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domingo, 18 de janeiro de 2015

SHOW BeNdItOs MaLdItOS, COM TÁSSIA CAMPOS, HOMENAGEIA ÍCONES DA MPB

Com BeNdItOs MaLdItOS a cantora Tássia Campos faz uma homenagem aos gurus do inconformismo na música brasileira.

Uma ode à obra desses verdadeiros gênios da criação musical, que viveram a carreira sobre a corda bamba. O olhar desses artistas estava voltado, preferencialmente, para a elaboração da arte e não visavam ser apenas mais um ídolo de sucesso no mercado da indústria musical; isso não era a prioridade deles. Ainda assim cunharam uma obra de extrema beleza que alcança o imaginário de gerações.

BeNdItOs MaLdItOS é um sim à arte e uma indagação sobre a validade da excessiva exposição da arte à indústria cultural. Uma união de corações marginais em um show dedicado à obra de Sérgio Sampaio, Itamar Assumpção, Jards Macalé, Tom Zé e Luiz Melodia. No show, Tássia Campos contará com participações especiais de artistas que dialogam e flertam com a música dos malditos: Flávia Bittencourt, Fernanda Preta Afrôs e Marcos Magah.

Carreira

Tássia Campos é cantora, musicista e iniciou a carreira em 2006. A cantora nasceu e cresceu sob os sons do boi de zabumba do Mestre Leonardo no bairro da Liberdade, periferia de São Luís. Intérprete de voz suave e extremamente bem modulada, Tássia passeia entre o canto afinado e uma estética sonora arrojada diferenciada por seu timbre de voz único.

Tássia Campos já se apresentou em praticamente todas as casas de show de São Luís, incluindo shows que ela mesma produz. Em 2014, já participou de shows como Alma Feminina, no teatro Arthur Azevedo, do lançamento do CD “No Movimento”, da cantora Flávia Bittencourt, fez abertura do show do Moska pelo projeto MPB Petrobrás e do show Aos Nossos Mestres, ambos no Teatro Arthur Azevedo.

Nos anos anteriores, Tássia já participou por dois anos da Mostra SESC Guajajaras de Artes; foi vencedora do Prêmio Universidade FM 2011 na categoria Revelação e também se apresentou no mesmo evento. Por três anos também se apresentou no evento Eita Piquena Arteira, promovido pelo coletivo Afrôs.

Como o palco é encontro, Tássia já dividiu palco com diversos nomes como Ceumar, Celso Borges, Preto Nando, Alexandra Nicolas, Flávia Bittencourt, entre outros. Este ano foi lançado o disco "A palavra acesa de José Chagas" produzido por Zeca Baleiro e Celso Borges, onde a cantora canta uma faixa em dueto com Chico Saldanha.

Serviço:

O quê: Tássia Camapos e o show BeNdItOs MaLDiToS. Participações especiais: Flávia Bittencourt, Fernanda Preta Afrôs e Marcos Magah.

Onde: Amsterdam Music Pub. Rua Coronel Amorim, Lagoa da Jansen.

Quando: Quinta-feira (22/01), às 21:30h. Ingresso (pista): R$ 25,00. Mesa: R$ 110,00. Informações e reservas: 981640488. 

Realização: Satchmo Produções

sábado, 17 de janeiro de 2015

DAVI TELLES: O DESAFIO DE RECUPERAR A CAEMA

Davi Telles dialoga com o Corpo de Bombeiros para agilizar poços no sistema Paciência
Com déficit mensal de R$ 8 milhões e uma dívida superior a R$ 750 milhões, a Companhia de Saneamento Ambiental (Caema) é um dos maiores símbolos do descaso e sucateamento no Maranhão.

O novo presidente da companhia, advogado Davi Telles, concedeu entrevista ao blogue apresentando um panorama da situação financeira e administrativa do órgão, bem como as medidas que já estão sendo tomadas para enfrentar os principais desafios.

Além da grave situação financeira, a Caema está defasada em vários aspectos: equipamentos sucateados, atraso tecnológico, alta inadimplência, gestão travada e alto índice de desperdício.

“Das cerca de 550 mil unidades domiciliares, a Caema só possui hidrômetros em pouco mais de 130 mil”, revelou Telles.

Sobre a nova adutora do Italuis, obra abandonada pelo ex-secretário de Saúde Ricardo Murad, o novo presidente da Caema adverte: “é importante frisar que a nova adutora não resolve o problema de intermitência no fornecimento de água de São Luís.”

Para enfrentar os diversos problemas, o novo presidente já lançou o Programa de Combate a Perdas e vai concentrar esforços na vazão do Sistema Italuís, com uma elevatória no Km 22 da BR 135, visando melhorar o abastecimento de água na capital.

“Vamos trabalhar para que em dois anos e meio tenhamos o problema da intermitência totalmente resolvido. Mas em curto prazo algumas ações pontuais trarão alívio para vários bairros da capital”, afirmou o diretor, descartando qualquer iniciativa de privatizar a companhia. “A Caema pertence ao povo do Maranhão e continuará assim. A diferença é que em algum tempo será forte e motivo de orgulho para todos nós. Esse é um compromisso do governador Flávio Dino”, sentenciou.

Veja a entrevista:
 
Programa de Combate a Perdas é uma das prioridades na nova gestão da Caema
Blogue A Caema é estigmatizada pelo mau funcionamento e tem um conceito negativo junto à população. Responsável pelo saneamento ambiental, ela é uma das poluidoras dos mananciais. De que forma você recebeu o convite para dirigi-la?

Davi Telles - Tenho estado muito preocupado e, ao mesmo tempo, muito animado. Assumir a presidência de uma empresa com um déficit mensal na ordem de 8 milhões de reais e com uma dívida que pode atingir valor superior a R$ 750 milhões não poderia me gerar outro sentimento. A Caema vive uma tragédia financeira, dependendo de substanciais repasses a partir de recursos do Tesouro Estadual. Óbvio que o Estado não pode se furtar de subsidiar a Caema, mas, pela própria Lei Nacional de Saneamento, nós precisamos perseguir uma situação de lucratividade. Desse modo, posso dizer que recebi o convite do governador Flávio Dino como um enorme desafio.

Blogue – Como foi o processo de transição na companhia?

Davi Telles - Fomos recebidos duas vezes de maneira muito gentil pelo então presidente. Parte dos documentos que requeremos nos foram repassados. Mas só passei a frequentar a Caema efetivamente a partir do dia da posse.

Blogue – Qual a situação financeira da Caema?

Davi Telles - Além do déficit enorme e da dívida preocupante, aos quais já fiz referência, a Caema tem um índice alto de inadimplência (mais ou menos 20% do que fatura) e precisa atualizar e racionalizar seu cadastro para passar a faturar de modo adequado e arrecadar muito mais. Como muitos sabem, alguns estudos apontam que 60% da água tratada produzida pela companhia não se reverte em receita. Por isso mesmo, assinei nesta semana uma Portaria instituindo uma Comissão de Elaboração e Implantação do Programa de Combate a Perdas, cujas ações deverão contemplar desde um substancial processo de hidrometração e atualização do cadastro até, por exemplo, a automação do monitoramento dos nossos reservatórios. Das cerca de 550 mil unidades domiciliares, a Caema só possui hidrômetros em pouco mais de 130 mil. Há muitos caminhos comprovadamente exitosos a se seguir. Nós caminharemos por eles.

Blogue – Do ponto de vista administrativo, qual o cenário atual da Caema?

Davi Telles - A Caema possui excelentes quadros. Gente que formula soluções em altíssimo nível, mas as condições de trabalho são muito ruins. Do ponto de vista estrutural, um sucateamento total. Pelo lado administrativo, precisamos padronizar e modernizar processos e rotinas, racionalizar nosso organograma, investir em sistemas (tecnologia, inclusive) e muitos outros pontos.

Blogue – Em relação aos recursos humanos, como está a situação dos funcionários?

Davi Telles - A Caema tem mais de 2.100 funcionários, entre os quais 512 são cargos de chefia. Além disso, possui uma infinidade de trabalhadores terceirizados, situação esta que estamos estudando com muita atenção.

Blogue – Você pretende fazer auditoria nos atos administrativos da gestão anterior?
 
Reunião com o prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, buscando soluções para o abastecimento em todo o Maranhão.
Davi Telles - Por ser uma S/A, a Caema tem obrigação legal de se submeter todo ano a auditoria externa realizada por auditores independentes. Ocorre que há quatro anos os relatórios anuais são inconclusivos. Portanto, temos uma imposição fática e sistêmica de tonar possíveis as conclusões das auditorias. Para isso, instauraremos uma Comissão de Acompanhamento e Fornecimento de Subsídios para a Auditoria, uma vez que a Caema deixou de fornecer muitos elementos e de adequar procedimentos internos, o que contribuiu para a inexistência de conclusão dos últimos relatórios.

Blogue – No governo passado, a adutora do Italuis recebeu novos canos, com a promessa de resolver o problema do abastecimento de água. A obra não foi concluída. Você vai dar continuidade?

Davi Telles - Em primeiro lugar, é importante frisar que a nova adutora não resolve o problema de intermitência no fornecimento de água de São Luís. Criou-se uma expectativa artificial na população ludovicense de que este novo equipamento resolveria o problema histórico de falta d'água em São Luís, quando, na verdade, ele só deverá incrementar cerca de 200 litros por segundo na produção de água tratada. Ocorre que precisamos majorar pelo menos 1.000 l/s, segundo estudos de concepção. Porém, como também é amplamente sabido, a nova adutora poderá dar confiabilidade ao sistema ao evitar rompimentos. Para isso, teremos de resolver os diversos problemas deixados, como falhas com as soldas, ausência de projeto para a interligação com o trecho antigo, construção de passarelas para a população residente no Campo de Perizes, aprovação do 2° aditivo pela Caixa, definição do modo como lançaremos a ponte sobre o Estreito dos Mosquitos, entre alguns outros.

Blogue – Há denúncias sobre o desvio de canos que seriam utilizados na adutora. Os canos teriam sido desviados à altura da Vila Samara, no Campo de Perizes. Você já tomou conhecimento? Como vai proceder em relação a esse problema? Vai pedir uma investigação ou fazer auditoria?

Davi Telles - Estamos investigando essa situação com muita atenção e preocupação. A Moralidade Administrativa é princípio intransponível no Governo Flávio Dino. As responsabilidades serão devidamente apuradas.

Blogue – A população de São Luís é vítima de constantes interrupções no fornecimento de água. Alguns bairros convivem com absoluta falta de água. De que forma você pretende enfrentar esse problema?

Davi Telles - Como já disse, a nova adutora não resolverá este problema. Em verdade, a intermitência no abastecimento de água de São Luís está diretamente ligada ao nosso dramático nível de perdas e ao desperdício. Todos temos culpa, principalmente a Caema. Por isso, já tomamos as providências iniciais de lançamento do Programa de Combate a Perdas, o que inclui também a substituição dos pontos de estrangulamento da rede distribuidora. Além disso, precisaremos fazer a intervenção que verdadeiramente irá incrementar o abastecimento de água, qual seja, a obra de reforço de vazão do Sistema Italuís, com uma elevatória no Km 22 da BR 135. Estamos garantindo os recursos para a implementação dessas medidas. 

Blogue – Há um prazo para atenuar o sofrimento da população que convive diariamente com a interrupção no fornecimento de água?

Davi Telles - Estamos implementando outras medidas imediatas para atenuar a falta d'água em São Luís. Já estivemos, por exemplo, no Comando do Corpo de Bombeiros tentando agilizar a homologação da licitação para a construção de mais 6 (seis) poços no Sistema Paciência. Além disso, vamos começar a recuperar os poços avulsos da cidade, que não fazem parte de nenhum dos três sistemas (Italuís, Sacavém e Paciência). Em outras cidades também já começamos a recuperar poços, como em Coroatá, que teve uma sensível melhoria no abastecimento ao recuperarmos alguns poços do sistema.

Blogue – Além do Italuis, como você encontrou os outros componentes do sistema de abastecimento. Já tem um diagnóstico?

Davi Telles - Os nossos sistemas estão tristemente sucateados. Teremos de recuperar os equipamentos de muitos sistemas. Para resumir, teremos de passar a pronunciar e executar algo primordial: investimento! É terrível ir, por exemplo, ao Sacavém e constatar a situação de precariedade de equipamentos básicos. A situação do Sacavém também é muito preocupante do ponto de vista ambiental. Já nos reunimos com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente para tratar do assunto e tomar medidas conjuntas. Vamos trabalhar para que em dois anos e meio tenhamos o problema da intermitência totalmente resolvido. Mas em curto prazo algumas ações pontuais trarão alívio para vários bairros da capital.

Blogue – A Caema já foi condenada a despoluir os rios da ilha de São Luís, mas não cumpriu as determinações judiciais. Como você vai proceder em relação às decisões no âmbito jurídico?

Davi Telles - Decisão judicial deve ser cumprida. Temos estabelecido um diálogo institucional para explicar, de maneira transparente, a situação exata da Caema para todo o Sistema de Justiça. A Justiça e o Ministério Público estão sendo procurados.

Blogue – Os esgotos a céu aberto são outra marca da companhia. Como você pretende reverter esse quadro?

Davi Telles - Estamos procurando desobstruir todos os entraves relativos às obras de Esgotamento Sanitário dos 6 (seis) sistemas de coleta e tratamento de esgotos de São Luís. Com exceção do Sistema Vinhais, todos possuem graves óbices no andamento das obras. Temos nos reunido com todos os envolvidos e encaminhado soluções urgentes para o destravamento desses óbices. Essa é uma determinação muito clara do governador Flávio Dino. São Luís trata, na prática, cerca de 5% do esgoto que produz. Isso é quase medieval. Pretendemos encerrar nossa gestão com um percentual bastante superior a esse, garantindo condições de balneabilidade às nossas praias e possibilidade de despoluição dos nossos rios.

Blogue – De onde virão os recursos para resolver os problemas do abastecimento d’água?

Davi Telles - De diversas fontes. Estamos acessando todas as modalidades de financiamento disponíveis.

Blogue – E qual a fonte de investimentos para reduzir os esgotos a céu aberto?

Davi Telles - Nesse caso são do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do governo federal.

Blogue – No governo anterior, havia uma sinalização para sucatear a Caema e privatizá-la. A privatização seria uma solução?

Davi Telles - A Caema pertence ao povo do Maranhão e continuará assim. A diferença é que em algum tempo será forte e motivo de orgulho para todos nós. Esse é um compromisso do governador Flávio Dino.

Blogue – Caso a companhia não seja privatizada, você pretende implantar parcerias público-privadas (PPPs) para agilizar soluções na companhia?

Davi Telles - Temos um arsenal de investimentos públicos para fazer de imediato, principalmente no Água Para Todos (começa pelas 30 cidades de menor IDH), nas cidades estratégicas (como Imperatriz, Santa Inês e Açailândia) e ainda para São Luís. Mas temos um Maranhão inteiro para abastecer. Essas definições virão com o tempo.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

FUNDAÇÃO JOSÉ SARNEY: PRIVATIZAÇÃO JÁ!

O governo do Maranhão precisa tomar providências urgentes para dar fim ao gasto de dinheiro público na manutenção da Fundação da Memória Republicana, instalada no Convento das Mercês, onde estão guardados documentos, homenagens e presentes recebidos por José Sarney no período em que foi presidente da República (1985-1990).

A fundação abriga também o mausoléu que servirá de túmulo a José Sarney.

Desde a sua estatização, em 2011, a fundação custou R$ 8,1 milhões ao governo do Maranhão.
Ótimo lugar para instalar faculdades de Filosofia, História e Arquitetura
Não faz qualquer sentido continuar a mantê-la. O ideal é que seja privatizada, como acontece em vários outros estados, a partir da iniciativa de empresas interessadas na guarda e conservação de documentos históricos.

O memorial e o mausoléu, longe de serem lastros históricos da República, são referências do culto à personalidade do ex-presidente.

Diante da situação financeira do Maranhão, saqueado durante cinco décadas, a manutenção da fundação é uma agressão aos contribuintes e à maioria da população.

Há outras utilidades nobres para o belo prédio do Convento das Mercês. Poderia ser utilizado pelo curso de História ou de Arquitetura da UEMA, por exemplo.

A Fundação da Memória Republicana é um peso no orçamento do Maranhão, um desperdício de dinheiro público e não tem qualquer sentido mantê-la utilizando recursos tão necessários em outras áreas.

Privatizá-la é uma decisão necessária, urgente e sensata. Outra saída seria a devolução do acervo ao ex-presidente José Sarney, para que ele utilize como quiser.
Sala secreta no Convento das Mercês abriga quadros com motivação religiosa das famílias Sarney e Lobão
Um dos cômodos da fundação motivou escândalo na mídia nacional, quando foram reveladas as pinturas retratando o ex-presidente e seus filhos com motivações religiosas: bispos, padres, freiras etc.

Homem afortunado, o que não falta a José Sarney é dinheiro para montar um museu privado onde possa se admirar todos os dias.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

GOVERNO DIALOGA COM REPRESENTANTES DO CAJUEIRO, AMEAÇADOS POR MILÍCIA PRIVADA

Moradores do Cajueiro e representantes de várias secretarias do governo buscam solução
Com o objetivo de tornar efetivo o decreto do governador Flávio Dino que revogou a desapropriação de terras do Cajueiro, na zona rural de São Luís, representantes do poder público estadual iniciaram o diálogo com membros da comunidade, poder legislativo e sociedade civil.

Durante o encontro, foram definidas ações para assegurar o direito à propriedade e segurança dos moradores da área, assim como a preservação do meio ambiente e o respeito à etnia e ao exercício dos cultos das religiões de matriz africana. As ações do estado foram definidas de forma conjunta pelas secretarias de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular, Segurança Pública, Cidades, Igualdade Racial e Ciência e Tecnologia.

O secretário de Direitos Humanos e Participação Popular, Francisco Gonçalves, destacou a importância do trabalho intersetorial. “O governo irá trabalhar de forma integrada. A ação conjunta das secretarias dá celeridade ao encaminhamento dos processos e demonstra o compromisso do governo com as questões que envolvem os direitos humanos”, disse.

Atualmente, 350 famílias moram no Cajueiro. De acordo com os relatos dos presentes, existe uma série de conflitos que precisam de intervenções imediatas do Estado. O primeiro deles diz respeito aos abusos cometidos pela milícia armada ilegal que derrubou dezenove casas no mês de dezembro.

O grupo está vigiando a comunidade e impediu a realização de atividades de autosustento como a pesca e a agricultura. As ações de abuso de poder na região tiveram início a partir da liberação da construção de um porto na área.

O secretário de Segurança, Jefferson Portela, acompanhou a reunião. “Irei pessoalmente comandar a retirada da milícia armada ilegal, com o aparato de segurança pública para tomar as ações legais cabíveis e assim possamos resolver o conflito existente”, disse.

Outras instituições como a Defensoria Pública do Estado do Maranhão e a Comissão de Meio Ambiente e de Regularização Fundiária da Câmara Municipal de São Luís estão empenhadas com a causa.

Durante a reunião, o defensor público estadual Alberto Guilherme Silva entregou ao secretário Francisco Gonçalves duas ações impetradas pela Defensoria ao Poder Judiciário pedindo a suspensão dos processos de licenciamento ambiental, bem como a declaração de inviabilidade do projeto face a localização do mesmo em confronto com a Lei de Zoneamento de São Luís.

A presidente da comissão da Câmara de Vereadores, Rose Sales, (PCdoB), que acompanha os conflitos existentes na zona rural, agradeceu o empenho do governo e destacou a luta que a comunidade vinha tendo em busca de um diálogo com a antiga gestão para ações concretas.   

Entre as primeiras ações a serem executadas a partir da reunião desta quarta está a criação de um Comitê Interinstitucional com os entes presentes na reunião e demais instituições envolvidas; visita à comunidade; elaboração de nota técnica e relatório de toda a situação a serem encaminhados ao Governo do Estado; encaminhamento das demandas da comunidade; reunião com a Secretaria de Meio Ambiente; e recomposição do grupo de trabalho integrado.

Ficou ainda agendada uma nova reunião para a próxima sexta-feira (16), às 16h na Secretaria de Direitos Humanos para avaliar as ações realizadas e definir novos encaminhamentos. Para o presidente da Associação de Moradores do Cajueiro, Davi de Jesus Sá, esse momento era esperado por todos. “Nós aguardamos o apoio dessa gestão e a reunião de hoje devolve nossas esperanças”, comemorou.

Para o advogado da Comissão da Pastoral da Terra, Rafael Silva, deve ser repensado o modelo de desenvolvimento para o estado, pois ele não pode vir às custas da vida das pessoas e da perda de seus direitos. De acordo com o advogado, o que aconteceu no Cajueiro é uma amostra dos problemas por posse de terra no Maranhão.

“Segundo dados da Comissão Pastoral da Terra Brasil de 2013, o Maranhão é o primeiro estado no ranking de pessoas ameaçadas de morte, 22% dos maranhenses tem hoje suas vidas ameaçadas e somos o primeiro também em conflitos de terra”, disse.

HISTÓRICO

No último dia 12, o governador Flavio Dino revogou o decreto da gestão anterior que desapropriava a área da comunidade Cajueiro, na zona rural de São Luís. Com a decisão do governador em revogar o dispositivo, os efeitos do Decreto nº 30.610/2014 foram anulados. A medida também determina a realização de estudos socioambientais dos impactos da construção do terminal portuário na região.

Mesmo depois da medida, a comunidade denunciou que uma série de abusos continuaram a ocorrer, por isso a mobilização dos gestores estaduais durante esta quarta-feira, especialmente na área da segurança, que teve a presença do titular da pasta, Jefferson Portela.

“A comunidade relatou que permanece sob as ameaças de jagunços. De imediato viemos com toda a estrutura de segurança para cá, para garantir a efetiva prestação da segurança pública. Nós não aceitaremos o uso da força criminosa contra nenhuma população, contra nenhuma pessoa no estado do Maranhão”, afirmou o secretário.


Com a reunião, a comitiva, além de assegurar a presença mais efetiva da polícia para proteger a população, abriu os procedimentos para apurar todas as denúncias recebidas. Na agenda de diálogo com o Executivo, a comunidade terá reunião, na manhã desta quinta-feira (15), na Secretaria de Meio Ambiente, para pedir a revogação licença prévia ambiental concedida pela gestão anterior à empresa que se instalaria no local.

Agência Secom / Foto: Francisco Campos

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

ZERO NA REDAÇÃO DO ENEM: DE QUEM É A CULPA?

O resultado da prova de redação no Enem é assustador. Mais de meio milhão de candidatos tiveram as provas anuladas, segundo o Ministério da Educação.

Foram 529.374 concorrentes com nota zero, do total de 6.193.564 que compareceram às provas em 2014.

Dos 529.374 zerados na redação, o erro mais comum foi “fuga do tema”, que reprovou 217.339 estudantes.

Ou seja, os concorrentes não conseguiram concentrar a escrita no tema proposto, revelando falta de foco ou desconhecimento do conteúdo sugerido – publicidade infantil.

É muito estranho que quase a metade do total de reprovados não tenha conseguido escrever sobre publicidade, considerando que passam boa parte do tempo diante da TV ou na internet, bombardeados por apelos publicitários de todos os tipos.

Não só assistem aos anúncios publicitários, como também consomem os produtos ofertados, mas não conseguem escrever sobre publicidade infantil.

É um sinal de que não refletem sobre o que vêem. Consumidores compulsivos dos anúncios publicitários, os estudantes não conseguem elaborar um conceito ou uma crítica diante daquilo a que estão expostos.

Quanto mais informação temos sobre o mundo, através dos meios de comunicação, menos entendemos a realidade. Esse parece ser o cenário da vida hipermidiática.

A publicidade, algo tão entranhado no cotidiano das pessoas, não é focada pelos estudantes no ato de redigir um texto.

O ministro da Educação, Cid Gomes, disse que o tema de 2014 – publicidade infantil – tornou a prova difícil. Para Gomes, tema bom foi o de 2013 – Lei Seca.

A explicação do ministro foi pior que o desempenho dos concorrentes.

Quer dizer então que, para melhorar a nota na redação, tem de rebaixar o tema para algo mais fácil?!

Com um ministro desse, precisamos enumerar os outros culpados. Acima de tudo, está o descaso histórico com a Educação, refletido, na ponta, nos baixos salários dos professores, nas escolas improvisadas, sem material didático adequado e centenas de etc.

A carreira de professor, do ensino básico ao superior, é uma lástima. Não haverá futuro educacional no Brasil enquanto os docentes forem tratados com tanto desprezo.

Este não é um problema exclusivo do PT, é um conjunto de equívocos historicamente praticados em todos os governos. Do petismo, porém, esperava-se muito mais empenho na Educação.

Em 12 anos de PT no poder, a presidente Dilma Roussef resumiu-se ao Pronatec, palavra mágica da disputa eleitoral.

É óbvio que o Pronatec ajuda muita gente, mas, e o resto? Quando e como o Brasil sairá desse obscurantismo educacional?

Mais de meio milhão de zeros na redação do Enem é uma estatística preocupante.

O MEC precisa se debruçar sobre essas redações fora do tema.

Veja AQUI os erros mais comuns das provas anuladas no Enem.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

LUIS FERNANDO SILVA DE VOLTA AOS LEÕES

O supersecretário Marcio Jerry, o vice-governador Carlos Brandão e Luis Fernando, em visita ao governador Flávio Dino
Primeiro candidato da oligarquia Sarney ao governo do Maranhão em 2014, Luís Fernando Silva (PMDB) fez uma visita ao governador Flávio Dino (PCdoB), que apresentou ao colega os principais projetos em andamento e a serem implantados para o crescimento econômico do estado.

Ex-prefeito com uma administração bem sucedida em São José de Ribamar, Luís Fernando foi defenestrado da candidatura ao governo e substituído por Edinho Lobão (PMDB), em meio a uma crise de interesses políticos e financeiros no núcleo duro da oligarquia.

Ser trocado por Edinho Lobão foi doloroso para Luís Fernando, muito mais preparado e equilibrado que seu sucessor, cujo currículo era apenas a suplência do pai senador - Edison Lobão (PMDB).

2016 À VISTA

Políticos não fazem visitas de cortesia nem conversam amenidades. A ida de Luís Fernando ao Palácio dos Leões é uma demonstração de que Flávio Dino pretende dialogar com todas as forças políticas convergentes no projeto de mudança.

É cedo para fazer especulações, mas é sabido que Luís Fernando tem recall administrativo em São José de Ribamar que pode torná-lo competitivo na eleição para prefeito de São Luís em 2016.

Preferido do Palácio dos Leões, o prefeito Edivaldo Holanda Junior (PTC) enfrenta um cenário dificílimo para a reeleição. Quase impossível, se a disputa fosse hoje.

A vitória de Holanda Junior em 2016 depende do empenho total do governador Flávio Dino, que não pode começar sua longa caminhada perdendo a eleição na capital.

Nesse sentido, a visita de Luís Fernando pode ser vista como o começo de um diálogo para tirá-lo do caminho da reeleição do prefeito.

Dino já fez vários movimentos nesse sentido, nomeando para o seu secretariado potenciais adversários de Holanda Junior, como Bira do Pindaré (PSB) e Neto Evangelista (PSDB).

A deputada federal Eliziane Gama (PPS) já parece dominada.

Agora Dino conversa com Luís Fernando, cuja fama de bom gestor em São José de Ribamar contaminou a população de São Luís.

A gestão de Luis Fernando em Ribamar destoou da quase totalidade das prefeituras do Maranhão, onde a regra é a barbárie.

Sem Eliziane Gama na disputa, Luis Fernando passa a ser a maior ameaça à reeleição de Holanda Junior.

TROCA DE ELOGIOS

No release distribuído pela Secretaria de Comunicação do Governo do Estado, o visitante do Palácio dos Leões elogiou as iniciativas que foram instituídas já na primeira quinzena de governo Dino.

“Conheci os projetos e discutimos sobre o presente e sobre o futuro do Maranhão. Depois de tudo o que vi, estou otimista sobre este novo momento e vejo que o governador Flávio Dino faz um esforço gigantesco para que as dificuldades sociais e econômicas de grande parte da população sejam superadas”, afirmou Luís Fernando.

Essa visita ao governador tem ingredientes de 2016. Se Holanda Junior não se recuperar, Flávio Dino pode ter outras cartas na manga.

Foto/ Nael Reis / Agência Secom

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

DROPS DO ED WILSON

FANTASMAS

Blogs alinhados ao governador Flávio Dino (PCdoB) denunciam que a máquina administrativa está repleta de fantasmas e esqueletos da oligarquia Sarney, ocupando cargos comissionados e posições estratégicas em diversas secretarias. Os blogueiros reivindicam do governo um pente fino para limpar a administração e contemplar os aliados que ajudaram os comunistas na campanha e são qualificados para ocupar funções.

DESABAFO DE MARTA I

A senadora Marta Suplicy (PT) disse muitas verdades na entrevista ao jornal O Estado de São Paulo. Se o PT não mudar, vai acabar. O diagnóstico não é só dela. A direção nacional sabe disso. O problema é a saída. Em 12 anos no poder, o partido inchou e está impregnado de corruptos. Fala-se até em refundação do partido, expurgando a banda podre.

DESABAFO DE MARTA II

A entrevista revela também o PT dividido entre dois grandes grupos: lulistas e dilmistas. No segundo mandato, Dilma Roussef defenestrou do Palácio do Planalto os olhos e ouvidos de Lula – o ex-ministro Gilberto Carvalho. Articuladora do “Volta, Lula”, movimento interno para que o ex-presidente fosse candidato em 2014, Marta parece um pote até aqui de mágoas com Dilma.

BAIXA

O professor Carlos Leen Santiago, dirigente do PSOL de Imperatriz e membro do diretório estadual, pediu desfiliação do partido. Leen vai assumir a coordenação política do mandato do vereador tocantino Adonilson Lima (PCdoB), que assumiu a vaga na Câmara de Imperatriz, após a eleição de Marco Aurélio (PCdoB) a deputado estadual.

ALTA

Enquanto Carlos Leen Santiago deixa o PSOL para ocupar uma posição estratégica no mandato do comunista Adonilson Lima em Imperatriz, outros expoentes do partido vêm acentuando as críticas ao governo Flávio Dino (PCdoB). Atiradores qualificados, os psolistas radicais vêm sendo agendados nos jornais e blogs anti-dinistas.

CINERAMA

O projeto Cinerama está com inscrições abertas para o concurso de argumentos. 10 argumentos serão selecionados e transformados em roteiros que darão origem aos curtas-metragens que serão filmados ainda em 2015. Os cinco melhores argumentos receberão uma premiação de R$ 1.000,00. Interessados podem se inscrever até 30 de janeiro. Regulamento e maiores informações estão disponíveis no site www.projetocinerama.com.br.