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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

PROFESSORES DA UFMA TÊM ASSEMBLEIA GERAL HOJE

A Diretoria da APRUMA - Associação de Professores da Universidade Federal do Maranhão – Seção Sindical do ANDES - SN, nos termos do artigo 13 de seu Regimento Interno, convoca os seus associados para Assembleia Geral Extraordinária, no dia 05 de setembro de 2012 (quarta-feira), às 16:00h, no Auditório Ribamar Carvalho – Área de Vivência - Campus do Bacanga.

Pauta:

1. Informes;

2. Intervenção no Colégio Universitário – COLUN pelo reitor;

3. Discussão e deliberação sobre os horizontes da greve;

4. Outros encaminhamentos.

São Luís, 03 de setembro de 2012.

Denise Bessa Leda
Vice Presidente da APRUMA
Gestão 2012 – 201

REVISTA TRAZ REPORTAGEM SOBRE AS ARBITRARIEDADES DO GOVERNO ROSEANA NO VINHAIS VELHO


PRESENTE DE GREGO


No aniversário de São Luís, construção de nova estrada ameaça 

o patrimônio histórico e arqueológico da cidade


Revista de História

São Luís completa 400 anos no dia 8 de setembro e vai receber do governo do Maranhão um presente orçado em nada menos que R$100 milhões: a chamada Via Expressa, primeira avenida de grande porte da capital, com cerca de nove quilômetros de extensão. A previsão é que dois quilômetros já estejam prontos este mês. A festança, no entanto, gera polêmica. A obra não foi aprovada pelo Conselho Regional de Engenharia (Crea-MA) e acabou embargada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan),pois foi iniciada em 2011sem nenhum estudo arqueológico, como a lei exige. Mesmo assim, os tratores continuaram a trabalhar, revirando o bairro do Vinhais Velho, onde há vestígios de ocupação anterior à fundação da cidade. 

O caso começou a ser investigado pela Procuradoria da República no Maranhão em agosto de 2011. Segundo o procurador Alexandre Soares, em abril deste ano foi estabelecido um acordo indicando as medidas necessárias de salvamento e proteção do material arqueológico. “A equipe de arqueólogos contratada pelo estado apresentou um relatório afirmando que realmente houve dano ao patrimônio durante as obras, mas que agora as medidas estão sendo cumpridas. As obras na região do Vinhais Velho deverão ficar paralisadas até que o Iphan apresente um relatório confirmando essas informações, e que nós realizemos uma audiência com todos os envolvidos, incluindo moradores”, afirma o procurador.

VEJA AQUI O TEXTO COMPLETO

terça-feira, 4 de setembro de 2012

JUSTIÇA ELEITORAL DERRUBA VETO DO PT À PROPAGANDA DE MARLON BOTÃO

Marlon Botão: mais uma vitória contra as arbitrariedades do PT de WO

O candidato a vereador Marlon Botão (PT) obteve ontem 3 uma sentença da Justiça Eleitoral que assegura a veiculação da sua propaganda eleitoral no rádio e na TV, no tempo destinado aos candidatos proporcionais do PT.

A Justiça Eleitoral julgou procedente a Representação ajuizada por Marlon Botão contra o PT, determinando ao partido a aceitar a propaganda eleitoral produzida pelo candidato Marlon Botão, no rádio e na TV, sob pena de aplicação de multa diária ao PT no valor de R$ 10.000,00.

“No mérito, conforme destacado no parecer ministerial não existe qualquer vedação na legislação eleitoral para que o candidato para eleição proporcional produza seu próprio programa de propaganda ou, ainda, que tal obrigatoriamente deva constar propaganda a candidato à eleição majoritária”, diz a sentença.

A decisão judicial, portanto, assegura também a Marlon Botão o direito de não mencionar, no seu programa de vereador, o nome do candidato a prefeito Washington Oliveira.

Desde o início do horário eleitoral, Marlon Botão estava vetado no programa petista e não teve, até agora, nenhum dos seus programas veiculados. O veto é uma retaliação do Diretório Municipal do PT, em decorrência de uma notificação ajuizada pelo candidato Marlon Botão, objetivando a isenção de mencionar o nome do candidato a prefeito Washington Oliveira.

Em decorrência da notificação, o Diretório Municipal nunca veiculou o programa do candidato, mas agora está obrigado a inserir Marlon Botão na propaganda do PT.

“O eleitor não pode ser impedido de conhecer as propostas dos candidatos. Ao impor a censura, o Diretório Municipal do PT atenta contra a democracia e a pluralidade de ideias, princípios que sempre defendemos no nosso partido”, ressaltou Marlon Botão.

Botão pertence ao coletivo Resistência Petista, que diverge da aliança do PT com o grupo Sarney e da consequente candidatura de Washington Oliveira à Prefeitura. Devido à posição crítica de Marlon e à sua coerência política, seus programas foram vetados no horário eleitoral do PT.

“Nossa candidatura tem compromisso com a classe trabalhadora, que não aceita mais repressão nem opressão e censura neste país. A sentença da Justiça Eleitoral é uma vitória da cidade de São Luís, que vai ter a oportunidade de conhecer as nossas propostas para a Câmara de Vereadores ”, declarou Botão.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

É A EDUCAÇÃO, MINISTRO!

Muniz Sodré *

Greve de professor é mesmo greve? A quem se dispuser a refletir sobre a questão, é aconselhável pesquisar o pragmatismo americano, que atribui grande importância à terminologia como vetor de consolidação ou de mudança ideológica na vida social. Veja-se greve: no contexto semântico do neoliberalismo e na mentalidade seduzida pelo “capitalismo cognitivo”, registra-se uma tendência nada sutil para expurgar da História contemporânea essa palavra.

Primeiro, argumenta-se que, para determinadas atividades, como a educação, não “existe” greve porque a interrupção do trabalho não prejudicaria realmente o empregador. Segundo, no caso do operariado, a greve prejudica a produção, sim, mas seria um instrumento típico do regime fordista de trabalho, logo, anacrônico. 

A falácia desse tipo de argumentação está em supor a universalidade de categorias hipermodernas, como o “capital humano” (a criação de valor não pela força de trabalho externa ao trabalhador, e sim pelo seu saber vivo, dito “imaterial”), fruto do capitalismo cognitivo, supostamente emergente e virtuoso em todos os rincões do planeta.

Nada disso é falso, mas tudo isso, colocado apenas dessa maneira, esconde alguns fatos importantes. Por exemplo, o capital dito humano mantém a sociedade dependente da “velha” produção material e, não raro, em regimes historicamente regressivos. Outro: a flexibilidade do contrato de trabalho, um dos aspectos emergentes desse processo, contribui para que empresa e produção de riquezas deixem de ser mediadas pelas formas clássicas de trabalho.

A greve é um mecanismo clássico de luta operária, porém, o seu sentido vem sendo reposto na História pelos movimentos sociais em prol não apenas dos direitos trabalhistas, mas também dos direitos civis e dos direitos sociais (educação, saúde). A própria legislação (Consolidação das Leis do Trabalho) reconhece que a palavra greve refere-se, por extensão, à interrupção coletiva e voluntária de qualquer atividade, remunerada ou não, para protestar contra algo. Nada impede que se faça greve até mesmo pelo direito de trabalhar, quando essa atividade estiver ameaçada em sua dignidade ou na possibilidade de sua continuação.

A greve atual dos professores das universidades federais, com quase três meses de duração, insere-se nesse quadro amplo, de muitos aspectos. Comecemos pelo aspecto macroeconômico. Um estudo da Fundação Getulio Vargas mostra que um dos fatores para a atual ascensão da baixa classe média foi a universalização do ensino fundamental a partir dos anos 1990. Estima-se que a continuidade da mobilidade social dependerá do cumprimento das metas de educação.

O problema é que a educação comparece no discurso oficial como uma reles peça orçamentária, mensurável apenas por estatísticas de matrículas, avaliações e recursos. Deixa-se de lado o essencial em todo e qualquer processo educacional, ou seja, o professor e seus históricos fronts republicanos – cultura, pedagogia e democracia. Sem a formulação de projetos político-pedagógicos em níveis nacionais, vê-se prosperar uma subcultura avaliativa, decorrência lógica da presença de tecnoburocratas, em vez de pedagogos e pensadores, na esfera clássica da educação.

É essa subcultura, aliás, que alimenta as organizações internacionais (OCDE, Banco Mundial, Comissão Europeia) empenhadas na constituição de um mercado mundial da educação. Ainda assim, o discurso globalista consegue estar à frente da parolagem governamental, onde a palavra educação circula como um fetiche economicista. Mesmo apoiado no limitado escopo empresarial do capital humano, o discurso globalista não abre mão da valorização do professor.

A valorização republicana do professor dá-se pelo reconhecimento público de sua estabilidade institucional no quadro do Estado. Este é o ponto central do movimento grevista em curso: um novo plano de carreira e um salário sem os “penduricalhos” instáveis, obtidos ao longo de anos de lutas. O reajuste salarial está atrelado a esse plano, sintomaticamente rejeitado pelo atual governo: “A reestruturação das carreiras já ocorreu no governo Lula e agora mudou a política, numa situação agravada pela crise”.

Mas que mudança política? Que crise? Que agravamento? Estas palavras não aparecem nos discursos oficiais sobre os preparativos para a Copa do Mundo ou para as Olimpíadas. Num país que dispõe (neste mês de agosto) de 376 bilhões de dólares em reservas, paga em dia a dívida externa e é credor do Fundo Monetário Internacional, não se podem invocar os álibis da crise mundial e seu agravamento, mesmo com a redução do PIB.

Não se trata realmente de falta de fundos, mas de falta do bom-senso necessário a uma mudança de mentalidade em favor da ampliação das políticas sociais, com vistas à transformação da educação e da saúde públicas. O cuidado é outro, como reverbera o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho: “Temos de nos preocupar muito com o emprego daqueles que não têm estabilidade. Então, toda a nossa sobra fiscal estamos procurando empregar para estimular a indústria, a agricultura, o comércio e os serviços, porque esses nos preocupam mais”.

Em outras palavras, a iniciativa privada gera riqueza, logo, paga impostos que arcam com o custo das políticas sociais. Isto é o que a retórica chama de “paralogismo da indução defeituosa”, e nós chamamos de pérola da simplificação neoliberal.

Defeito: o porta-voz deixa de dizer que, quando uma empresa qualquer contrata um profissional qualificado, está incorporando um “ativo” que custou anos de “ativos” familiares ou estatais para a sua formação. Onde o neoliberal diz “custo” leia-se “investimento em infraestrutura”. A terminologia proativa explica: “É a educação, Carvalho!”
“Mas temos todo o respeito pelos servidores”, ressalvou o ministro. Por que então não dialogar com todos os seus órgãos de classe?

Respeitar é não discriminar. O plano de carreira, por exemplo, é matéria controvertida entre os próprios professores: tem laivos corporativistas, passa ao largo do problema da padronização salarial que impede a contratação de cérebros estrangeiros. Greve é hoje demanda de diálogo público. Mas no vazio da representatividade inexiste diálogo, já que voz nenhuma se reproduz no vácuo.

Por tudo isso, no momento em que o fantasma do neoliberal Milton Friedman reaparece nos jornais, é admissível pensar que esta greve dos professores universitários tem algo de pedagógico numa sociedade de fraca participação coletiva, mobilizada apenas pela novela das 8: uma aula pública de indignação diante da hipocrisia oficial para com a educação e um apelo à mobilização da sociedade como um todo.

* Professor emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro e escritor.

CONHEÇA AS PROPOSTAS DE MARLON BOTÃO SOBRE MEIO AMBIENTE

Na segunda entrevista para o blogue, o candidato a vereador Marlon Botão expõe suas propostas e ideias sobre meio ambiente, plano diretor e metropolização da ilha de São Luís.

domingo, 2 de setembro de 2012

AVATARES ELEITORAIS

Lula transferiu votos para Dilma em 2010

Está escrito na Bíblia Sagrada que o homem foi feito à imagem e semelhança de Deus. No princípio, já havia a intencionalidade de fazer da criatura uma cópia do criador.

Na mitologia grega, Narciso vê a si próprio (o outro de si mesmo) refletido no espelho d’água.

A televisão criou uma nova cultura do olhar, através da qual se pode ver a realidade construída ou replicada.

Os cientistas buscam copiar os seres vivos, na busca incessante pela clonagem.

Na ficção, especialmente no cinema, há vários exemplos de situações em que a cópia ganha status de autenticidade, sem que se consiga diferenciar a imitação do imitado.

O filme “Blade Runner: o caçador de andróides” é uma boa referência ficcional sobre os replicantes.

Em “Avatar”, dirigido por James Cameron, o princípio da cópia é substituído pela hibridização de seres humanos, controlados por técnicas que permitem aplicar comandos mentais no corpo do Avatar.

Grosso modo, o conceito de Avatar significa encarnação. Do sânscrito, Avatar quer dizer “aquele que descende de Deus” e materializa-se quando um espírito ocupa um corpo de carne e osso.
Comício de Timon em 2006: Lula implorou por Roseana, mas Jackson Lago ganhou a eleição

No sentido estritamente religioso, avatar significa “encarnação”, ou seja, a manifestação do divino em um corpo material.

Guardadas as devidas proporções e exageros de interpretação, podemos sugerir que o sentido primeiro, religioso, turbinado pelas sofisticadas técnicas de associação por imagens, desemboca no campo da política fazendo algum sentido.

Nas campanhas eleitorais é comum um candidato associar-se a outro, tentando criar identidades e semelhanças, com o objetivo de potencializar as imagens nos cartazes e na televisão.

O princípio da imagem e semelhança, hoje tão pertinente com as cópias digitalizadas, é o refinamento da política midiatizada.

Dilma como avatar (encarnação) de Lula funcionou bem na eleição presidencial.

Nestas eleições há exemplos em todo o país.

O fenômeno da associação entre candidatos e “padrinhos” não é novo. Faz tempo que os políticos encostam-se uns nos outros para buscar a transferência de votos.

É o fenômeno da “encarnação” eleitoral, com o suporte das sofisticadas técnicas de marketing, propaganda e publicidade.

Determinado político apresenta-se à imagem e semelhança do outro, permitindo ao eleitor fazer as associações entre ambos.

Nos jogos de computador, o termo Avatar popularizou-se com o game “Habitat” para representar corpos virtuais.

Com as novas tecnologias digitais, a projeção de uma criatura em outra ganha dimensões cada vez mais fortes, através dos mecanismos de simulação.

As fronteiras entre natural/artificial, real/simulacro, orgânico/mecânico são efêmeras, revolucionando a hibridização do ser humano pela tecnologia.

Há até quem diga que o real não existe. Tudo é simulação, virtualidade e imaginário.

Na eleição de São Luís observam-se alguns candidatos à Prefeitura funcionando nos moldes do Avatar. É o caso de Edvaldo Holanda Junior (PTC) como encarnação de Flavio Dino (PCdoB).

Flavio Dino e Holanda Junior: em busca das semelhanças

Washington Oliveira (WO), candidato do PT, encarna três avatares de uma só vez: Lula, Dilma e Roseana.

Esse é um caso atípico que precisa ser estudado, não como avatar, mas como um monstro político diluído em três ou quatro identidades, sem que o eleitor consiga filtrar nada.

WO não é ele nem consegue ser ninguém dos encarnados. O candidato do PT não fala o que pensa e nem acredita no que diz.

Quanto mais Roseana rema para WO, mais o barco afunda

Todas as referências sobre ele vêm das entidades superiores Lula-Dilma-Roseana, com o aporte de Ricardo Murad & Cia.

A candidata Eliziane Gama (PPS) tenta ser a encarnação de Marina Silva. Ambas são evangélicas e guardam algumas semelhanças, mas o efeito avatar só poderá ser percebido com mais clareza quando Marina Silva vier a São Luís.

As imagens das duas, multiplicadas em cartazes e na televisão, podem surtir algum efeito.

Tadeu Palácio (PP) não tem referência local ou nacional para encarnar. João Castelo (PSDB) idem.

Os candidatos dos partidos de esquerda – Haroldo Sabóia (PSOL) e Marcos Silva (PSTU) – dispensam encarnações de lideranças, bem como Ednaldo Neves (PRTB).

Por enquanto, apenas Edivaldo Holanda Junior, Washington Oliveira (WO) e Eliziane Gama encarnam suas referências maiores.

No espectro da eleição midiatizada, as forças políticas dependem da convergência de muitos fatores, entre elas o poder de transferência de votos através da associação de imagens e conceitos.

Os avatares eleitorais estão de olho em você (eleitor).

sábado, 1 de setembro de 2012

PAPOÉTICO: LITERATURA E FOTOGRAFIA

MAIS DUAS BOAS SACADAS DO PAPOÉTICO. CONFIRA:

Oficina - Fernando Pessoa

Oficina Literária “Fernando Hiper Pessoa” com a professora doutora e escritora Teresa Rita Lopes, da Universidade de Lisboa e do Instituto de Estudos Modernistas – IEMO. 

Trata-se de uma das maiores especialistas na obra do poeta português. Promoção do Papoético. Inscrições: R$ 60,00 (profissionais) e R$ 30,00 (estudantes). 

Local das inscrições: Livraria Poeme-se (rua João Gualberto, 52 – Praia Grande. Fone: 32324068) e Academia Maranhense de Letras (rua da Paz, nº 84 – Centro. Fone: 32313242). Informações pelo fone: 88245662.

I CONCURSO DE FOTOPOESIA DO PAPOÉTICO “Prêmio MOBI


Inscrições abertas até o dia 29 de setembro de 2012, com a finalidade de estimular e socializar a atual produção fotográfica em São Luís. 

Cada concorrente poderá inscrever apenas uma fotografia, inédita, adotando como tema os 400 anos de São Luís, e como foco o Centro Histórico da capital maranhense. 

A intenção é estimular um olhar diferenciado sobre a cidade patrimônio da humanidade. As inscrições serão feitas pelo e-mail papoetico@gmail.com


O regulamento está disponível no blogue do poeta e jornalista Zema Ribeiro (http://www.zemaribeiro.wordpress.com). 

O I CONCURSO de FOTOPOESIA DO PAPOÉTICO – PRÊMIO MOBI oferecerá ao (à) vencedor (a) como premiação “Uma máquina fotográfica Canon G12, no valor de R$ 1.500,00”.