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terça-feira, 19 de agosto de 2014

ELEIÇÃO PARA REITOR DA UEMA: CASUÍSMO E OPORTUNISMO

Dr. José Ribamar Gusmão Araujo, Prof. Depto. Fitotecnia e Fitossanidade (CCA/UEMA)

Dr. João Coelho Silva Filho, Prof. Depto. Matemática e Informática (CECEN/UEMA)

É razoável conceber que a Universidade - academia do saber, laboratório de criação, celeiro de pensadores – em sua prática cotidiana, deve exercitar diuturnamente a transparência e expressar clareza nas ações, na medida em que as pessoas que transitam no meio acadêmico são formadoras de opinião e tem clara percepção da realidade. A essência da Universidade contempla a diversidade e debate de ideias e pressupõe o contraditório, como condições fundamentais para seu crescimento e funcionamento saudável e plural.

Na prática, isso não vem acontecendo na Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) nos últimos 20 anos, e essa situação tem se tornado insustentável sob o ponto de vista ético e democrático. Parece-nos inadiável expor à Comunidade Acadêmica da UEMA e à Sociedade Maranhense, que é sua mantenedora, a situação atual do processo de escolha dos “dirigentes superiores” (Reitor e Vice), primeiramente denunciando que a antecipação muito precoce das eleições para Reitor e Vice-Reitor da UEMA, em 2014, é um ato antidemocrático e eivado de flagrante casuísmo.

O Estatuto da UEMA e o Regimento da Reitoria, tratam a questão das eleições somente de forma superficial. O próprio processo eleitoral no esquema de lista tríplice, aliado ao peso desigual dos votantes, nos parece macular a plena liberdade de expressão e de participação dos eleitores, no caso estudantes de graduação e pós-graduação, técnico-administrativos e docentes, ao contrário do que acontece com as eleições na sociedade para escolha de prefeitos e governadores, por exemplo.

Durante 10 anos de mandato do atual Reitor e oito anos do Vice-Reitor, a legislação (Estatuto e Regimento) da UEMA não fora revisada, reformada e atualizada, embora solenemente prometida. A necessária convocação da Estatuinte reivindicada pela comunidade universitária não foi levada a efeito. Para ilustrar, no último pleito realizado em 2010 para escolha do Reitor, a falta de clareza das Normas levou o CONSUN – Conselho Universitário da UEMA, a aprovar um parecer que autorizou o atual Reitor a participar de um inimaginável terceiro mandato eletivo, fato que foi amplamente questionado na justiça e divulgado nas mídias, fragilizando o processo de escolha dos dirigentes da Instituição.

Em relação ao processo eleitoral da UEMA, ao CONSUN compete convocar a comunidade universitária para as eleições até 60 dias antes do término do mandato do Reitor e homologar a lista tríplice de candidatos a Reitor e Vice, conforme consta no Estatuto da UEMA. Por sua vez, a referida convocação pelo CONSUN deve ser realizada com antecedência de 45 dias da data marcada para a realização das eleições, conforme estipula o Regimento da Reitoria. Destaca-se que ainda hoje o CONSUN e os demais Conselhos Superiores – CEPE (ensino, pesquisa e extensão) e CAD (administração) - funcionam e decidem sem representação estudantil – maior segmento e razão de ser da Instituição.

Importante salientar que o mandato do Reitor e Vice é de quatro anos e a eleição destes é coincidente com a eleição do Governador, a cada quatro anos. Considerando que é o Governador do Estado (o Estatuto e o Regimento não deixam claro se o atual ou futuro) que faz a nomeação de um dos três candidatos mais votados da lista a Reitor e Vice, permite ao mandatário de plantão da UEMA (Reitor) interessado em manter seu grupo no “poder”, a convocar, em reunião do CONSUN, as eleições de forma tão precoce. Isso implica restar um tempo muito curto para que os demais candidatos possam realizar campanha e divulgar suas idéias e propostas, no universo de uma UEMA grande e dispersa territorialmente em 22 campi. Entendemos que o pleito deveria ser realizado, pelo menos, 90 dias após convocação do CONSUN e no limite dos 60 dias antes do término do mandato do reitorado atual. Nesse caso, as condições seriam relativamente mais equilibradas entre os candidatos, especialmente, o tempo para campanha e debates, enquanto a nomeação do futuro Reitor e Vice seria prerrogativa do próximo governador também eleito, e com o qual o Reitor terá que dialogar pelas causas e desafios da Instituição. Em relação ao patente desequilíbrio, é oportuno destacar que o candidato do grupo mandatário é o atual Vice-Reitor, que está em “campanha” há 8 anos, exercendo forte influência nos diferentes segmentos da instituição por força do cargo, das promessas e do “poder da caneta”. Pairam nebulosas também as reais listas dos votantes na UEMA, sempre questionadas pelos outros candidatos, além das várias centenas de cargos comissionados com “direito a voto”. A própria Pauta do CONSUN do dia 03/07/2014, coloca o assunto “convocação das eleições” no item “O que ocorrer”, dando a impressão de que o assunto não teria importância para mais ninguém. Em 2010, as eleições foram convocadas para o dia 24 de novembro e este ano para o dia 25 de agosto de 2014, de forma injustificável. A perplexidade se acentua em razão de que, com essa prematura convocação da eleição, metade do tempo disponível para campanha (52 dias) ocorrer no recesso de aulas dos alunos, docentes e técnicos, tirando o direito destes de terem acesso às propostas e ideais dos demais candidatos e dificultar que os demais candidatos façam campanha ampla em todos os campi.  Não há dúvidas de que as eleições para Reitor na UEMA requerem a presença de observadores externos.

 

Nos últimos 20 anos, tem havido alternância de gestores na UEMA, mas não na prática da política universitária, que aponte para novo modus operandi e crescimento científico e social sustentado. A UEMA vive uma crise de gestão e de temeridade na definição de um caminho seguro de desenvolvimento. Conforme atesta Jacques Marcovitch, ex-reitor da USP, “a liderança de um dirigente universitário se mede pela capacidade na agregação de competências e formulação de um projeto para a academia”. Não um projeto político, mas um projeto de desenvolvimento institucional. No período considerado acima, os gestores da UEMA têm conduzido a Instituição na mesma cartilha voltada para expansão territorial (abertura de campi deficitários ao sabor dos interesses políticos), do uso político (palanque para pretensos candidatos a deputado), do clientelismo, da centralização administrativa, da falta de autonomia financeira, do grande fosso salarial entre docentes e técnico-administrativos, da não aprovação de um plano de carreiras e salários específico para os técnico-administrativos, engessamento da carreira docente, carência de projetos estruturantes, inversão de prioridades nas questões de ensino, tímida evolução da pós-graduação stricto sensu, falta de política de assistência aos discentes e da falta de transparência na aplicação de recursos do orçamento e de convênios. É bom lembrar que a UEMA custa ao contribuinte maranhense cerca de R$ 250 milhões por ano, somente do orçamento do Estado.


Como resultado, a UEMA tem amargado as piores posições nos rankings de classificação de desempenho acadêmico no Brasil e na América Latina. Em 2013, a UEMA ficou na sétima pior posição no ranking da Folha no universo das IES nacionais e foi classificada como a quinta pior no ranking da QS University (Quacquarelli Symonds/Reino Unido) de uma lista de 300 instituições avaliadas da América Latina.

Diante desse cenário, que nos perturba e ao mesmo tempo nos desafia, parece-nos fundamental uma reflexão crítica daqueles que fazem e vivem a Universidade e, ao mesmo tempo, um olhar mais aguçado da sociedade e das instituições organizadas do Estado, preocupados com o futuro desse patrimônio que pertence a todos os maranhenses.

FILME BASEADO EM TIPOLOGIA DE NIETZSCHE ESTREIA EM SÃO LUIS

O camelo, o leão e a criança, primeiro longa-metragem do curitibano Paulo Blitos, foi rodado entre Paraná e Maranhão.
 
O lançamento do filme acontece em sessão para convidados/as nesta quinta-feira (21), às 20h, no Cine Praia Grande. Interessados/as em geral poderão ocupar vagas de convidados/as faltantes, mediante disponibilidade. A partir dessa exibição o filme entra em cartaz na sala do Centro de Criatividade Odylo Costa, filho. Na mesma data o filme entra em cartaz no Cine Lume (Edifício Office Tower, Renascença), às 16h.

Como O camelo, o leão e a criança, seu primeiro longa-metragem, a trajetória do cineasta Paulo Blitos não é convencional. Engenheiro de formação, o teatro entrou em sua vida quando trabalhava em uma empresa do setor energético, em Curitiba, onde se aposentou.

“Trabalhei 30 anos, comecei como engenheiro, fui gerente, depois de cerca de 15 anos, larguei tudo [as atividades de engenharia e gerência], e fui trabalhar com treinamento, dentro da própria empresa. Larguei mão da engenharia, como eu digo “eu fui engenheiro”. Comecei a me envolver com arte, fui fazer curso de teatro para fazer treinamento. Foi através do curso de teatro, que eu fiz com um rapaz [Mauro Zanatta], que inclusive é um dos atores que está fazendo o trabalho [de O camelo, o leão e a criança] agora com a gente”, conta.

O filme é baseado na tipologia nietzschiana do capítulo Das três transformações, de Assim falava Zaratustra, conhecida obra do filósofo alemão. Blitos, que teve consultoria do psicanalista João Perci Schiavon (USP), conta que lia o bigodudo desde a adolescência. “Sempre li bastante. Eu lia Nietzsche com 17 anos. Não entendia nada. Mas eu adorava! [risos]. Muita gente passou por essa experiência. Eu sempre gostei de Filosofia, mas acabei enveredando por outro caminho. Depois eu voltei, mas queria aplicar isso, não ficar só no hobby”, revela.

“Eu peguei a tipologia e tentei observar se isso acontecia nas histórias de pessoas. O filme é baseado em histórias reais. Tem três personagens centrais. Um personagem, que é a linha mestra do filme, que é um professor [interpretado por Paulo Blitos], a história é baseada em minha história, mesclada a de meu pai”, adianta.

“A ideia do filme é a gente conseguir enxergar essa tipologia que o Nietzsche apresenta na história de três pessoas comuns e perceber as fases de camelo que nós vivemos, de leão, até a fase de criança. Nós pegamos essa tipologia específica e vamos ver como é que isso se encaixa na minha história pessoal, na história do ator e na história dessa médica”, resume.

Fora do trabalho na empresa, Blitos tem uma peça de teatro e três curtas-metragens na bagagem. O quarto [cronologicamente o primeiro realizado] não chegou a ser veiculado. “A ideia do filme foi legal, mas o filme não chegou a ser concluído. Tem baixa resolução, a gente não quis nem colocar no youtube. Está parado, não foi concluído”, revela, sem se lamentar. O mais recente, Tuareg, rodado em Barreirinhas/MA, em cinco dias, foi exibido sábado passado (16), no Cine Praia Grande, em sessão seguida de debate com o diretor/ator. O monólogo, que participou de festivais em Taguatinga/DF e Pinhais/PR, foi premiado no último.

O camelo, o leão e a criança foi rodado no Paraná (Curitiba) e Maranhão (São Luís, Morros e Santo Amaro). “Em Curitiba nós fizemos algumas cenas internas, quase não aparece a cidade, e algumas cenas no campo, área rural, não dá para saber que é Curitiba. São Luís dá para saber, as cenas externas caracterizam bem a cidade”, adianta.

Sinopse

“Três transformações do espírito vos apresento: como o espírito se transforma em camelo, o camelo em leão, e o leão, finalmente, em criança” (Nietzsche em Assim falava Zaratustra). É com o espantoso, o estranho e o inusitado, tal como se inserem, de modo geral inadvertidos, no curso da vida cotidiana, que o filme O camelo, o leão e a criança se constrói. Um professor de filosofia da ciência, um ator e diretor de teatro, uma médica e mística vivem diferentes fases de suas vidas (baseadas em histórias reais e relacionadas à tipologia nietzschiana). Cada uma das personagens se depara, em sua linha de vida, com a dimensão do estranho, seja na experiência de discriminação e seu fundo de violência, seja na vertigem do vício e da loucura, seja, ainda, no indizível do transe místico. O encontro com o real e a comoção que o filme desencadeia exigirão novos modos de pensar, de agir, de existir.

Trailer disponível em http://vimeo.com/103024414

Ficha Técnica

Gênero: ficção

Duração: 88 minutos

Roteiro e Direção: Paulo Blitos

Codireção: Jul Leardini

Direção de Fotografia e Câmera: Evandro Martin

Som, Edição e Montagem: Edemar Miqueta

Trilha Sonora: Joaquim Santos

Direção de Produção: Élida Aragão (Maranhão) e Suzana Aragão (Paraná)

Produção: Paulo Blitos e Sync Cultural

Direção de Arte: Dida Maranhão

Assessoria de comunicação: Zema Ribeiro

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

CANDIDATOS AO GOVERNO CONFIRMAM PARTICIPAÇÃO EM DEBATE ORGANIZADO PELA COMISSÃO DE JUSTIÇA E PAZ

A Comissão Justiça e Paz (CJP) da Arquidiocese de São Luís realiza debate com os candidatos a governador do Maranhão, dia 20 de agosto. O debate acontecerá no Auditório da OAB/MA, das 19h às 21h30 e será coordenado pelo secretário-executivo da Comissão Brasileira Justiça e Paz, Pedro Gotijo, que vem com o objetivo de dar um ar de imparcialidade no debate.

De acordo com a secretária executiva da CJP, Cecília Amim Castro, no último dia 5, a organização do debate reuniu representantes de quatro candidatos para conhecerem as regras do evento. “Após opinarem sobre alguns itens, como proibição de imagens no programa eleitoral, assinaram o documento com o compromisso da participação do candidato”, assinalou.

Estavam presentes representantes dos seguintes candidatos: Flávio Dino (PCdoB), Edison Lobão Filho (PMDB), Josivaldo Sales (PCB), Saulo Arcangelli (PSTU/o próprio), Antonio Pedrosa (PSOL) e Zé Luís Lago (PPL). Todos confirmaram presença.

Cecilia Amim informou que na abertura, 15 minutos serão dedicados a falar sobre a Reforma Política. Enfatizou que a CJP espera que todos os candidatos se façam presentes e apresentem as suas propostas para governar nosso o Maranhão.  “Como em anos anteriores, estamos, mais uma vez, querendo fortalecer a democracia” , acrescentou.

Assessoria da Comissão de Justiça e Paz 

domingo, 17 de agosto de 2014

QUEM SÃO OS ALIADOS DE EDINHO LOBÃO NO BAIXO PARNAÍBA?

VEJA NO BLOGUE DO DABY SANTOS

Condenado no escândalo das estradas-fantasmas coordena a campanha de Edinho Lobão em 7 municípios do Baixo Parnaíba maranhense.

Noticiei aqui no blog que o Marcio Machado, um dos condenados no escândalo das estradas-fantasmas, era o coordenador da campanha de Edinho Lobão em Araioses. Para mim isso parece ser um absurdo para um candidato quem vem se colocando como quem vai por o Maranhão para frente ter sua campanha sob o comando de gente com esse perfil.

Porém, a notícia não está completa. Márcio Machado além de Araioses está coordenado também a campanha ao governo do Estado em mais seis municípios somando-se assim com o nosso um total sete, que no caso é uma verdade e não uma conta de mentiroso.

Leia mais AQUI

sábado, 16 de agosto de 2014

PESQUISA CONFIRMA: VITÓRIA DE FLÁVIO DINO NO PRIMEIRO TURNO

A 50 dias das eleições de outubro, a TV Guará divulgou mais uma pesquisa de intenção de votos realizada no Maranhão. 

Flávio Dino aparece com 56% das intenções de voto, mantendo-se na liderança e confirmando a vitória no primeiro turno. O segundo colocado na pesquisa Exata/TV Guará é Lobão Filho (PMDB), que aparece com 26% dos votos.

Os candidatos Saulo Arcangeli (PSTU), Zeluis Lago (PPL) e Antônio Pedrosa (PSOL) têm 1% cada. Prof. Josivaldo (PCB) não pontuou. Brancos e nulos somam 8%. E 7% não souberam ou não responderam.

Com a vantagem de 30 pontos sobre o segundo colocado, Flávio Dino mantém a liderança já verificada nas pesquisas anteriores e venceria hoje no primeiro turno.

A pesquisa foi registrada sob protocolo MA-0035/2014 e ouviu 1.400 eleitores entre os dias 8 e 12 de agosto. A margem de erro é de 3,2 pontos para cima ou para baixo.

TENDÊNCIAS

Em todas as pesquisas de intenção de votos divulgadas até agora, Flávio Dino, candidato da Coligação Todos pelo Maranhão, está na liderança, seguido de Lobão Filho, candidato da Coligação Pra Frente Maranhão.

Pesquisas já realizadas pelo Instituto Amostragem/Jornal Pequeno, DataM/Atos e Fatos e Exata/TV Guará mostraram Flávio Dino mantendo a liderança com 54%, 58% e 54%, respectivamente.

Na pesquisa Exata divulgada hoje, Flávio aparece com um crescimento de 2 pontos, confirmando que continua conquistando cada vez mais eleitores em todo o Maranhão.

DEBATE

Na próxima segunda-feira, dia 18, a TV Guará promove debate entre candidatos ao governo do Estado, a partir das 22h.

Coligação Todos pelo Maranhão - Flávio Dino 65
Assessoria de Imprensa

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

GREVE DOS PROFESSORES: OCUPAÇÃO E AS ELEIÇÕES 2014

A ocupação da Prefeitura de São Luís pelos professores em greve pode ter novos lances, após a decisão judicial que manda retirá-los da sede do executivo municipal e impedi-los de ocupar outro imóvel público.

O prefeito Edivaldo Holanda Junior (PTC) já deveria ter chamado os docentes ao diálogo, mas preferiu esticar a corda. Resultado: a greve cresceu.

Desconheço a direção do sindicato e as forças políticas hegemônicas na entidade. Portanto, não posso opinar sobre a existência ou não de interesses partidários na mobilização.

Porém, conheço várias lideranças grevistas sem partido e professores dedicados à Educação. Eles merecem bons salários e condições de trabalho.

As escolas de São Luís estão em situação precária. É fato. Muitas crianças estudam em anexos, casas alugadas nos bairros da periferia, onde se improvisam salas de aula.

Esses anexos são desumanos, insalubres, sem água e calorentos.

O estado lastimável das escolas não é culpa exclusiva do prefeito atual. É uma herança antiga do mesmo grupo que domina a Prefeitura desde 1988.

Houve algumas melhoras, mas não mudou o essencial. Os anexos atravessaram várias gestões e nunca foram extintos para construir novas escolas.

É justa e digna a luta dos professores municipais por salários melhores e boas escolas. Na rede estadual, a situação é parecida.

Enquanto malas de dinheiro deslizam nos carpetes sofisticados dos hotéis de luxo, com a intenção de subornar o alto escalão do governo Roseana Sarney (PMDB), não foi construída uma escola de ensino médio nos últimos quatro anos.

O Maranhão transpira corrupção. A oligarquia Sarney conspira 24 horas por dia para alimentar a fortuna e a ganância dos seus protegidos. O resto, é lixo. Inclusive professores e estudantes.

Na Prefeitura de São Luís, o mesmo grupo político, com algumas adaptações, faz revezamento no poder. Agora é a vez da família Holanda.

A melhor saída é negociar com os professores, mas o prefeito preferiu outro caminho. Enquanto isso, a greve ganha as ruas e se fortalece.

EM CAMPANHA

O vice-prefeito Roberto Rocha (PSB) é candidato a senador e tem um filho vereador. Nenhum dos dois se mexeu para dialogar com os professores.

O pai do prefeito, Edivaldo Holanda (PTC), figura central na administração, está com a eleição de deputado estadual garantida, restando apenas saber se vai extrapolar a votação para pleitear a presidência da Assembleia Legislativa.

Roberto Rocha vai ao velório de Eduardo Campos, seu correligionário no PSB, mas não se solidariza com milhares de crianças e centenas de professores da cidade onde ele é cogestor.

Na Câmara dos Vereadores, a maioria dos edis pouco se importa com a situação das escolas. É tempo de eleição. Estão todos em campanha.

Como diz o ditado maranhense, “é tempo de murici: cada um cuida de si”

Os professores estão dispostos a seguir na greve, até a abertura das negociações. O desfecho é imprevisível.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

SE MARINA ENTRAR, AÉCIO NEVES MURCHA

A possível candidatura de Marina Silva (PSB) à presidência da República deve provocar um efeito devastador no projeto de Aécio Neves (PSDB).

Até agora indefinida e morna, a campanha presidencial terá um fato novo e surpreendente - Marina candidata - capaz de mobilizar a opinião pública e colocar em terceiro plano a candidatura tucana.

Antes da morte de Eduardo Campos, o cenário estava praticamente congelado na seguinte situação: Dilma líder, sem garantia de vitória no segundo turno; Aécio encostando na presidente; Eduardo Campos patinando na terceira colocação.

O ingresso de Marina Silva na campanha pode mudar tudo. A eventual candidata socialista tem plenas condições de polarizar a campanha com Dilma e isolar Aécio.

No calor dos fatos recentes, essa é a tendência.