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terça-feira, 10 de abril de 2012

LIVRO SOBRE RÁDIOS COMUNITÁRIAS SERÁ LANÇADO NESTA QUARTA, 18 HORAS, NA UFMA

Leitores(as) deste blogue estão convidados para o lançamento do livro “Rádios comunitárias no Maranhão: história, avanços e contradições na luta pela democratização da comunicação”, de nossa autoria, que será lançado dia 11 (quarta-feira), às 18 horas, no auditório da biblioteca setorial do Centro de Ciências Sociais (CCSo) da UFMA.

A obra é fruto da dissertação de mestrado em Educação, contemplada no plano editorial do CCSo, juntamente com várias produções acadêmicas de professores em diversas áreas.

Reunimos no livro a experiência militante na organização do movimento de rádios comunitárias, desde o ano de 1996, quando iniciaram as primeiras articulações que posteriormente levaram à criação da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço) no Maranhão.

O trabalho disponibiliza informações sobre os primeiros passos da organização das emissoras (1996), registra o congresso de fundação da Abraço, em Caxias (1998), as batalhas pela legalização das emissoras, o enfrentamento da repressão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e da Polícia Federal em várias regiões do Maranhão.

Discorremos ainda sobre as convergências entre mídia e hegemonia (Antonio Gramisci), procurando entender o papel das rádios comunitárias como um movimento social organizado na sociedade civil. O trabalho de campo focou as emissoras na região metropolitana de São Luís.

Tratamos também das contradições e desvios no curso do movimento, registrando o perfil das emissoras e a grade de programação, onde verificamos a prática de proselitismo político e religioso em várias emissoras.

O livro é apenas uma tentativa de sistematização do trabalho de centenas de comunicadores populares espalhados pelo Maranhão, que perceberam nas rádios comunitárias uma possibilidade de alternativa midiática no cenário de concentração dos meios eletrônicos de comunicação.

A esses companheiros e companheiras dedico o livro.

CASTELO ESVAZIANDO, MAS...

As primeiras movimentações da pré-campanha à Prefeitura de São Luís indicam um esvaziamnto na base do prefeito João Castelo (PSDB), candidato à reeleição.

Dos três partidos importantes da base tucana, há sinais de um descolamento do prefeito, cuja gestão desastrosa afasta até os aliados mais pragmáticos.

No PDT vários grupos engalfinham-se. Uns defendem a reedição da aliança com os tucanos. Outros pregam alinhamento às candidaturas lideradas por Flavio Dino (PC do B). Uma terceira força defende candidatura própria, a saída menos provável.

O PSB ensaiou a candidatura de Roberto Rocha, mas ele tem pouca inserção em São Luís. Os socialistas estão divididos entre o apoio ao prefeito e uma inclinação ao grupo dinista.

Posição mais declarada teve o PPS. A deputada estadual Eliziane Gama vem anunciando ruptura com o prefeito, dizendo ter o aval da direção nacional do partido. A conferir.

Todos esses lances do jogo político nada definem. Castelo é astuto e tem cartas na manga. No final dos acertos, tanto os trabalhistas quantos os socialistas e até o PPS podem voltar ao ninho tucano e garantir a reeleição de Castelo.

Sem um adversário consistente, o pior prefeito de São Luís em todos os tempos ainda tem grandes chances de reeleição.

CELSO BORGES E BETO EHONGUE NO SARAU CEROL


domingo, 8 de abril de 2012

PROFESSORES DA UFMA LANÇAM LIVROS


LANÇAMENTO DA COLEÇÃO DE TESES E DISSERTAÇÕES DO CCSO/UFMA, no dia 11 de abril, na Biblioteca Setorial do CCSO, às 18hs. 

Cinco professores do Departamento de Comunicação Social participarão do lançamento: Ed Wilson Araujo (Rádios comunitárias: história, avanços e contradições na luta pela democratização da comunicação), Larissa Leda (Diluindo fronteiras: hibridização entre o real e o ficcional na narrativa de telenovela), Esnel Fagundes (Hospitalidade: perspectiva de uma nova abrangência para o campo das relações públicas), Vera Lúcia Rolim Salles (Jovens, imaginário de paz e televisão) e Joanita Mota de Ataíde (Discurso jornalístico, política e liderança no Brasil - 1985/1990).

sábado, 7 de abril de 2012

SEMANA SANTA: JUDAS

O vice-governador Washington Oliveira (WO) é o ator político perfeito para interpretar a personagem de Judas.

Quando chegou ao Maranhão, oriundo do PC do B, engajou-se no movimento sindical e ajudou a fundar a CUT, junto com Raimundo Monteiro.

Nessa época, ao lado de militantes históricos como Augusto Lobato, apoiava a luta pela reforma agrária, como no episódio da ocupação da fazenda Tiracanga.


Mas, aos poucos WO foi mudando de lado, até entregar-se de vez à oligarquia Sarney. Em 2010, depois de sofrer uma derrota no Encontro de Tática Eleitoral do PT, que decidiu fazer aliança com o PC do B para o Governo do Maranhão, WO deu um golpe.

Organizou um manifesto apócrifo e, com o apoio da direção nacional do PT, vestiu a camisa do partido em Roseana Sarney (PMDB).


Em troca, virou um vice-governador patético, sem qualquer importância no governo. Ganhou de brinde a candidatura de prefeito de São Luís em 2012, onde deve ter um desempenho desastroso.

O grande teste vai ser desfilar pelas ruas da capital, pedindo votos, com o carimbo de Sarney e do DEM na estrela do PT.

Pessoalmente, nos negócios com a oligarquia, WO vai bem. Mas vai entrar para a História com dois títulos.


Primeiro: o de um vice-governador medíocre, mera figura decorativa nas colunas sociais de Pergentino Holanda, quase um bobo da corte.

Segundo, mais emblemático, o de maior traidor da esquerda no Maranhão em todos os tempos.

No sábado de Aleluia de 2010 Washington Oliveira foi homenageado nos criativos versos do Testamento do Judas do Laborarte, feito por Zeca Tocantins e Samuel Barreto.

Vale a pena rever:

I
Bem-vindos sejam bem-vindos
A essa hora fatal
Onde o PT adormece
Na maior cara-de-pau
Nos braços de Roseana
Quem diria que esse drama
Terminasse em bacanal.

XIX


Quero agora informar
Meu poder de devoção
Quando falo de eleição
Esqueço até que tem lei
Monteiro foi a parteira
Se vendeu com Macaxeira
Para a família Sarney.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

ENCONTRO COM CINEMA EXIBE “ZABRISKIE POINT”, DE MICHELANGELO ANTONIONI


Sábado, dia 7 de abril, às 19h, no Chico Discos (rua de São João, esquina com Afogados, Centro). O evento é aberto ao público. 

Sinopse

Zabriskie Point é um retrato da América do Norte nos anos 60, na perspectiva de dois jovens: Daria, estudante de antropologia que ajuda a construir uma cidade no deserto de Los Angeles, e Mark, que largou os estudos e é procurado pela polícia sob suspeita de ter assassinado um policial
durante um tumulto estudantil.


 
Informações sobre o filme
Gênero: Drama
Diretor: Michelangelo Antonioni
Duração: 110 minutos
Ano de Lançamento: 1970
País de Origem: USA
Idioma do Áudio: Inglês

"Zabriskie Point" é um filme menos conhecido do Antonioni. Famoso por seu cinema que trata do tédio e da incomunicabilidade em obras antológicas como "A Aventura", "A Noite", "O Eclipse" e "O Deserto Vermelho", Antonioni aportou nos EUA alavancado pelo sucesso de seu filme "Blow-Up – Depois Daquele Beijo" para produzir sua única obra em terras norte-americanas: "Zabriskie Point" (idem, EUA, 1970).

As posições políticas de Michelangelo Antonioni fizeram da película um projeto controverso desde o começo. A produção foi atacada pelos grupos opostos ao antiamericanismo mostrado no filme.

O FBI manteve agentes que revistavam técnicos e elenco; as locações foram assediadas por direitistas que vieram protestar contra uma cena de profanação à bandeira americana que, na realidade, nunca existiu; o xerife de Oakland acusou Antonioni de provocar tumultos apenas para filmá-los; as autoridades do Death Valley Park inicialmente não permitiram que Antonioni filmasse em Zabriskie Point (que é o ponto geográfico mais baixo dos EUA) porque pensaram que ele planejava encenar uma orgia no local (cena que Antonioni até imaginou realizar, mas nunca considerou seriamente filmá-la); e o escritório da Advocacia-Geral americana em Sacramento abriu investigações relativas ao citado antiamericanismo do filme e ainda sobre possíveis violações ao "Mann Act", uma lei de 1910 que proíbe o transporte de mulheres "para conduta imoral ou prostituição", durante as filmagens no Death Valley (ambas as investigações foram posteriormente arquivadas).

Por tudo isso, o filme foi na época um fracasso absoluto de público (inclusive o da contracultura, que o interpretou muito, muito mal...) e crítica.

Linda fotografia e música sensacional de, entre outros ícones do psicodelismo, Pink Floyd e Grateful Dead. Um dos quatro roteiristas é o ainda jovem Sam Shepard. Os casais fazendo amor em Zabriskie Point é uma cena absolutamente antológica.

Mas o grande lance é o final do filme, se por acaso o assistirem, irão reconhecer algo semelhante em um filme do diretor David Fincher...só que não falo qual é !!!

Divulgação: Beto Matuck

quinta-feira, 5 de abril de 2012

SEMANA SANTA: HERODES

Diante do espelho, eles se olham em três dimensões: a tortura na Ditadura Militar, a morte da política e o abandono do Maranhão.

Herdeiros das práticas autoritárias, Castelo e Sarney são unidos por laços de compadrio e têm muitas características comuns: a morte de crianças famintas no Maranhão, o êxodo de milhares de homens para as fazendas de trabalho escravo, o latifúndio, a concentração de renda, as fortunas deles e a miséria dos outros...

O homem histórico Herodes reencarna nessas personagens grotescas do Maranhão. São os mesmos traços de crueldade, usupração e o terror.

Olhando para São Luís e o interior do Maranhão, tudo lembra um passado sombrio e decadente. Essa página queremos virada ou apagada em breve.