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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

HENRIQUE SOUSA MANTÉM CANDIDATURA NO PT

O jornalista Henrique Sousa, chefe de gabinete do deputado estadual Zé Carlos, reafirmou que está na disputa pela presidência do diretório estadual do PT no Maranhão.

"Não há qualquer possibilidade de desistência", frisou Sousa, descartando a hipótese levantada no Blog do Varão.

A eleição para os presidentes e chapas aos diretórios municipais, estaduais e nacional do PT, chamada PED  (Processo de Eleição Direta), será realizada domingo, 10, em todo o Brasil.

No Maranhão, pela Resistência Petista, setor não alinhado à oligarquia Sarney, o candidato à presidência do diretório estadual é Augusto Lobato. 

Henrique Sousa e Raimundo Monteiro concorrem pela tendência CNB (Construindo um Novo Brasil), liderada por Lula e Zé Dirceu, com tentáculos no esquema Sarney, através do vice-governador Washington Oliveira (WO).

Mesmo na CNB, Henrique destoa de WO na tática local. O primeiro defende candidatura própria do PT e o segundo quer repetir a aliança com a oligarquia Sarney (PMDB).

Lobato defende aliança com Flavio Dino (PCdoB) e vem recebendo apoio até de setores dissidentes de WO, insatisfeitos com a aliança PT/PMDB no Maranhão.

NOVOS PETISTA$

Porém, o PED é decidido pelo poder econômico. Larga na frente quem tem mais dinheiro para fazer a quitação dos filiados e colocar transporte para levar os petistas aos locais de votação no dia da eleição. É o PT de curral!

Quitação é o pagamento das mensalidades atrasadas dos filiados. Como são muitas as pendências, circula bastante dinheiro para sanar os débitos dos petistas inadimplentes - a esmagadora maioria.

Monteiro é o candidato da governadora Roseana Sarney (PMDB) e tem apoio do vice-governador petista Washington Oliveira (WO).

Com apoio dos prefeitos ligados ao Palácio dos Leões, Roseana quer decidir a eleição do PT logo no primeiro turno, assegurando o partido no palanque dos Sarney em 2014.

Lobato e Henrique lutam para levar a eleição para o segundo turno, quando prometem fazer uma frente contra Monteiro.

Para liquidar logo a fatura, WO e Monteiro fizeram milhares de "filiações coletivas", ingressando uma grande quantidade de novos petistas apenas para votar no dia 10, sem saber sequer a cor da bandeira do PT.

Nem todas as "filiações coletivas" foram aprovadas no PT nacional, fato que alegrou Henrique e Lobato para a chance de segundo turno.

O quadro está indefinido. Se tiver segundo turno, fica difícil Monteiro ganhar no voto limpo. 

Mas, caso Monteiro perca, tem sempre a chance de recorrer a Lula para reverter a decisão e favorecer a oligarquia Sarney, que, de fato, manda e desmanda no PT do Maranhão.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

O MARCO CIVIL E A INTERNET DOS RICOS

Escrito por: Mariana Mazza 

Fonte: Band Notícias UOl
Hoje foi dia de comissão geral na Câmara dos Deputados para debater o Marco Civil da Internet. 28 convidados apresentaram suas visões do projeto, sem contar uma dezena de líderes que também comentaram os pontos fortes e fracos da proposta relatada pelo deputado Alessandro Molon (PT/RJ). Foram mais de cinco horas de apresentações. E, apesar de o evento ter sido sugerido pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ) - o líder do dissenso neste tema - , a comissão geral revelou um cenário bastante positivo para quem defende a neutralidade de redes, considerado o ponto mais polêmico da proposta.
A primeira coisa que ficou claríssima: apenas um único segmento é contrário ao princípio da neutralidade de redes como está posto no texto. Adivinhem qual? As empresas de telefonia. É claro que as teles alegam que, na verdade, são favoráveis a este princípio. Na visão das teles é o resto do mundo que não entende o que ele significa. Nesta esteira, divulgam uma versão do que seria neutralidade onde elas podem cobrar preços diferenciados para que o consumidor possa ter acesso a conteúdos específicos sem ferir o tratamento neutro na rede. Lamento informar mas isso não é neutralidade.
Como vários palestrantes explicaram de forma simples e precisa, para que a neutralidade seja respeitada todas as informações devem ser trafegadas na rede de forma equânime. E bloquear quem não tem dinheiro para comprar "pacotes especiais” com acesso a conteúdos específicos é uma forma de descumprir esse princípio. Uma coisa é a venda de pacotes com velocidade diferenciada – quem pode pagar, tem uma velocidade melhor. Outra bem diferente é seccionar a Internet pelo conteúdo de interesse, comercializando planos para acesso de e-mails, vídeos, redes sociais e outras aplicações. Caso essa visão errônea prevaleça, teremos uma sociedade de castas na Internet. "Nós criaremos uma sociedade onde só os ricos tem acesso ao conhecimento. Os pobre não", resumiu o deputado Domingos Sávio (PSDB/MG).
Mas o fato de as teles estarem isoladas nesta briga não diminui o poder e a influência que este grupo parece exercer sobre o Poder Legislativo. Eduardo Cunha, líder do PMDB na Câmara, já anunciou que defenderá com unhas e dentes uma mudança no conceito de neutralidade quando o projeto for à votação, provavelmente na próxima semana. Um detalhe: Cunha não tem falado apenas em seu nome, mas pelo "partido", indicando que trabalhará para que o PMDB, segunda maior bancada na Câmara, vote contra o texto alinhavado por Molon.
No momento mais tenso da comissão geral, o representante do Coletivo Intervozes, Pedro Ekman, lembrou os parlamentares de que estamos às vésperas de um ano eleitoral e que eventuais posições contrárias aos interesses da sociedade serão "lembradas nas urnas”. Cunha não gostou. Foi à tribuna, indignado, e rechaçou o que considerou uma ameaça à livre opinião dos parlamentares. Cunha chegou a mencionar que, não fosse sua sugestão para a convocação da comissão geral, Ekman sequer estaria ali para emitir sua opinião. Não compreendo porque a lembrança de que os eleitores poderão considerar o Marco Civil na hora de decidir seus votos em 2014 é entendida como uma ameaça e um desrespeito. Cada vez mais temos uma sociedade consciente do poder da Internet como ferramenta de livre manifestação do pensamento e de informação. As manifestações de junho, em boa parte mobilizadas pelas redes sociais, mostram essa realidade. Relembrar aos parlamentares de que os eleitores devem considerar a posição dos políticos na hora de decidir se irão reelege-los não é crime algum. É um simples lembrete de como a democracia funciona.
Cunha afirmou que as entidades civis representam apenas "uma parte da sociedade". É verdade. Existem organizações econômicas que também compõem esse organismo chamado "sociedade" e sem dúvida é legítima a defesa de seus interesses. Mas não é possível colocar na mesma esfera de representatividade uma entidade civil, que fala em nome de milhões de cidadãos, e uma entidade patronal, por exemplo, que representa os interesses de um grupo extremamente pequeno de empresas. As companhias telefônicas continuam tendo todo o direito de brigar por um modelo que lhes beneficie. Mas o que se espera do Poder Legislativo é que ele tome decisões que beneficiem a maioria e não pequenos grupos. Desqualificar a crítica de um representante da sociedade não me parece um bom caminho para um parlamentar.
Vendo a briga travada hoje lembrei-me do famoso memorando produzido pelo Citigroup em 2006 defendendo a consolidação da "plutonomia", a economia dos ricos. No documento, o Citigroup – esse velho conhecido do setor de telecomunicações brasileiro – explica como o modelo funciona. "Em uma plutonomia não existe tal animal como ´o consumidor dos EUA´ ou ´o consumidor do Reino Unido´, ou mesmo o ´consumidor russo´. Há consumidores ricos, poucos em número, mas desproporcionais na gigantesca fatia de renda e consumo que eles tomam. E há o resto, os ´não-ricos´, em multidões, mas que curiosamente só ficam com pequena fatias do bolo nacional". O memorando comemora como esse sistema tem funcionado com sucesso pelo mundo todo. Lamenta apenas a demora na consolidação de uma segunda etapa para um mundo plenamente gerido pelos ricos e em favor dos ricos, batizada de "plutocracia", que seria o governo dos ricos. Na visão do Citi, infelizmente o voto dos pobres ainda tem o mesmo peso do voto dos ricos. E essa equivalência é terrível para os mais abastados, já que eles representam apenas 1% da população mundial.
A ponderação feita por Ekman nada mais faz do que frisar este aspecto. Se o Congresso Nacional aprovar um Marco Civil que privilegie os ricos em detrimento dos pobres, os prejudicados podem revidar pelo simples fato de serem maioria nas urnas. É bem verdade que o apoio de grandes empresas é decisivo nas campanhas eleitorais. E o tamanho dessas campanhas pode ser a diferença entre ganhar ou perder nas urnas, especialmente em um cenário de desinformação dos eleitores. Mas, em um debate sobre Internet, essa ferramenta tão rica no processo de informação do cidadão, é um erro estratégico menosprezar o impacto sobre os eleitores de uma eventual medida que cerceie a liberdade de uso da rede.
Apesar de mais uma vez ficar claro que a grande polêmica em torno do Marco Civil resume-se ao esperneio das empresas de telecomunicações, que querem faturar cada vez mais com a Internet, ainda assim esse atrito pode jogar por terra todo o trabalho para construir essa carta de princípios. Sem contar que outras questões perigosas surgiram nos últimos dias envolvendo as mudanças solicitadas pela presidente Dilma Rousseff, especialmente nos itens sobre a guarda de dados no Brasil. A luta agora é para garantir ao menos um texto-base que preserve o coração do Marco Civil: a neutralidade de redes, sem brechas para que as empresas manipulem comercialmente o cumprimento dessa regra. Se considerarmos os discursos feitos hoje pelos parlamentes, a grande maioria da Câmara parece concordar com os pilares do Marco Civil. Resta saber se, na hora da votação, os nossos deputados manterão a coerência.

PORQUE O MARCO CIVIL DA INTERNET ESTÁ SENDO EMPURRADO COM A BARRIGA

Escrito por: Mauro Donato 

Fonte: Diário do Centro do Mundo
Há três semanas seguidas que o assunto fica para a próxima.
Encalhado no Congresso há mais de dois anos, após o “escândalo” Edward Snowden a presidente Dilma Rousseff jogou o PL do Marco Civil em cima da mesa da Câmara com o carimbo “urgente” em letras garrafais. Henrique Alves declarou então que a Câmara não poderia ficar com a pauta trancada por nem mais um dia, ainda assim precisou adiar de semana em semana alegando falta de consenso. Seria votado hoje, não será mais.
O que está por trás dessa lenta condução com a barriga tem muito menos relação com a complexidade do que chamam de “a constituição da internet” em que direitos e deveres entre usuários e provedores de internet serão balizados e muito mais com um enorme e tentador balcão de negócios.
Operadoras de telefonia é que estão emperrando a votação e estão muito menos preocupadas com a liberdade de expressão do que com a oportunidade de transformar a internet em um produto semelhante ao das TVs pay-per-view. É aí que o tal consenso ainda não foi atingido: no modelo de negócio. Depois disso, para elas tanto faz se os dados deverão ser armazenados no Brasil ou em Kuala Lumpur, se poderemos ver fotos pornográficas ou se o bullyng irá regredir. O mais importante é que já estaremos algemados.
É de suma importância que não haja qualquer tipo de criação de “pacotes” que concedam acesso a determinados conteúdos da internet e é por isso que essa votação deve ser acompanhada muito de perto. A TV está com os dias contados e não se pode permitir que seu modelo se repita na internet.
Ontem, o relator do projeto lei, deputado Alessandro Molon (PT/RJ) apresentou mais um “texto final” com o intuito de fortalecer o princípio de neutralidade de rede. Entretanto, isso não garante que aprovação do artigo mais espinhoso. “Se quiserem votar amanhã (hoje), estou pronto. Se quiserem adiar para terça ou quarta da próxima semana, também. Só acho que o projeto precisa ser votado ainda este ano”, disse o deputado.
Ainda este ano? Está difícil acreditar. Além do lobby das empresas, a bancada do PMDB também vem se colocando contra a neutralidade.
Para quem hoje está na faixa etária dos 20 anos, a internet é algo que acompanha sua vida desde sempre (já são 105 milhões de internautas brasileiros), portanto é curioso que ainda não exista uma regulamentação sobre o tema. A proposta do marco civil traz, entre outros, os princípios da garantia da liberdade de expressão, a proteção da privacidade e dos dados pessoais e a neutralidade da rede. Alguns dos direitos dos usuários que constam no projeto são:
·        Informações claras e completas nos contratos;
·        Controle sobre os dados pessoais;
·        Inviolabilidade e sigilo das comunicações;
·        Manutenção da qualidade contratada da conexão;
·        Não suspensão da conexão à internet salvo por débito.
Entre as obrigações do provedor de internet estão inclusas a guarda sob sigilo dos registros de conexão do usuário pelo prazo de um ano e a garantia de que o provedor só poderá fornecer acesso a esses dados mediante ordem judicial.
O Marco Civil da internet é um projeto construído através de uma colaboração inédita envolvendo Estado e sociedade, tornando-se modelo de legislação progressista, elaborado para proteger a liberdade da internet e de seus usuários a partir das garantias de neutralidade da rede. É o texto original que deve ser respeitado. O lobby corporativo vem sendo o entrave, tornando o processo de negociação em algo não transparente.
Permitir o controle da rede é perpetuar o Homer Simpson passivo espectador da TV, massa de manobra para grandes grupos. A internet deve ser livre, como aliás, já é hoje.

SÃO LUIS: TEATRO DA CIDADE VOLTA A FUNCIONAR COM PROGRAMAÇÃO ATÉ DEZEMBRO

Ascom/Func/Prefeitura de São Luis

O Teatro da Cidade de São Luís (TCSL), equipamento cultural da Prefeitura de São Luís, abre a temporada de apresentações após passar por seis meses de reforma. A agenda tem início já a partir deste sábado (9), com o show de Phil Veras.

A novidade fica por conta da disponibilização do espaço sem custos, para produções locais na área de arte cênicas e música. A iniciativa faz parte das ações da Fundação de Cultura (Func), a qual, por meio das políticas púbicas culturais, fomenta não só a produção, como também a fruição dos bens e serviços culturais.

Segundo o diretor do Teatro, Josias Sobrinho, o critério para quem quiser pleitear uma agenda no espaço, é que as pautas estejam dentro dos segmentos de  artes cênicas ou música ao vivo e com ingressos no valor máximo de R$ 20. “Com esta iniciativa pretendemos incentivar, estimular as produções locais. Vale destacar que esta proposta inovadora faz parte da nova política cultural adotada pela administração do prefeito Edivaldo Holanda Júnior”, frisa o diretor.

Para mais informações, os interessados devem procurar a direção do Teatro, localizado à Rua do Egito, nº 244, no Centro, ou ainda ligar para o telefone (98) 3232-8665.

PAUTAS PARA NOVEMBRO E DEZEMBRO:

Novembro:

Dia 09 – Show – Phil Veras;
Dias 11, 12, 13 – Plano Municipal Integrado de Saneamento Básico;
Dia 14 – Show Lançamento CD Enluarado, de Lourival Tavares;
Dia 15 – Show Lançamento CD, Grupo Pé de Ginja;
Dia 16 – Espetáculo de Dança Colégio Batista Ludovicense;
Dia 21 – Lançamento de livro de Celso Borges;
Dia 22 – Show Tributo Beatles – 50 anos de lançamento do segundo álbum da banda inglesa;
Dia 23 – O jardim do Éden – Colégio Batista Daniel de La Touche;
Dias 26, 27, 28, 29, 30/11 e 01/12 – Mostra de Cinema e Direitos Humanos.

Dezembro:

Dia 01 – Mostra de Cinema e Direitos Humanos;
Dia 05 – Lançamento do CD José Chagas;
Dia 07 – Show The Voice Night II;
Dia 10 - Show Laço Branco;
Dia 11 – V Semana de Música da UEMA;
Dia 12 – Concerto com alunos do Curso Livre de Canto Popular;
Dia 14 – Casa de Bonecas – Instituto Leão de Judá;
Dia 20 – Oração – Waldir Fernandes.

INTERDIÇÃO
O Teatro da Cidade foi interditado em abril, quando problemas na estrutura foram detectados após uma vistoria técnica realizada pela equipe de arquitetos da Func. A interdição foi decretada após consulta dos dados técnicos à Fundação Municipal de Patrimônio Histórico (Fumph).

Administrado pela  Func, o equipamento cultural de acordo com sua lei de criação nº 5.604, de 18 de janeiro de 2012, é destinado a promover encenações teatrais, apresentações de canto lírico e popular, exibições de músicas orquestradas, de canto coral, de trabalhos audiovisuais, convenções de natureza diversa e outros eventos socioculturais.

A estrutura do TCSL conta com um palco de 53m², todo em madeira freijó. O salão, que recebeu o nome do teatrólogo e dançarino maranhense Reynaldo Faray, tem capacidade para 265 lugares com cadeiras numeradas e revestidas em tecido. No térreo, tem ainda camarins, foyer, banheiros e espaço para arrendar um café. No piso superior, ficou a sala de administração, cabine de som e de projeção com equipamentos de áudio e vídeo multimídia e sistema de iluminação com 18m², além de copa e cozinha.

NESTA SEXTA: BETO EHONGUE E CANELAS PRETA NO RÁDIO POCKET SHOW


A música de Beto Ehongue & Canelas Preta é multicultural ampla, misturando reggae, funk, ska, samba e elementos da cultura popular do Maranhão eles encontraram sons e muito mais.

Nesse mais recente trabalho de Beto Ehongue junto com o grupo Canelas Preta, ele consolida a inventividade do compositor para retratar não somente a crítica social, mas também o romantismo que alimenta a criação dos poetas e suas musas. 

Com arranjos que mesclam samplers, beats e percussão, a base do violão acústico, cordas e teclas elétricas dar novo formato à sonoridade da música de Beto Ehongue & Canelas Preta com referências mais variadas possíveis.

Beto Ehongue possui uma respeitável trajetória na cena cultural de São Luis. Com a banda NEGOKAAPOR gravou CD e viajou o país na divulgação do mesmo, tocando em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Teresina, dentre outras, este mesmo CD foi vencedor nas categorias melhor CD Pop, Melhor Música e Melhor Projeto Gráfico no Prêmio Universidade FM 2006. Com o poeta Celso Borges realizado o Projeto A PALAVRA VOANDA já apresentado em alguns estados do Nordeste como Paraíba, Ceará e também o Maranhão.

SERVIÇO

Sexta-feira 8/11: Beto Ehongue Canelaspreta na Radio Pocket Show

L'Apero Bar E Restaurante, a partir das 21 horas

Discotecagem: Pedro Sobrinho

Mais uma sacada da Acordes e Satchmo Produções

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

CRISTINA KIRCHNER ENFRENTA O CLARÍN, ENQUANTO OS GOVERNOS DO PT PRIVILEGIAM A GLOBO

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, esticou a corda na batalha judicial contra o grupo Clarín, um dos maiores oligopólios de comunicação do mundo.

Assemelhado às organizações Globo no Brasil, o Clarín é a megacorporação midiática com tentáculos em vários negócios e fortíssima influência política na Argentina.

Apesar do poderio midiático do Clarín, Kirchner não se intimidou e quebrou o monopólio da empresa, impondo uma série de restrições ao acúmulo de propriedade cruzada nos meios de comunicação. 

Pela Lei de Meios, o Clarín está impedido de ampliar sua rede de canais de rádio e TV. A regulação facilita a concorrência saudável no capitalismo e permite que outras empresas possam controlar os meios de comunicação.

Muito diferente da postura de Kirchner, os governos petistas de Lula e Dilma foram generosos com as organizações Globo, despejando quase 60% das verbas publicitárias do governo federal nas empresas da família Marinho.

Do ano 2000 a 2012, o governo ofertou quase R$ 6 bilhões em verbas publicitárias somente para a Globo, do total de R$ 10,7 bilhões distribuídos às redes de televisão no Brasil.

Veja no quadro acima, editado pelo jornalista Fernando Rodrigues (UOL).

Lula tomou posse em 2003 e não mudou em nada a política de transferência de recursos para o maior monopólio privado de comunicações do país. 

Dilma seguiu à risca as orientações de Lula e continuou abastecendo a Globo com a grande fatia do dinheiro público para os tubarões da mídia.

Nos governos Lula e Dilma quase nada foi feito para incentivar a comunicação pública ou a propalada democratização da comunicação.

Enquanto Kirchner enfrenta o poderoso Clarín, Lula e Dilma enriquecem ainda mais a Globo.

domingo, 3 de novembro de 2013

A INFÂNCIA ENTERRADA NO CEMITÉRIO DE SÃO LUIS

Vale a pena assistir ao vídeo produzido pelo relações públicas e militante social Marlon Botão, sobre o trabalho infantil em um cemitério de São Luís, na véspera do Dia de Finados.

Veja AQUI

Crianças a partir de 7 anos de idade trabalham carregando baldes e limpando sepulturas, sob a coordenação de homens, um deles até pai de uma das crianças.

Um dos meninos está operado do coração e ainda exibe as marcas da cirurgia. Questionados sobre a permanência fora da sala de aula, uma menina diz que "a tia está viajando."

Perguntado sobre o bolsa família, que deveria manter as crianças na escola, um adulto diz que o dinheiro do programa social não é suficiente para sustentar a família.

As crianças trabalhavam sob a vigilância dos aliciadores e a indiferença dos frequentadores do cemitério. Não houve nenhuma fiscalização durante todo o período em que as meninas e meninos limpavam os túmulos.

O vídeo provoca um misto de revolta e indignação, tristeza até, mas serve sobretudo de denúncia para que novos episódios não voltem a ocorrer no ano que vem.

As cenas de crianças trabalhando no cemitério, em pleno Dia de Finados, matam a infância.