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quarta-feira, 16 de abril de 2014

LULA DANÇA COM LOBOS E EMPURRA FLAVIO DINO PARA OS TUCANOS

Lula com a família Lobão: PMDB e PT novamente juntos no Maranhão.
Foto: Heinrich Aikawa/ Instituto Lula
A foto e o apoio de Lula à candidatura de Edinho Lobão (PT) ao governo do Maranhão viraram o jogo eleitoral e levaram Flavio Dino (PCdoB) à coligação com o PSDB.

Neste novo desenho da disputa, os tucanos podem ter a vaga de vice-governador na chapa liderada por Dino, excluindo o PDT da cadeira número dois no Palácio dos Leões.

O posto de vice-governador, quase prometido aos pedetistas, deve ser do deputado federal tucano Carlos Brandão.

Perseverança e pragmatismo
Tucanos e comunistas selam casamento. O PSDB ganha a vice na chapa de Flavio Dino
Flavio Dino tentou à exaustão obter o apoio de Lula e Dilma contra José Sarney (PMDB), mas o casamento não foi possível.

No encontro com Lobão Filho (PMDB) e o ministro Edison Lobão, Lula bateu o martelo: o PT estará novamente com Sarney no Maranhão.

Para Flavio Dino não restou outra opção de palanque. Os comunistas vão com Aécio Neves (PSBD). Esta opção pode ser uma declaração de guerra ao PT nacional, que sempre teve o PCdoB como aliado inconteste.

As opções de Lula e Dino são fruto da simples pragmática eleitoral. Para ganhar, Dilma está refém do PMDB e Dino precisa do PSDB na sua coligação.

Tensão no cenário nacional

A direção nacional do PT tem dúvidas sobre a reeleição de Dilma Roussef no primeiro turno. O cenário no momento é favorável à vitória, mas a incerteza sobre protestos na Copa do Mundo leva o petismo a radicalizar a aliança com o PMDB.

Lula, o presidente de honra do PT, sabe do risco de um segundo turno, principalmente se Dilma cair nas pesquisas após os protestos, a exemplo do que ocorreu em 2013.

Na estratégia da reeleição, o PMDB é tudo! Por isso precisa amarrar os palanques nos estados, onde for possível casar os dois partidos.

Além disso, Lula não tem qualquer problema em declarar apoio a Edinho Lobão, depois de ter abraçado e elogiado Paulo Maluf e José Sarney várias vezes.

Resistência Petista

Flavio Dino ficou sem o apoio oficial do PT, mas terá a militância da Resistência Petista, grupo dissidente da aliança com Sarney no Maranhão, que terá agora de engolir o palanque comunista com Aécio Neves e a vice-governadoria entregue aos tucanos.

Sócios majoritários do PT, Lula e José Sarney jogaram as cartas e não faz qualquer sentido o PT maranhense realizar encontro de tática eleitoral, se a decisão de apoiar Edinho Lobão já foi tomada.

Agora, como diz a música, é cada qual no seu quadrado.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

EDUARDO CAMPOS E OS PALANQUES NO MARANHÃO

Definida a chapa presidencial do PSB - Eduardo Campos e Marina Silva - as próximas articulações caminham para formar os palanques estaduais.

No Maranhão, o perfil da chapa socialista está mais próximo da candidatura de Flavio Dino (PCdoB), cuja aliança já reúne o PSB, controlado pelo vice-prefeito de São Luis Roberto Rocha.

Pela ordem natural da política, os comunistas abrigariam Campos, mas Flavio Dino sabe que precisa do apoio do governo federal para ganhar a eleição no Maranhão.

No plano nacional, o PCdoB, bem relacionado com o Palácio do Planalto, tenta aproximar os petistas Lula/Dilma do comunismo maranhense.

Oficialmente, o PT do Maranhão tende a indicar o vice-governador na chapa do PMDB, liderada por Edinho Lobão ou João Alberto, pré-candidatos de José Sarney.

Até agora, o alinhamento dos partidos e candidaturas pode ser: Flavio Dino com Eduardo Campos e o candidato de Sarney com Lula/Dilma.

É pouco provável que Dino faça qualquer sinalização à candidatura de Aécio Neves (PSDB). Seria uma declaração de guerra ao PT nacional.

O PCdoB raciocina da seguinte maneira: se não pode contar com Lula/Dilma no seu palanque no Maranhão, melhor não tê-los como adversários.

Dino vai lutar pelo apoio do governo federal até o fim, mas no calor da campanha terá de fazer opção nos materiais impressos e na propaganda eletrônica. 

Oficialmente, tudo indica que os comunistas estarão nas fotos com Eduardo Campos, apesar da preferência por Lula/Dilma, que estarão com Sarney, apesar dos pesares.

EDINHO LOBÃO É CANDIDATURA DE TESTE

Pouca gente no mundo político levou a sério o lançamento da candidatura do senador Edinho Lobão (PMDB) ao governo do Maranhão.

Mais frágil e despreparado que o ex-candidato Luis Fernando Silva (PMDB), Edinho Lobão é um presente para o oposicionista melhor colocado nas pesquisas - Flavio Dino (PCdoB).

Edinho está derrotado antes do tempo, até mesmo dentro da oligarquia Sarney, onde o império parece desmoronar.

Tudo indica que Edinho será trocado pelo senador João Alberto (PMDB), que encarna o papel de justiceiro e pode até ser bem aceito pelo eleitorado sedento pelo combate agressivo à criminalidade informal.

Depois da Semana Santa, Edinho pode ser devorado pelo carcará. Vamos aguardar conferir.

sábado, 12 de abril de 2014

RESISTÊNCIA PETISTA COM FLAVIO DINO, ESPERA APOIO DE LULA E DILMA NO MARANHÃO

O campo Resistência Petista, formado por várias tendências não alinhadas à oligarquia Sarney, realiza um encontro neste domingo para manifestar o apoio à candidatura de Flávio Dino (PCdoB) ao governo do Maranhão.

"Somente um governo estadual comprometido com as mudanças pode ajudar a presidenta Dilma a fazer as reformas que o Brasil precisa e o povo pede", diz a convocatória do encontro, sinalizando a candidatura de Flavio Dino como a melhor alinhada ao governo federal.

Em Brasília, o PCdoB nacional dialoga com a cúpula do PT para viabilizar o apoio a Dino e o descarte de Sarney.

No Maranhão, a outra ala do PT, liderada pelo ex-governador Washington Oliveira (WO), ficou mais tonta depois da avalanche que arrastou Luis Fernando Silva (PMDB), o ex-candidato da governadora Roseana Sarney.

O PT sarneísta sonhava com a indicação do vice na chapa do PMDB, mas o projeto desmoronou e já se fala até em candidatura própria, na verdade um laranja para atuar como linha auxiliar do Palácio dos Leões.

Esta banda do PT, submissa a Lula e a Sarney, tem maioria no partido, controla o cartório dos diretórios e os delegados que decidirão a tática eleitoral.

O maior trunfo do PT sarneísta é o negócio do tempo de propaganda eleitoral, moeda forte nas negociações e na formação de aliança.

Minoria no partido, a Resistência Petista tem a coerência, os militantes históricos e um amor não correspondido por Lula e Dilma.

Quanto mais corteja o ex-presidente e a atual chefe do Planalto, mais a Resistência Petista é desprezada pela cúpula do partido, que prefere o amigo José Sarney (PMDB).

O amor não correspondido será colocado à prova novamente neste domingo, quando a Resistência vai fazer a milésima declaração de fidelidade ao lulismo, enquanto em Brasília a cúpula do PT abraça a desgraça do Maranhão.

Veja o texto-convocatória da Resistência Petista para o encontro:

O Brasil mudou com os governos de Lula e Dilma, mas o Maranhão continua preso ao sistema oligárquico, que compromete a qualidade de vida dos maranhenses.

O Maranhão, como há cinquenta anos, ostenta alguns dos piores indicadores sociais do Brasil, em educação, saúde, saneamento básico e outros.

Para acompanhar o Brasil, o Maranhão precisa mudar. E, pra mudar o Maranhão é preciso mudar a política do Maranhão, o governo do Maranhão.

O Brasil mudou, mas é preciso fazer mais. É preciso, como pede o povo brasileiro, fazer as reformas estruturais e consolidar as mudanças dos últimos anos.

Para fazer as mudanças que o Brasil necessita, o governo da presidenta Dilma precisa contar com aliados comprometidos com as reformas estruturais.

Somente um governo comprometido com as mudanças pode impulsionar um programa de desenvolvimento que melhore os indicadores sociais.

Para que isto aconteça, precisamos reforçar o campo democrático e popular, ganhar as eleições estaduais e mudar a política do Estado do Maranhão.

Com esse propósito, convocamos todos os petistas, que apoiam Flávio e Dilma, para um encontro estadual, dia 13, em São Luís, na sede do Boi Pirilampo, Av. 10 – Cohab, a partir das 9h.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

SÓ NO MARANHÃO: QUEM CONTRATA “DE BOCA” E TERCEIRIZA A SAÚDE PÚBLICA VIRA ESPECIALISTA EM SEGURANÇA PÚBLICA

Marizélia Ribeiro, professora da UFMA e doutora em Políticas Públicas

Sem uma proposta eficiente e eficaz para melhorar as condições de saúde e de vida da população maranhense, o que deve ser finalidade das Políticas Públicas de Saúde, o atual Governo do Maranhão decidiu investir especialmente na construção de Unidades de Pronto Atendimento (UPA), aproveitando-se do financiamento fácil do PAC de Dilma e sabedor que a assistência em serviços de urgência/emergência causa mais impacto no eleitorado porque mexe com o risco iminente de vida, com a possibilidade de realizar e entregar exames em prazo curto e com o alívio da dor e de outros sintomas através de medicamentos.

Segundo o Governo Federal, “As UPAs fazem parte da Política Nacional de Urgência e Emergência, lançada pelo Ministério da Saúde em 2003, que estrutura e organiza a rede de urgência e emergência no país, com o objetivo de integrar a atenção às urgências.”.

As UPAs foram transformadas em um dos “carros-chefe” da próxima campanha para Governador do Maranhão. Em seu dia de “fico”, a Governadora alardeou que vai construir mais hospitais, aumentando o número de leitos.

Alguns municípios precisarão escolher se investirão em Unidades Básicas de Saúde ou com os altos custos de hospitais. É fato notório que doentes crônicos, como os renais, cardíacos e diabéticos, “rodam” pelas emergências e não têm seus problemas resolvidos, mas apenas o alívio das agudizações.

Nas UPAs de São Luís, enquanto não criam a Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares, o contrato com profissionais é de “boca”. O dinheiro pago a eles passa por empresas tipo “cooperativas”. Alguns profissionais já foram demitidos quando se preparavam para assumir o plantão. Não se discute, aqui, o que justificou uma demissão, mas como ela acontece e a falta de contratos de trabalho. É a precarização do trabalhador e a prevaricação de gestores. Fim do servidor público estadual nas unidades de saúde, uma luta para o Conselho Regional de Medicina e o Tribunal Regional do Trabalho do Maranhão.

Fica a pergunta: o que de tão bom tem feito o gestor maior da Saúde de nosso estado para ter sido presenteado com o cargo de secretário de Segurança Pública? Certamente não foi pelos indicadores de saúde que já vinham melhorando, uma exigência do Governo Federal e de financiadores internacionais.

No caos que se instalou nos últimos anos no setor de Segurança Pública no Maranhão, para dar conta dos inúmeros problemas, seria preciso mais que um político obediente a pretensões eleitoreiras de um grupo que deseja se eternizar como dono do Maranhão.

SHOW NESTA QUINTA: LUIZ JUNIOR & CONVIDADOS, NO AMSTERDAM PUB


O show Luiz Júnior & Convidados foi feito sob medida para você que admira o talento desse virtuose das sete cordas e da guitarra. No primeiro set do show, Luiz Júnior e Banda - Rui Mário (acordeon e teclados), George Gomes (batteria), Elton Nascimento (saxofone e flauta) - nos guiarão pelas belezas de sons e cores que a qualidade de sua execução imprime à música instrumental.

No segundo set, o artista recebe convidados especiais que são verdadeiros talentos com reconhecimento público e estilos musicais diversificados, entre eles: Augusto Pellegrini Fllho Pellegrini, Fernando de Carvalho,Lena MachadoSabrina Reis e Wendell Cosme.

Reservas: 96186643 ou 81640488 - Mesa: R$ 100,00 Individual: R$ 20,00

Apoio: Calado & Correa Advogados Associados, Contamaster

Realização: Satchmo Produções

quarta-feira, 9 de abril de 2014

O FICO DESCONSOLADO E MELANCÓLICO

Salvador Fernandes *

A Governadora Roseana Sarney Murad anunciou que fica no cargo até o final do mandato. Há duas vertentes de explicação: uma, de dimensão estritamente pessoal, onde sinaliza que cansou das lides ”politicas” e cogita uma vida longe dos holofotes, cujas prioridades são as relações de cunho familiar; outra, de aspecto institucional, que seria justificada pela necessidade de concluir sua “exitosa” administração estadual, cantada em verso e prosa como o melhor governo de sua vida, aquele que está catapultando os maranhenses ao idílico mundo das nações desenvolvidas.

Sem delongas, esta foi uma decisão política indesejada, consequência do progressivo exaurimento do longo domínio oligárquico no Maranhão, ocasionando, inclusive, a fulminante desistência da capenga pré-candidatura de Luís Fernando Silva ao Governo do Estado. Para isto, contribuiu o precipitado e forçado enclausuramento político do ex-vice-governador na Corte de Contas maranhense, situação que provocou a transferência prioritária do jogo sucessório para o Legislativo estadual. Lá no parlamento, a “Branca” encontrou uma inesperada resistência ao pré-concebido desfecho de sua intrincada equação continuísta.

O Clã precisava de Roseana Sarney com mandato no Congresso Nacional. Afinal, a governadora, ao lado do Senador Sarney, são os principais expoentes da oligarquia, e o êxito de seus negócios depende, sobretudo, da força que exala dos mandatos conquistados.  Porém, para eles, a condução das relações de Poder é, antes de tudo, de natureza familiar. Dessa forma, jamais confiariam, ou terceirizariam, o comando do governo estadual. Seja a uma “estrela” recém incorporada à sua constelação oligárquica, ou, especialmente, a um Presidente de Casa Legislativa sedento pela cadeira do Palácio dos Leões, cujo principal conselheiro é ninguém menos que o Ex-Governador José Reinaldo Tavares – integrante do rol de inimigos mortais do Velho Morubixaba.

O certo é que a Oligarquia não tinha garantias de eleger, pela via indireta, Luís Fernando oficialmente governador do Maranhão. Logo, os outros conluios tentados no Legislativo estadual direcionavam-se para uma possível relativização da necessária fidelidade canina, exigida do sucessor da governadora. Preterida no parlamento, a Oligarquia não podia abdicar da Arca estadual, instrumento primordial e estratégico para buscar, mediante emprego do patrimonialismo escancarado, reverter o quadro eleitoral que se apresenta absolutamente desfavorável. Além disso, não desejam a repetição da malograda experiência de 2006, quando a Oligarquia disputou, com a própria Roseana, o governo estadual, sem estar no seu comando, e foi derrotada pelo saudoso Jackson Lago. Assim, a permanência da Governadora Roseana Sarney hipoteca a viabilização plena do tradicional “modus operandi” eleitoral da Oligarquia.

Todavia, outros estorvos políticos se avizinham. Destaca-se a conjuntura de indefinição nas hostes dos petistas locais, reforçada pela renúncia de Luís Fernando. Antes da desistência do pré-candidato governista, o PT maranhense, nas palavras de seus dirigentes do campo majoritário, seria novamente aliado da Oligarquia no próximo pleito estadual. 

Agora, com a ambiência de crise no “arraiá” oligárquico, potencializada pela perda dos cargos ocupados por petistas na administração estadual, argumentam que a questão da sucessão estadual precisa ser “rediscutida”. No entanto, a instância estadual “opina”, mas não decide.  A deliberação final será da Direção Nacional do Partido. A perspectiva é de modificação de seu posicionamento sobre a conjuntura sucessória local. Isto por conta: do desgaste nacional decorrente da estreita e prolongada relação política do PT com a oligarquia Sarney; da recente queda nas pesquisas eleitorais da candidata Dilma Roussef; e, na esfera estadual, da manutenção persistente da pré-candidatura de Flávio Dino em patamares de intenções de votos superiores a 50%.

Os últimos acontecimentos políticos no seio oligárquico reforçam a tendência de que a sigla trabalhadora descarte um alinhamento exclusivo com as candidaturas majoritárias sarneisistas. Esse novo cenário enfraquece a tese que tenta viabilizar um acordo com as demais forças políticas integrantes da base governista no Estado, enquanto que reforça a idéia de lançamento uma candidatura “pró-forma” ao Governo estadual. 

Entretanto, caso se confirme a propensão de queda da presidente Dilma, e Lula venha substituí-la, acentuam-se as possibilidades da tentativa de imposição de um cenário de coalização partidária. Se não prosperar a ideia do chapão da base aliada estadual, e Lula se torne candidato presidencial, haverá uma revitalização dos laços políticos com a Oligarquia, ficando, mais uma vez, as forças democráticas, hoje majoritariamente aglutinadas em torno do pré-candidato Flavio Dino, num plano secundário.

No processo eleitoral de 2010, o PT foi fundamental ao avalizar uma sobrevida política-eleitoral à oligarquia Sarney. Em 2014, o cenário político-eleitoral aponta para o desfazimento relativo, pelo PT nacional, da eterna gratidão ao “imortal” José Sarney, materializada em substantivos espaços na administração federal e nos apoios ostensivos às candidaturas majoritárias oligárquicas no Estado.

* Salvador Fernandes
Servidor Público Federal
Economista
Ex-Presidente Estadual do PT/MA (1996-1999)