segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

DELEGADOS DO PT VÃO DECIDIR A POSIÇÃO DO PARTIDO NAS ELEIÇÕES DE 2010

O encontro estadual do PT maranhense, previsto para março, vai dar a palavra final sobre as eleições deste ano.

A decisão está nas mãos dos 175 delegados (veja abaixo) escolhidos pelas chapas que concorreram no Processo de Eleição Direta (PED), realizado em dezembro de 2009.

O número de delegados é proporcional à votação das chapas no PED.

Várias posições são defendidas por distintas tendências petistas.

A mais forte é a aliança com o PC do B, tendo o deputado federal Flavio Dino candidato a governador e o PT indicando o(a) vice.

Esta aliança completa-se com o PSB, controlado pelo ex-governador José Reinaldo Tavares.

Setores do PT defendem a inclusão de Bira do Pindaré na chapa do Senado.

Ocorre que esta equação tem o obstáculo da candidatura de José Reinaldo (PSB). O ex-governador quer um só nome ao Senado – o dele – para disputar a chamada segunda vaga.

A primeira é dada como certa para o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB), na chapa de Roseana Sarney.

Há quem defenda também a aliança do PT com o PMDB, posição assumida pelo deputado federal Washington Oliveira, mas sem consenso no seu próprio grupo.

Nesse cenário, Washington é cogitado para formar chapa com Lobão e até para vice-governador de Roseana.

Articulações do PT nacional com o grupo Sarney tentaram, em vão, fazer de Flavio Dino o candidato ao Senado com Lobão.

Dino não topa de jeito nenhum, mas Oliveira quer.

Quase ninguém no PT cogita aliança com o ex-governador Jackson Lago (PDT), em parceria com o PSDB.

No encontro de março, a hipótese ainda menos provável é a candidatura própria do PT.

Veja as chapas com seus respectivos líderes e número de delegados.

CHAPA E NÚMERO DE DELEGADOS

Augusto Lobato: 16

Bira do Pindaré: 29

Domingos Dutra: 36

Edmilson Carneiro: 17

Fransuíla Lopes: 09

Raimundo Monteiro: 54

Rodrigo Comerciário: 14

TOTAL: 175

domingo, 7 de fevereiro de 2010

POEMA PARA ABRIR A SEMANA


TRANSE

Eduardo Julio *

dias que não se fecham

eu queria dizer-te

pássaro

para ficar sobre tudo

pleno

com teu corpo ao lado

pensando um vôo

* Poeta e jornalista

sábado, 6 de fevereiro de 2010

REENCONTRO NA DIÁSPORA MARANHENSE


No barco São Francisco de Assis, um dos muitos que percorrem os rios da Amazônia, viajam de Belém para Macapá (AP) os irmãos Miriam Ribeiro da Silva e Francisco Ribeiro da Silva.

Oriundos de uma família de dez irmãos, os dois não se viam há 20 anos. Miriam nasceu no povoado Lagoa do Angico, em Paulo Ramos, município do oeste maranhense.

Ela viveu até os 14 anos em Angico, mudou-se para Bacabal e depois ao Amapá – o destino de centenas de maranhenses que partem dos portos de Belém (PA).

Miriam mora em Macapá há 12 anos, acompanhando o marido, este já convidado por outro maranhense para trabalhar de pedreiro no norte.

Dos dez irmãos da família Ribeiro Silva, oito estão em Rondon e outro em Rurópolis, ambos municípios paraenses. No Maranhão só ficou o mais novo.

Segundo Francisco e Miriam, todos os irmãos trabalham na roça, “no roço da juquira”, especificam.

REENCONTRO – Francisco tem 39 anos. Queixa-se de febre e moleza no corpo, enquanto contempla o deslizar da embarcação no final da tarde.

Nasceu em Santa Quitéria, no Ceará, mas logo aos três meses mudou-se com os pais cearenses para o Maranhão.

Morou em Lago da Pedra, Paulo Ramos e Buriticupu. Depois, em Rondon do Pará, onde finalmente foi contatado pela irmã Miriam.

“Vou para Macapá ver se arranjo um emprego porque em Rondon tá ruim. Quero um serviço melhor para cá”, espera, apontando a proa do barco que corta o rio Amazonas quando surge a lua cheia.

Separado, com uma filha de um ano e oito meses, Francisco trabalhou a vida inteira na roça. Em Rondon atuou em um criatório de peixe, mas abandonou tudo para aventurar-se no Amapá.

As tentativas de reencontro dos irmãos partiram dos dois lados.

Francisco telefonou para Macapá, descobriu o número de uma rádio, deixou recado na emissora, mas nunca conseguiu falar com a irmã.

As tentativas de Miriam foram mais consistentes, recorrendo a um antigo meio de comunicação – a carta.

“Sempre mandava cartas para minha mãe e meus vizinhos, no interior onde eu nasci, lá no Maranhão. Passei 11 anos fazendo as cartas, duas vezes por ano, até que um dia eu consegui localizar ele. Eu nunca tinha perdido a esperança. Foi emocionante. Quando aconteceu quase eu não acredito”, comemorou Miriam.

O irmão, que já havia desistido, celebrou: “Fiquei feliz demais, uma alegria muito grande. Dei meio mundo de abraços nela. Eu não tinha mais esperança de encontrar a Miriam.”

Ele viu pela primeira vez sua sobrinha, filha de Miriam, de 12 anos (ao centro na foto). “Agora eu vou com vocês, ver se consigo um serviço bom pra lá, para viver melhor”, persevera.

Francisco impressiona-se diante do “meio mundo d’água” na Amazônia e com os ribeirinhos remando rápido as canoas para receber doações de roupas e alimentos jogadas em sacos plásticos do alto dos barcos grandes.

A saga dos Silva recomeça na travessia do Amazonas. “Quero uma vida melhor para lá”, disse Francisco, na popa do barco, respirando um ar puro inspirador.

Naquele instante, ele parecia livre da roça, do latifúndio e do mandonismo político que o escravizaram mais da metade da vida.

Do Maranhão ao Pará, até o Amapá, pouca coisa mudou nos últimos 40 anos. Mandam os mesmos.

O prefeito macapaense, Roberto Góes (PDT), é sobrinho do governador amapaense Waldez Góes (PDT), reeleito em 2006 com 53,69% dos votos. Destes, é aliado o senador José Sarney (PMDB).

A oposição, que já governou o estado, é da família Capiberibe (PSB), cujos métodos de mandonismo pouco diferem dos Góes.

É neste ambiente que Francisco só pensa em melhorar de vida. Tomara que dê sorte.

FLUXO - Os maranhenses foram atraídos ao norte no final da década de 60, para trabalhar no projeto Jari e no garimpo. Aos poucos fixaram residência e chamaram os parentes. Até hoje o fluxo de maranhenses ao Amapá é grande.

Nas embarcações que partem de Belém é comum encontrar pessoas de várias regiões do Maranhão cujas teias familiares estendem-se até Macapá.

FOTO: Francisco vê pela primeira vez a sobrinha, de 12 anos, e reencontra a irmã Miriam

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

POSSE NO PT

O presidente eleito do PT de São Luís, Fernando Silva, toma posse quinta-feira 11, em cerimônia que terá a participação de militantes e dirigentes do petismo, representantes dos movimentos sociais e outros parceiros.

Fernando Silva coordenará as articulações do PT para a eleição à Prefeitura de São Luís em 2012. Além do presidente, serão empossados os integrantes do diretório da capital.

A cerimônia será realizada na sede do Sindicato dos Bancários (rua do Sol – Centro). O presidente eleito do diretório estadual, Raimundo Monteiro, vai prestigiar a posse de Fernando no diretório de São Luís.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

CELSO BORGES LANÇA "BELLE EPOQUE"


Nesta quinta 4, o poeta e jornalista Celso Borges faz o lançamento de seu novo livro, "Belle Epoque", às 19 horas, no cine Praia Grande.

Para animar a festa, haverá performances e show de rock contemporâneo.

domingo, 31 de janeiro de 2010

DOMINGO COM MAIAKÓVSKI


E ENTÃO, QUE QUEREIS?

Fiz ranger as folhas de jornal

abrindo-lhes as pálpebras piscantes.

E logo

de cada fronteira distante

subiu um cheiro de pólvora

perseguindo-me até em casa.

Nestes últimos vinte anos

nada de novo há

no rugir das tempestades.

Não estamos alegres,

é certo,

mas também por que razão

haveríamos de ficar tristes?

O mar da história

é agitado.

As ameaças

e as guerras

havemos de atravessá-las,

rompê-las ao meio,

cortando-as

como uma quilha corta

as ondas.

Maiakóvski

sábado, 30 de janeiro de 2010

COMUNISTAS DIVULGAM CARTA AO POVO DO MARANHÃO


Pré-candidato a governador do Maranhão, o deputado federal Flavio Dino (PC do B) percorreu várias entidades do movimento sindical, igrejas e a OAB para divulgar uma carta na qual faz uma breve síntese da situação do Maranhão e conclama as forças progressistas à unidade em torno de um projeto de desenvolvimento.

O texto acautela-se sobre a definição do nome de Flavio Dino como candidato a governador, devido à legislação eleitoral. Na sede da CUT, o deputado reuniu-se com vários dirigentes que lhe manifestaram apoio.

A foto é de Marlon Henrique. Abaixo, o texto.

CARTA DO PC do B AO POVO DO MARANHÃO

“Fé na vida, fé no homem, fé no que virá”

Ao longo da história do nosso Partido, sempre estivemos em busca dos mesmos objetivos: desenvolver o Brasil, com soberania e justiça social. Do mesmo modo, temos muita fé no Maranhão. Não nos conformamos com a amarga contradição que marca a nossa realidade: temos rios, mar, campos, terras férteis, povo trabalhador e empresários empreendedores; mas mesmo assim nosso estado ocupa o último lugar em desenvolvimento e convivemos com injustificáveis níveis de pobreza e exclusão social.

Essa situação é tão forte que às vezes parece invencível. Mas isso não é verdade. Nós não precisamos e não devemos nos conformar com essa realidade. O governo Lula deu o exemplo e mostrou ao Brasil e ao mundo que é possível, sim, mudar, diminuir a pobreza e ao mesmo tempo gerar desenvolvimento. Queremos fazer no Maranhão o que Lula está fazendo no Brasil.

Hoje o Maranhão quer mudanças, que nos permitam olhar para frente, com esperança, com otimismo, confiantes de que estamos no caminho certo em direção a um futuro melhor para nossas famílias. Mudança para valer, que transforme o nosso imenso potencial humano e natural em prosperidade para todos.

O Maranhão precisa de um novo projeto de desenvolvimento, aberto a todos, que aproveite o que há de melhor na capacidade criativa dos nossos trabalhadores, dos nossos empresários, da nossa comunidade acadêmica, para gerar novas soluções para antigos problemas, priorizando os mais pobres, os pequenos, os tradicionalmente esquecidos, com honestidade e participação popular.

Esse projeto será obra de um grande movimento das forças políticas progressistas, da sociedade civil, de todos os homens e mulheres de boa vontade. Há um chamado para que não apenas viremos a página da história, mas escrevamos um novo livro: o livro do Maranhão forte, democrático, justo e desenvolvido.

Por isso, conclamamos todas as forças que querem transformar o nosso estado para melhor a se unirem em defesa do Maranhão.

Façamos um amplo debate político, visando à elaboração coletiva de uma proposta capaz de mudar o Maranhão. E mobilizemos todo o povo para a grande tarefa que a história nos desafia a desempenhar.

São Luís, 27 de janeiro de 2010.

Comissão Política Estadual do PC do B no Maranhão