

Desde a implantação, nos anos 1980, a Vale vem gerando problemas ambientais, econômicos e sociais graves. Deixou ao longo dos anos um rastro de destruição e miséria no Corredor Carajás, denunciados em artigos, revistas, livros, vídeos etc.

Tudo isso pode ser observado no site da campanha Justiça nos Trilhos (http://www.justicanostrilhos.org/), composta por várias organizações da sociedade civil atentas aos problemas causados pela mineradora e tentando soluções para amenizá-los.

Assistir ao vídeo “Não Vale” dá uma versão interessante sobre a mineradora, muito diferente dos informes publicitários veiculados na mídia. Recomenda-se também umas viagens no trem da Vale para ver de perto os impactos da mineração predatória no eixo Pará-Maranhão.

As raízes mais profundas para um debate sobre a Vale podem chegar ao arremedo de desenvolvimento do Maranhão imposto nos últimos 40 anos, baseado no latifúndio e na atração de enclaves econômicos como a Vale e a Alumar, nos anos 1980, e recentemente o espetáculo pirotécnico anunciando a aterrissagem da Suzano para produzir celulose na região tocantina.

O Maranhão não produz um pé de tomate, não beneficia o caju, não faz benfeitoria nos pescados e mariscos, não produz sal nem frutas para exportação. A bacia hidrográfica do rio Itapecuru banha 40 cidades, mas não se vê uma cultura irrigada nesse mar de água.

Não fosse o esforço da agricultura familiar viveríamos como uma Manaus em pleno Nordeste: tudo teria de ser importado.

Na contramão da produção de alimentos, as terras maranhenses estão infestadas de eucalipto para produzir celulose e alimentar os fornos das usinas siderúrgicas instaladas na ferrovia da Vale.

No Maranhão, quando existe projeto de irrigação, a exemplo do Salangô, os dutos só serviram para abastecer as contas bancárias dos interessados. Irrigaram a corrupção.

Esse exemplo da agricultura é um pequeno recorte sobre a economia do Maranhão. Não há plano de desenvolvimento. Nunca houve. Aqui é um eldorado exótico, típico do capitalismo mais selvagem, onde as crianças, em vez de frequentar escolas, trabalham e mutilam-se nas carvoarias que abastecem as siderúrgicas da Vale.

A visão míope e interesseira de desenvolvimento festeja a Vale, a Alumar e a Suzano com o mesmo foguetório que anuncia a construção de shopping(s) center(s) em São Luís, onde não tem praças decentes, nem parques ambientais, nem calçadas, ruas e avenidas pavimentadas.

O Maranhão inteiro vive um faroeste.

A Vale ficou pior depois da privatização criminosa do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Na lógica cega e onipotente do mercado, ela sobe no ranking entre as maiores mineradoras do mundo.

Esse gigante assusta e afasta a fiscalização da DRT, do Ministério do Meio Ambiente e o Ministério Público do Trabalho. A força da Vale silencia também o debate público nas casas legislativas.

Salvo raras exceções, qual deputado ou vereador toca no assunto?

Ninguém é tolo para menosprezar a importância do minério nas relações comerciais do Brasil com o mercado asiático.

Mas não é possível ainda suportar todo tipo de desatino cometido pela Vale. Da poluição sonora aos acidentes e mortes de trabalhadores na mina, passando pela ferrovia até chegar ao porto, há um vale de lamentações ao longo dos trilhos.

Quem olha o por do sol da praça Gonçalves Dias, um dos mais belos espetáculos de São Luís, não imagina que a única praça conservada de nossa cidade foi reformada pela Vale.

Sabe por quê? A mineradora teve de recuperar o logradouro para cumprir um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), por conta de um desastre ambiental provocado no Gapara, na zona rural de São Luís.

Veja no link
http://www.piratininga.org.br/artigos/2005/69/reportagem-edwilsonaraujo.html
a nossa reportagem de maio de 2005 sobre o derramamento de óleo no Gapara.

Seria a hora de mandar a Vale plantar batatas, em vez de eucaliptos.

VEJA O FOGO CERRADO CONTRA A VALE NO IMIRANTE:

http://marcoaureliodeca.com/2011/02/18/a-vale-e-a-quebradeira-das-empresas-maranhenses

http://marcoaureliodeca.com/2011/02/22/o-silencio-arrogante-da-vale