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sexta-feira, 5 de julho de 2013

DESMORALIZADA, ROSEANA SARNEY ANULA CONSELHO

A Secretaria de Comunicação (Secom) do Governo do Maranhão divulgou hoje à noite uma nota comunicando a extinção do Conselho de Gestão Estratégica, uma sinecura para mais de 200 políticos aliados da oligarquia Sarney que receberiam, a cada reunião, R$ 5.850,00.

Na mesma nota a governadora Roseana Sarney (PMDB) anula também outros conselhos similares que nunca tiveram qualquer finalidade nem serviram a nenhum objetivo concreto para o desenvolvimento do estado.

Batizado de "Bolsa Eleição" e "Conselho da Corrupção", a sinecura de Roseana gerou ainda mais desgaste ao governo, que a cada dia piora a imagem junto à população maranhense, apesar da propaganda massiva em todos os meios de comunicação da família.

O conselho foi anulado sob forte pressão nas redes sociais e pelos deputados de oposição na Assembleia Legislativa, além da repercussão negativa na mídia nacional.

Desmoralizada, Roseana não teve alternativa. 

A nota da Secom tem quatro parágrafos, mas só o primeiro interessa: o que informa sobre a anulação dos conselhos.

Os demais são pura enrolação. Veja:
NOTA - Governo extingue Conselhos

A governadora Roseana Sarney decidiu extinguir o Conselho de Gestão Estratégica de Políticas Públicas, o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social e os Conselhos de Articulação Regional. Essa decisão alcança, inclusive, os membros do CONGEP que são secretários de Estado.

Tal medida dá início a um programa de manutenção do equilíbrio fiscal tão duramente alcançado durante o seu mandato e que exige redobrada atenção diante da perda de arrecadação que tem se acentuado nos últimos meses.

A governadora também reafirma que essa iniciativa é essencial para que se mantenha o programa de investimentos nas áreas prioritárias de mobilidade urbana, infraestrutura, educação, saúde, combate à pobreza e segurança pública.

Essa medida vai ao encontro das reivindicações da sociedade e de uma nova realidade que o Brasil experimenta.
  
São Luís, 05 de julho de 2013

 Sérgio Macêdo
Secretário de Comunicação Social

quinta-feira, 4 de julho de 2013

ROSEANA SARNEY E WASHINGTON OLIVEIRA INSULTAM O BRASIL



Roseana Sarney, ao centro, ampliou o Conselho, prestigiado por WO, que só
pensa na reeleição de Monteiro para a presidência do PT no Maranhão
Em um aspecto a filha do coronel maranhense tem razão: o governo dela é tão ruim que todo conselho do mundo ainda é pouco.
Talvez por isso ela tenha ampliado o Conselho de Gestão Estratégica, uma gigantesca sinecura onde o governo do Maranhão está acomodando 206 apadrinhados da oligarquia Sarney, pagando a cada integrante R$ 5.850 por uma reunião mensal.

Da lista dos 206 constam ex-prefeitos, candidatos derrotados nas eleições de 2012, parentes de políticos e agregados da aristocracia parasitária que atrasa o Maranhão há mais de meio século, com os quais o governo vai gastar R$ 1,2 milhão por mês.

O Conselho de Gestão, já apelidado de Bolsa Eleição, é um dos maiores insultos da governadora Roseana ao povo brasileiro que saiu às ruas exigindo moralidade na política.

Na contramão dos protestos que tomaram as ruas do Brasil reivindicando ética na política e o fim da corrupção, a governadora Roseana Sarney queima o dinheiro público pagando 206 conselheiros para absolutamente nada.

Enquanto outros estados, como São Paulo, tomaram medidas para reduzir custos e enxugar a máquina pública, o Maranhão torra o dinheiro público para manter um colegiado cujo resultado é tão insignificante quanto os intermináveis fóruns, simpósios e encontros sem qualquer resultado prático na vida dos maranhenses.

Para fazer o serviço sujo de reunir os conselheiros, Roseana destacou seu vice Washington Oliveira (WO), homem forte do esquema de Lula e Zé Dirceu no PT maranhense.

Detalhe: WO vem se destacando também no gasto com diárias. Sem ter o que fazer no governo, o vice viaja pelo Maranhão inteiro na campanha de Raimundo Monteiro para a presidência do PT.
Com Dilma caindo nas pesquisas, logo logo Sarney muda de lado e apoia o PSDB. E então, como ficarão os petistas sarneístas que fizeram juras de amor à aliança com o PMDB?
Se conselho fosse bom...

quarta-feira, 3 de julho de 2013

RUA DOS PRETOS: O MARANHÃO DENTRO DE BELÉM


Da Rua dos Pretos, no bairro do Guamá (rio que chove), em Belém, emerge uma cidade formada a partir de migrantes, boa parte deles oriundos do Maranhão. E a fusão entre os múltiplos brasis semeou uma série de manifestações culturais na região.
 
Leia o texto completo AQUI, na Carta Maior
 
A cidade é uma cidade de cidades misturadas. A tragédia, às vezes, é que trás a face oculta à tona: incêndio das casas de madeira, alagamento por conta das chuvas, execução de jovens ou o tráfico de drogas. Da Rua dos Pretos, no bairro do Guamá (rio que chove), em Belém, emerge uma cidade formada a partir de migrantes, boa parte deles oriundos do Maranhão. Os maranhenses representam quase 5% da população do Pará. Destes, 92% se identificam como negros ou mestiços, sinalizam dados do IBGE (2010).

A historiografia explica que no Brasil colônia, após a criação do estado do Grão Pará e Maranhão (1751) por Marquês de Pombal (Sebastião José de Carvalho e Melo), o tráfico de escravos para as lavouras de cana e arroz ganhou maior proporção. Já o ciclo da economia da borracha (1879 -1912) é considerado um marco no processo migratório para a região, em particular de nordestinos, que ganhou maior proporção na segunda metade do século XX, com a integração econômica da Amazônia ao resto do país.

SEMA AUTORIZA DESMATAMENTO NA BACIA DO RIO PREGUIÇAS

por Mayron Régis

A Secretaria de Meio Ambiente do Maranhão (Sema) e o Ibama fingem que não vêem o descalabro socioambiental que resulta dos plantios de eucalipto e de soja na bacia do rio Preguiças.

Acaso dependesse apenas da Secretaria de Meio Ambiente esse descalabro se perpetuaria em todas as bacias hidrográficas do Maranhão e mais enfaticamente na bacia do rio Preguiças, onde se localiza a comunidade de São Raimundo que desde o final de 2012 impede o senhor Evandro Loeff de desmatar 945 hectares de Chapada.

A comunidade obteve uma liminar na comarca de Urbano Santos que paralisou o projeto do senhor Loeff de transformar a Chapada inteira em carvão vegetal a fim de pagar suas dívidas.

O secretario de meio ambiente Victor Mendes e o então secretario adjunto Cesar Carneiro assinaram a autorização de desmatamento baseado num laudo fajuto de um analista da secretaria em uma área onde a própria SEMA concedera a licença prévia ao Incra no processo de desapropriação de São Raimundo.

A concessão da licença prévia atesta que aquela área prestes a ser desapropriada tem viabilidade ambiental.

Leia tudo AQUI.

terça-feira, 2 de julho de 2013

PROTESTOS INDICAM DECLÍNIO DA ESQUERDA “TRADICIONAL”

Os partidos políticos do chamado campo democrático-popular e os movimentos sociais têm um legado no processo de redemocratização do Brasil e nas conquistas mais recentes da cidadania.

Não há como impedi-los de participar das manifestações de rua, se foram justamente os sindicalistas, militantes e dirigentes de esquerda que sempre levantaram as bandeiras da liberdade, contra a corrupção, pela igualdade e inclusão social.

Muitos deram até a vida na luta contra a ditadura militar. É um equívoco, portanto, rasgar as bandeiras dos partidos radicais, contrariando o princípio constitucional da livre manifestação do pensamento e da liberdade de expressão.

Ocorre, porém, que os partidos e os sindicatos “tradicionais”, dissidentes do PT e da CUT, perderam até agora uma batalha – a comunicação/mobilização.

Está em curso uma nova forma de aglomerar as pessoas. É a organização “desorganizada”, sem aquele sonhado comando tripartite (estudantes, operários e camponeses), como se pretendiam as alianças nos anos 1960 e 1970.

Nesse período havia foco na luta contra a ditadura militar e o horizonte do socialismo alimentava as mentes e os corações dos revolucionários. Em 2013 os protestos visam mudanças imediatas. Não há um objetivo estratégico e radical de transformação do modo de produção capitalista.

BRASIL PLURAL

Outra questão relevante é a complexificação da sociedade civil brasileira. Tributários das frentes de luta contra a ditadura, os movimentos sociais estratificaram-se em várias organizações específicas: mulheres, negros, índios, quilombolas, juventude, mídias livres/comunitárias/alternativas, canabianos, ambientalistas, Movimento GLBTTS, evangélicos etc.

Basta observar, por exemplo, que as grandes mobilizações sindicais perderam terreno para outras ações políticas, religiosas e culturais como a Parada Gay, a Marcha da Maconha, Marcha para Jesus e a Marcha das Vadias.

De alguma forma, esse processo de especificação da luta política desmontou o comando unificado das grandes mobilizações e greves sob a batuta dos partidos e centrais sindicais.

À proporção que a CUT se transformava em uma correia de transmissão dos governos Lula/Dilma, abriu-se um vazio na organização da sociedade civil, deixando o barco dos movimentos sociais à deriva.

Órfãos das plenárias e da organização de base, parte dos militantes vanguardistas e as novas gerações de insatisfeitos (esses em ampla maioria), passaram a se organizar nos coletivos e comunidades da Internet, inicialmente no falido Orkut.

DESCENTRALIZAÇÃO E PRAGMATISMO

Sem o horizonte do socialismo nem o comando unificado dos partidos ou das centrais sindicais, o povo está nas ruas reivindicando uma pauta difusa, mas cujos resultados já começam a aparecer.

A paciência histórica do proletariado que alimentava o sonho revolucionário dos socialistas foi ultrapassada pela nova organização veloz e pragmática da massa conectada nas redes sociais.

As gigantescas manifestações de rua em 2013 prescindem do comando unificado das centrais sindicais, outrora líderes das greves gerais.

A CUT, atrelada ao governo, há muito não serve para quase nada relacionado aos direitos dos trabalhadores. Dissidente do sindicalismo CUTista, a CSP Conlutas, vinculada ao PSOL e ao PSTU, tem o discurso ideologicamente acertado mas não consegue conectar as pessoas nas ruas.

Tanto o sindicalismo quanto os partidos da linha radical de esquerda perderam a capacidade de mobilizar e liderar a massa nesse fenômeno de 2013, mas podem retomar o comando depois.

As manifestações de rua são conduzidas pela massa impulsiva, refém dos seus próprios instintos, espontânea, conectada pela Internet, através dos flash mobs.

Repetindo um bordão já surrado, o sindicalismo e os partidos de esquerda estão ainda no mundo analógico; a massa, no digital.

CRISE DE REPRESENTATIVIDADE E COMUNICAÇÃO

Ainda não há pesquisas de opinião para mensurar a rejeição dos manifestantes às bandeiras dos partidos de esquerda, mas uma hipótese pode ser levantada: a decepção gerada por Lula/Dilma leva as pessoas a enxergarem no PSTU e no PSOL um fantasma: o PT de amanhã.

Do ponto de vista ideológico, PSTU e PSOL representam as causas erguidas nas ruas (combate à corrupção, mais verbas para educação e saúde etc), mas o povo não se sente representado por eles. De nada adianta dominar o discurso supostamente verdadeiro se a esquerda só fala para si mesma e não interage com a massa.

Um dos problemas está nas formas de organização e mobilização.

Se as manifestações de 2013 estivessem sob o comando das centrais sindicais e dos partidos progressistas ou de esquerda, haveria dezenas de plenárias para tomar decisões e outra imensa quantidade de reuniões para avaliar o texto do panfleto unificado, onde os sindicalistas, atropelando os jornalistas, escreveriam e desmanchariam infinitos parágrafos para chegar à versão final.

Sindicalistas de diversas profissões (bancários, professores, médicos, engenheiros etc) metem-se a escrever panfletos e jornais com uma linguagem burocrática que só consegue convencer seus próprios pares, em longas análises de conjuntura, muito fundamentadas e importantes, mas sem produzir comunicação com a maioria das pessoas.

A esquerda pode até estar com a razão, mas perdeu o comando das manifestações. Quando fala, não comunica. E comunicação, na contemporaneidade, é tudo. Vivemos a era da convergência e da ubiqüidade. Todas as pessoas estão conectadas simultaneamente e não há tempo a perder.

Na Internet, as pessoas vivenciam uma cultura participativa independente do comando das lideranças tradicionais. Cada qual tem sua causa, postada no Facebook, à revelia do presidente do sindicato ou do dirigente partidário.

Não dá para esperar a reunião do comando unificado e as longas (importantes, ressalto!) análises de conjuntura. O povo na rua tem pressa!

Como dizia o poeta Maiakóvski: “o mar da história é agitado.”

segunda-feira, 1 de julho de 2013

QUEM SÃO OS INFILTRADOS NOS PROTESTOS DE RUA EM SÃO LUÍS?

VEJA OS VÍDEOS NO FINAL DESTA POSTAGEM
 
Um vídeo e um texto, enviados por uma fonte do blogue, dão pistas sobre as organizações que agem clandestinamente para vandalizar as manifestações pacíficas em São Luís.

O blogue também levantou a hipótese de que um grupo, ligado à Juventude do PMDB, tentou desmobilizar a manifestação do dia 22 de junho. Empacado na cabeceira da ponte São Francisco, o carro de som dos peemedebistas provocou desentendimentos públicos entre as "lideranças", com o claro objetivo de desarticular o protesto.

Veja AQUI a postagem do blogue.

Mas o vídeo e o texto enviados ao blogue são mais completos e esclarecedores, fornecidos por estudantes ligados às boas causas dos protestos. 

A produção do vídeo sofreu ataques durante a gravação, na rua do Egito, quando os cinegrafistas foram agredidos pelos "militantes" de capuzes brancos.

A narrativa a seguir é parte do texto divulgado pelos produtores do vídeo, durante a manifestação do dia 22 de junho (sábado), em São Luís:

"Logo foi descoberto que o carro apartidário, com discurso  anti-partidário, era ligado ao partido da governadora do estado do  Maranhão, o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Um grupo de pessoas impediu a passagem do carro, fazendo uma corrente humana em torno deste, com o intuito de denunciá-lo abertamente como um carro de som subordinado ao PMDB. 

Esta situação manteve-se até que o motorista do carro- amedrontado por manifestantes que, ao ouvirem a denúncia, soltaram uma bomba de murrão(característica das festividades juninas) próximo- ignorou as ordens dos dirigentes do PMDB e batera em retirada às pressas, deixando os militantes do partido citado a pé no meio do que restara da manifestação. 

Isto não foi feito por este ser um partido, mas porque o mesmo, desde a primeira mobilização (que ocorreu na quarta-feira, 19/06), estava incitando a violência entre os manifestantes e dando início às ações de vandalismo (leia "Militância do PMDB coordenou depredação contra Prefeitura e Palácio dos Leões", no blog Marrapá: http://goo.gl/kcRCl ), fazendo com que  polícia reagisse com o intuito de dispersar as pessoas e, a longo prazo, desmobilizar as manifestações.
 
Logo em seguida, alguns dos manifestantes que haviam feito o cordão humano, começaram a subir a Rua do Egito, em direção ao Palácio dos Leões. No meio do caminho encontraram os mesmos militantes do PMDB, que haviam perdido seu carro de som, num beco de esquina. 
 
Eles estavam encapuzando-se com camisetas brancas e armando-se com pedaços paus- provavelmente para incitar o vandalismo na região do Palácio, para que a polícia respondesse e desmobilizasse os manifestantes, análogo ao que foi feito na quarta-feira, ou para desferir violência contra um grupo de cerca de 7 jovens que começaram a filmar, com o objetivo de denunciar, este momento em que a Juventude do PMDB (JPMDB) se preparava, às escondidas. 
 
Durante a filmagem, inclusive, o cinegrafista amador levou um chute e um empurrão de um  dos que estavam sendo filmados (passível de verificação no seguinte vídeo: http://youtu.be/-iWYNfbmipw). Em outra filmagem  uma pessoa debochava de estar sendo filmada, enquanto atrás dela havia um garoto com uma bandana preta escondendo o rosto que acendeu uma bomba de murrão e jogou contra o grupo de pessoas que o observava (passível de averiguação aqui: http://youtu.be/09hi23Ut2fQ). 
 
Neste caso, não é possível atestar que o filmado é pertencente ao PMDB, contudo após a confusão ele correu em direção ao grupo de militantes e por lá refugiou-se, sem hostilização alguma, corroborando com a hipótese de uma possível filiação àquele partido."

Assista aos vídeos AQUI e AQUI.

MOVIMENTO PASSE LIVRE ESTÁ REARTICULADO EM SÃO LUÍS

Veto a Marcony Edson também foi pauta dos ativistas

Depois de quatro anos sem atividades, desde que foi dissolvido em 2009 o Movimento Passe Livre (MPL) em São Luís está de volta. Em reunião realizada no último sábado (29/06) no auditório do SINDJUS, centro, o MPL São Luís foi formalmente reativado. A reunião contou a participação de vários membros de coletivos e movimentos que organizaram e apoiaram as últimas manifestações ocorridas em São Luís, professores, bem como a participação de membros originais do MPL desde a fundação do coletivo nacional em 2005 em Porto Alegre durante o Fórum Social Mundial.
[...]
O coletivo São Luís do MPL atualmente está composto por oito membros. Após a aprovação do novo coletivo foi apresentada uma resolução de veto à participação de Marcony Edson e de repúdio ao mesmo pelo uso indevido da imagem do MPL em manobras de oportunismo político junto à autoridades governamentais. A resolução foi aprovada por unanimidade dos presentes.

Veja AQUI a matéria completa.

E leia AQUI a Carta de Princípios do MPL