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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

CPI DA PETROBRAS: LIMPEZA PROFUNDA!

A demissão da presidente da Petrobras, Graça Foster, abriu a porteira para uma investigação profunda na empresa.

A CPI é uma necessidade. A Petrobras precisa ser passada a limpo.

Outrora orgulho dos brasileiros, a empresa virou símbolo de corrupção, desmandos e má gestão.

Uma das maiores petroleiras do mundo é também a fonte de enriquecimento ilícito de empreiteiras, executivos, doleiros e políticos.

A CPI pode ser o começo de uma grande faxina administrativa na Petrobras, retirando dos postos-chave os políticos corruptos que se apossaram da empresa para fazer negócios.

A Petrobras foi criada e cresceu às custas do dinheiro público. É inadmissível que o patrimônio de todos os brasileiros seja objeto de negociatas e gestão temerária.

O governo Dilma Roussef orgulha-se de ter sido o protagonista do combate à corrupção. Precisa ter orgulho também de tirar da Petrobras os maus gestores, principalmente aqueles ligados ao PT.

Se Dilma não fizer uma limpeza profunda na sua gestão, cortando na própria carne, não sobrará nada do governo. Nem do PT.

A situação chegou no limite. O Brasil precisa sair do caos.

Com a vitória do PMDB na Câmara e no Senado, o impeachment pode entrar na pauta do Congresso Nacional.

Dilma tem a obrigação de mandar os corruptos saírem do governo. Senão, a oposição pede para ela sair da presidência.

É um cenário perigoso para a democracia.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

APRUMA ORIENTA OS PROFESSORES A NÃO ADERIREM AO FUNPRESP

A Associação dos Professores da UFMA (Apruma), filiada ao Andes-SN, emitiu nota com orientação aos docentes sobre um memorando, enviado pela UFMA, "alertando" os professores sobre o prazo de 4 de fevereiro para adesão à Funpresp (Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal).

Segundo a orientação da Apruma, os docentes não devem aderir ao Funpresp.

Veja a nota:

A UFMA enviou memorando eletrônico nº 6/2015 - DP/PRH para todos os servidores alertando que “No próximo dia 4 de fevereiro de 2015 encerra-se o prazo para aderir ao regime de previdência complementar de que trata a Lei nº 12.618, de 2012, para servidores que ingressaram em cargos efetivos federais anteriormente a 04 de fevereiro de 2013. Os servidores que desejam fazer a opção e migrar para o novo regime poderão acessar o Sistema de Gestão de Pessoas – SIGEPE e fazer a opção diretamente no Sistema, lembrando que sua efetivação dependerá da data em que o formulário for recebido pela unidade de Recursos Humanos.

Cumpre-nos o dever como sindicato esclarecer que:

O ANDES-SN no congresso realizado em janeiro de 2014, em São Luís-MA, deliberou:
1) intensificar a articulação com os demais SPF (federal, estadual e municipal) para o recrudescimento da luta em 2014 contra o FUNPRESP e demais fundos privados, que vêm sendo criados em estados e municípios;
2) intensificar as lutas contra o FUNPRESP nas IFES, ampliando a divulgação do material já produzido (cartilha, panfleto explicativo e cartaz) e intensificar o debate sobre os riscos a que ficam expostas as aposentadorias;

É importante registrar que o FUNPRESP é uma grande derrota para os docentes contratados a partir de fevereiro de 2013, pois perderam o direito à aposentadoria integral e à paridade com os ativos quando se aposentarem, segundo o Regime Jurídico Único (RJU). Do mesmo modo, para aqueles que entraram anteriormente e porventura venham a migrar para o novo regime, pois essa adesão é de caráter irretratável e irrevogável, e implicará, automaticamente, na renúncia aos direitos previdenciários decorrentes de regras anteriores. Isto significa que o servidor perde a integralidade e a paridade, já que o valor de sua aposentadoria será reajustado por um valor nominal, desconectado de qualquer nível da carreira a qual pertencia. O ANDES-SN tem lutado para defender o direito à aposentadoria integral para todos os docentes e recomenda que os professores NÃO ADIRAM a essa previdência complementar.

É óbvio que essa é uma decisão individual. Mas, a ideia é derrotar esse fundo que ainda não está consolidado, pois precisa ter um lastro financeiro que não pode ser coberto apenas com a adesão dos novos servidores concursados, ou com a antecipação de R$ 50 milhões da União, que são insuficientes frente às exigências de um fundo complementar com os objetivos do FUNPRESP. Será necessário, como propõe o Memorando UFMA, ampliar os tentáculos para os servidores que têm direito à aposentadoria integral e à paridade, propondo-lhes a  migração para esse novo sistema.

Vale enfatizar que o MEC foi um dos ministérios que mais contratou funcionários no último período, por outro lado, a adesão não atingiu nem 5% dos novos docentes e o prazo está se esgotando. Por isso, pensamos que é possível derrotar o FUNPRESP. E, por hora, a orientação é a NÃO ADESÃO.

A Diretoria

PROCON MARANHÃO NOTIFICA POSTOS POR AUMENTO ABUSIVO DA GASOLINA

A Gerência de Proteção e Defesa do Consumidor do Maranhão (Procon-MA) notificou, esta semana, o Sindicato dos Revendedores de Combustível do Estado do Maranhão (Sindicomb-Ma) por causa de aumento abusivo no preço de combustíveis em postos de gasolina. O Procon-MA é vinculado à Secretaria de Direitos Humanos e Participação Popular (SEDIHPOP).

A medida foi definida depois do Governo Federal anunciar impostos mais altos sobre gasolina e diesel nas refinarias. O aumento esperado era de no máximo R$ 0,22 (vinte e dois centavos) para a gasolina e R$ 0,15 (quinze centavos) para o diesel. No entanto, os postos do estado já praticam valores com reajuste superiores a R$ 0,50 (cinquenta centavos).

De acordo com o Diretor do Procon, Duarte Júnior, a notificação tem amparo no Código de Defesa do Consumidor e tem o objetivo de proteger os consumidores maranhenses, em acordo com as determinações do governador Flávio Dino.

“Estabelecemos um prazo de 48 horas para que a situação seja regularizada”, afirmou Duarte Júnior.  Caso os postos persistam com a comercialização de forma abusiva, o Procon do Maranhão aplicará sanções previstas em leis. 

Agência Secom

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

SARNEÍSTA SERÁ LÍDER DO GOVERNO FLÁVIO DINO NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

Deputado Rogério Cafeteira, ex-aliado de Roseana Sarney, defenderá o governo Flávio Dino
O deputado estadual (reeleito) Rogério Cafeteira (PSC), sobrinho do ex-governador Epitácio Cafeteira (PTB), terá uma posição de destaque na nova legislatura - ele foi escolhido para a liderança do governo Flávio Dino (PCdoB) na Assembleia Legislativa.

Ex-aliado da governadora Roseana Sarney (PMDB), o novo líder do governo comunista integra uma das famílias tradicionais do Maranhão que orbitavam em torno do oligarca José Sarney (PMDB).

Ao líder, cabe o papel de defender o governo dentro do parlamento, negociar as votações e fazer as articulações junto aos deputados.

O posicionamento de Cafeteira na liderança segue a diretriz do governador Flávio Dino de atrair todas as forças políticas para sua trincheira, incluindo ex-integrantes e dissidentes da oligarquia.

Com base nessa diretriz, a composição da mesa diretora da Assembleia Legislativa também contemplou outros membros da cota sarneísta, como os deputados Glalbert Cutrim, PRB (segunda vice-presidência), Edilázio Junior, PV (primeira secretaria) e César Pires, DEM (terceira secretaria).

César Pires chegou a ser líder do governo Roseana Sarney no último mandato.

O movimento de agregação do governador desembocou em absoluta tranquilidade para a eleição do candidato do Palácio dos Leões, Humberto Coutinho, à presidência da Assembleia Legislativa.

Coutinho foi eleito com os votos de 40 dos 42 deputados.

Não votaram nele apenas Andrea Murad (PMDB) e Sousa Neto (PTN), respectivamente, filha e genro do ex-super-secretário Ricardo Murad, cunhado de Roseana Sarney.

Andrea foi candidata a presidente da Assembleia Legislativa pela oposição e só obteve dois votos: o dela e o de Neto. Nem o deputado Adriano Sarney, filho de Zequinha Sarney, votou em Andrea.

Assim, Dino costurou uma vitória esmagadora no parlamento estadual, criando as condições para governar com a oposição humilhada.

SELETIVO PARA PROFESSORES TEM MAIS DE 19 MIL INSCRITOS

Mais de 19 mil professores fizeram a inscrição on-line para o seletivo simplificado, que vai contratar mil docentes temporários para a rede estadual de ensino. Na capital foram 5.782 matrículas e, em Imperatriz, a segunda maior regional do estado, 1.125 professores se inscreveram no seletivo.

Uma comissão da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) vai verificar se algum candidato deixou de entregar documentos ou se há duplicidade de inscrições. “Pode existir uma situação em que um professor tenha feito a inscrição para um determinado município, mas, se arrependeu e fez novamente, para outro município. Nesse caso será considerada a última inscrição”, disse o professor Williandickson Azevedo, secretário Adjunto de Gestão Institucional.

A análise de títulos, com digitação da pontuação de cada inscrito, está prevista para ser concluída no dia 12 (quinta-feira). No dia 13 (sexta-feira) será divulgada a lista de inscrições indeferidas. O prazo para recorrer, no caso de indeferimento, será de 48 horas, no endereço eletrônico: (http://www.educacao.ma.gov.br).   Os candidatos podem acompanhar todo o cronograma do seletivo, no site da Seduc, (http://www.educacao.ma.gov.br). O resultado final do seletivo será divulgado no dia 04 de março.

O seletivo tem o objetivo de suprir o déficit de professores na rede estadual e, assim, permitir que o ano letivo se inicie no dia 9 de março, com professores em sala de aula e sem prejuízo aos estudantes.

Agência Secom

domingo, 1 de fevereiro de 2015

PMDB E PT: UM CASAMENTO EM CRISE

Comandando o Senado, Renan Calheiros e o PMDB vão dar dor de cabeça à presidente Dilma
A eleição para a presidência das duas casas legislativas mostrou um descolamento do PMDB da base do governo, pelo menos na Câmara dos Deputados.

Eleito presidente, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) impôs uma derrota ao candidato do Palácio do Planalto, Arlindo Chinaglia (PT-SP), o preferido da presidente Dilma Roussef.

No Senado, a reeleição de Renan Calheiros atendeu aos interesses do governo e do PT, configurando mais uma opção do petismo pelo pior PMDB possível.

A votação deste domingo aponta, sobretudo, a quebra do pacto de fidelidade total entre o PT e o PMDB. O casamento está em crise.

Na era Lula e no primeiro mandato de Dilma, petistas e peemedebistas costuraram uma aliança imbatível, vencedora em quase todos os embates.

Após a eleição presidencial de 2014, com todas as turbulências partidárias e o crescimento inesperado do tucano Aécio Neves, o PMDB mudou os planos.

Os peemedebistas trocaram a fidelidade permanente pela sinceridade sucessiva. A cada eleição, uma votação, incluindo traição.

A vitória do PMDB nas duas casas legislativas vai custar caro ao PT e ao governo. Controlando a Câmara e o Senado, Eduardo Cunha e Renan Calheiros cobrarão faturas altíssimas ao governo.

Depois da poltrona presidencial, Cunha e Calheiros estão sentados nas duas cadeiras mais poderosas do país. 

Nas mãos deles estarão toda a pauta política do Brasil, até um eventual pedido de impeachment da presidente Dilma, caso as denúncias de corrupção ganhem corpo após o Carnaval.

Enfim, o PMDB ficou mais forte neste domingo e vai dar as cartas no governo, estendendo seus tentáculos até a sucessão de Dilma.

O principal recado deste domingo é que o PMDB pode ter candidatura própria ou apoiar o PSDB em 2018.

A votação de hoje é um pedido de divórcio.

DERROTA DE RENAN CALHEIROS É FUNDAMENTAL PARA O BRASIL

O Brasil não merece mais um mandato do PMDB de Renan e Sarney
O governo Dilma Roussef (PT) precisa dar uma demonstração mínima de recuperação ética, jogando todo o peso político para derrotar a candidatura de Renan Calheiros (PMDB) ao Senado.

Renan é representante do atraso, faz parte do grupo de José Sarney, figura execrável na política.

Símbolos do coronelismo e da corrupção, Renan & Sarney são as aves de rapina da velha política. Ambos precisam ser derrotados.

A eventual vitória de Renan será mais uma péssima demonstração de que o governo do PT não tem qualquer compromisso com a retomada de um projeto democrático para o Brasil.

Se o governo Dilma quiser, usa a força da máquina pública para impor uma derrota a Renan Calheiros, distribuindo cargos e favores aos parlamentares.

O Brasil precisa de um sinal de mudança, mínima que seja, para que o governo consiga produzir uma agenda positiva de médio prazo.

Com Renan Calheiros na presidência do Congresso, qualquer tentativa de reforma política será frustrada.

A eleição para a presidência da Câmara e do Senado é decisiva para o encaminhamento ou velório da reforma política, a mãe de todas as mudanças.

Com Renan no comando do Congresso, a reforma será enterrada, e o PT pode entrar, definitivamente, num poço sem fundo.