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domingo, 21 de dezembro de 2014

UFMA 2015: DISPUTA PELA REITORIA JÁ COMEÇOU

Nos bastidores da UFMA, é intensa a movimentação dos pré-candidatos à sucessão do reitor Natalino Salgado Filho. Depois de sondar alguns professores, o reitor definiu-se pela diretora do CCBS (Centro de Ciências Biológicas e da Saúde), Nair Portela, irmã do futuro secretário de Estado da Segurança, Jeferson Portela, filiado ao PCdoB.
O reitor Natalino pretende passar o bastão para Nair Portela
Indiretamente, a candidatura de Nair Portela é uma forma de aproximação entre o reitor Salgado e o PCdoB, legenda do governador eleito Flávio Dino.

Durante a campanha eleitoral de 2014, as instalações da UFMA foram cedidas à convenção hollywoodiana de Edinho Lobão (PMDB), candidato a governador da oligarquia Sarney, gerando constrangimento entre os demais partidos.

Outros nomes

O vice-reitor e professor do Departamento de Física, Antônio Oliveira, está na fila para ocupar a cadeira principal do campus do Bacanga.
Vice-reitor Antonio Oliveira vai disputar a reitoria sem o apoio de Natallino
Oliveira vai para a disputa confiante nos mais de 90% dos votos válidos que o elegeram vice-reitor em 2010, apesar de não ter tido o apoio do reeleito Natalino.

Ex-presidente da Fapema (2004-2009), o professor do Departamento de Engenharia da Eletricidade Sofiani Labidi movimenta-se rapidamente na pré-campanha.

O legado da Fapema, onde muitos professores obtêm financiamento para projetos de pesquisa e bolsas, é um recall de Labidi.
 
Na confraternização da Apruma, o presidente do sindicato Antonio Gonçalves entrega o presente sorteado ao reitorável Sofiani Labidi
Nos movimentos pré-eleitorais, ele chegou a surpreender a comunidade acadêmica, ao participar da confraternização de final de ano (2014) organizada pela Apruma.

Avesso ao movimento sindical combativo, Labidi até vestiu a camisa da entidade e posou para fotos com o presidente da Apruma, Antonio Gonçalves, que também comanda o PSOL no Maranhão.

Oposição

A maior ameaça ao projeto de poder do reitor Salgado é a professora Marizélia Ribeiro, do departamento de Medicina III.

Atuante no movimento sindical e simpática nos mais diversos segmentos da comunidade universitária, Ribeiro pode quebrar as bases do reitor no maior reduto de poder da UFMA – a área da Saúde – de onde saíram todos os ex-reitores desde 1996.

Nesse mesmo segmento há mais duas pré-candidaturas fortes: o professor do Departamento de Medicina II e presidente da Apruma Antonio Gonçalves e a professora Sirliane Paiva, do Departamento de Enfermagem, ex-candidata a reitora em 2010.

Existe ainda a possibilidade de candidatura da professora do Departaento de Serviço Social, Claudia Durans, do PSTU, que já disputou a eleição de 2010 e foi candidata à vice-presidência da República em 2014.
Claudia Durans na segunda disputa pela reitoria da UFMA
Além dos já citados, um grupo suprapartidário de professores, técnicos e alunos está se reunindo para discutir propostas e nomes visando disputar a Administração Superior da UFMA.

Vicejando 

Para a vice-reitoria, por enquanto é ventilado o nome do atual pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Fernando Carvalho, que demonstrava interesse pelo cargo de reitor, mas mudou de planos diante da preferência de Salgado por Nair Portela.

Até o momento, este é o quadro das pré-candidaturas. A eleição será realizada em junho 2015.

Serão seis meses intensos de campanha. A batalha já começou.

sábado, 20 de dezembro de 2014

DIPLOMAÇÃO: FLÁVIO DINO ENFATIZA COMBATE ÀS DESIGUALDADES SOCIAIS

Emoção na diplomação: defesa dos excluídos foi a tônica do discurso de Flávio Dino
De quem são e o que significam os diplomas entregues na tarde do dia 19 de dezembro de 2014, em São Luís, aos candidatos eleitos? Com esta reflexão, Flávio Dino (PCdoB) conduziu o discurso de diplomação para frisar que sua atuação como governador será em nome dos milhões de maranhenses que sofrem pela falta de assistência do Poder Público.

Eleito governador do Maranhão com 63,4% dos votos no primeiro turno, Flávio Dino fez seu primeiro pronunciamento oficial na Diplomação dos Eleitos organizada pelo Tribunal Regional Eleitoral. Para ele, o ato da diplomação marca a vontade de milhões de maranhenses esquecidos pelo Poder Público, e que devem ser lembrados em todas as ações do próximo governo.

Defendendo a superação das desigualdades refletidas nos índices sociais alarmantes como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), Dino afirmou que a diplomação não é um mero ato formal, mas um momento carregado de significados.

“Este diploma não é estático, mas é impregnado de vida. Do abraço que foi dado pela criança que encontramos na campanha, por aquela senhora que dizia que ora por nós. Este momento pertence aos mais humildes, aos esquecidos do Maranhão,” disse.

O foco no combate às desigualdades reflete o entendimento do próximo governador do Estado sobre as prioridades para o Maranhão. Segundo ele, o diploma materializa a missão “grandiosa que os eleitos têm pela frente”. Essa missão não é de autoridade, mas de promover a igualdade entre os maranhenses, disse emocionado.

Com o diploma, completou Flávio Dino, os eleitos estão investidos da missão de “ser servidor público, de servir ao povo, de não estar acima dos homens e das mulheres, mas estar junto a eles.”
Uma das metas a serem perseguidas cotidianamente é a fome, que ainda atinge metade dos maranhenses. Dados divulgados pelo PNAD esta semana revelaram que o Maranhão é o estado que possui o maior número de pessoas com insegurança alimentar. “Fome: palavra forte, aguda, cortante, mas que deve ser pronunciada para que lembremos sempre de nossa maior batalha. Essa é a missão que dá sentido maior a este momento”.

Além das desigualdades sociais, Flávio destacou o combate à corrupção e à reforma política que se colocam como temas centrais para atender aos clamores da sociedade, que esperam dos seus representantes políticos a representação “à altura do que os brasileiros merecem” e a prestação de serviços públicos de qualidade.

Acompanhado pela esposa Daniela Lima, Flávio Dino homenageou os seus familiares e se emocionou ao lembrar que seu pai, Sálvio Dino empenhou-se pessoalmente nas caminhadas, carreatas e ações da campanha. Dino citou ainda sua mãe, Rita Maria, e seus irmãos que acompanharam toda a cerimônia. O governador eleito agradeceu ainda aos parceiros de coligação e aos membros do TRE e servidores da Justiça que se empenharam para garantir eleições democráticas no estado.

E finalizou, emocionado: “Aproveito também para agradecer a generosidade do povo do Maranhão. Autenticamente sinto o peso das palavras que pronuncio e sinto peso das tarefas que nos foi incumbida. Junto com elas, sinto também coragem para enfrentar os desafios e por fim às desigualdades”.

PCdoB São Luís

Assessoria de Imprensa

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

SARNEY, O ARREPENDIDO; ROSEANA, A DESAPARECIDA AMEAÇADA

Não poderia ser mais decadente o fim dos mandatos do senador José Sarney (PMDB) e da governadora Roseana Sarney (PMDB).

Arrogante, ela entregou o governo antes do fim do mandato para não se submeter ao ritual de transmissão do cargo ao eleito Flávio Dino (PCdoB).

Acostumada ao "quero, posso e mando!", Roseana não aceita as regras republicanas e democráticas de alternância do poder.

O governo do Maranhão, para ela, é uma propriedade inviolável da oligarquia. Ninguém poderia tocar.

Depois da humilhante derrota do seu candidato, Edinho Lobão (PMDB), a governadora renunciou e sumiu. Está desaparecida, mas sob a ameaça da Operação Lava Jato.

Já o senador José Sarney fez um constrangido discurso de despedida no Congresso Nacional, dizendo-se arrependido de ter disputado mandatos após sair da presidência da República.

Depois de deixar o cargo pela porta dos fundos, com a hiperinflação consumindo os salários dos brasileiros, hostilizado pelo povo, Sarney voltou à cena política atrelado ao PT.

O resultado é de todos conhecido. O PT de Lula e Dilma destaca-se entre as legendas marcadas pela corrupção.

E novamente os aliados de José Sarney figuram entre os protagonistas. A filha Roseana e o ministro Edison Lobão são figuras carimbadas nas listas de políticos beneficiados com os esquemas de corrupção da Petrobras.

Sarney deveria se arrepender da maior parte da sua vida pública, por tudo de nefasto que cometeu contra o interesse público, enlameando a República e o Maranhão.

O pai e a filha chegam ao fim da carreira da pior maneira possível. Ele, arrependido; ela, sumida e ameaçada pelas denúncias da Operação Lava Jato.

A Justiça vai agir.

EXCLUSÃO ÀS MARGENS DA VIA EXPRESSA E DA AVENIDA 4º CENTENÁRIO

A personagem do vídeo é Laura Helena de Jesus Moraes, diarista e free lance como auxiliar de enfermagem.

O vídeo foi gravado pelo relações públicas Marlon Botão, narrando o cotidiano de uma trabalhadora de São Luís.

Ela mora na Vila Cristalina, bairro localizado às margens da Via Expressa, uma das obras prometidas para os 400 anos de São Luís, comemorados em 2012, que só foi entregue nos derradeiros dias do governo Roseana Sarney (PMDB), em dezembro de 2014.

O discurso de Laura Moraes sintetiza a contradição entre as falácias da oligarquia e a exclusão no Maranhão.

Inauguradas com pompa, faltando vários acabamentos, a Via Expressa e a avenida 4º Centenário têm duas singularidades fundamentais para entender a lógica excludente do Maranhão.

Primeira: o completo descaso com as populações pobres impactadas pelas obras.

Pouco importa, para a ex-governadora Roseana Sarney, se a casa de Laura vai entupir de poeira ou se vai alagar durante as chuvas.

Laura encorajou-se para denunciar, mas há outras Lauras, Marias, Joanas, Celestes etc sofrendo os mesmos problemas com a poeira e a falta de acessibilidade nas avenidas.

Segunda: por onde passam, as duas estradas revelam a pobreza extrema em São Luís.

Na avenida 4º Centenário, as favelas margeando o asfalto são a fotografia perfeita dos 50 anos de oligarquia no Maranhão.

As favelas são o autorretrato de José Sarney (PMDB) e do seu mando.

Sob o pretexto de modernizar a cidade, as obras inauguradas refletem a desigualdade agressiva produzida ao longo de cinco décadas.

São o atestado de desprezo da oligarquia pelos maranhenses.

As obras de Roseana Sarney atravessam a área nobre, interligam os quatro shoppings de São Luís e, obviamente, favoreceram os interesses da elite parasita.

Por mais que tentem maquiar a realidade, as avenidas são corredores de contradições, falácias e mentiras.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

JUIZ BALDOCHI NÃO É O CORONEL BRADDOCK

Afastado de suas funções, o juiz Baldochi foi repudiado pelos magistrados
O ano de 2014 vai encerrando com as cenas do atraso, típicas de uma cultura coronelista enraizada nos três poderes do Maranhão. No geral, nossos prefeitos diante do espelho enxergam-se chefes de oligarquias municipais.

Essa cultura política, propícia à confusão entre autoridade e autoritarismo, extrapola aos outros poderes, inclusive em alguns membros do Judiciário.

Na terra arrasada, onde por mais de 50 anos imperou a lei do “quero, posso e mando!”, o juiz Marcelo Baldochi encarou o truculento Braddock, personagem do ator Chuck Norris, mandando prender funcionários da TAM, no aeroporto de Imperatriz.

Denunciado pela prática de trabalho escravo, Baldochi ainda vê o Maranhão como as republiquetas de bananas da América do Sul, invadidas por militares imperialistas que atropelam as leis da soberania, trucidam e incendeiam as aldeias latino-americanas.

Os filmes estrelados pelo coronel Braddock são a excelência do autoritarismo ianque, característico do heroísmo estadunidense, protagonizado por um brutamonte armado até os dentes, que sempre vence as guerrilhas rotuladas de narcotraficantes.

Ao mandar prender os funcionários da companhia aérea, depois de chegar atrasado para um embarque, o juiz Baldochi agiu como o coronel do filme hollywoodiano, ou como a filha do coronel José Sarney, a ex-governadora titular do bordão “quero, posso e mando!”

As primeiras providências contra as atitudes do juiz já foram devidamente tomadas. Ele foi afastado de suas funções e o Tribunal de Justiça pediu a instauração de procedimento administrativo disciplinar.

Baldochi também foi repudiado nas suas atitures pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e na sua própria entidade, a Associação dos Magistrados.

O juiz já chegou a ser incluído na lista nacional de fazendeiros acusados de usar trabalho escravo, divulgada pelo Ministério do Trabalho.

Está incluído ainda, na mídia nacional, na lista de fatos ofensivos à postura de um magistrado. E no rol das notícias desagradáveis sobre o Maranhão, sempre estigmatizado no noticiário como um lugar sem lei ou de autoridades acima da lei.

Ofender trabalhadores ou colocá-los em situação anĺáloga à escratidão atentam contra a cidadania.

Há outras denúncias arquivadas e latentes sobre as arbitrariedades de Baldochi. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) tem a obrigação de apurar e agir.

O Maranhão precisa se livrar desses estigmas. A principal mudança, a partir de 1º de janeiro de 2015, quando o governador Flávio Dino (PCdoB) tomar posse, deve ser a transformação da cultura política oligárquica na prática democrática.

Juiz não é Deus e Balcochi não é Braddock.

O filme dos coronéis saiu de cartaz.

FESTIVAL BR 135 COMEÇA NESTA QUINTA, COM SHOWS, PALESTRAS, OFICINAS E RODADA DE NEGÓCIOS

Diversas atrações vão movimentar o Centro Histórico de São Luís
Na estrada da música, o Festival BR-135 dá a largada para a celebração da arte e da cidadania ocupando a capital maranhense no seu centro, promovendo os diálogos possíveis entre música e mercado, cultura digital e jornalismo cultural, arquitetura e convivência. É Céu, Felipe Cordeiro, dona Onete e Mombojó, é boi e tambor de crioula, são bandas independentes que fazem a cena da música local e de alguns cantos do Brasil! E quem movimenta essa estrada musical é a dupla Criolina, formada pelos músicos Alê Muniz e Luciana Simões.

Começa nesta quinta, 18, o Festival BR-135, com a proposta de ocupar o centro histórico de São Luís com arte e cidadania. Na estreia, o evento recebe a cantora Céu, em show no Teatro Arthur Azevedo, às 20h. E antes, às 17h, no Centro de Criatividade Odylo Costa, filho, o produtor cultural pernambucano Roger de Renor abre a programação da etapa de formação do evento, o Conecta Música. Na ocasião, ele fala do movimento Ocupe Estelita, que tem mobilizado artistas do país e até de além Brasil, contra o desenvolvimento urbano guiado apenas por interesses econômicos, promovendo uma ideia ultrapassada de progresso e modernização.

Depois da abertura, os shows continuam na Praça Nauro Machado, na Praia Grande, com Felipe Cordeiro e Dona Onete, a grande dama do carimbó do Pará, na sexta-feita, e Mombojó, no sábado. Junto com eles e simultaneamente na Praça da Criança, o festival apresenta as 14 bandas selecionadas para participar dessa festa da música. No domingo, 21, será realizada a rodada de negócios, reunindo representantes de distribuidoras de fonogramas e artistas.

As palestras, oficinas, workshops e rodada de negócios do Conecta Música serão concentrados no Centro de Criatividade Odylo Costa Filho, com exceção do painel que será apresentado pelo músico Marcelo Yuka. Entre os convidados para a etapa de formação estão Maurício Bussab, sócio-fundador da Tratore, a maior distribuidora de música do Brasil, André Martinez e Marcel Arêde. A progrmação completa está disponível no site: http://www.br135.com. Na mesma plataforma ainda estão abertas as inscrições para os paineis e oficinas.

Pontes e BRs

“Nossa intenção é mapear o Brasil, trazendo artistas de várias regiões, para criar pontes e BRs, aproximando os vários brasis por meio da música”, afirmou Alê Muniz, idealizador do projeto ao lado de Luciana Simões, a outra metade da dupla Criolina.

“Esta edição do BR 135 propõe uma reflexão sobre o centro histórico de nossa cidade, tombado pela Unesco e ao mesmo tempo abandonado pelo poder público. Essa realidade que se repete em várias capitais do país, como São Paulo, Rio e Recife, não é diferente por aqui. Por isso estamos trazendo o Roger de Renor, de Recife, e o pessoal de São Paulo, entre outros, para contar suas experiências em ações de valorização do centro de suas cidades”, explicou Simões. “Entendemos que o nosso maior patrimônio não é simplesmente o conjunto arquitetônico, mas a relação dele com as pessoas da cidade”, completou Muniz.

Os dois eventos são realizações do projeto BR 135. O Festival contou com apoio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura e patrocínio da Companhia Energética do Maranhão. O Conecta Música tem patrocínio da Vivo.

Para o show de abertura, no Teatro Arthur Azevedo, o público deverá trocar um ingresso por um quilo de alimento não perecível. Esses alimentos serão doados a creches comunitárias cadastradas pela organização.

FESTIVAL BR 135

Dias 18, 19 e 20/12

SHOWS

Teatro Arthur Azevedo, 20h

Céu 18/12

Entrada: Mediante doação de 1kg de alimento não perecível.

Praça Nauro Machado, 20h

Felipe Cordeiro e dona Onete 19/12

Mombojó 20/12

Programação completa, informações e inscrições: www.br135.com

ENTRADA GRATUITA

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

ARTHUR MENEZES TOCA NO MALAGUETA BLUES: SHOW #2


Considerado um dos maiores bluesman da atualidade no Brasil!
ARTUR MENEZES no MALAGUETA BLUES dias 19 e 20 de dezembro.
Dia 20 abertura com show da Saint Louis Rock&Blues Band e participações de Milla Camões e Camila Boueri.
Duas noites de muito Blues!
Local: Malagueta Gastronomia(rua Graúnas , Renascença )
 
Mesas e ingressos limitados.
 
Info e vendas: 988955050, 981640488, 996186643

Recém-chegado de uma turnê na Europa - onde foi headline do Augusti Bluus Festival (Estônia), além de shows na Inglaterra - Artur Menezes vem se consolidando como um dos melhores músicos de sua geração. Ainda em 2014, Artur esteve por duas vezes em turnê no México e, no Brasil, passou pelo "Festival Blues de Londrina" (PR), "Lençóis Jazz & Blues Festival" (MA), "Festival SESC Jazz & Blues" em S. J. do Rio Preto (SP), Piracicaba (SP), Bauru (SP) e Presidente Prudente (SP), "Festival Jazz & Blues de Guaramiranga (CE), "Garanhuns Jazz Festival (PE), além de diversos shows nas cidades de Fortaleza e Juazeiro do Norte (CE), Rio de Janeiro e Teresópolis (RJ), São Luís (MA) e São Paulo (SP).

Artur tocou com Buddy Guy em Chicago em 2011 e abriu seus shows no RJ e SP em 2012.

Atualmente, além de dedicar-se à turnê de #2, dá continuidade aos seus estudos universitários e ao seu projeto de música instrumental a que vem se dedicando desde o ano de 2013¸

Artur Menezes estudou música também na Universidade Estadual do Ceará, morou em Chicago, onde participou de jam sessions com John Primer, Linsey Alexander e Phil Guy, entre outros. Tocou em bares como Kingston Mines, Smokey Daddy e Katherina’s. Gravou dois discos com a banda norte-americana The Shakes, que prima pela tradição do blues elétrico.

Já se apresentou nos maiores festivais de jazz e blues do Brasil:

Em agosto de 2013, foi um dos palestrantes do TEDx Fortaleza, um encontro anual licenciado pelo TED (Technology, Entertainment, Design), onde personalidades partilham suas experiências e conhecimentos em apresentações transmitidas ao vivo pela internet e depois disponibilizadas em vídeos, os TEDTalks, acessíveis a bilhões de pessoas no mundo inteiro.

Mesmo residindo atualmente em São Paulo, o músico faz questão de disseminar a cultura de sua cidade Natal, além do blues: “Tenho orgulho de ser cearense e de poder levar a música da minha região, misturada ao meu blues, para o mundo”, afirma.

PRODUÇÃO MUSICAL


O disco foi todo produzido por Artur Menezes e gravado em Fortaleza, no Magnólia Produções. A mixagem e masterização foram feitas no Cia. Dos Técnicos (antiga RCA Victor - primeiro selo fonográfico da América), no Rio de Janeiro. Neste processo, foram usados equipamentos analógicos de compressão e não plugins dos softwares de gravação modernos. O que dá uma característica e originalidade no timbre do disco. O som soa moderno, por conta da mistura de ritmos, mas também vintage, por conta da sonoridade. !

Faixa a faixa de “#2

“I Ain’t Got You” - balada “soul” Pop. Fala de como a fortaleza de um homem é facilmente abalada pela paixão. Destacam-se a linha de baixo, o refrão pegajoso e os solos de guitarra final, com timbre que remete ao psicodelismo de Jimi Hendrix. !

“Damn! You Know I’m A Man” é um country bem construído e de fácil ingestão. Embora não possua refrão, prende a atenção do ouvinte pelo ritmo frenético seguido de algumas pausas pra retomar o ar. Destaque para o solo-conversa entre guitarra e piano, com cromatismos que remetem ao bebop. !

“Dangerous Mood” – junto com Everybody Says That I’m Done” são as únicas músicas que não são composições do Artur Menezes. “Dangerous...” é uma composição de Candy Parton e Keb Mo’, gravada por este e por B.B. King. Sempre que Artur executa um cover, ele interpreta. Nessa gravação não poderia ser diferente. Respeitando a estrutura e a harmonia da música, as interpretações da voz e da guitarra são bem próprias e peculiares. O piano dá um molho nas harmonias e a bateria é bem constante e tradicional, embora em alguns momentos com belas viradas que fogem ao comum. Destaca-se aqui para os solos de guitarra, voz e linhas de baixo, com lindos intervalos e cheia de cromatismos. !

“Room 821” é uma balada romântica. Fala de saudade e reencontro. Destaque para o lirismo da voz, verdadeira, crua e cheia de sentimentos. O piano faz uma belíssima cama que traz bastantes referências a Ray Charles. A simplicidade na execução de baixo e bateria dão beleza à música e deixam espaço para solos de guitarra, com bends cheios de sentimentos, que duelam com o arranjo de cordas e hammond. !

“Good Times” fala sobre saudade. Sobre a época em que as coisas eram mais simples e mais confortáveis. Por outro lado fala do presente, dando importância ao “hoje”, ao “aqui” e ao “agora”. É um reggae de levada mais moderna. Aqui destaca-se a bateria que foge do tradicional. Destaca-se também o solo de guitarra, uma vez que o fraseado é bem nordestino e country dentro de uma levada de reggae. !

“Lord Have Mercy” é daquelas músicas de difícil encaixe em apenas um estilo. Ela é rock, fusion, blues, psicodélica e moderna. Aqui o destaque é sem sombra de dúvidas a letra e a voz, cheias de lirismo e raiva. A bateria é de um estranhamento lindo, somando-se ao groove do baixo e teclado, dando uma idéia de “control C / control V”, gerando uma repetição que remete ao dia-a-dia da modernidade, somados aos sintetizadores cheios de efeito. O solo com timbre estranho também traz esse caráter moderno ao mesmo tempo que resgata a psicodelia dos anos 60. A voz dobrada com a guitarra dá impressão de que existe alguém falando por trás do cantor, como se fosse uma segunda voz, uma assombração falando ao ouvido do personagem. !

“Bad, Mean, Evil City” - slow blues com harmonias que fogem do tradicional I, IV, V. Piano e órgão fazem a cama para a voz sofrida e cheia de raiva que fala de como os grandes centros urbanos podem acabar com o sonho e o talento, ao mesmo tempo que mostra um lado belo e acolhedor dessas cidades. Esta é a música que possui o mais longos solo de guitarra do disco, num misto de explosão e alívio. !

“I Don’t Wanna Lose You” é um country pop, uma vez que tem refrão e que é de fácil entendimento e melodia. A letra tem a temática de humor e fala de um homem que tem que ter bastante cuidado com os seus relacionamentos, pois o coração dele já tem dona e ela está prestes a retornar. Sem contar que ele não quer magoar os seus amores passageiros. Mostra o lado mulherengo dos homens. O solo de guitarra merece bastante atenção, pois é todo construído no bebop e no cromatismo. Destaque também para a bateria firme e com bastante autoridade nas levadas de “caixa”. !

“Everybody Says That I’m Done” é composição de Claudio Mendes, tecladista da banda. A música fala sobre relacionamento. Sobre o medo e a precaução em dar o próximo passo em direção a um compromisso mais sério. Destaque para o inusitado “ukulele” (instrumento hawaiano) dentro do blues. A música é simples e toda acústica. Foram usados além do ukulele, violões, cavaco, kazoo, baixo e caixa (percussão).

Texto: Satchmo Produções