Compartilhe

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

WASHINGTON OLIVEIRA JÁ PENSA NO CARGO DE CONSELHEIRO DO TCE

WO ameaça trair Roseana, mas quer mesmo é cargo vitalício no TCE

O artigo do vice-governador petista Washington Oliveira (WO), neste domingo, no Jornal Pequeno, só serve a um objetivo: chantagear a governadora Roseana Sarney (PMDB) para obter uma vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado (TCE).

A chantagem é explicita quando, no texto, WO aponta quatro cenários de aliança para o PT, até mesmo com o PCdoB, liderado por Flavio Dino, principal adversário da oligarquia Sarney.

O artigo também dá sinais de traição à oligarquia, depois de fazer juras de amor a Roseana e à aliança com o PMDB, em nome do projeto nacional.

Depois do golpe de 2010, quando articulou a intervenção do PT nacional no Maranhão, entregando o partido a José Sarney, WO vem sofrendo sucessivas desmoralizações. Nem a direção nacional petista acredita mais nele.

As bases estaduais também o rejeitam.

Descartado na linha sucessória do governo, WO teme uma candidatura fracassada de deputado federal em 2014 e aposta mesmo é no cargo vitalício de conselheiro.

De resto, o artigo não diz coisa com coisa.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

BLOGUE DE FOLGA NO CARNAVAL

Prezado(a) leitor(a),

Estarei fora do ar no carnaval. Até a volta, dia 18.

Boas festas a tod@s.

CARNAVAL DA MISTURA POBRE E BURRA

Joãozinho Ribeiro *

Pode-se até discordar da atitude do prefeito Edivaldo Holanda Júnior, em função de um ou outro argumento corporativo movido por interesses particulares de defensores de última hora do carnaval de passarela, mas a verdade cristalina é que este formato de financiamento, e não a modalidade em si, está com os dias contados, precisando urgentemente ser reformulado, sob pena de perdermos até mesmo o apoio da maioria da população a um dos festejos mais tradicionais de nossa cultura popular.

Pesquisas informais apontam para um apoio de cerca de 80% dos habitantes a decisão do prefeito de cancelar os recursos que seriam destinados ao carnaval de passarela e repassá-los para a saúde.

Quem sabe a chamada crise do carnaval de São Luís não seja um excelente momento para refletirmos sobre as dificuldades e potencialidades que podem ser revertidas para um novo ciclo de valorização e desenvolvimento da nossa cultura como um todo, sem necessidade da interferência de apadrinhamentos políticos e de coronelismos culturais?

Acredito seriamente que este seja o compromisso maior do atual presidente da Fundação Municipal de Cultura, Prof. Francisco Gonçalves, e um dos primeiros passos concretos para romper com este dilema que impede sobremaneira o debate e a implantação de uma política pública de cultura de horizontes mais ampliados, que contemple as suas dimensões simbólica, econômica e cidadã.

Além destas brincadeiras, que se multiplicam às dezenas a cada ano em nossa capital e nos municípios do interior do Estado, existem outras que se tornaram verdadeiras centrais de produção de eventos, dotadas de todos os recursos materiais, humanos e financeiros, que já não precisariam sequer de patrocínio público, mas que permanecem abocanhando régios financiamentos governamentais, sob a forma de cachês, chanceladas pelos cofres municipais, estaduais e federal, através do incentivo fiscal ou financiamento direto, dissimulado pelo clientelismo eleitoral ou pelo apadrinhamento político, utilizando-se de artifícios, tais como emendas parlamentares, convênios e arremedos de editais, cuja publicidade é praticamente inexistente.

Tudo bancado única e exclusivamente com o dinheiro público das prefeituras e do governo estadual, sem nenhuma participação da iniciativa privada, principalmente daqueles segmentos empresariais que mais lucram e se beneficiam com as vendas de seus produtos e serviços neste período, como é o caso das indústrias de bebidas e similares, que em nosso estado gozam de incentivos fiscais e não apresentam nenhuma contrapartida sociocultural; na contramão do que já não mais acontece em cidades de carnavais tradicionais, como Rio de Janeiro, Salvador e Recife, onde existem acirradas disputas de empresas privadas para patrocinar a maior festa popular brasileira.

Para agravar ainda mais a situação, o Governo do Estado passou a dirigir e induzir o patrocínio público e privado para a “consagração dos consagrados”, leia-se: contratação de artistas de renome nacional, a peso de ouro, em megaeventos, geralmente realizados na Lagoa da Jansen, como foi o caso dos festejos dos 400 anos de São Luís e Reveillon 2012, e ao que parece se repetirá no carnaval de 2013, dando conta da nossa magistral incompetência de entender e aproveitar as potencialidades e os resultados das atividades relacionadas com a Economia Criativa, que bem poderiam ser apropriados por nós maranhenses, sob a forma de trabalho, renda, tributos, direitos autorais, alegria e dignidade humana.

Pior e imoral será se for confirmado que esses ditos megaeventos estariam sendo bancados pela chancela da renúncia fiscal do ICMS estadual e/ou do IRPJ Federal, sob o conluio de proponentes fictícios dos projetos culturais, os ditos testas-de-ferro de sempre; pois, além do desprestígio da produção local, a evasão de riquezas daria conta do péssimo conteúdo da mistura tão propalada pela mídia governista, travestida numa verdadeira operação Hobin Hood às avessas. Coisa que foge da alçada deste reles poeta, mais afeita à competência do Ministério Público e dos órgãos de fiscalização e controle do erário estadual e federal.

Ao invés da via do fortalecimento do turismo, da valorização dos nossos artistas e do nosso patrimônio cultural, o que vemos é uma absurda evasão de divisas, proporcionada por essa desnaturada visão política que penaliza a nossa criatividade e a tradição, sob várias formas de transferência de recursos públicos para outras unidades da Federação muito mais ricas que a nossa, a saber:

1) sob a forma da encomenda maciça de ‘abadás’ da forte indústria baiana, que neste período estima a confecção e venda de um milhão de unidades, ao preço de R$ 2 mil cada, somente para os seus próprios blocos;

2) sob a forma de cachês milionários para artistas, bandas refugadas, técnicos, trios elétricos, arquibancadas e equipamentos de outros estados; e, por último,

3) sob a forma de pagamento de direitos autorais para escritórios do ECAD localizados em outros estados, pois estes recursos são posteriormente distribuídos obedecendo a procedência dos compositores, artistas e intérpretes titulares das obras musicais executadas.

Portanto, uma fórmula burra e inadequada, disfarçada sob o mote pomposo de “Carnaval – a mistura é a nossa maior riqueza”. Resta perguntar: riqueza de quem e para quem?

* Joãozinho Ribeiro é poeta e foi secretário de Cultura na gestão do ex-governador Jackson Lago.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

IV BAILE DO PARANGOLÉ FESTEJA 34 ANOS DA SMDH


Fundada em 12 de fevereiro de 1979, a Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH) completa 34 anos na próxima terça-feira de carnaval. A comemoração, no entanto, foi antecipada: dia 9 (sábado gordo), a partir das 14h, com entrada franca, no Porto da Gabi (Aterro do Bacanga), acontece o IV Baile do Parangolé, festa já inscrita nos calendários cultural e carnavalesco da cidade.

Batizado pelo coco de Cesar Teixeira, sócio da SMDH e ex-assessor de comunicação da entidade, o Baile do Parangolé tem se constituído num espaço de diversão para militantes de direitos humanos, familiares e amigos. O traço de Djalma Lúcio no material de divulgação deste ano homenageia o jornalista e compositor, autor de vasto repertório carnavalesco.

O baile já passou por diversos palcos e este ano, pela segunda vez, acontece à tarde, numa tentativa de resgate dos antigos carnavais, em que adultos e crianças divertiam-se juntos, ao som de sambas, marchas, frevos e outros ritmos do período.

“Carnaval e direitos humanos não se ligam apenas por esta coincidência no calendário. Carnaval é cultura e cultura é um direito humano fundamental. E é preciso que a cultura e todos os outros direitos sejam efetivados na vida das pessoas, sempre”, afirmou Zema Ribeiro, presidente da SMDH.

Com apoio da Fundação Municipal de Cultura (Func) e Porto da Gabi, o IV Baile do Parangolé terá como atrações Chico Nô e a Turma do Vandico, além de participações especiais. “Estamos convidando alguns artistas militantes para nos oferecer uma canja. A escolha de Chico Nô, por exemplo, não é à toa: decorre de seu compromisso com as lutas dos movimentos sociais do Maranhão”, explica.

SERVIÇO

O quê: IV Baile do Parangolé, aniversário de 34 anos da SMDH.


Quem: Chico Nô, Turma do Vandico e participações especiais.


Quando: dia 9 de fevereiro (sábado gordo de carnaval), às 14h.


Onde: Porto da Gabi (Aterro do Bacanga).


Quanto: entrada franca

Fonte: Sociedade Maranhense de Direitos Humanos / Ascom / Zema Ribeiro

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

SOBRE DEUS E POLÍTICA

Em nome de Deus: o prefeito Edivaldo aponta o caminho.

O prefeito de São Luis, Edivaldo Holanda Junior (PTC), precisa rever os seus gestuais durante as aparições em público.

Na campanha eleitoral, durante a festa da vitória e na posse foram comuns as imagens do prefeito com o dedo apontado para o céu, em referência religiosa.

É perfeitamente cabível ao cidadão Edivaldo Holanda Junior fazer o gesto em cultos fechados ou em grandes eventos abertos com milhares de evangélicos.

Repetir a performance nos atos públicos, investido no cargo de prefeito, é caso a refletir.

A diversidade move o mundo. A cidade leva o nome de um santo, Luís. O prefeito é evangélico.

Viva liberdade!

A crítica vale também para um eventual prefeito católico que faça o sinal da cruz em cerimônias públicas.

A investidura do cargo coloca o prefeito na condição de representante de toda a cidade, onde há praticantes de religiões diversas, cada qual professando a fé à sua maneira.

Uma coisa é o jogador de futebol Romário fazer o sinal da cruz a cada gol perdido. Outra coisa é o deputado federal Romário repetir o benzimento nos pronunciamentos na Câmara Federal.

Não há como separar o animal político Edivaldo Holanda Junior do homônimo cidadão evangélico, mas é recomendável conter os gestuais religiosos nos atos de governo.

O Estado brasileiro é laico. Está escrito na Constituição.

A recomendação vale para o atual prefeito de São Luís ou para qualquer outro que sucedê-lo, seja católico, evangélico, espírita ou praticante de religiões afro-brasileiras.

Viva a igualdade!

Afinal, Edivaldo não pode negar na práxis política a pluralidade da chapa que o elegeu prefeito, reunindo evangélicos e comunistas no mesmo palanque, sob o comando de Flavio Dino (PCdoB).

Adversários de Flavio costumam chamá-lo de “professor de Deus”. A crítica é dúbia. Reconhece a capacidade intelectual de Dino, mas acusa-o de usá-la com viés autoritário.

Não é verdade que Flavio Dino saiba tudo, mas deve saber dar bons conselhos aos aliados, especialmente ao prefeito de São Luís.

Que Deus abençoe a cidade com um bom mandato de Holanda, pleno de obras duradouras e belas. É a vontade do povo.

Viva a fraternidade!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

A NET ME DESCONECTOU

Já são cinco dias sem conexão à Internet. Os técnicos foram lá em casa e disseram que estou "sem sinal" e que a rede está em manutenção.

No começo era Embratel, depois passou à Claro e agora é a NET a dona da minha conexão.

Deram um prazo de mais uns dias para regularizar a situação. Estou no aguardo.

Peço desculpas aos leitores e leitoras pela ausência no blogue.

Tenho pensado muito em Deus esses dias. Vai ser o tema do próximo texto, assim que a NET deixar. Aguarde.