Nesta quarta-feira, às 19 horas, no auditório do Sindicato dos Bancários, tem o lançamento do livro "Honoráveis bandidos", do jornalista Palmério Dória, sobre a vida de José Sarney.
Jornalismo com artigos, reportagens, crônicas e notas sobre temas locais, nacionais e internacionais. Resenhas, dicas e outros toques...
terça-feira, 3 de novembro de 2009
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
O VIVENTE MICHAEL JACKSON
No dia de cultuar os mortos, aprecie o texto de Samuel Marinho sobre o Rei do Pop.
WHO´S BAD?
Samuel Marinho *
Quase cinco meses após a sua morte, e depois de muito me inquietar com as insanidades ditas sobre Michael Jackson, estou aqui para contribuir com a enxurrada de devaneios que já foram publicadas na internet sobre o astro.
Defendo a idéia de que Michael Jackson foi o artista que mais aprofundou o conceito da chamada pop art, difundida dentre outros por Andy Warhol, no aspecto de negação da separação entre arte e vida. Não à toa o fato de Michael figurar nas reproduções mais célebres do artista plástico americano.
Após a sua morte, virou clichê se dividir a vida-arte do Rei do Pop em uma fase aura, do moonwalk e do inventor dos videoclipes, e outra bizarra, do cara esquisito que havia mudado de cor e gostava de dormir ao lado de criancinhas.
Não, não é isso! E parafraseando um brasileiro que fez uma leitura muito original para Billie Jean: Vocês não estão entendendo nada!
É preciso considerar que a proposta do homem-artista Michael Jackson não comporta mesmo essa barreira entre vida e arte. E na minha loucura, tudo foi meticulosamente planejado pelo próprio.
Se analisarmos o movimento da discografia do mito, percebemos que é constante a idéia de confluência do homem com o artista a nos impor sempre a mesma questão: não seriam os dois um só? Por que a chamada arte moderna insistiu e ainda insiste nessa chata divisão?
Quando lhe deram o papel de bom moço da cultura americana, exemplo inconteste do american way of life, com o lançamento de Thriller (1982), ele respondeu com um look oposto e imprimiu em Bad (1987) uma expressão mais agressiva.
Quando lhe questionaram sobre seu embranquecimento súbito, ele lançou o mega-clipe Black or White, do álbum Dangerous (1991). Michael a essa altura já constatara o terreno perigoso que era a sua proposta transgressora de não estabelecer bem certos limites.
Quando o revés do pop quis descontruir o maior ícone do soft power americano, era necessário então uma espécie de narcisismo extremo pautado em sua história inquestionável de sucesso. Foi quando veio HIStory – Past, Present and Future (1995), que registrava toda a devoção do público em torno do Rei do Pop.
Enquanto o mundo anunciava a sua decadência artística, ele gravava um álbum com o nome sugestivo de Invincible (2001), cognato perfeito, uma das produções mais caras da história da música.
E o legal disso tudo é que nem se precisa saber inglês direito pra entender a dinâmica da vida-obra de Michael, eis mais um trunfo de sua pop art e de seu alcance sem paralelos.
Quando nada mais era possível em termos de música, dança e vídeo, o homem-artista resolve radicalizar em sua proposta.
O menino doce de olhar meigo e triste, a essa altura, já estava reproduzido nos holofotes como o adulto esquisito, solitário, bizarro e depressivo que o mundo condenava.
Foi sobre essa tela de circunstâncias complicadas que se tornou sua existência, que Jackson resolve transcender a própria obra e pintar um movimento de intensidade única na pop art, traço nem mesmo imaginado pelo próprio Andy Warhol.
Assim foram reproduzidos signos muito importantes hoje para a compreensão da vida-arte de Michael: o mistério sobre a mudança de sua cor, as especulações sobre sua identidade sexual, seus casamentos metafóricos (primeiro com a filha do Rei do Rock e depois com uma enfermeira), suas (in)verdades plásticas, a predileção por crianças, Neverland, os filhos nascidos a partir de embriões originados pelos seus melhores amigos, aparições programadas para chocar, entrevistas dúbias e polêmicas, o problema em não saber lidar com a dor, o vício em analgésicos, a morte envolta de mistérios...
Tudo fazia parte do repertório artístico do Rei do Pop que desejava assim causar reflexões sobre os preconceitos supostamente mitigados da vida pós-moderna.
Nada de fato em pop art poderia ser gratuito, e um artista da envergadura de Michael sabia muito bem disso.
Interessante é que nessa instância artística, as mídias concorrem de forma muito ágil para o (in)sucesso do homem-artista. De tablóides a sítios especializados na internet, passando pela TV aberta até o tradicional boca-a-boca.
Não há medições exatas sobre a quantidade de expectadores que acompanham cada episódio da vida-arte, “cópias vendidas”. Mas nas ruas todo mundo sabia: só se falava no Michael Jackson, aquele do álbum mais vendido de todos os tempos, o mesmo que foi acusado de pedofilia e que agora morria precocemente.
Em junho de 2009, eis que Jackson nos brinda com um requintado réquiem e o (in)esperado acontece.
Sua turnê-despedida inacabada, This is It (2009), algo que se traduzido para o português soa como “Então é isso...” foi um adeus que deu ao mundo uma sensação de nó na garganta.
O homem se foi e o artista também. Ou como queiram: morreu o homem-artista.
Mas uma pergunta precisa ainda ser respondida e a serenidade da história trará uma resposta melhor pra todos. Afinal quem é mau: Michael ou o Mundo?
* Samuel Carvalho Marinho é contador e servidor público federal
Who’s bad? significa “Quem é mau?”
Figura: Reprodução de Andy Warhol para Michael Jackson (com adaptações)
WHO´S BAD?
Samuel Marinho *
Quase cinco meses após a sua morte, e depois de muito me inquietar com as insanidades ditas sobre Michael Jackson, estou aqui para contribuir com a enxurrada de devaneios que já foram publicadas na internet sobre o astro.
Defendo a idéia de que Michael Jackson foi o artista que mais aprofundou o conceito da chamada pop art, difundida dentre outros por Andy Warhol, no aspecto de negação da separação entre arte e vida. Não à toa o fato de Michael figurar nas reproduções mais célebres do artista plástico americano.
Após a sua morte, virou clichê se dividir a vida-arte do Rei do Pop em uma fase aura, do moonwalk e do inventor dos videoclipes, e outra bizarra, do cara esquisito que havia mudado de cor e gostava de dormir ao lado de criancinhas.
Não, não é isso! E parafraseando um brasileiro que fez uma leitura muito original para Billie Jean: Vocês não estão entendendo nada!
É preciso considerar que a proposta do homem-artista Michael Jackson não comporta mesmo essa barreira entre vida e arte. E na minha loucura, tudo foi meticulosamente planejado pelo próprio.
Se analisarmos o movimento da discografia do mito, percebemos que é constante a idéia de confluência do homem com o artista a nos impor sempre a mesma questão: não seriam os dois um só? Por que a chamada arte moderna insistiu e ainda insiste nessa chata divisão?
Quando lhe deram o papel de bom moço da cultura americana, exemplo inconteste do american way of life, com o lançamento de Thriller (1982), ele respondeu com um look oposto e imprimiu em Bad (1987) uma expressão mais agressiva.
Quando lhe questionaram sobre seu embranquecimento súbito, ele lançou o mega-clipe Black or White, do álbum Dangerous (1991). Michael a essa altura já constatara o terreno perigoso que era a sua proposta transgressora de não estabelecer bem certos limites.
Quando o revés do pop quis descontruir o maior ícone do soft power americano, era necessário então uma espécie de narcisismo extremo pautado em sua história inquestionável de sucesso. Foi quando veio HIStory – Past, Present and Future (1995), que registrava toda a devoção do público em torno do Rei do Pop.
Enquanto o mundo anunciava a sua decadência artística, ele gravava um álbum com o nome sugestivo de Invincible (2001), cognato perfeito, uma das produções mais caras da história da música.
E o legal disso tudo é que nem se precisa saber inglês direito pra entender a dinâmica da vida-obra de Michael, eis mais um trunfo de sua pop art e de seu alcance sem paralelos.
Quando nada mais era possível em termos de música, dança e vídeo, o homem-artista resolve radicalizar em sua proposta.
O menino doce de olhar meigo e triste, a essa altura, já estava reproduzido nos holofotes como o adulto esquisito, solitário, bizarro e depressivo que o mundo condenava.
Foi sobre essa tela de circunstâncias complicadas que se tornou sua existência, que Jackson resolve transcender a própria obra e pintar um movimento de intensidade única na pop art, traço nem mesmo imaginado pelo próprio Andy Warhol.
Assim foram reproduzidos signos muito importantes hoje para a compreensão da vida-arte de Michael: o mistério sobre a mudança de sua cor, as especulações sobre sua identidade sexual, seus casamentos metafóricos (primeiro com a filha do Rei do Rock e depois com uma enfermeira), suas (in)verdades plásticas, a predileção por crianças, Neverland, os filhos nascidos a partir de embriões originados pelos seus melhores amigos, aparições programadas para chocar, entrevistas dúbias e polêmicas, o problema em não saber lidar com a dor, o vício em analgésicos, a morte envolta de mistérios...
Tudo fazia parte do repertório artístico do Rei do Pop que desejava assim causar reflexões sobre os preconceitos supostamente mitigados da vida pós-moderna.
Nada de fato em pop art poderia ser gratuito, e um artista da envergadura de Michael sabia muito bem disso.
Interessante é que nessa instância artística, as mídias concorrem de forma muito ágil para o (in)sucesso do homem-artista. De tablóides a sítios especializados na internet, passando pela TV aberta até o tradicional boca-a-boca.
Não há medições exatas sobre a quantidade de expectadores que acompanham cada episódio da vida-arte, “cópias vendidas”. Mas nas ruas todo mundo sabia: só se falava no Michael Jackson, aquele do álbum mais vendido de todos os tempos, o mesmo que foi acusado de pedofilia e que agora morria precocemente.
Em junho de 2009, eis que Jackson nos brinda com um requintado réquiem e o (in)esperado acontece.
Sua turnê-despedida inacabada, This is It (2009), algo que se traduzido para o português soa como “Então é isso...” foi um adeus que deu ao mundo uma sensação de nó na garganta.
O homem se foi e o artista também. Ou como queiram: morreu o homem-artista.
Mas uma pergunta precisa ainda ser respondida e a serenidade da história trará uma resposta melhor pra todos. Afinal quem é mau: Michael ou o Mundo?
* Samuel Carvalho Marinho é contador e servidor público federal
Who’s bad? significa “Quem é mau?”
Figura: Reprodução de Andy Warhol para Michael Jackson (com adaptações)
domingo, 1 de novembro de 2009
BOA AGENDA INTERNACIONAL
Novembro começa com notícias agradáveis nas Américas do Norte, Central e do Sul:
1) O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, cancelou o dispositivo legal que impedia a entrada de portadores do vírus da AIDS nos EUA. Registra-se ainda que a economia norte-americana dá sinais de recuperação da crise econômica;
2) O conflito em Honduras caminha para uma solução pacífica. O governo golpista de Roberto Micheletti firmou um acordo no qual a decisão sobre a volta do presidente Manoel Zelaya ao poder será mediada pelo Congresso Nacional hondurenho;
3) O Senado brasileiro aprovou o relatório que autoriza a participação da Venezuela no Mercosul. Ainda não é a palavra final, mas ajuda a incorporar a república bolivariana à unidade estratégica do bloco de centro-esquerda na América do Sul;
Tenha um bom começo de final de ano.
1) O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, cancelou o dispositivo legal que impedia a entrada de portadores do vírus da AIDS nos EUA. Registra-se ainda que a economia norte-americana dá sinais de recuperação da crise econômica;
2) O conflito em Honduras caminha para uma solução pacífica. O governo golpista de Roberto Micheletti firmou um acordo no qual a decisão sobre a volta do presidente Manoel Zelaya ao poder será mediada pelo Congresso Nacional hondurenho;
3) O Senado brasileiro aprovou o relatório que autoriza a participação da Venezuela no Mercosul. Ainda não é a palavra final, mas ajuda a incorporar a república bolivariana à unidade estratégica do bloco de centro-esquerda na América do Sul;
Tenha um bom começo de final de ano.
sábado, 31 de outubro de 2009
VIVA O SACI PERERÊ
Em muitos lugares deste Brasil multicultural celebra-se do Dia das Bruxas. Escolas e boates distribuem convites para o Halloween como se fosse um grande evento nacional.
Para quem cresceu com o Sítio do Pica-Pau Amarelo, assistindo às peripécias das personagens de Monteiro Lobato, hoje é dia de celebrar com toda a alegria o Saci Pererê e seus colegas de aventura: Emília, Narizinho, Visconde de Sabugosa, Anastácia, Dona Benta etc.
No Brasil também tem bruxa, mais criativa e astuta. É a Cuca.
Para quem cresceu com o Sítio do Pica-Pau Amarelo, assistindo às peripécias das personagens de Monteiro Lobato, hoje é dia de celebrar com toda a alegria o Saci Pererê e seus colegas de aventura: Emília, Narizinho, Visconde de Sabugosa, Anastácia, Dona Benta etc.
No Brasil também tem bruxa, mais criativa e astuta. É a Cuca.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
AUDIÊNCIAS PÚBLICAS DEBATEM IMPLANTAÇÃO DA REFINARIA PREMIUM
Começa dia 9 de novembro a série de audiências públicas para debater o Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) da refinaria de petróleo prometida para o município de Bacabeira.
O EIA/RIMA é o documento básico sobre as circunstâncias ambientais, econômicas e sociais que envolvem o empreendimento.
A refinaria terá capacidade para processar 600 mil barris de petróleo por dia. Em números de hoje, corresponde a um terço da produção de todas as refinarias do Brasil.
Nas audiências será fundamental a participação das comunidades no entorno de Bacabeira para discutir os impactos e criar um fórum de monitoramento em todas as fases de implantação do projeto.
É bom que a população fique atenta a tudo. Nos governos anteriores de Roseana Sarney já houve promessa de pólo de confecções, projeto de irrigação, fábrica de componentes automotivos e tantas outras mirabolantes obras que nunca saíram do papel ou das campanhas publicitárias.
Se costurar roupa, que é fácil, não vingou... imagine refinar petróleo.
Veja abaixo o calendário das audiências públicas:
09/11/09 - 8:00 - Área Festejo Junino, Av. Dr. Carlos Moreira, s/n, largo da Igreja da Imaculada Conceição, Bacabeira-MA;
10/11/09 - 8:00 - Ginásio de Esporte Ferreirinha, rua Padre Possidonio, s/n, Rosário-MA;
11/11/09 - 8:00 - Centro de Convenções, BR 135, km 72, Santa Rita-MA;
12/11/09 - 8:00 - Espaço Renascença, Rua Carutapera, 5, Renascença II, São Luís-MA;
13/11/09 - 8:00 - Unidade Ensino Básico Gomes de Sousa, rua da Igreja, S/N, Vila Maranhão, São Luís-MA.
O EIA/RIMA é o documento básico sobre as circunstâncias ambientais, econômicas e sociais que envolvem o empreendimento.
A refinaria terá capacidade para processar 600 mil barris de petróleo por dia. Em números de hoje, corresponde a um terço da produção de todas as refinarias do Brasil.
Nas audiências será fundamental a participação das comunidades no entorno de Bacabeira para discutir os impactos e criar um fórum de monitoramento em todas as fases de implantação do projeto.
É bom que a população fique atenta a tudo. Nos governos anteriores de Roseana Sarney já houve promessa de pólo de confecções, projeto de irrigação, fábrica de componentes automotivos e tantas outras mirabolantes obras que nunca saíram do papel ou das campanhas publicitárias.
Se costurar roupa, que é fácil, não vingou... imagine refinar petróleo.
Veja abaixo o calendário das audiências públicas:
09/11/09 - 8:00 - Área Festejo Junino, Av. Dr. Carlos Moreira, s/n, largo da Igreja da Imaculada Conceição, Bacabeira-MA;
10/11/09 - 8:00 - Ginásio de Esporte Ferreirinha, rua Padre Possidonio, s/n, Rosário-MA;
11/11/09 - 8:00 - Centro de Convenções, BR 135, km 72, Santa Rita-MA;
12/11/09 - 8:00 - Espaço Renascença, Rua Carutapera, 5, Renascença II, São Luís-MA;
13/11/09 - 8:00 - Unidade Ensino Básico Gomes de Sousa, rua da Igreja, S/N, Vila Maranhão, São Luís-MA.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
QUANTOS OBSERVAM O TJ DO MARANHÃO?
Extrapolaram o Estreito dos Mosquitos (pela internet, nos jornais e na TV) os sucessivos fatos deploráveis envolvendo juízes e desembargadores do Maranhão.
Se as investigações forem aprofundadas, tendem a revelar outras manobras no submundo do Tribunal de Justiça (TJ), tradicional foco de denúncias sobre venda de sentenças, tráfico de influência, grilagem de terras e tantas outras.
Na semana passada, o bate-boca entre os desembargadores Jorge Rachid e Antonio Bayma foi veiculado no Jornal Nacional, tendo como pivô o juiz de Barreirinhas, Fernando Barbosa de Oliveira Junior, acusado de grilar terras nos Lençóis Maranhenses. O magistrado é sobrinho de Rachid.
Esta semana a Folha de São Paulo publicou reportagem sobre a corregedoria do TJ, apontando procedimentos como recepção de nota promissória a fim de garantir a liberação de recursos bloqueados.
As denúncias não são novas. Os jornalistas Itevaldo Junior e Walter Rodrigues oferecem vasta cobertura sobre o TJ. Agora, as notícias são veiculadas na mídia nacional.
Isso não basta. É preciso ir até o fim nas investigações. O TJ do Maranhão está carcomido, envolvido em vexames protagonizados pelos seus próprios pares.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) precisa olhar para o Maranhão. A Polícia Federal também.
Estranho é o silêncio da CUT, do MST, da Sociedade Maranhense de Direitos Humanos, da AMI, FENAJ e de tantas outras entidades que poderiam ajudar a limpar o Palácio Clóvis Bevilácqua.
Uma iniciativa louvável de fiscalização dos magistrados, o Tribunal Popular do Judiciário (TPJ), sob o comando da Cáritas Brasileira, não ganha as manchetes dos jornais.
As caravanas do TPJ percorrem o interior em caravanas, fazem plenárias, debatem, apresentam denúncias, mas não são noticiadas.
É necessávio que outras vozes juntem-se ao TJP e aos jornalistas em um mutirão para reconstruir a Justiça do Maranhão.
Se as investigações forem aprofundadas, tendem a revelar outras manobras no submundo do Tribunal de Justiça (TJ), tradicional foco de denúncias sobre venda de sentenças, tráfico de influência, grilagem de terras e tantas outras.
Na semana passada, o bate-boca entre os desembargadores Jorge Rachid e Antonio Bayma foi veiculado no Jornal Nacional, tendo como pivô o juiz de Barreirinhas, Fernando Barbosa de Oliveira Junior, acusado de grilar terras nos Lençóis Maranhenses. O magistrado é sobrinho de Rachid.
Esta semana a Folha de São Paulo publicou reportagem sobre a corregedoria do TJ, apontando procedimentos como recepção de nota promissória a fim de garantir a liberação de recursos bloqueados.
As denúncias não são novas. Os jornalistas Itevaldo Junior e Walter Rodrigues oferecem vasta cobertura sobre o TJ. Agora, as notícias são veiculadas na mídia nacional.
Isso não basta. É preciso ir até o fim nas investigações. O TJ do Maranhão está carcomido, envolvido em vexames protagonizados pelos seus próprios pares.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) precisa olhar para o Maranhão. A Polícia Federal também.
Estranho é o silêncio da CUT, do MST, da Sociedade Maranhense de Direitos Humanos, da AMI, FENAJ e de tantas outras entidades que poderiam ajudar a limpar o Palácio Clóvis Bevilácqua.
Uma iniciativa louvável de fiscalização dos magistrados, o Tribunal Popular do Judiciário (TPJ), sob o comando da Cáritas Brasileira, não ganha as manchetes dos jornais.
As caravanas do TPJ percorrem o interior em caravanas, fazem plenárias, debatem, apresentam denúncias, mas não são noticiadas.
É necessávio que outras vozes juntem-se ao TJP e aos jornalistas em um mutirão para reconstruir a Justiça do Maranhão.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
VENEZUELA NO MERCOSUL
O ingresso da Venezuela no Mercosul deve ser decidido ainda este ano, em votação no Senado, onde as resistências vêm sendo atenuadas.
Até o relator do protocolo de adesão, Tasso Jereissati (PSDB-CE), já admite mudar de idéia sobre o ingresso bolivariano. Antes Jereissati era contra.
Quem quebra lanças contra Hugo Chávez é o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que já foi à tribuna proferir surrados discursos anti-Chávez.
A Venezuela detém grandes reservas de petróleo. Somadas às descobertas do pré-sal no Brasil, vão dar ao Mercosul um papel estratégico na política energética internacional.
Chávez é pintado como ditador pela mídia colonialista, patrocinadora do golpe que o retirou do poder temporariamente em 2000. Está tudo registrado no documentário “A revolução não será televisionada”.
De lá para cá, a burguesia venezuelana, associada ao capital internacional, não lhe dá trégua. Ou Chávez reage com firmeza, chegando a tomar medidas antipáticas, ou lhe apeiam do governo na marra.
Por muito menos Miguel Zelaia foi deposto num golpe em Honduras. A direita quer retomar a moda dos anos 60 e 70 nas américas Central e do Sul. Parece que não vai colar.
Até o relator do protocolo de adesão, Tasso Jereissati (PSDB-CE), já admite mudar de idéia sobre o ingresso bolivariano. Antes Jereissati era contra.
Quem quebra lanças contra Hugo Chávez é o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que já foi à tribuna proferir surrados discursos anti-Chávez.
A Venezuela detém grandes reservas de petróleo. Somadas às descobertas do pré-sal no Brasil, vão dar ao Mercosul um papel estratégico na política energética internacional.
Chávez é pintado como ditador pela mídia colonialista, patrocinadora do golpe que o retirou do poder temporariamente em 2000. Está tudo registrado no documentário “A revolução não será televisionada”.
De lá para cá, a burguesia venezuelana, associada ao capital internacional, não lhe dá trégua. Ou Chávez reage com firmeza, chegando a tomar medidas antipáticas, ou lhe apeiam do governo na marra.
Por muito menos Miguel Zelaia foi deposto num golpe em Honduras. A direita quer retomar a moda dos anos 60 e 70 nas américas Central e do Sul. Parece que não vai colar.
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