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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

VOTO EM MARINA COM EMOÇÃO E RAZÃO

  Salvador Fernandes, economista e servidor público federal,
ex-presidente estadual do PT/MA (1996-1999)

O espectro marinista atormenta as mentes e corações petistas e psdebistas. O trágico falecimento de Eduardo Campos colocou inesperadamente Maria Osmarina Marina Silva Vaz de Lima no centro do jogo sucessório presidencial, e com consideráveis chances de sair vencedora do pleito eleitoral. Isso numa disputa anterior insossa, que marchava para ser resolvida, provavelmente, no primeiro turno. Era o que apontavam as pesquisas eleitorais, com uma tendência de reeleição sem graves solavancos da presidente Dilma, nem que para isso fosse necessário um improvável segundo turno.

Agora, perdurando o cenário atual, o desfecho das eleições presidenciais brasileira está indefinido e promete ainda muitos lances midiáticos, de mais mentiras que verdades. Uma pergunta a ser respondida: por que a candidata Marina causa tanto rebuliço na já assentada, previsível e maniqueísta disputa entre petistas e tucanos?

Logo esta raquítica senhora de 56 anos de idade, filha de retirantes cearenses, de pai seringueiro e mãe dona de casa, que se enfronharam nas matas acreanas há mais de 60 anos, cuja adolescência viveu com sua família em uma palafita chamada Breu Velho, no seringal Bagaço, a 70 km do centro de Rio Branco/AC, que conheceu as primeiras letras do alfabeto aos 16 anos, nos bancos escolares do programa educacional da ditadura militar denominado MOBRAL, sobejo da morte em decorrência de inúmeros problemas de saúde, tais como: malária, contaminação por mercúrio e leishmaniose.

Será a sua coerência e trajetória de vida? Ou a firmeza na defesa de suas ideias? Ou, ainda, o seu biótipo, que se confunde com o perfil miscigenado do povo brasileiro? Não me atrevo a tentar responder. Sei que para os tucanos uma nova derrota aponta para o esfarelamento de um projeto de retorno ao poder, após o fracasso em quatro disputas presidenciais sucessivas. Até aqui, o desempenho de Aécio Neves nas pesquisas eleitorais está aquém dos resultados eleitorais alcançados por José Serra e Geraldo Alckmin, o que sinaliza para uma mudança futura na estratégia e tática psdebista.

Nas hostes petistas, Marina eleita, além da nostalgia de uma derrota para um ex-quadro das fileiras petistas, significará o esgotamento momentâneo do lulismo como instancia infalível de construção das conquistas eleitorais em âmbito nacional. Acrescento como consequência ao revés eleitoral, a retração de uma parte significativa das elites partidária e sindical, com ramificações nos diversificados movimentos populares, de viés utilitarista, parasitário e dependente das arcas públicas. 

Aflige, também, ao estrelato lulista, a possibilidade de consolidação de um novo polo do centro-esquerda, sob liderança nacional de Marina e com um forte apelo político-eleitoral. Esse movimento recepcionará, inclusive, o êxodo de muitos parlamentares, dirigentes e lideranças petistas descontentes com os rumos incoerentes tomados pela agremiação partidária.

Eis as razões para tanto ataque à candidata Marina, muitos deles que se aproximam do receituário propagandista do nazifascismo. Os tucanos, senhores da meritocracia não esclarecida, equiparam Marina à tradição petista dominante. Além de tentarem chamuscar a sua trajetória militante, omitem o seu rompimento com o PT, inclusive por razões programáticas, e seu esforço de construção de uma inovadora organização partidária intitulada Rede de Sustentabilidade.

O repertório lulo/dilmista de desconstrução, ou “dessacralização” - o termo adotado pelos marqueteiros petistas -, de Marina é variado, ferino, e, sobretudo, desleal. Agarram-se a detalhes de sua trajetória, a aspecto comportamental ou a qualquer entrelinha de seu programa de governo – nesse particular, importa lembrar que até hoje, a menos de um mês da eleição, Dilma, assim como Aécio, não lançou seu programa de governo.

Os petistas elegeram, no plano da política econômica, a autonomia/independência do Banco Central como temática básica para tentar caracterizar de liberal o conteúdo do Programa de Governo Marinista. Omitem que a entidade é uma autarquia, portanto, pelo menos juridicamente, detentora de autonomia. Os defensores do modelo atual de gestão monetária, arautos da ingerência política do chefe do Executivo Federal nas decisões colegiadas da entidade, não conseguem explicar o porquê do persistente descontrole inflacionário, do crescimento econômico pífio e da taxa SELIC tão atrativa para os sanguessugas dos mercados financeiros nacional e internacional. Ah, como sempre, culpam o cenário econômico internacional desfavorável!

As vicissitudes do exercício do cargo de Presidente da República não permitem que uma candidata lacrimeje diante das críticas desonestas. Se as lágrimas transbordam do rosto esguio de Marina, sinaliza fraqueza, desiquilíbrio emocional. Se escorrerem da rosada face de Lula, como já aconteceu em vários momentos de sua vida pública, é demonstração de sensibilidade ou externalização de sua liderança popular.

Contrapõem-se à inovação nas relações políticas. Representa aventureirismo. Buscar governar com os melhores quadros, nem pensar. Como se Marina afirmasse que, no caso de vitória eleitoral, excluiria o Congresso Nacional como espaço estratégico de negociação política. Perdem de vista, os petistas, que o discurso do novo, da ética nas tratativas políticas e do compromisso com as mudanças estruturais lastrearam a caminhada partidária até a vitória de Lula em 2002.

Hoje, depois de descambarem para o estreitamento de relações com o que há de pior na política brasileira, silenciam às imposições dos chefes oligárquicos. Como ficou escancarado na declaração debochada do Senador José Sarney sobre o poder de veto à indicação de Flávio Dino à presidência da Embratur, ou na nomeação e manutenção de Edison Lobão no Ministério das Minas e Energia. Isso sem que esse permanente fantoche de Sarney tenha formação técnica mínima exigida para o exercício do cargo, além de todos os indícios de participação no presente esquema de corrupção instalado na Petrobras.

Não admitem o desabrochar de novos atores na mediação da política nacional. Aliás, olvidaram a máxima, dita e repetida por décadas, que uma das fragilidades da democracia brasileira era a ausência de agremiações partidárias programáticas. Atitude política tosca, para justificar, ao longo de 12 anos, o protelamento da reforma política, entre uma das mudanças estruturais imprescindíveis, porém esquecidas.

Apregoam o medo, como medida para garantir as conquistas sociais e evitar uma Marina, tachada como inexperiente, na presidência da República. A mesma cantilena direitista utilizada contra Lula em 1989, 1994... Ainda, esquecem que o importante legado da ampliação das políticas de transferência direta de renda e dos investimentos nos programas educacionais é nitidamente contraposto por relações políticas nada republicanas. Intermediações que garantem a reprodução das anacrônicas oligarquias, principalmente no nordeste e norte do País, artífices estruturais da miséria e da fome daquelas milhões de famílias que clamam por um cartão do bolsa família ou uma vaga para os filhos no Pronatec. Ostentadoras de riquezas extraídas/arrancadas dos orçamentos públicos e dos projetos picaretas financiados pelos bancos oficiais.

A voz rouca e contundente de Lula pedindo voto para as candidaturas de Lobão Filho, Renan Calheiros Filho e Helder Barbalho (filho de Jader Barbalho) simboliza a reafirmação das escolhas preferenciais do petismo.

Por isso, voto em Marina, sem Medo de ser Feliz, com a convicção de que, mais uma vez, a Esperança vencerá o Medo.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

MAU SINAL: SARNEY ATACA MARINA EM DISCURSO RANCOROSO

Está cada dia mais difícil a reeleição da presidente Dilma Roussef (PT), principalmente tendo aliados do tipo de José Sarney (PMDB), que atacou violentamente a candidata Marina Silva (PSB).

Durante um comício para tentar animar a candidatura de Edinho Lobão (PMDB) ao governo do Maranhão, Sarney referiu-se a Marina de forma torpe. Disse que a socialista tem "cara de santinha" e referiu-se à candidata como "a outra".

Veja aqui o vídeo com o discurso do coronel.

Sarney vai deixando a vida pública da pior maneira possível, proferindo insultos em palanque e afundando os aliados. Costuma-se denominar esse gesto como "abraço de afogado".

Abandonado pelo PT nacional, que só envia gente sem voto para o Maranhão, o coronel Sarney atrapalha a reeleição de Dilma ao atacar Marina.

Na verdade, Sarney prejudica Dilma em qualquer circunstância. A presidente petista sequer pode vir ao Maranhão, sob pena de ser vaiada se subir em palanque na companhia do coronel.

O amigo Lula, que havia prometido vir ao Maranhão socorrer Sarney, até agora não apareceu. Ele também teme ser rejeitado publicamente e causar ainda mais estragos na campanha do PT.

Nessas circunstâncias, Sarney não serve para atacar nem para defender ninguém. O melhor é ficar calado e sair pela porta dos fundos, como fez ao encerrar seu mandato de presidente da República.

Fora da disputa eleitoral, desgastado junto aos aliados, suas palavras não ecoam sequer entre os bajuladores.

O PT, Lula e Dilma ficaram piores com Sarney. Atacando Marina, ele afunda de vez o projeto petista da reeleição presidencial.

Parece ave agourenta.

SHOW: CÉLIA MARIA NA CASA d'ARTE

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

SAULO ARCANGELI DIVULGA AGENDA DE CAMPANHA

O candidato a governador Saulo Arcangeli (PSTU) percorre várias cidades, faz panfletagem e acompanha o candidato ao Senado, Marcos Silva, em debate na Câmara dos Vereadores de São Luis. Veja a agenda:

18 de setembro (quinta-feira)

Visita as cidades de Imperatriz e João Lisboa

19 de setembro (sexta-feira)

Visita as cidades de Açailândia, Estreito, Porto Franco e Imperatriz

20 de setembro (sábado)

Reunião com militância do partido (pela manhã)

21 de setembro (domingo)

Panfletagem na feira do bairro da Cidade Operária, às 8h

22 de setembro (segunda-feira)

Panfletagem no colégio no Ivar Saldanha (pela manhã)
Acompanha o candidato ao Senado, Marcos Silva, em debate na Câmara Municipal de São Luís, às 10h

CURSO DE JORNALISMO DIGITAL

Ótima oportunidade. Com os professores doutores Carlos Agostinho Couto e Li-Chang Cristina.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

OSCAR 2015: “EXERCÍCIO DO CAOS”, DE FREDERICO MACHADO, DISPUTA INDICAÇÃO PARA CONCORRER NA CATEGORIA MELHOR FILME ESTRANGEIRO


O filme brasileiro que concorrerá a uma vaga entre os indicados a melhor filme estrangeiro no Oscar de 2015 será anunciado na próxima quinta-feira (18). 

Ao todo, 18 longas-metragens disputam a indicação. O anúncio será feito a partir das 10h, pela ministra da Cultura, Marta Suplicy, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo (SP).

“Exercício do caos”, do cineasta maranhense Frederico Machado, disputa a indicação.

O filme será escolhido por uma comissão formada pelo diretor, produtor e roteirista Jeferson De, pelo jornalista Luis Erlanger, pela coordenadora-geral de Desenvolvimento Sustentável do Audiovisual da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, Sylvia Regina Bahiense Naves, pelo presidente do conselho da Televisão América Latina (TAL), Orlando de Salles Senna, e pelo ministro do Departamento Cultural do Ministério das Relações Exteriores, George Torquato Firmeza.

Entre os filmes indicados, 'Hoje eu quero voltar sozinho', do diretor Daniel Ribeiro, apresenta o personagem Leonardo. Na trama, o adolescente é cego e homossexual, e tenta lidar com a superproteção da mãe e sua busca pela independência.

Os últimos filmes que representaram o Brasil na seleção aos indicados a melhor filme em língua estrangeira foram "O Som ao Redor", de Kleber Mendonça Filho (2014); "O Palhaço", de Selton Mello (2013); "Tropa de Elite 2: o Inimigo agora é o Outro", de José Padilha (2012); "Lula, o filho do Brasil", de Fábio Barreto (2011) e "Salve Geral", de Sérgio Rezende (2010).

Dos vinte filmes inscritos, dois ("Faroeste Caboclo" e "A Coleção Invisível") não puderam concorrer por terem estreado antes da data limite estipulada pela Academia.

Confira abaixo os filmes concorrentes:

A Grande Vitória

Diretor: Stefano Capuzzi


Elenco principal: Caio Castro, Sabrina Sato, Domingos Montagner, Tato Gabus Mendes, Moacyr 

Franco, Rosi Campos

Sinopse: Abandonado pelo pai, Max Trombini foi criado pela mãe e pelo avô, que morreu quando ele tinha 11 anos. Revoltado, passou a se envolver em confusões em sua cidade natal, Ubatuba (SP). Mas com o aprendizado de artes marciais, Max conseguiu se restabelecer emocionalmente e tornar-se um dos principais técnicos de judô do Brasil. Baseado em fatos reais.

A Oeste do Fim do Mundo

Diretor: Paulo Nascimento


Elenco principal: Cesar Troncoso, Fernanda Moro e Nelson Diniz

Sinopse: Em um velho posto de gasolina perdido na antiga estrada transcontinental da Argentina, a solidão do introspectivo Leon só é quebrada por alguém querendo abastecer ou pelas visitas do sarcástico Silas, um motociclista com ares de hippie aposentado. O tempo passa devagar nas margens da velha estrada. Até o dia em que a enigmática e inesperada chegada de Ana transforma radicalmente o cotidiano de Leon e Silas.

Amazônia

Diretor: Thierry Ragobert


Elenco principal: Lúcio Mauro Filho e Isabelle Drummond (vozes)

Sinopse: Castanha é um macaco-prego domesticado que sobrevive a um acidente de avião e se vê sozinho na Floresta Amazônica. O macaquinho precisa aprender a viver em liberdade, num novo mundo onde há animais de todos os tipos: onças, jacarés, cobras, antas, gaviões. Aos poucos, Castanha aprende a viver na floresta, fazendo novos amigos, em especial a macaquinha Gaia, sua companheira de espécie.

Dominguinhos

Diretores: Eduardo Nazarian, Joaquim Castro e Mariana Aydar


Elenco principal: Gilberto Gil, Gal Costa, Elba Ramalho, Hermeto Paschoal e João Donato

Sinopse: O documentário trata da vida e obra de um dos maiores mestres da música brasileira, Dominguinhos, morto em julho de 2013 em decorrência de um câncer no pulmão. O filme intercala imagens de arquivo, passagens em shows e encontros musicais exclusivos de artistas com o "rei da sanfona".

Entre Nós

Diretor: Paulo Morelli


Elenco principal: Carolina Dieckmann, Caio Blat, Paulo Vilhena, Júlio Andrade e Martha Nowill

Sinopse: Sete jovens amigos escritores viajam para uma casa de campo para celebrar a publicação do primeiro livro do grupo. Lá, eles escrevem cartas para serem abertas 10 anos depois. A viagem acaba em uma tragédia após a morte de um dos amigos. Mesmo assim, eles se reúnem 10 anos depois para lerem as cartas.

Exercício do Caos

Diretor: Frederico Machado


Elenco principal: Auro Juriciê, Di Ramalho, Thalyta Sousa, Isabella Sousa, Thayná Sousa e Elza Gonçalves

Sinopse: Um pai soturno e autoritário vive com as três filhas adolescentes em uma antiga fazenda de mandioca no interior do Maranhão, afastada da povoação. A família compartilha a ausência da mãe - supostamente desaparecida - e lida com os ditames rigorosos de um estranho capataz que os explora enquanto espreita a inocência das meninas, divididas entre a ilusão da infância e a cruel realidade de suas vidas.

Getúlio

Diretor: João Jardim


Elenco principal: Tony Ramos, Alexandre Borges e Drica Moraes

Sinopse: O jornalista Carlos Lacerda, principal inimigo político do presidente Getúlio Vargas, sofre um atentado na rua Toneleros, no Rio de Janeiro. Acusado por Lacerda de ser o mandante, Getúlio vive uma crise política sem precedentes.

Hoje eu quero voltar sozinho

Diretor: Daniel Ribeiro


Elenco principal: Guilherme Lobo, Fabio Audi, Tess Amorim, Lúcia Romano, Eucir de Souza, Selma Egrei e Isabela Guasco

Sinopse: Leonardo é um adolescente cego e homossexual que tenta lidar com a superproteção da mãe e sua busca pela independência. O cotidiano do jovem muda com a chegada de Gabriel, que o ajuda a descobrir mais sobre si mesmo e sua sexualidade.

Jogo de Xadrez

Diretor: Luís Antônio Pereira


Elenco principal: Priscila Fantin, Tuca Andrada e Antonio Calloni

Sinopse: Mina está presa por fraudar a Previdência Social. Além de se defender das outras detentas, precisa escapar da vigilância do diretor da penitenciária. O crime cometido por Mina envolveu um senador, que tenta de todas as formas impedir que sua participação venha à tona.

Minhocas

Diretores: Paolo Conti e Arthur Nunes


Elenco principal: Daniel Boaventura, Yago Machado e Cadu Paschoal (vozes)

Sinopse: Júnior é uma jovem minhoca que não consegue fazer amigos, já que todos o consideram mimado pela mãe. Disposto a provar o contrário, ele desafia Nico, um dos que o provoca, para um desafio. Mas antes da disputa começar, Júnior e Nico são levados para a superfície, onde acabam encontrando o vilão Big Wig, um tatu bola que deseja transformar as minhocas em escravas.

Não pare na pista: a melhor história de Paulo Coelho

Diretor: Daniel Augusto


Elenco principal: Júlio Andrade, Ravel Andrade, Lucci Ferreira, Letícia Colin, Fabíula Nascimento, 
Enrique Díaz, Paz Vega, Nancho Novo e Fabiana Guglielmett

Sinopse: Cinebiografia de Paulo Coelho, o filme se concentra em três momentos distintos da carreira do escritor: a juventude, nos anos 1960; a idade adulta, nos anos 1980; e a maturidade, em 2013. Usando como base depoimentos do próprio Paulo Coelho, a história perpassa os momentos mais marcantes da vida do autor, como a relação com as drogas e a religião, a sexualidade e a parceria com o músico Raul Seixas.

O Homem das Multidões

Diretor: Marcelo Gomes e Cao Guimarães


Elenco principal: Sílvia Lourenço, Paulo André e Jean-Claude Bernardet

Sinopse: Belo Horizonte, Minas Gerais: Juvenal, condutor de trem do metrô, enfrenta a impossibilidade de estar só. Para se sentir melhor, ele se mistura na grande multidão da cidade. Margô, controladora de estação do metrô, não consegue se desprender das redes sociais, trocando o mundo real pelo mundo virtual.

O Lobo Atrás da Porta

Diretor: Fernando Coimbra


Elenco principal: Leandra Leal, Milhem Cortaz, Fabíula Nascimento e Juliano Cazarré

Sinopse: Com uma linha dramática de suspense, o filme leva a uma viagem aos recantos mais obscuros dos desejos, mentiras e perversidades de um triângulo amoroso a partir do misterioso sequestro de uma criança.

O menino e o mundo

Diretor: Alê Abreu


Elenco principal: Alê Abreu, Lu Horta, Vinicius Garcia, Marco Aurélio Campos, Melissa Garcia, Cassius Romero, Nestor Chiesse, Patrícia Pichamone, Felipe Zilse e Alfredo Roll (vozes)

Sinopse: Sofrendo com a falta do pai, um menino deixa sua aldeia e descobre um mundo fantástico dominado por máquinas-bichos e estranhos seres. Uma inusitada animação com várias técnicas artísticas que retrata as questões do mundo moderno através do olhar de uma criança.

O menino no espelho

Diretor: Guilherme Fiúza Zenha

Elenco principal: Lino Facioli, Mateus Solano e Regiane Alves

Sinopse: Que criança nunca sonhou um dia em ter um clone? Alguém que fizesse todas as tarefas chatas em seu lugar, como ir à escola mesmo sem vontade ou tomar uma dolorosa injeção no hospital. A transformação dessa fantasia em realidade é a trama central de "O Menino no Espelho", um filme que trata de valores universais como a infância, a amizade e a descoberta do amor.

Praia do Futuro

Diretor: Karim Aïnouz


Elenco principal: Wagner Moura, Clemens Schick, Jesuíta Barbosa, Sabine Timóteo, Ingo Naujoks

Sinopse: O salva-vidas Donato resgata Konrad, piloto alemão de motovelocidade, de um afogamento na Praia do Futuro. Os dois se apaixonam e Donato vai embora, deixando para trás o irmão mais novo, Ayrton, e a família. Oito anos depois, Ayrton se aventura em Berlim na busca do irmão desaparecido, seu grande herói.

Serra Pelada

Diretor: Heitor Dhalia


Elenco principal: Juliano Cazarré, Julio Andrade, Matheus Nachtergale, Sophie Charlotte e Wagner Moura

Sinopse: Juliano e Joaquim deixam São Paulo em busca do sonho do ouro na região Amazônica. A vida no garimpo, com a obsessão pela riqueza e pelo poder, transforma por completo a relação e a vida dos dois.

Tatuagem

Diretor: Hilton Lacerda


Elenco principal: Irandhir Santos, Jesuíta Barbosa, Rodrigo García, Sílvio Restiffe, Sylvia Prado e Ariclenes Barroso


Sinopse: Brasil, 1978. A ditadura militar, ainda atuante, mostra sinais de esgotamento. Em um teatro/cabaré, localizado na periferia entre duas cidades do Nordeste do Brasil, um grupo de artistas provoca o poder e a moral estabelecida com seus espetáculos e interferências públicas. Liderado por Clécio Wanderley, a trupe conhecida como Chão de Estrelas, juntamente com intelectuais e artistas, além de seu tradicional público de homossexuais, ensaiam resistência política a partir do deboche e da anarquia.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

NOVAS NOTÍCIAS ANTIGAS DO MARANHÃO

Telefonei para um amigo de infância, morador do Apeadouro, bairro onde nasci e crescemos juntos, em  São Luís. Nossa conversa foi assim:

- Como vai?

- Bem, graças a Deus. Tive uma pequena irritação na garganta, fiz umas consultas e exames... Deu refluxo, mas estou tomando os remédios. Rapaz, tu nem sabe, paguei tudo particular, porque aqui os hospitais não atendem plano de saúde.

- E tua irmã Rafaela, como está?

- Ela tá dormindo. Passou a noite vigiando água.

Nota: Há 47 anos nunca teve abastecimento de água normal no Apeadouro. Agora a situação piorou. A água chega alguns dias, na madrugada apenas, e os moradores têm de "vigiar" (passar a noite esperando) para encher os baldes ou ligar bombas que tentam impulsionar o líquido até os reservatórios.

- Como está a galera aí do bairro?

- Tudo legal. Ontem fizemos uma vaquinha para comprar pedra, cimento, areia e entupir aquele buraco da nossa rua, que se transformou em uma vala e quase não passa mais carro. Aquele buraco é da época do Castelo (João Castelo, ex-prefeito) e Holandinha (atual prefeito) não consertou.

- E a política?

- Pegando fogo. Dizem que agora derrotam Sarney e o Maranhão muda. Será?

- Vamos torcer.

- É.

- Legal falar contigo.

- Foi um prazer. Até a próxima. Quem sabe te dou alguma notícia diferente.