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terça-feira, 12 de outubro de 2010

ADONILSON: 226 MIL VOTOS

Professor de História e advogado, Adonilson Lima obteve 226.059 votos para senador. Fez uma campanha modesta e com reduzido tempo de televisão.

Adonilson militou no PT, assessorou o vereador de São Luís Joan Botelho, e depois mudou-se para Imperatriz, onde mora há 10 anos.

A votação ao Senado pode animar Adonilson para a eleição de 2012 em Imperatriz.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

UMA BOA LEITURA SOBRE AS NOVAS LIDERANÇAS POLÍTICAS DO MARANHÃO

por Ricarte Almeida Santos

De todas as acusações que pesaram sobre o então candidato Flávio Dino nessas últimas eleições, passada a disputa pela prefeitura de São Luís, duas parece que vão continuar batendo à sua porta pelo menos até outubro de 2010. A primeira, de ser um autêntico representante do grupo Sarney; e a outra, de ser um sujeito arrogante.

Cabe, no entanto, a bem da verdade, para verificar a legitimidade e autenticidade ou não de tais afirmativas, saber quem fala e de onde fala. Qual o dono – ou os donos – desse discurso; e o lugar de onde falam; ou, pelo menos, melhor discutir histórico e politicamente os incômodos adjetivos que lhe foram e são emprestados compulsoriamente.

LEIA O TEXTO COMPLETO NO LINK: http://ricochoro.blogspot.com/search?q=roberto+rocha

domingo, 10 de outubro de 2010

TUCANO CASTELO TAMBÉM AJUDOU ROSEANA

No texto anterior analisamos a participação de Roberto Rocha (PSDB) no esquema de favorecimento da candidatura de Roseana Sarney (PMDB) ao governo do Maranhão.

Mas Rocha não agiu sozinho. O tucano João Castelo, prefeito de São Luís, também operou para a filha de Sarney ganhar a eleição na capital.

Dos 21 vereadores, Castelo liberou pelo menos 15 para tocar a campanha de Roseana, especialmente nos grotões da ilha, onde os votos são mais vulneráveis aos assédios.

Sob a liderança do presidente da Câmara, Isaías Pereirinha, o pelotão de vereadores armou o velho esquema com os presidentes das associações e uniões de moradores dos bairros da periferia.

Conhecedor do caminho, nesse mesmo reduto Castelo foi buscar a vitória contra Flávio Dino (PC do B) na disputa pela Prefeitura de São Luís, em 2008.

O apoio dos tucanos Roberto Rocha e João Castelo a Roseana Sarney baseia-se numa equação simples: o alinhamento de todas as forças conservadoras do Maranhão para evitar a ascensão de uma terceira força política vinculada ao campo democrático-popular, sob a liderança de Flávio Dino (PC do B).

A direita assumida – Sarney – faz aliança com a direita enrustida – os tucanos – para manter a hegemonia no Maranhão.

Com Jackson, Castelo e o prefeito de Imperatriz Sebastião Madeira já em fase final da carreira política, quem se habilita a disputar o espólio de Sarney pela direita?

- Roberto Rocha.

TRAIÇÃO

A participação de Castelo no esquema de Roseana retoma uma lenda dos escaninhos políticos do Maranhão: o vírus da traição.

O traído da vez foi Jackson Lago (PDT). Quando governador, Lago entregou todos os postos estratégicos à gestão dos tucanos. Além disso, empenhou-se nas eleições municipais de 2008 para assegurar as vitórias de João Castelo em São Luís e Sebastião Madeira em Imperatriz.

Jackson, ex-aliado de Roseana Sarney em 2000, dos bons tempos da coligação champanhota, operou em 2008 para Castelo derrotar Flávio Dino.

O que fez Castelo em 2010? Apareceu na televisão já no final da campanha, pedindo votos para o amigo-amiga Jackson Lago, mas desde o início da eleição despachava com os vereadores para encher as urnas de Roseana em São Luís.

Resultado: Jackson sai da vida pública humilhado na cidade onde foi prefeito por três vezes. E traído pelo último prefeito que ajudou a eleger: João Castelo.

sábado, 9 de outubro de 2010

O JOGO DUPLO DE ROBERTO ROCHA

Grande parte dos jornalistas e políticos no Maranhão acertou em cheio sobre a postura de Roberto Rocha (PSDB) na eleição 2010: ele fez o jogo da oligarquia Sarney na disputa do Senado.

Os primeiros lances das peripécias de Rocha saíram no blogue de Roberto Kenard, dando conta de conversas subterrâneas entre o tucano e o empresário Fernando Sarney, manda-chuva do Sistema Mirante de Comunicação.

O senador José Sarney (PMDB) tinha um desejo visceral nesta eleição: deixar o ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB) sem mandato. Para isso, seria necessário dividir os votos da oposição no Senado.

Atento à estratégia de Sarney, José Reinaldo pregou a candidatura única das oposições ao Senado, considerando que uma vaga estava praticamente assegurada a Edison Lobão (PMDB), mas a segunda poderia ser tomada de João Alberto (PMDB).

Porém, os planos do ex-governador, outrora herói dos anti-sarneístas, foram transformados em pesadelo pela ação de Roberto Rocha.

Combinado o jogo com o amigo Fernando Sarney, Rocha entrou na disputa ao Senado e trouxe ainda o tucano recém-convertido Edison Vidigal. Assim, a oposição dividida entregou as duas vagas para Edison Lobão e João Alberto.

Fazia tempo que Roberto Rocha dava sinais de parceria com a oligarquia Sarney. Dono da rádio Capital AM, o tucano retirou da grade de programação da emissora o programa “Questão de Ordem”, apresentado pelo advogado Cesar Belo.

“Questão de Ordem” era uma versão radiofônica do Jornal Pequeno. Das 8h às 10h da noite, Cesar Belo atirava a torto e a direito na família Sarney. Foi advertido, censurado e tirado do ar.

Após o corte do programa, coincidentemente, Roberto Rocha passou a ser bem tratado ou pelo menos não hostilizado no Sistema Mirante do amigo Fernando.

Assim, o tucano pavimentava o caminho de volta ao seio da oligarquia, onde nasceu e foi criado, herdando a trajetória política do pai, o ex-governador Luiz Rocha, do PDS, posto no Palácio dos Leões sob a ordem de José Sarney.

Rocha-filho só fez oposição pra valer à oligarquia quando o PSDB mandava e desmandava no Brasil, durante os dois governos de Fernando Henrique Cardoso (FHC), de 1994 a 2002.

Sem a ancoragem do PSDB nacional, a oposição tucana à oligarquia no Maranhão murchou. No início da campanha de 2010, com as pesquisas apontando a vitória de Dilma Roussef (PT) no primeiro turno, Roberto Rocha foi para a sombra do sarneísmo.

O plano “A” de Rocha era derrotar José Reinaldo, prestando um favor a Sarney, ao facilitar a eleição de João Alberto e Lobão ao Senado. Fragilizando a candidatura de José Reinaldo, Rocha também diminuía as chances de Flávio Dino (PC do B) virar o jogo contra Roseana Sarney (PMDB).

Tudo isso foi pensado no contexto da anunciada vitória de Dilma no primeiro turno. Mas o cenário nacional mudou. Marina cresceu e empurrou José Serra (PSDB) ao segundo turno.

O cenário modificou, instaurando um clima de virada tucana contra Dilma. E o que fez Roberto Rocha? Convocou uma entrevista coletiva para anunciar seu plano “B”: ele é o estandarte do anti-Sarney no Maranhão, personificado na candidatura de José Serra.

Aproveitou também para atacar Flávio Dino (PC do B), revelando tudo, para o bom entendedor. Se Dilma ganhar no dia 31, Roberto Rocha volta ao abrigo de Sarney, integrando o esquema de reorganização ampla da direita no Maranhão.

Se Serra ganhar, ele volta à guerra contra Sarney.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

O PAGADOR DE PROMESSAS NO CINE FILOSÓFICO

O Cine Filosófico apresenta hoje (sexta), às 18h30min, "O pagador de promessas". A exibição é na sala de multimidia do IFMA, no campus Monte Castelo. Após o filme, rola um bate papo sob a mediação do professor de Filosofia Jorge Leão, organizador do projeto.

Com direção e roteiro de Anselmo Duarte, "O pagador de promessas" foi vencedor da Palma de Ouro como melhor longa metragem no Festival de Cannes em 1962.

Veja a sinopse: Zé do Burro e sua mulher Rosa, vivem em uma pequena propriedade e 42 km de Salvador (Bahia). Um dia, o burro de estimação do Zé, o Nicolau, foi atingido por um raio e ele acaba indo a um terreiro de candomblé, onde faz uma promessa a Santa Bárbara, para salvar o seu animal.

Com o reestabelecimento de Nicolau, por quem Zé nutre um apreço como a um amigo íntimo, Zé do Burro, como ficou conhecido em seu vilarejo, põe-se a cumprir a promessa, doa metade de seu sítio para depois começar sua caminhada rumo à igreja de Santa Bárbara, em Salvador, carregando nas costas uma imensa cruz de madeira.

Mas a via crucis de Zé ainda se torna mais angustiante ao ver sua mulher se engraçar com o cafetão "Bonitão" e ao encontrar resistência ferrenha do padre Olavo, vigário da igreja, que nega-lhe a entrada, pela razão de Zé ter feito sua promessa em um terreiro de candomblé.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

BETO EHONGUE NO ODEON


CAETANO VELOSO NA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL

'TORCI PARA QUE HOUVESSE 2º TURNO”, DIZ CANTOR EM ENTREVISTA AO G1

Henrique Porto
Do G1 RJ

Apenas 24 horas depois do fim do primeiro turno da eleição que define deputados, senadores e governadores brasileiros, além do sucessor de Lula na Presidência da República, o cantor e compositor baiano Caetano Veloso se disse satisfeito com o resultado provisório colhido nas urnas no último domingo (3).

"Gostei muito. Torci para que houvesse segundo turno para presidente, para que Marina (Silva, candidata do PV) crescesse e para que aquele jeito 'nós somos a opinião pública', da frase de Lula, não prevalecesse. Isso não é bom. Com isso, o Brasil demonstrou que tem um mínimo da saúde social de que precisa para superar os grandes problemas que tem", declarou o músico em entrevista exclusiva ao G1.

Caetano, que nesta sexta-feira (8) grava novo DVD ao vivo no Rio, afirmou que ainda não sabe em quem votará no próximo dia 31. Entretanto, crê que o retorno às urnas foi uma resposta positiva da população ao que chamou de "lulismo primário".

"O segundo turno é uma lição para Lula e para os lulistas mais primários, que supõem que estamos em 1948. Não estamos. Estamos em 2010. E o Brasil lembrou a todos disso. Não há Getúlio, Perón ou Hugo Chávez", afirmou.

O G1 publica a íntegra da entrevista, gravada em vídeo na casa do cantor, no Leblon, Zona Sul no Rio, na próxima sexta. Na conversa, Caetano também relembra as origens da música "Cajuína" e dá uma canja ao violão para a câmera da reportagem.