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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

MANIFESTAÇÃO NA PORTA DA UEMA, NESTA TERÇA: DA MEIA PASSAGEM AO PASSE LIVRE


II TECHDAY TERÁ OFICINAS, PALESTRAS E PRÉ-LANÇAMENTO DE LIVRO

O II Techday, um dos eventos mais esperados do ano, voltado para Comunicação e Tecnologia, será realizado nesta terça-feira, 17, na UFMA, com oficinas pela manhã, palestras à tarde e lançamento do livro "Comunicação, tecnologia e informação: estudos interdisciplinares de um campo em expansão", sob o selo do Laboratório de Convergência de Mídias (LabCom), organizado pelos professores Marcio Carneiro dos Santos e Ferreira Junior.

A obra tem ainda artigos das professoras do Departamento de Comunicação, Patricia Azambuja e Larissa Leda Rocha, bem como de vários pesquisadores de outras instituições de ensino.

Com o tema Redes Sociais, o II Techday visa proporcionar um diálogo entre os pesquisadores e o mercado sobre tecnologia e comunicação. As palestras principais do Techday serão realizadas a partir das 14h, no auditório central da UFMA.

SAIBA MAIS SOBRE O LIVRO

"As novas tecnologias de informação têm trazido questões inéditas ao campo da Comunicação – a internet, a participação nos ambientes online, as redes sociais, o jornalismo em base de dados, a comunicação organizacional no ciberespaço.

Para enfrentar tais desafios, os pesquisadores da Comunicação, quase obrigatoriamente, têm de se voltar para os estudos interdisciplinares, dialogando com outros campos e metodologias a fim de buscar soluções para os seus problemas; e ainda, fazer isso preservando suas próprias fronteiras, mesmo quando se encontram em expansão.

O presente livro tem o objetivo de refletir, ainda que de forma parcial, alguns resultados desse esforço, por meio do trabalho de autores que, em suas pesquisas, têm enfrentado as novas questões, buscando perspectivas e olhares angulados pela percepção das grandes transformações em andamento na contemporaneidade.

A teoria das redes e dos jogos, a ciência cognitiva, as tecnologias de transmissão de dados, a televisão digital, as plataformas interativas e, obviamente, os vários desdobramentos da internet sobre a vida das pessoas e das organizações são alguns dos temas abordados na publicação."

APRUMA REPUDIA OFENSAS DO ADVOGADO GUSTAVO ZANELLI

A diretoria da Associação de Professores da Universidade Federal do Maranhão (APRUMA), seção sindical do Andes - Sindicato Nacional, repudia as ofensas discriminatórias do advogado paranaense Gustavo Zanelli dirigidas à população e à cultura norte-nordestina, ao estado do Maranhão, à Universidade Federal do Maranhão e a uma docente da instituição.
Coloca, ainda, esta seção sindical à disposição da professora para os procedimentos cabíveis por intermédio da sua Assessoria Jurídica, assim como dos demais sindicalizados quando julgarem necessário, a fim de que se reparem eventuais danos coletivos e/ou individuais relativos à atuação docente. 

CORONELISMO NO PT: WASHINGTON OLIVEIRA É O CAPITÃO DO MATO DE JOSÉ SARNEY

Prestes a perder o controle do PT, o vice de Roseana persegue os dissidentes, mas ninguém dá ouvidos às bravatas dele

Cada dia mais desacreditado e sem votos, WO não tem coragem de
propor a expulsão dos insatisfeitos
Em recentes declarações aos jornais e blogues, o vice-governador Washington Oliveira (WO) disse que os insatisfeitos do PT devem sair do partido.

Ninguém deu a mínima para a verborragia de WO. Se ele tivesse coragem, pediria oficialmente a expulsão dos descontentes, mas não tem coragem nem votos no diretório para aprovar nada.

Por insatisfeitos leia-se a Resistência Petista, formada por vários agrupamentos divergentes da aliança do PT com a oligarquia Sarney.

Mas, WO não manda no PT. Se quiser dar ordens, que procure outra freguesia. A Resistência Petista está firme e forte e tem candidato a presidente do diretório estadual: Augusto Lobato.

Para obter qualquer vantagem no PT, WO tem de recorrer às manobras rasteiras e intervenções, com apoio do diretório nacional, de José Dirceu e Lula, principais amigos de Sarney.

No voto da base e nas instâncias partidárias, o vice-governador é a cara da derrota. A única chance de vitória é através da proteção dos coronéis, para quem presta serviços em troca de prestígio e confiança.

Vassalo do Palácio dos Leões, ele é o capitão-do-mato do PT, onde persegue e ataca os rebeldes dissidentes.

De todas as práticas nefastas aprendidas pelo vice-governador Washington Oliveira (WO) na escola da oligarquia Sarney, a mais deplorável é a vassalagem.

Traidor da oposição, o vice só cresce quando se diminui, ou seja, para ter algum valor no governo Roseana Sarney, o vassalo WO incorpora a personagem de capitão-do-mato – empregado de última categoria encarregado de reprimir os quilombos no Brasil-Colônia.

É nesse papel de servidor público desqualificado que ele adquire prestígio e confiança do coronel José Sarney para intervir no PT do Maranhão e assegurar apoio ao candidato do Palácio dos Leões em 2014.

As declarações do vice-governador refletem, por outro lado, o desespero do seu grupo político com o Processo de Eleição Direta (PED) no PT, que será realizado em novembro.

Cada vez mais rejeitado no partido, o vice precisa desesperadamente reeleger Raimundo Monteiro na presidência do diretório estadual e fazer maioria de votos nas chapas de sua base.

A tarefa e difícil. A base petista quer marchar com Augusto Lobato e Flavio Dino (PCdoB), enquanto WO rema contra a maré, tentando empurrar a candidatura de Luís Fernando Silva, o nome do Roseana Sarney (PMDB).

Sem prestígio nem votos entre os filiados, WO voltou-se contra os insatisfeitos, mas ninguém vai sair do PT para atender aos caprichos ou ordens do capitão do mato do coronel Sarney.
E ponto final!

domingo, 15 de setembro de 2013

SÃO LUIS: LIVRARIAS FECHAM E HABIBS CHEGA


Habibs inaugura a primeira loja, na avenida dos Africanos, na cidade sem parques ambientais

Uma livreira contou-me que certa vez o jornalista Paulo Francis veio a São Luís, cobrir a apresentação de uma peça no teatro Arthur Azevedo.

Empolgado com o epíteto de Atenas Brasileira concedido à capital do Maranhão, Francis alimentava grande expectativa com o cenário cultural da cidade, especialmente sobre as livrarias.

Famoso pela escrita e língua ferinas, ele resumiu assim o mercado editorial da cidade: “São Luís não tem livrarias. Tem papelarias que vendem livros.”

Paulo Francis morreu em1997. De lá para cá, muita coisa mudou. As papelarias cresceram e as livrarias encolheram. Várias foram extintas.

A lista é longa. Fecharam as portas a Espaço Aberto (do cantor e compositor Josias Sobrinho, na rua do Sol), ABC (rua de Nazaré), JC (rua do Sol), Ato de Ler (rua do Sol), Athenas (rua do Sol), Livroteca (rua da Mangueira), Infolivro (rua 13 de maio) e a Boa Tarde (localizada na Praia Grande, no beco Catarina Mina/rua Djalma Dutra), onde hoje funciona o ateliê do artista plástico Airton Marinho.

A Nobel, que teve lojas nos shoppings Colonial e São Luís, manteve apenas o ponto do shopping Monumental.

Uma das maiores perdas foi a livraria Athenas, do dedicado livreiro José Arteiro Muniz, que fechou duas lojas: uma na rua do Sol e outra no shopping Monumental. Arteiro resiste bravamente em um estande na UFMA, no Centro de Ciências Sociais (CCSo), sempre com boas obras.

Abriram recentemente a Leitura e a Resistência Cultural, respectivamente, no Shopping da Ilha e na avenida dos Holandeses. Instalaram-se também algumas editoras, na avenida Getulio Vargas, no bairro Apeadouro: FTD, Moderna, Contexto, Ática etc.

ESTUDANTES x LIVRARIAS

No Maranhão das coisas surreais, impressiona uma fatídica desproporcionalidade: quanto maior o número de faculdades e universidades, menor a quantidade de livrarias.

Mal terminam a graduação, os recém-formados já pensam na “pós”, numa cidade em que os diplomas se multiplicam enquanto as livrarias entram em falência.

É óbvio que a Internet e o comércio eletrônico explicam em parte o paradoxo, mas soa estranho que tenhamos tantos estudantes e poucos espaços para a comercialização de obras científicas, literárias e técnicas.

Em outubro de 2012, quando fez a noite de autógrafos do seu mais recente CD, “O disco do ano”, no sebo Poeme-se, o cantor e compositor Zeca Baleiro estranhou o fato de termos uma cidade cheia de poetas com tão poucas livrarias, esfaqueando no fígado a fama literária de São Luís.
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Mas Baleiro nem devia estranhar, porque na terra onde “até o céu mente”, como dizia o padre Antonio Vieira, qualquer pessoa influente ingressa na Academia Maranhense de Letras (AML), mesmo sem ter escrito nenhuma obra literária.

Diante do furacão que varreu as livrarias, os poucos sebos de São Luís vão sobrevivendo. Restam o Poeme-se, que vende obras novas e usadas; o Papiros do Egito, na rua 7 de Setembro; e o Sebo do Rui, na rua dos Prazeres.

HABEMOS HABIBS

16 anos depois da morte de Paulo Francis, São Luís está prestes a inaugurar a primeira franquia da rede fast food Habibs, na avenida dos Africanos.

A falência das livrarias e a inauguração do Habibs podem até parecer fatos banais e desconectados um do outro, mas no fundo refletem as profundas transformações que vêm ocorrendo em São Luis: a cidade cresce, mas não se desenvolve!

Sem saudosismos, o papo reto é o seguinte: todas as cidades passam por processos de transformação, hibridismos e heterogeneidades. Não tenho nada contra a mistura de coreanos com ludovicenses, nem objeções às franquias de alimentos.

O que assusta em São Luis é a eliminação dos locais que davam à cidade uma identidade literária e cultural, proclamada no batismo de “Atenas Brasileira” e materializada nas obras de renomados autores de expressão nacional.

PATRIMÔNIO DECADENTE
 
São Luís foi varrida por um “genocídio” cultural. O cine Praia Grande chega a passar uma semana inteira com um filme em cartaz sem receber sequer um pagante.

Raramente algum casal vai ao cinema do Centro Histórico aos fins de semana. E, quando sai da sessão, fica vulnerável no ambiente de insegurança e degradação que já começa no estacionamento da Praia Grande.

O bairro outrora boêmio, frequentado por trabalhadores, estudantes, intelectuais, artistas, bons malandros, estivadores e malucos beleza, está entregue às baratas e odor de urina, tornando-se o logradouro mais abandonado de São Luís.

Todas as cidades do mundo, principalmente aquelas agraciadas com títulos de patrimônio histórico, tendem a manter um equilíbrio entre a tradição e a modernidade.

O sebo e o tablet são duas formas distintas de encantar as pessoas. O analógico e o digital provocam sensações estéticas e utilidades práticas que dialogam na constituição da sociabilidade contemporânea.

Mas, infelizmente, São Luís parece caminhar no sentido contrário ao movimento de rotatividade do planeta.

ESTÉTICA PADRONIZADA

Na cidade onde a própria Companhia de Saneamento Ambiental (Caema) é a principal agente de poluição das praias, as livrarias fecham e as lojas de fast food proliferam.

Os saraus literários deram lugar ao espetáculo grotesco dos carros forrozeiros com suas potentes máquinas de som, tocando o dia inteiro as mesmas músicas dos “Aviões” e do “Safadão”.

Sem praças nem parques ambientais, as pessoas se encontram nos postos de gasolina para fazer competições de carros de som, onde ouvem sempre o mesmo forró.

Os forrozeiros são os novos literatos.

São Luís vive o ápice da estética do grotesco, padronizada em todos os bairros, até na área nobre! Nas calçadas da cidade, totalmente destruídas, enfiam-se tendas onde vendem sanduíches e churrasquinhos.

As tendas espalhadas na cidade vão disputar o mercado da comida rápida com o Habibs das esfirras de cinqüenta centavos. Quem vencerá essa guerra de gordura trans?

A cidade chegou a 1 milhão de habitantes, expandiu vertiginosamente os empreendimentos imobiliários, triplicou a frota de veículos (cerca de 300 mil) e todos os shoppings estão em fase de ampliação.

Porém, todos os dias assistimos à triste cena das pessoas jogando lixo pela janela dos carros (populares e de luxo) e dos ônibus também.

CRESCIMENTO NÃO É DESENVOLVIMENTO

No avesso desse inchaço, o transporte público é de péssima qualidade, as praias estão poluídas pelos esgotos dos condomínios, as principais praças estão destruídas e as sobras de áreas verdes agonizam sob os olhos gananciosos das empreiteiras.

Um cinturão de miséria se forma na periferia da ilha, gerando demanda por transporte, água, saneamento e serviços. Quem conhece os bairros afastados sabe do que eu estou falando!

São Luís cresce, mas não se desenvolve. São dois conceitos distintos. Desenvolvimento pressupõe qualidade de vida, transporte público de qualidade, espaços de lazer e encontro das pessoas, parques ambientais, praças, ciclovias, passeios públicos, livrarias, bibliotecas, escolas e hospitais decentes.

Esse é o conjunto de equipamentos urbanos que vai caracterizar o desenvolvimento pleno da cidade. Afinal, de que adianta a elite se isolar nos apartamentos de R$ 5 milhões na Península da Ponta d’Areia se o retorno do São Francisco lhe trava a mobilidade?

A GENTE NÃO QUER  SÓ COMIDA

Ninguém está totalmente a salvo da barbárie ludovicense. A cidade, dominada por carros de luxo e caminhonetes forrozeiras, trafegando nas ruas esburcadadas, com esgotos jorrando pra todo lado, é o cenário natural para aqueles filmes do oeste americano ou das cidades-eldorado, típicas da corrida do ouro, onde qualquer atoleiro improvisado vira um povoado.


Vivemos um estágio pré-político, sem lei nem ordem. Quem pretende mudar o Maranhão precisa ficar atento a isso. Ou dá um cavalo de pau rumo à civilização ou aprofunda de vez a barbárie.

A cidade cresceu em tamanho, tem prédios sofisticados e grandes franquias, mas encolheu na perspectiva educativa e cultural.

Queremos as esfirras do Habibs e os pastéis dos coreanos, mas não abrimos mão de pitomba, juçara, derresol, pirulito, cuzcuz ideal, quebra-queixo, suquinho, sorvete de casquinha, praias limpas, calçadas decentes, livrarias, sebos e praças bonitas para namorar ao por do sol.

Não é saudosismo, é dignidade para a nossa cidade!

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

UEMA TEM R$ 1 MILHÃO E 300 MIL PARA EVENTOS E ASSESSORIA

Uema:  R$ 1 milhão com eventos e instalações precárias. Salvam-se apenas os
bons professores e alunos dedicados

A Universidade Estadual do Maranhão (Uema), 7ª colocada no ranking das piores instituições de ensino superior do Brasil, já deve estar gastando parte de R$ 1 milhão e 300 mil reais “para contratação de serviços de organização de eventos, serviços correlatos e suporte, compreendendo o planejamento operacional, organização, execução, acompanhamento e assessoria de comunicação para cada evento.”

O extrato do contrato foi publicado no Diário Oficial do Estado do Maranhão, em 21 de março/2013, na página 20. A contratada é a empresa Trapiche Eventos Ltda, sediada na rua dos Guriatans, nº 6, quadra 9, no Jardim Renascença, em São Luís (conforme pesquisa na Internet).

A Trapiche é representada por Enio da Silva Rocha, ex-chefe da Assessoria de Comunicação Social no governo José Reinaldo Tavares.

O blogue fez busca na Internet para encontrar o telefone da empresa e checar o endereço. Na busca o fone informado é 3213-9300, mas a ligação acusa: “o número chamado não existe”

Veja o extrato AQUI ou abaixo.

O valor total é R$ 1.300.511,50 (Um milhão, trezentos mil e quinhentos e onze reais e cinqüenta centavos), conforme o extrato.
 
EXTRATO DO CONTRATO. PROCESSO Nº 7791/2012-UEMA MODALIDADE: Pregão nº 06/2012-SR/TJ, que originou a ARP 28/ 2012-TJ/MA. CONTRATO Nº 01/2013 - PRA/UEMA. CONTRATADA: Trapiche Eventos Ltda - ME: AMPARO LEGAL: Lei nº 8.666/93. OBJETO: Este contrato tem por objeto para contratação de serviços de organização de eventos, serviços correlatos e suporte, compreendendo o planejamento operacional, organização, execução, acompanhamento e assessoria de comunicação para cada evento, para atendimento das necessidades desta Contratante. VIGÊNCIA: A vigência do presente contrato inicia-se a partir da assinatura deste termo, ficando seu termino adstrito a vigência do respectivo credito orçamentário; Data do Contrato: 13 de março de 2013; VALOR DO CONTRATO: R$ 1.300.511,50 (hum milhão, trezentos mil, quinhentos e onze reais e cinqüenta centavos); DOTAÇÃO ORÇAMENTÁRIA: 240201-Universidade Estadual do Maranhão; Função: 12 - Educação; Subfuncao: 364 - Ensino Superior; Programa: 0177 - Ensino de Graduação e Formação Superior; Atividade/Projeto: 2118; Plano Interno: Cursosgrad; ELEMENTO DE DESPESA: 339039; ITEM DE DESPESA: 39047; FONTE: 0103000000. ASSINATURAS: CONTRATANTE; Prof. José Augusto Silva Oliveira - Reitor. CONTRATADO; Enio da Silva Rocha - Representante. Chefe da Assessoria Jurídica/UEMA; LUÍS FERNANDO COSTA MIRANDA.