Compartilhe

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

AOS LEITORES E LEITORAS

Problemas no acesso à Internet vêm dificultando a atualização diária do blogue.

Minhas desculpas. Estou resolvendo a situação.

Ed Wilson

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

PARA ONDE VAI A TERCEIRA VIA COM ELIZIANE GAMA?

Eliziane Gama percorre o Maranhão. Em Imperatriz, articula com o prefeito Sebastião Madeira (PSDB)
Está ganhando fôlego no cenário político do Maranhão a chamada Terceira Via, ou Via Alternativa, liderada pela deputada estadual Eliziane Gama (PPS).

Ex-candidata à Prefeitura de São Luís, Gama teve um bom desempenho na campanha. Ficou em terceiro lugar, com 13,81% dos votos, superando o candidato do PT sarneísta Washington Oliveira (WO).

Eliziane “perdeu ganhando” e saiu da campanha com um capital político que lhe deu a condição de liderança no campo intermediário entre os pólos da oligarquia Sarney (PMDB/DEM) e de Flavio Dino (PCdoB).

A deputada parece ter vencido, até agora, a disputa interna pelo controle do PPS. Ela obteve o aval da direção nacional pessepista, que garantiu-lhe a presidência do diretório estadual.

O movimento liderado por Eliziane Gama sintoniza-se à frente puxada no plano nacional pela ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (ex-PV), cuja pretensão é criar um novo partido de cunho ecológico-humanista.

Marina Silva pretende também uma via alternativa à polarização PT x PSDB.

Intitulados Movimento Nova Política, os adeptos de Marina, ou marineiros, podem ganhar no Maranhão o reforço do deputado federal Domingos Dutra (PT), que vem manifestando interesse em deixar o petismo e ingressar na nova legenda.

Cogita-se nos bastidores que Dutra pode ser candidato a senador numa eventual chapa com Eliziane Gama para o governo em 2014.

Se Dutra compuser a chapa é uma garantia de posicionamento firme anti-Sarney nas horas decisivas.

Eliziane Gama sofreu um desgaste em 2012, quando declarou-se “neutra” no segundo turno da eleição para a Prefeitura de São Luís. Não apoiou Edivaldo Holanda Junior (PTC) nem ficou com João Castelo (PSDB).

Em 2014 ela pode ser candidata a governadora. Se não chegar ao segundo turno, Eliziane Gama terá de se posicionar. O Maranhão está dividido. Quem não está com a oligarquia Sarney vai com Flavio Dino (PCdoB). Não há meio termo. A neutralidade será imperdoável.

Sem alinhamento a um dos projetos, do campo democrático ou da oligarquia retrô, Eliziane Gama corre o risco de perder a trem da História.

O povo do Maranhão não vai admitir neutralidade nem dubiedade. Eliziane vai ter de dizer com quem estará em 2014. 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

DOUTORANDA EM COMUNICAÇÃO INVESTIGA CONVERSAÇÃO EM SITES DE NOTÍCIAS

Thaísa Bueno: interesse por comentários em matérias de sites jornalísticos
O blogue inicia uma série de entrevistas com os doutorandos em Comunicação da PUCRS/UFMA. A primeira entrevistada é a professora Thaísa Bueno, do curso de Comunicação Social / Jornalismo (Imperatriz). Ela apresenta as idéias iniciais do projeto de tese sobre comentários nas matérias jornalísticas no jornal Folha de São Paulo.

20 professores cursam o doutorado no programa interinstitucional PUC Rio Grande do Sul / UFMA, que será concluído em 2016. As entrevistas buscam traçar um perfil dos pesquisadores com seus respectivos temas.

Conheça a proposta de tese da professora Thaísa Bueno.

Nome completo: Thaísa Bueno

Projeto de tese (título provisório): “O Inferno são os outros: estudo do potencial de conversação dos comentários na web”

Atividade docente: Professora do curso de Comunicação Social / Jornalismo, no campus de Imperatriz. Coordenadora da linha de pesquisa em Mídia Digitais, do grupo de pesquisa G.Mídia, no curso de Jornalismo da UFMA de Imperatriz.

Blogue – Qual a sua trajetória acadêmica até a chegada ao doutorado?

Thaísa Bueno - Concluí minha graduação em Jornalismo no ano 2000 e um ano e meio depois estava finalizando minha especialização em Artes Visuais, ambos pela UFMS. Nesse período já trabalhava como professora universitária nos cursos de Jornalismo das instituições Estácio de Sá e Uniderp, na cidade de Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul.

Foi essa experiência em sala de aula que me levou a ingressar no curso de Mestrado em Linguística e Semiótica, também na UFMS. A partir do mestrado meu campo de pesquisa, embora no curso de Letras, voltou-se para o estudo das mídias digitais e ciberjornalismo. Atualmente integro dois grupos de pesquisa nessa área, o Ciberjor, em parceria com a UFMS; e a linha de Mídias Digitais, no GMídia, na UFMA. 

Blogue – Como surgiu a ideia de desenvolver este tema no doutorado?

 Thaísa Bueno  - A ideia começou com a surgir a partir da minha angústia em entender o papel efetivo da plataforma de comentários das matérias jornalísticas na relação do internauta com a imprensa e com os outros leitores.

Mais do que um modelo de interação com a mídia, os comentários se mostram como uma forma de relacionamento social. A emergência dessa possibilidade de diálogo no ciberespaço mudou o hábito de parte significativa dos usuários, que se despediram do papel de meros leitores passivos, para assumirem o papel de internautas ativos.

Das diversas possibilidades de interação entre emissor e receptor que o espaço virtual permite, pode-se dizer que essa presença forte do leitor ficou mais evidente, material e visivelmente, com a adoção dos mecanismos de inserção dos seus comentários. A ideia deste estudo, assim sendo, é entender como esse leitor se apropria desses espaços e o que isso representa no seu relacionamento com a imprensa e com seus pares.

Blogue – Qual a delimitação do seu objeto de pesquisa?

Thaísa Bueno - O recorte, pelo menos até agora, inclui a seleção das matérias listadas como as mais comentadas no portal do jornal Folha de São Paulo, dividas pelas oito editorias que compõem o veículo.

Blogue – Com quais autores e teorias você pretende abordar o tema escolhido?

Thaísa Bueno  - A pesquisa vai unir os pensadores da Escola de Chicago, também conhecida como Interacionismo Simbólico, que estreia, nas escolas de comunicação, o estudo das comunicações interpessoais; e os estudiosos da Cibercultura. Entre os nomes mais importantes que devem nortear essa pesquisa estão, pensadores brasileiros, como Alex Primo, Francisco Rüdiger e Marcos Palácios; e estrangeiros como Henry Jenkins, Mead e Gabriel Tarde.

Blogue – Quais os objetivos da sua pesquisa?

Thaísa Bueno  - O objetivo principal do meu estudo é conhecer o tipo de apropriação que o usuário faz da plataforma de comentários na web para entender esse formato de interação e comunicação, que é promovida na plataforma. A partir disso, pretende-se propor uma classificação dessa comunicação.

Blogue – Qual a relevância da sua pesquisa para o contexto social?

Thaísa Bueno  - Muitas dúvidas ainda norteiam o assunto comentários e conversação na web. Se isso muda o jornalismo, se nos torna mais críticos, se nos aproxima ou nos faz mais organizados, se efetivamente conversamos ou falamos sozinhos, são apenas alguns pontos desse emaranhado de perguntas. As tecnologias permitem alterações e modificam efetivamente a sociedade.

Cada inserção tecnológica forçou e levou o indivíduo a mudar sua forma de se relacionar com essa tecnologia e com seus contemporâneos. Basta pensar na relação que se mantém, hoje, com os aparelhos celulares, para se ter uma noção mínima das idiossincrasias que as ferramentas de comunicação promovem no cotidiano.

No entanto, essas mudanças comportamentais não acompanham a velocidade com que os aparatos se inserem na sociedade. Por isso, boa parte desses apetrechos, pensados e organizados para determinadas funções, acabam, com o tempo, ganhando novos contornos e outras formas de uso, principalmente na medida em que o homem, coletivamente, apropria e lhe amplia o sentido.

Assim parece ocorrer com o uso dos comentários das matérias nos sites de notícia. Nesse sentido, conhecer esse processo, mais do que entender ou descrever uma nova forma de se relacionar com a mídia, é uma maneira de conhecer e e visualizar o campo social que estamos vivendo.

domingo, 27 de janeiro de 2013

DOCUMENTÁRIO DEBATE O CARNAVAL DE SÃO LUIS

O blogue já se manifestou sobre a polêmica em torno do desfile na passarela do samba em 2013. Somos favoráveis à atitude da FUNC. Reveja AQUI.

Para o bom debate democrático e produtivo, postamos hoje o documentário editado pelo cineasta Murilo Santos, uma raridade audiovisual sobre a história e polêmicas do Carnaval de São Luís.

O documentário é de autoria de Iône Coelho e Ribamar Mendonça.

Com depoimentos de diversas personagens da cultura do Maranhão, o documentário traça um panorama do Carnaval, os primórdios, a decadência da passarela e a resistência dos artistas, produtores, gestores culturais, cantores, compositores e foliões.

O documentário coloca em confronto várias posições, oportunizando a pluralidade de idéias e concepções sobre a festa momesca.

Contém ainda imagens raras sobre uma homenagem a Joãosinho Trinta. Trata-se de uma peça audiovisual importante para refletir sobre os caminhos e descaminhos do Carnaval em São Luís.

Assista AQUI.

sábado, 26 de janeiro de 2013

BLOCO DA IMPRENSA ENCERRA NESTE SÁBADO

Bandas Baré de Casco, Piara da Ilha, bateria da Marambaia, Bicicletinha e Turma do Vandico são as atrações do Bloco da Imprensa neste sábado

Com sabor de despedida, o Bloco da Imprensa  promove neste sábado, 26 de janeiro, a última concentração dessa  temporada pré-carnavalesca que tem balançado o Centro Histórico de São Luis, todos os sábados.

A folia tem início a partir das 17h30, ao lado da Casa do Maranhão, em torno dos Bares da Maria, do Armando e do Raí. Entre as atrações estão confirmadas as bandas Baré de Casco, Pirata da Ilha, Bateria da Marambaia, Bicicletinha do Samba e Turma do Vandico.

Ainda no sábado será apresentada a marcha oficial do bloco, uma concepção do compositor e jornalista Herbeth de Jesus Santos, inspirada no tema ‘Imprensa Q Muda’.

O Bloco da Imprensa contou este ano com o apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura, da Prefeitura de São Luís, via FUNC, e mais das parcerias com varias atrações e grupos carnavalescos: Confraria do Copo, bloco os Foliões, Os Feras, Pierrot, Banda do Jegue Folia, baterias da Turma do Quinto, Favela e Marambaia, além do grupo de pagode Gamô, Bicicletinha do Samba, Turma do Vandico e Bloco Só Sfados.

Ascom/Joel Jacintho

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

DA CONCEPÇÃO AO BATISMO: LIVRO TRAZ REVELAÇÕES SOBRE JESUS HISTÓRICO


“Da Concepção ao batismo”, de Soham Jñana (foto), será lançado hoje (25), às 19h, no Palácio Cristo Rei (praça Gonçalves Dias). Obra é um dos sete livros da série Jesus, a Trilogia.

Finalmente chega ao público o primeiro volume da tão esperada obra.

Sete anos dedicados à pesquisa sobre a origem do judaísmo, a vida do Jesus histórico e a história do cristianismo, revista e corrigida, resultaram numa obra inédita, com grande revelações.

Se você pensava já saber tudo sobre Jesus e seus ensinamentos, prepare-se para grandes surpresas, afinal, nem tudo aconteceu como a Bíblia conta, mas é na própria Bíblia que se encontram segredos ainda ocultos, mesmo estando ali diante de nossos olhos.

Desfaz-se o mito, revela-se o homem.

O Livro Jesus, a Árvore, da série Jesus, a Trilogia em seu primeiro volume: Da concepção ao batismo, retrata um lado da vida de Jesus ainda pouco conhecido. Usando uma técnica de pesquisa criada por ele, o autor conduz o leitor para um panorama bem diferente dos relatos geralmente tendenciosos e repletos de incoerências, contradições e discrepâncias dos textos canônicos e até mesmo os apócrifos.

Personagens e ocorrências históricas daquela época ajudam a compor esse cenário. E, numa viagem ao passado, o leitor vê desfazer-se o mito criado em torno da concepção e nascimento de Jesus, e conhece a identidade de seu pai biológico. São revelados os acontecimentos que o afastaram de Maria e Jesus e tudo o que se passou, enquanto Jesus crescia. Como e onde Jesus viveu. Qual sua cidade natal. Quem foram seus amigos, de quais mestres recebeu ensinamentos. Como iniciou sua vida espiritual. Como e por que Jesus se envolveu com Madalena. Entre muitos outros fatos envolvendo Jesus e os que o rodeavam.

Esta obra vem causando já muita polêmica desde que o autor resolveu dar uma prévia de seu conteúdo, mas também tem despertado muita curiosidade de pessoas que não se contentam com as doutrinas que as religiões apontam.

Sem qualquer submissão a dogmas e credos, certamente esta obra possibilitará ao leitor conhecer o verdadeiro homem por trás do mito, mais humano, porém não menos Divino, como todo o ser.

O autor.

SOHAM Jñana, um português que teve educação francesa, iniciou suas pesquisas sobre o judaísmo, Jesus, e sua mensagem espiritual e, se surpreendeu com o mosaico que conseguiu formar ao encaixar peças soltas que passaram despercebidas por muitos pesquisadores, historiadores e teólogos, porque isoladamente nada diziam. Suas descobertas fazem parte de uma série de sete livros e pretende lançá-los todos até 2014.

O lançamento do livro Da concepção ao batismo acontecerá no dia 25 de janeiro de 2013, às 19h, no Palácio Cristo Rei, em frente à Praça Gonçalves Dias.

Mais sobre a obra, você encontra no site das Edições SOHAM: www.jesusatrilogia.com.



DA CONCEPÇÃO AO BATISMO. Vol 1 de JESUS, A ÁRVORE.
(SÉRIE JESUS, A TRILOGIA).
Autor: SOHAM Jñana
288 páginas. Preço: R$ 59,90
ISBN: 978-85-91-4751-0-0
Edições SOHAM, 2013.

 






Informações à Imprensa:
Cleonice Rolim
(98-96122384/3236-0567)

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

FUNC DÁ CHOQUE DE GESTÃO NO CARNAVAL

O mundo não vai acabar se não tiver desfile na Passarela do Samba no Carnaval de 2013 em São Luís.

O que precisa acabar é o clientelismo e o apadrinhamento do poder público sobre as “brincadeiras” de Carnaval e São João.

Nesse sentido, agiu certo o presidente da Fundação Municipal de Cultura (FUNC), Francisco Gonçalves, quando não cedeu às pressões dos grupos carnavalescos que exigiam cachê para desfilar na Passarela do Samba.

A FUNC em nenhum momento negou-se a montar a passarela, desde que as escolas e blocos participassem do desfile sem o pagamento da Prefeitura.

A decisão da FUNC foi ainda mais acertada quando designou parte dos recursos do Carnaval para o hospital Socorrão I, onde vidas correm risco por falta de alimentação.

Há tempos vinha-se adiando um tratamento de choque às pressões e chantagens das “brincadeiras” carnavalescas e juninas, em parte controladas por aproveitadores, que sugam o poder público e transformam as festividades em meio de vida.

Certos tipos de “produtores culturais” montaram grupos dançantes e assemelhados, sob a proteção de vereadores, que extorquem a Prefeitura no Carnaval.

Esse esquema precisa ser desmontado e, na sequência, estabelecer novos parâmetros de uma política cultural em São Luís.

Por outro lado, há centenas de compositores, instrumentistas e brincantes com fortes raízes na produção cultural carnavalesca e junina. Esses não podem ser misturados às “brincadeiras” artificiais inventadas  para extorquir o poder público, sob a proteção de alguns vereadores.

A direção da FUNC deu um passo importante na direção de uma nova cultura política para modificar a política de cultura, com a democratização das oportunidades, editais públicos de financiamento, busca de parcerias com a iniciativa privada e fim do clientelismo.

É o choque de gestão!

O presidente da FUNC, Francisco Gonçalves, vai tomar todas as providências para planejar o Carnaval de 2014, já a partir de março desse ano, em um seminário com a participação de todos os atores da cadeia produtiva momesca: empresários, produtores, entidades, agremiações carnavalescas e poder público.

Em 2013 tem Carnaval sim senhor, mas sem cachê nem passarela. O povo criativo de São Luís sabe fazer folia de qualquer jeito.

Alegria, alegria!