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quinta-feira, 8 de abril de 2010

TRIBUTO A PIXIXITA


O músico maranhense José Carlos Castro Martins, o Pixixita, será homenageado no dia 10 de abril (sábado), no Creóle Bar, na Ponta D'areia. Durante a noite vários artistas irão prestar homenagem ao músico, além de exibição de vídeos e fotografias.

São esperados o Instrumental Pixinguinha, Chico Nô, Rosa Reis, Chico Maranhão, Sérgio Habibe, Josias Sobrinho, Lenita, Gerude, Tutuca, Nosly Jr, Erivaldo Gomes entre outros.

A banda que acompanhará os músicos é composta por Chico Nô (violão), João Simas (guitarra), Fernando Japona (baixo e percussão)

PIXIXITA nasceu em 1952, era engenheiro civil e exerceu a profissão por dez anos. Mais tarde, trocou a engenharia pela música, tornando-se professor da Escola de Música Lilah Lisboa desde 1988, onde ensinou as disciplinas de teoria musical, ritmo e solfejo.

Era um exímio violonista e pianista, além de dominar com muita habilidade flauta e violoncelo.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

LEÕES TÊM PLANO ‘b’ PARA O PT

Deve sair pior que o soneto a emenda preparada pelo Governo do Estado para levar o PT a um enlace com o grupo Sarney.

O soneto era o plano primeiro. O Palácio dos Leões queria formalizar uma aliança PT-PMDB no Maranhão, sob os auspícios do presidente Lula e da direção nacional petista.

Não deu certo. Por dois votos de diferença (87 a 85), o Encontro de Tática Eleitoral do PT decidiu aliançar com o PC do B, tendo o deputado federal Flavio Dino candidato a governador.

Derrotada no encontro, a tese PMDB-PT sobrevive nos bastidores e nas tramas do Maranhão e de Brasília.

A emenda consiste em ingressar a ala peemedebista do petismo no Governo do Estado, ofertando-lhe uma secretaria qualquer. Fala-se na pasta do Desenvolvimento Social.

Com isso, o grupo Sarney pretende levar uma banda do PT ainda mais humilhada ao seu projeto de ganhar o governo.

O plano está montado para desmontar de vez o petismo maranhense, formalizando o racha durante o processo eleitoral. Metade do partido vai com Flavio Dino (PC do B) e o outro lado com Roseana Sarney (PMDB).

Se já era ruim o PT compor com Roseana em papel passado no cartório eleitoral, pior será indo nessa informalidade amilhada.

A emenda dos Leões só há de servir para uma coisa: prejudicar a campanha de Flavio Dino, atraindo ao palanque de Roseana a ala petista com fortes ligações junto à direção nacional do partido.

Trata-se de um jogo combinado por cima, para facilitar a maquiagem do palanque roseanista e atrair a presidenciável Dilma Roussef ao Maranhão.

Forjou-se assim uma saída, dessas que só a política é capaz de produzir.

Como não existe ambiente para anular o Encontro de Tática Eleitoral, nem intervir no PT, o jeito pretendido é levá-lo na marra, só um pedaço, humilhado e amilhado.

O PT precisa tomar juízo.

terça-feira, 6 de abril de 2010

COMUNICAÇÃO: 40 ANOS NA UFMA

Os professores José Marques de Melo e Sebastião Jorge serão homenageados nos 40 anos do curso de Comunicação Social da UFMA.

Dia 7 (quarta) Marques de Melo profere palestra no auditório do jornal O Imparcial, às 18h30, com o tema “Televisão no Brasil: 60 anos de ousadia, astúcia e inventividade”.

No dia 8 ele recebe o título de Doutor Honoris Causa. Sebastião Jorge será condecorado com o título de Professor Emérito.

A cerimônia está marcada para 19 horas, no Palácio Cristo Rei (praça Gonçalves Dias).

segunda-feira, 5 de abril de 2010

CINEMA NO MUSEU APRESENTA “TRANSYLVANIA”

Do mesmo diretor de “Exílios”, Tony Gatlif, “Transylvania” é o longa que será exibido nesta quarta-feira, 7, às 19h, no Museu Histórico e Artístico do Maranhão – MHAM (Rua do Sol – Centro).

Repleto de música, o longa faz um passeio pela cultura cigana da Romênia. Com entrada franca, a sessão faz parte do Projeto Cinema no Museu, promovido pelo MHAM e pelo Cineclube Casarão 337.

O filme conta a história de Zingarina (Asia Argento), uma mulher grávida que viaja com a amiga Marie (Amira Casar) rumo à Transilvânia, na Romênia, à procura do homem que ama, Milan (Marco Castoldi).

Mas, ao reencontrá-lo, Zingarina é rejeitada. Sua vida melhora quando ela conhece Tchangalo (Biron Ünel), um homem solitário que, assim como ela, é livre.

domingo, 4 de abril de 2010

A RECONSTRUÇÃO DA MACUMBA A TEMPO E AO VIVO


Samuel Marinho *

Logo quando mudei de São Luís para Belém, há muito, muito tempo atrás, 4 anos, levei comigo, eufórico, um dos maiores orgulhos do Maranhão.

Naquela época bem distante, ainda não fervilhava a onda dos portáteis-toca-tudo-mpX.

O que eu tinha de mais moderno era um reprodutor de CD’s jurássico da marca Philips, que me ocupava as duas mãos.

Era nele que girava em 2006 (e eu percebia isso muito bem por uma transparência que havia perto do painel de comandos) o meu motivo de felicidade: o mais novo CD da excepcional Rita Ribeiro, o “Tecnomacumba”.

O disco incluía algumas releituras de uma tradição da música brasileira de exaltação aos cultos afro. De Jorge Ben Jor a Caetano, passando por Maria Bethânia e Clara Nunes, estava tudo ali.

Já alojado em um apartamento no bairro da Pedreira, na capital paraense, o chamado “bairro do samba e do amor”, eu exultava ao colocar o som nas alturas tentando incorporar as canções.

Eu nunca tive o costume de ficar sentado no apartamento com a boca escancarada cheia de dentes esperando a morte chegar. Punha o “Tecnomacumba” no aparelho de som nas alturas e sorvia então seu conteúdo religioso-cultural da forma mais intensa possível.

Fui alvo de intolerância por parte de alguns, nem tanto pelo som nas alturas.

As regras do condomínio não desclassificavam qualquer tipo de manifestação religiosa.

Mas dois vizinhos reclamaram de um certo ritual estranho que estava virando rotina no 402.

Pra disfarçar, e ao mesmo tempo demonstrar toda amplitude do meu espírito sincretista, em meio aos pontos de macumba, eu ouvia Padre Zezinho, aquilo que por força de minha mãe abrilhantou desde muito cedo a minha existência.

Não adiantou muita coisa.

A indignação dos vizinhos foi manifesta até na ata de reunião do condomínio, na qual se cogitou a possibilidade de multa por conduta escandalosa que atentava contra os bons costumes do local.

Mas com o “savoir-faire” tipicamente maranhense, consegui desdobrar o síndico, afirmando que, na condição de antropólogo estudioso, estava desenvolvendo uma tese sobre determinado tipo de manifestação, assim meio indizível, por meio da música.

O CD de Rita Ribeiro era o ponto de partida ou de chegada, eu não sabia ainda afirmar.

Ufa!

Nesse momento fui imediatamente aceito e se afastou de mim qualquer desconfiança. Eu percebia no olhar, a satisfação de todos pela grata surpresa de se descobrir um vizinho agora “doutor”.

Contou ao meu favor o fato de não ter revelado a minha verdadeira identidade de cidadão maranhense das proximidades de Codó, seja lá qual for a conotação que isso tem lá em Belém.

Hoje, de passagem por São Luís, domingo de Páscoa, prometi a minha mãe acompanhá-la na missa do Cristo Ressuscitado, algo que se não faço religiosamente, parece que me arrancam um pedaço.

Estou confessando a vocês algo que mamãe não pode nem sonhar sobre aquele menino que tocava o sino nas missas quando era garoto.

Para o meu regozijo espiritual, depois de muito tempo à espera, descobri surpreso que aquele trabalho de Rita Ribeiro ganhou, pela sua persistência, o aguardado registro em DVD curiosamente intitulado de “Tecnomacumba a Tempo e Ao vivo”.

Tenho um especial prazer por todas essas coisas que ressurgem e que renascem na nossa vida assim de forma misteriosa, por tudo aquilo que nos faz reconstruir alguma coisa em nós mesmos e nos outros.

Talvez esse seja um conceito primário e confuso, que eu ainda estou por descobrir completamente, de Religião.

Sempre é tempo de reconstruir como sugere o prefixo “tecno” da intenção de Rita Ribeiro.

Uma Feliz Páscoa a todos os leitores deste tempo-espaço.

* Samuel Marinho é colaborador deste blogue, contador e servidor público federal

sexta-feira, 2 de abril de 2010

POSSE NO SINDSEP

A nova diretoria do Sindicato dos Servidores Públicos Federais (SINDSEP), filiado à CUT, toma posse neste sábado, às 18 horas, em cerimônia no Lítero (Anil).

Angela Maria Silva Sousa, professora da Roquette Pinto, é a presidente.

O editor deste blogue assume na Secretaria de Comunicação.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

O PT UNIDO POR UM MARANHÃO LIVRE E DESENVOLVIDO

Marlon Botão *

Em 30 anos de existência do Partido dos Trabalhadores, este é o momento mais significativo de sua história. É chegada à hora de dizermos ao povo maranhense o que continuaremos a ser ou não no Estado.

Em sua totalidade, o PT evoluiu da denominação de um partido de classe para ser de massa e da ordem; conquistou a condição de ser um dos maiores partido de esquerda do mundo, que tem um ex-operário governando o Brasil pela segunda vez consecutiva.

A história mostra como o PT alcançou a confiança do povo brasileiro: combatendo os diversos agrupamentos de políticos de direita – que almejavam apenas o poder pelo poder –, que não tinham compromissos com as causas sociais, que se mantêm às custas da exploração e da apropriação indevida do patrimônio público, que fomentaram políticas públicas excludentes, que usam o poder para facilitar a concentração de riquezas nas mãos de poucos e geram pobreza e miséria para a maioria da população.

No Maranhão, o segundo Estado mais atrasado da Federação, o PT sempre combateu os agrupamentos políticos de direita, que aqui formaram uma oligarquia perversa, que fez da política um “bom negócio” para o seu clã e asseclas.

São mais de quatro décadas de domínio em que vivemos na contramão do desenvolvimento e a maioria do povo maranhense sem perspectiva de nada. Nas últimas quatro décadas a alternância de poder só aconteceu quando um partícipe da oligarquia resolveu romper com o clã, por questões pessoais.

Na época governador do Estado, José Reinaldo Tavares não suportou o patrulhamento à sua vida pessoal e decidiu não seguir mais as ordens do chefe da “Casa Grande”.

O dissidente Zé Reinaldo seguiu em frente, como dizia o jingle da campanha dele para governador, na estridente voz da intérprete maranhense Alcione (Segue Zé, segue em frente Zé, o Maranhão não pode parar...) e aclamado por um movimento chamado de “Frente de Libertação”, conseguiu montar a engenharia eleitoral que elegeu o seu sucessor com o apoio dos partidos de esquerda (PT, PC do B e PSB) e o da direita conservadora (PSDB).

Infelizmente, na gestão da “Frente de Libertação”, prevaleceu a força e o poder da direita conservadora, que reproduziu com a mesma crueldade da oligarquia os males na forma de gerir o Estado, principalmente no uso indevido de recursos públicos, o que em pouco mais de dois anos, depois de iniciado o “governo da libertação”, facilitou o golpe que depôs o governador Jackson Lago e trouxe de volta a derrotada Roseana Sarney.

O povo descrente cruzou os braços e tudo voltou a ser como era antes.

Agora, em 2010, num cenário de descrença popular diante de um governo do Maranhão ilegítimo e pouco operante, pesquisas de opinião recentes no Estado mostram que nem tudo está perdido e existe um grande segmento de eleitores sedentos por mudança no comando do poder estadual.

Acertadamente, o Partido dos Trabalhadores se manteve firme em seus princípios e identidade histórica e nos últimos dias 26 e 27 de março, no Encontro Estadual de definição de tática eleitoral, optou pela coligação com os partidos de esquerda da base de sustentação do governo Lula, com apoio a candidatura ao governo do Estado, do companheiro Flávio Dino, do PC do B.

O PT do Maranhão resolveu democraticamente o caminho que vai seguir em 2010, mas tem pela frente outros grandes desafios, como atenuar as disputas internas e construir um acordo entre as lideranças de suas correntes políticas, respeitando as decisões do encontro de tática eleitoral, para que o nosso partido não sucumba de vez no Estado.

Precisamos centrar forças no que é o principal: atender aos anseios do povo maranhense, que sonha e clama por dias melhores e precisa de apoio para continuar acreditando que este sonho é possível e que podemos contribuir para torná-lo realidade.

O PT do Maranhão, em 30 anos de história, ainda não conseguiu ou não buscou construir um projeto para o Estado; este débito com o nosso povo têm nos custado muito caro. Essa é a hora da mudança!

Viva a democracia e a unidade do Partido dos Trabalhadores em prol de uma nova sociedade com oportunidades para todos e justiça social!

* Marlon Botão é Relações Públicas, militante da CNB e integra a direção municipal do PT em São Luís
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