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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

LICITAÇÃO DO TRANSPORTE: POPULAÇÃO PRECISA PARTICIPAR

Prefeito Holanda Jr e governador Flávio Dino entregaram ônibus novos, mas falta avançar na
política de mobilidade urbana para São Luis
O processo de licitação para o transporte público de São Luís começou a ser debatido em audiência pública realizada na Câmara de Vereadores.

Mas, ainda é pouco. O debate sobre a licitação deve ser ampliado e divulgado, com a realização de audiências públicas nos bairros, envolvendo associações de moradores e grupos organizados.

A licitação é fruto de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), celebrado entre a Prefeitura e o Ministério Público (MP).

Por se tratar de uma atividade complexa, que envolve um serviço fundamental no cotidiano da população, o processo licitatório deve ter a participação de todos os segmentos interessados.

A licitação precisa ser construída dentro e fora da Câmara de Vereadores, mediante o diálogo entre a Prefeitura, os empresários do transporte e a sociedade civil. 

É fundamental que o Ministério Público e a própria Prefeitura de São Luís façam uma parceria para convocar a população a debater e construir o processo licitatório.

A licitação é apenas um dos vários instrumentos da construção de uma política de mobilidade urbana para São Luís, que vai muito além da renovação da frota dos ônibus.

O ideal seria a realização de audiências abertas, nos bairros, mobilizando e envolvendo os cidadãos e cidadãs, as entidades organizadas, o poder público e a iniciativa privada.

Somente através do diálogo e da participação será possível construir uma política de mobilidade capaz de oferecer qualidade de vida à população.

Leia mais sobre a audiência realizada na Câmara dos Vereadores no site do movimento Nossa São Luís.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

DE CAMELÔ A PROFESSOR: O SONHO REALIZADO DE ELISEUMAR SOUSA

Eliseumar trocou o emprego nos Correios por uma escola na zona rural de vargem Grande
Ele foi comerciário, ajudante de pedreiro, recapador de pneus e camelô. Aos 37 anos de idade, formou-se em Letras e já havia sido aprovado no concurso dos Correios. Trabalhou como carteiro durante sete anos, em São Luís.

Além da graduação, tem o DELE C2 (Diploma de Español Como Lengua Extranjera, Nivel C2) , o grau mais avançado outorgado aos participantes desses exames, concedido pelo Instituto Miguel de Cervantes.

O grande desejo de Eliseumar Vieira de Sousa era ser professor. Para concretizar esse sonho, ele abandonou um emprego federal nos Correios e fez um concurso para professor em Vargem Grande, município do Baixo Parnaíba.

“Se eu não me tornasse professor acho que, ao envelhecer, seria um velho frustrado”, resumiu. Eliseumar leciona em uma escola no povoado Fazendinha do Baz, a quase 30 Km da sede. Educando crianças pobres na zona rural, ele declara seu amor ao magistério: “é uma missão.”

Veja a caminhada de Eliseumar:

Blogue – Como foi a sua infância no interior do Maranhão?

Eliseumar Sousa – Sou o mais novo de oito filhos. Minha mãe, depois que se separou, teve que cuidar de todos sozinha trabalhando na roça. Morávamos num povoado chamado Sapucaia, distrito de Anapurus, numa casa extremamente simples sem energia elétrica ou qualquer conforto. Em 1980, quando eu tinha 8 anos, nos mudamos para Palestina, distrito de Brejo. Lá tinha um pouco mais de estrutura e pude concluir o ensino primário na Unidade Escolar Prefeito Elias, mas continuavam os dias difíceis.

Passamos muitas dificuldades. Não ter comida suficiente era só uma delas. Calcei o primeiro par de tênis aos 13 anos. Detalhe: era de segunda, foi um irmão que me deu.

Apesar disso, não me lamento. Minha mãe, uma mulher sábia e trabalhadora, soube mostrar o rumo certo a seguir, tanto é que todos somos trabalhadores e cidadãos de bem e jamais a envergonhamos. Tinha o pulso firme, entende?

Blogue – Depois que chegou em São Luís, quais caminhos trilhou?

Eliseumar Sousa - Cheguei a São Luís, em 1987, aos 15 anos de idade, com o apoio de um dos meus irmãos. Vim para estudar e trabalhar. Durante algum tempo trabalhei numa pequena mercearia da qual meu irmão era sócio e ao mesmo tempo estudava.

Depois que deixei a mercearia fui ajudante de pedreiro, de serralheiro e por fim consegui o primeiro emprego numa renovadora de pneus em 1990. Dois anos e meio depois, saí da empresa e fui trabalhar numa outra do mesmo ramo.

Cerca de um ano depois fiquei novamente desempregado, com uma filha de 2 anos, a esposa grávida da minha segunda filha e eu só com o ensino fundamental, que concluí aos 18 anos. Então, comecei a busca de um novo emprego. Depois de vários nãos, restou a alternativa de me tornar camelô, no centro de São Luís. Era o ano de 1994. Fiquei até 1999 e voltei a ser recapador de pneus. Em 2002 (ano em que voltei a estudar) lá estou de novo ambulante e em 2005, já universitário, voltei a trabalhar com pneus. Em 2007, comecei a trabalhar nos Correios, de onde saí em 2014, para me tornar professor em Vagem Grande.

Blogue – Qual o aprendizado do trabalho de camelô na rua Grande?

Eliseumar Sousa - Lidar com pessoas de variados segmentos sociais foi o principal aprendizado dos tempos de camelô (foram quase dez anos, contando alternado). Entender as diferentes formas de relacionamento e disso tirar lições para nortear as suas ações no cotidiano é um legado que levarei para sempre comigo. Foi então que percebi que quem não estuda é posto de lado. Quando isso não é feito pelos que o rodeiam, a vida se encarrega de fazê-lo.

Blogue – Quando você decidiu mudar de vida?

Eliseumar Sousa - Eu tinha 30 anos e apesar de jamais ter abandonado os livros (sempre gostei de ler) faltava-me uma preparação formal. Consciente de que precisava dar um novo rumo à minha vida e sabendo que essa mudança passa, necessariamente, pela escola, resolvi voltar aos bancos escolares depois do longo período longe. Matriculei-me numa escola estadual no bairro São Cristóvão (CEM-São Cristóvão), em 2002. Tive excelentes professores ali, com os quais sempre pude contar. Terminei o ensino médio em 2004 e no ano seguinte como bolsista do recém-criado PROUNI, estava matriculado no Curso de Letras Português/Espanhol da Faculdade Santa Fé. Formei-me em 2009, aos 37 anos.

Paralelamente a isso, estudava para concurso. Até que em 2006, passei no concurso dos Correios, tendo sido admitido em abril de 2007.

Blogue – Por quê você abandonou um concurso federal nos Correios para ser professor em uma escola municipal?

Eliseumar Sousa – Quando entrei nos Correios eu já estava na faculdade e tinha em mente que como professor a minha contribuição social seria bem maior. Minha escolha tem a ver com essa convicção. Acredito que ser professor, muito mais do que ter uma profissão, é ter uma missão de fomentar sonhos e apontar o rumo da concretização aos discípulos. Se eu não me tornasse professor acho que, ao envelhecer, seria um velho frustrado. Foram quase sete anos como carteiro, período de muito aprendizado e bom relacionamento que não desprezo.

Blogue – Como foi a vida de estudante universitário, já na idade adulta e pai de família?

Eliseumar Sousa – Não foi fácil. Eu saía de casa muito cedo e só chegava por volta das 23h. Foi um período complicado. Mas tive bons professores, o que, de certo modo, serviu para fazer valer a pena todo o sacrifício. Jamais pensei em desistir.

Blogue – Depois de concluir o curso superior, você continuou estudando?

Eliseumar Sousa – Sim. Como a minha formação é também em Espanhol e consciente das minhas limitações nesse idioma, passei mais quatro anos a estudá-lo. Depois disso prestei o exame do Instituto Miguel de Cervantes e consegui, em 2013, o DELE C2 (Diploma de Español Como Lengua Extranjera, Nivel C2) que é o nível mais avançado outorgado aos participantes desses exames. Também fiz vários concursos nesse ínterim, até que, em 2013, consegui passar no concurso da Prefeitura de Vargem Grande, onde vivo e trabalho desde 2014 como Professor de Português na Escola Tertuliano Torquato de Mesquita, no povoado Fazendinha do Baz, a quase 30 km da sede.

Blogue – Está valendo a pena encarar a vida de professor em Vargem Grande?

Eliseumar Sousa - Apesar das dificuldades e de ser uma escola da zona rural, está sim. Sei que não vou mudar o mundo, mas com certeza posso contribuir para que meninos da zona rural, como eu, realizem os seus sonhos.

Blogue – Quais as vantagens e desvantagens de ser professor?

Eliseumar Sousa - Entre as vantagens, pode-se destacar o fato de você se tornar referência para o seu aluno e poder ser um instigador, um provocador ou descobridor de talentos. Quanto ao lado negativo o destaque é a preocupação excessiva do sistema com os índices de aprovação em detrimento do ensino-aprendizagem de qualidade. Isso tira, de certo modo, a autonomia do professor. Não me refiro aqui, especificamente, de onde trabalho, mas num sentido mais amplo. Nada que não seja contornável.

Blogue – Você se sente realizado pela opção que fez, trocando a profissão de carteiro pela de professor?

Eliseumar Sousa – Sim. Eu não me arrependo nem um pouco da escolha que fiz e se o tempo voltasse não hesitaria em fazê-la de novo.

Blogue – Que conselho você daria para as pessoas que estão pensando em abraçar a profissão de educador?


Eliseumar Sousa – Que o façam, desde que tenham certeza de que querem ser agentes de uma transformação necessária e urgente que a sociedade precisa; que o façam, desde que compreendam o magistério como uma missão e não somente como uma profissão qualquer; que o façam, desde que estejam dispostos a encarar um desafio diferente a cada instante.

COMUNIDADES TERAPÊUTICAS FAZEM MOBILIZAÇÃO PELO MARCO REGULATÓRIO JUNTO AO CONAD

Petição pública está sendo assinada pelas redes sociais até sexta-feira, 28 de fevereiro. No Maranhão, Fazenda da Esperança adere à campanha e pede apoio

O CONAD (Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas) abriu para consulta pública até a próxima sexta-feira, 28 de fevereiro, a minuta de resolução que regulamenta as Comunidades Terapêuticas (CTs) no âmbito do SISNAD (Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas).

O texto da minuta foi concebido a partir de um Grupo de Trabalho (GT) constituído para essa finalidade e composto, por vários segmentos da sociedade civil e do governo, que acompanham as políticas sobre drogas no país.

No Maranhão, a Fazenda da Esperança é uma das comunidades que tem se esforçado para pedir apoio à população para assinar a petição, e assim garantir a legitimidade de um trabalho de mais de 30 anos com recuperação de pelo menos 6 mil pessoas no Estado. Em todas as unidades do Brasil, a Fazenda da Esperança já recuperou pelo menos 35 mil pessoas.

As comunidades terapêuticas que estão organizadas em associações, federações regionais e nacionais e na confederação nacional (CONFENACT) acolhem atualmente 65 mil pessoas e já acolheram mais de 1.500.000 pessoas nestes mais de 40 anos de atuação no Brasil.

Segundo o último senso do IBGE, realizado em agosto/2014, existem no Brasil 1.847 Comunidades Terapêuticas que querem trabalhar de forma correta e que precisam de um MARCO REGULATÓRIO, para qualificar e ampliar ainda mais os serviços prestados às pessoas afetadas pela dependência química.

Sabe-se que há um número maior de entidades no Brasil, tendo em vista que muitas atuam na informalidade, sem os devidos registros legais, estrutura física e equipe de trabalho. Dentre este grande universo de entidades, há uma minoria, assim como acontece em outros serviços, que não atuam com uma metodologia adequada. Por desconhecimento, muitas famílias acabam caindo em mãos erradas e seus filhos continuam sofrendo. 

Acesse aqui o texto da minuta:

Para assinar o abaixo-assinado, basta acessar aqui 

Mais informações com Flávia Moura 98104-6288.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

FLÁVIO DINO APRESENTA DEMANDAS DA EDUCAÇÃO AO MINISTRO CID GOMES

Bira do Pindaré, Flávio Dino, Cid Gomes e Áurea Prazeres dialogam em prol da Educação
A construção dos núcleos de Educação Integral do Maranhão, a estruturação dos Institutos de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (Iemas) e o Programa Escola Digna, com foco para a erradicação das escolas de taipa e barro do interior do Estado, foram os três focos de ação do Governo do Maranhão apresentados por Flávio Dino ao ministro da Educação, Cid Gomes.

As três macroações para melhorar a qualidade de Ensino no Maranhão em todas as instâncias governamentais foram detalhadas pelo governador e a equipe de secretários destacados para a missão de melhorar os indicadores educacionais do Estado. Áurea Prazeres (secretária de Educação) e Bira do Pindaré (Ciência e Tecnologia) elencaram os projetos para o desenvolvimento da Educação no Maranhão.

Flávio Dino entregou a Cid Gomes o projeto básico do Programa Escola Digna, bem como a programação para a construção dos Iemas e dos Núcleos de Educação Integral do Estado. A partir de recursos do Governo Estadual e de financiamento junto ao Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social, os projetos para alavancar os índices sociais do Maranhão serão colocados em prática ao longo dos próximos 4 anos.

O ministro elogiou o projeto e colocou a equipe do Ministério da Educação a postos para colaborar com a execução dos projetos, e avaliou positivamente as ações programadas pelo governador. “A ação se destaca porque ataca diretamente a precariedade estrutural e de modelo educacional,” afirmou o ministro durante a reunião.

Além dos projetos que serão implementados ao longo dos 4 anos de governo, Flávio Dino elencou as primeiras ações de valorização da Educação no Estado. Aumento salarial aos professores, concessão de progressão a 11 mil educadores no Estado e contratação de mais 1.000 professores para atuar na rede estadual de ensino foram lembrados durante a reunião. “Vamos dar uma nova face à Educação em nosso Estado,” destacou.

Agência Secom

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

ELIZIANE GAMA 2016: PPS E REDE ESTARÃO JUNTOS NA DISPUTA PELA PREFEITURA DE SÃO LUÍS

Guerra e paz: deputada critica a gestão do prefeito Edivaldo, aliado do governador Flávio Dino
Primeira colocada na eleição da bancada maranhense na Câmara, com 133.575 votos, a deputada federal Eliziane Gama (PPS) vai consolidando a candidatura a prefeita da capital.

Em paz com o governador Flávio Dino (PCdoB), a deputada tece críticas ácidas à gestão do prefeito Edivaldo Holanda Junior (PTC).

“A velha tática de deixar para trabalhar só nos últimos anos já mostrou que não dá certo. Edivaldo perdeu o time, acredito que os problemas não foram resolvidos e não há nenhum planejamento para isso. O governo está inadimplente e ficará em várias outras áreas por falta de cumprimento de leis federais. Infelizmente a situação da cidade é grave”, frisou Gama.

A deputada está segura do PPS e pretende agregar a Rede Sustentabilidade, partido em fase de regularização, liderado por Marina Silva. “Os dois partidos estão coesos e estarão juntos no projeto”, garantiu.

Sobre os atritos na Secretaria de Cultura, ela afirmou que o assunto está superado. “Não tive nenhum problema com o governador. Nunca pedi saída de ninguém, o problema foi pontual. O PPS devolveu a pasta, hoje não temos secretaria no governo, mas continuamos apoiando o governo”, explicou.

Veja a entrevista exclusiva ao Blogue do Ed Wilson.

Blogue - Qual a sua avaliação do processo eleitoral de 2014 no Maranhão?

Eliziane Gama - Foi muito bom, o Maranhão mostrou sua força, elegendo com toda folga o governador Flávio Dino. Esse é um recomeço. 

Blogue – A sua votação foi a maior de toda a bancada maranhense eleita. Quais fatores contribuíram para esse resultado?

Eliziane Gama - Foi fruto de muito trabalho, de nossa atuação de 8 anos de mandato. O Maranhão reconheceu, mesmo com uma campanha muito modesta, tivemos uma votação surpreendente. 

Blogue – Os primeiros 40 dias de governo Flávio Dino (PCdoB) estão correspondendo à proposta de mudança pregada na campanha?

Eliziane Gama - Ele tem um grande desafio, o de trazer de volta os sonhos frustrados de milhares de maranhenses. As medidas adotadas por ele nesse primeiro momento foram importantes, mas também são desafiadoras. O Estado tem problemas estruturantes graves, alguns resultados não virão de imediato. 

Blogue – O prefeito Edivaldo Holanda Junior (PTC) também foi eleito com o discurso da mudança. Qual a sua avaliação da gestão na capital?

Eliziane Gama – A velha tática de deixar para trabalhar só nos últimos anos já mostrou que não dá certo. Edvaldo perdeu o time, acredito que os problemas não foram resolvidos e não há nenhum planejamento para isso. O governo está inadimplente e ficará em várias outras áreas por falta de cumprimento de leis federais. Infelizmente a situação da cidade é grave.

Blogue – Em todas as análises e projeções políticas, seu nome vem sendo colocado para disputar a Prefeitura de São Luís. A candidatura já está consolidada?

Eliziane Gama - É natural a candidatura do PPS, não há como ser diferente, mas agora estamos focados em nosso mandato como federal. O povo me elegeu com a maior votação do estado, preciso responder essa expectativa. No momento certo farei esse debate. 

Blogue – O plano do governador Flávio Dino é manter a maioria dos partidos da coligação de 2014 coesa em 2016, em torno da candidatura à reeleição do prefeito Edivaldo Holanda Junior (PTC). Esse plano inclui o PPS, seu partido, que tem cargos na Prefeitura de São Luís. A senhora pretende ser candidata contra a orientação do governador?

Eliziane Gama - O PPS é oposição ao governo municipal, tem um projeto. Isso é um fato.

Blogue – Como ficou a sua relação com o governo Flávio Dino após os atritos na Secretaria de Cultura?

Eliziane Gama - Não tive nenhum problema com o governador. Nunca pedi saída de ninguém, o problema foi pontual. O PPS devolveu a pasta, hoje não temos secretaria no governo, mas continuamos apoiando o governo. 

Blogue – Integrantes do PPS insistem em manter os cargos na Prefeitura de São Luís. O partido também está sob a área de influência do governador Flávio Dino. Quais as chances de a sua candidatura unificar a legenda?

Eliziane Gama - O PPS está unificado em torno do projeto municipal, quem está integrando o atual governo municipal não integra mais a executiva do partido, portanto esse fato está consumado. 

Blogue – Se o PPS não apoiar a sua candidatura, a Rede Sustentabilidade é um caminho mais viável? Existe diálogo para o seu ingresso no novo partido? A senhora tem conversado com Marina Silva?

Eliziane Gama - Sou incentivadora da Rede, assim como o PPS nacional. Marina é uma referência de vida para mim, é uma amiga pessoal, tenho por ela um grandioso respeito, mas estou no PPS, estou focada nisso.

Blogue – A sua posição ideológica é de esquerda, centro ou direita? Isso faz alguma diferença nas disputas eleitorais no Maranhão?

Eliziane Gama - Acredito que esse debate esquerda versus direita está ultrapassado. As últimas eleições mostraram isso. Sou do Maranhão, sou das boas práticas, sou da nova política. 

Blogue – Quais são os três problemas emergenciais de São Luís que a sua candidatura poderia agendar em uma disputa eleitoral?

Eliziane Gama - São Luís tem graves problemas, infelizmente em todas as áreas, mas a educação está mais grave, até hoje tem crianças que não tiveram a oportunidade de concluir o ano letivo de 2014, isso é grave. Um pai ou uma mãe que não coloca seu filho na escola, está incorrendo em um crime. Um gestor que não garante vaga pra um aluno, também está incorrendo em um crime. Isso é improbidade. Além dessa área, temos mobilidade urbana e saúde. 

Blogue – Geralmente, nas eleições, o programa de governo é apenas uma peça de ficção. A sua candidatura, caso seja consolidada, pretende elaborar um programa real e exequível?

Eliziane Gama – Isso é um fato, sou comunicadora, mas os programas de governo não podem ser fruto de uma peça publicitária, precisam ser fruto de um debate com a população e técnicos qualificados. O PPS está atento, pois se isso não acontece, o marketing inverte seu papel e aí não funciona. 

Blogue – Poderia apontar algumas diretrizes programáticas de uma eventual candidatura para enfrentar os problemas da capital?

Eliziane Gama - O programa de governo será pautado na sustentabilidade de forma transversal, popular, transparente e democrática. Com esses princípios faremos um programa consolidado.

Blogue – Qual seria sua proposta para o transporte de massa. Retomaria o VLT, por exemplo?

Eliziane Gama - São Luís precisa urgente de um transporte de massa, o VLT é uma boa alternativa, mas como não teve um planejamento e suas obras não tiveram continuidade, virou piada em São Luís, mas chegou a hora de termos um sistema de transporte de massa mais evoluído. 

Blogue – São Luís é uma cidade sem os equipamentos urbanos básicos e as administrações ainda estão focadas em operações tapa-buracos. É possível sair desse lugar-comum e avançar? Para onde?

Eliziane Gama - São Luís não tem planejamento. A capital não tem plano de resíduos sólidos, por isso fica inadimplente, até agora não fez o plano de mobilidade, por isso também pode incorrer nesse mesmo risco, ou seja não há planejamento. O governo não tem uma equipe de projetos e nem de captação de recursos, por isso perde dinheiro e deixa de receber também. Isso é sério, não tem como prosperar sem esse nível de responsabilidade. 

Blogue – Caso o PPS local não viabilize sua candidatura, existe a chance de uma intervenção através do líder nacional Roberto Freire?

Eliziane Gama - Não existe a possibilidade de não viabilizar. 

Blogue – Qual o caminho mais seguro para sua candidatura: o PPS ou a Rede Sustentabilidade?

Eliziane Gama - Os dois partidos estão coesos e estarão juntos no projeto.

Blogue – Na Câmara dos Deputados, como será seu posicionamento sobre os temas polêmicos, por exemplo: relações homoafetivas, casamento entre pessoas do mesmo sexo, diversidade religiosa, multiculturalismo e outros?

Eliziane Gama - Meu foco é o ser humano, a pessoa, sempre será assim, sou radicalmente a favor da vida. Esse é o princípio que rege todas as minhas decisões. 

domingo, 22 de fevereiro de 2015

A DESTRUIÇÃO NECESSÁRIA NO MARANHÃO

Feiura, drogas, prostituição e sujeira vieram abaixo na praça do Pescador
A Prefeitura de São Luís agiu corretamente ao demolir os bares e barracas improvisadas no Anel Viário. Em condições insalubres, o amontoado de construções horrendas era um monumento à estupidez.

Na praça do Pescador aglomeravam-se os "inferninhos", ambientes insalubres onde tudo se pratica: do tráfico de drogas à prostituição infantil.

Seguindo o plano de reordenamento urbano, a Prefeitura prometeu construir no local uma praça e quadra poliesportiva.

Se não construir nada e mantiver o local limpo, com as calçadas livres, já é grande coisa.

São Luís é uma cidade sem ordem. Qualquer pessoa ocupa os espaços públicos com lava-jatos, barracas, tendas e bares irregulares.

Essa realidade precisa mudar.

A demolição dos "inferninhos" precisa ser ampliada para outros monstrengos do Maranhão. 

O governador Flávio Dino (PCdoB) deveria seguir o exemplo do prefeito e mandar demolir, por exemplo, a rodoviária de Peritoró.

Localizada no maior tronco de estradas do Maranhão, aquilo é uma sucursal do inferno, uma construção horrenda, empoeirada, sem qualquer sinal do processo civilizatório.

O Maranhão precisa de um choque de beleza. No lugar dos monumentos à estupidez devem ser construídas obras de qualidade, esteticamente agradáveis e úteis à população.

É hora de passar o trator em todos os infernos que açoitam os olhos da população e deixar a beleza tomar conta das nossas cidades.

COMUNISMO E RELIGIÃO: COISAS DE DEUS

O governador Flávio Dino, filiado ao PCdoB, escreve hoje no Jornal Pequeno sobre a Campanha da Fraternidade, mobilização anual da Igreja Católica para orientar a evangelização.

Com o título "Servir a Deus e mudar a vida das pessoas", o artigo é uma celebração à justiça, demonstrando como um político de partido comunista pode governar em sintonia com os princípios cristãos.

Ao desmontar as quadrilhas que saqueavam os cofres públicos do Maranhão e aplicar os recursos para melhorar os nossos indicadores sociais, o governo serve a Deus ajudando, principalmente, os mais pobres.

O comunismo moderno, bem distante das práticas tenebrosas de Stálin, é de paz e amor.

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