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domingo, 15 de setembro de 2013

SÃO LUIS: LIVRARIAS FECHAM E HABIBS CHEGA


Habibs inaugura a primeira loja, na avenida dos Africanos, na cidade sem parques ambientais

Uma livreira contou-me que certa vez o jornalista Paulo Francis veio a São Luís, cobrir a apresentação de uma peça no teatro Arthur Azevedo.

Empolgado com o epíteto de Atenas Brasileira concedido à capital do Maranhão, Francis alimentava grande expectativa com o cenário cultural da cidade, especialmente sobre as livrarias.

Famoso pela escrita e língua ferinas, ele resumiu assim o mercado editorial da cidade: “São Luís não tem livrarias. Tem papelarias que vendem livros.”

Paulo Francis morreu em1997. De lá para cá, muita coisa mudou. As papelarias cresceram e as livrarias encolheram. Várias foram extintas.

A lista é longa. Fecharam as portas a Espaço Aberto (do cantor e compositor Josias Sobrinho, na rua do Sol), ABC (rua de Nazaré), JC (rua do Sol), Ato de Ler (rua do Sol), Athenas (rua do Sol), Livroteca (rua da Mangueira), Infolivro (rua 13 de maio) e a Boa Tarde (localizada na Praia Grande, no beco Catarina Mina/rua Djalma Dutra), onde hoje funciona o ateliê do artista plástico Airton Marinho.

A Nobel, que teve lojas nos shoppings Colonial e São Luís, manteve apenas o ponto do shopping Monumental.

Uma das maiores perdas foi a livraria Athenas, do dedicado livreiro José Arteiro Muniz, que fechou duas lojas: uma na rua do Sol e outra no shopping Monumental. Arteiro resiste bravamente em um estande na UFMA, no Centro de Ciências Sociais (CCSo), sempre com boas obras.

Abriram recentemente a Leitura e a Resistência Cultural, respectivamente, no Shopping da Ilha e na avenida dos Holandeses. Instalaram-se também algumas editoras, na avenida Getulio Vargas, no bairro Apeadouro: FTD, Moderna, Contexto, Ática etc.

ESTUDANTES x LIVRARIAS

No Maranhão das coisas surreais, impressiona uma fatídica desproporcionalidade: quanto maior o número de faculdades e universidades, menor a quantidade de livrarias.

Mal terminam a graduação, os recém-formados já pensam na “pós”, numa cidade em que os diplomas se multiplicam enquanto as livrarias entram em falência.

É óbvio que a Internet e o comércio eletrônico explicam em parte o paradoxo, mas soa estranho que tenhamos tantos estudantes e poucos espaços para a comercialização de obras científicas, literárias e técnicas.

Em outubro de 2012, quando fez a noite de autógrafos do seu mais recente CD, “O disco do ano”, no sebo Poeme-se, o cantor e compositor Zeca Baleiro estranhou o fato de termos uma cidade cheia de poetas com tão poucas livrarias, esfaqueando no fígado a fama literária de São Luís.
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Mas Baleiro nem devia estranhar, porque na terra onde “até o céu mente”, como dizia o padre Antonio Vieira, qualquer pessoa influente ingressa na Academia Maranhense de Letras (AML), mesmo sem ter escrito nenhuma obra literária.

Diante do furacão que varreu as livrarias, os poucos sebos de São Luís vão sobrevivendo. Restam o Poeme-se, que vende obras novas e usadas; o Papiros do Egito, na rua 7 de Setembro; e o Sebo do Rui, na rua dos Prazeres.

HABEMOS HABIBS

16 anos depois da morte de Paulo Francis, São Luís está prestes a inaugurar a primeira franquia da rede fast food Habibs, na avenida dos Africanos.

A falência das livrarias e a inauguração do Habibs podem até parecer fatos banais e desconectados um do outro, mas no fundo refletem as profundas transformações que vêm ocorrendo em São Luis: a cidade cresce, mas não se desenvolve!

Sem saudosismos, o papo reto é o seguinte: todas as cidades passam por processos de transformação, hibridismos e heterogeneidades. Não tenho nada contra a mistura de coreanos com ludovicenses, nem objeções às franquias de alimentos.

O que assusta em São Luis é a eliminação dos locais que davam à cidade uma identidade literária e cultural, proclamada no batismo de “Atenas Brasileira” e materializada nas obras de renomados autores de expressão nacional.

PATRIMÔNIO DECADENTE
 
São Luís foi varrida por um “genocídio” cultural. O cine Praia Grande chega a passar uma semana inteira com um filme em cartaz sem receber sequer um pagante.

Raramente algum casal vai ao cinema do Centro Histórico aos fins de semana. E, quando sai da sessão, fica vulnerável no ambiente de insegurança e degradação que já começa no estacionamento da Praia Grande.

O bairro outrora boêmio, frequentado por trabalhadores, estudantes, intelectuais, artistas, bons malandros, estivadores e malucos beleza, está entregue às baratas e odor de urina, tornando-se o logradouro mais abandonado de São Luís.

Todas as cidades do mundo, principalmente aquelas agraciadas com títulos de patrimônio histórico, tendem a manter um equilíbrio entre a tradição e a modernidade.

O sebo e o tablet são duas formas distintas de encantar as pessoas. O analógico e o digital provocam sensações estéticas e utilidades práticas que dialogam na constituição da sociabilidade contemporânea.

Mas, infelizmente, São Luís parece caminhar no sentido contrário ao movimento de rotatividade do planeta.

ESTÉTICA PADRONIZADA

Na cidade onde a própria Companhia de Saneamento Ambiental (Caema) é a principal agente de poluição das praias, as livrarias fecham e as lojas de fast food proliferam.

Os saraus literários deram lugar ao espetáculo grotesco dos carros forrozeiros com suas potentes máquinas de som, tocando o dia inteiro as mesmas músicas dos “Aviões” e do “Safadão”.

Sem praças nem parques ambientais, as pessoas se encontram nos postos de gasolina para fazer competições de carros de som, onde ouvem sempre o mesmo forró.

Os forrozeiros são os novos literatos.

São Luís vive o ápice da estética do grotesco, padronizada em todos os bairros, até na área nobre! Nas calçadas da cidade, totalmente destruídas, enfiam-se tendas onde vendem sanduíches e churrasquinhos.

As tendas espalhadas na cidade vão disputar o mercado da comida rápida com o Habibs das esfirras de cinqüenta centavos. Quem vencerá essa guerra de gordura trans?

A cidade chegou a 1 milhão de habitantes, expandiu vertiginosamente os empreendimentos imobiliários, triplicou a frota de veículos (cerca de 300 mil) e todos os shoppings estão em fase de ampliação.

Porém, todos os dias assistimos à triste cena das pessoas jogando lixo pela janela dos carros (populares e de luxo) e dos ônibus também.

CRESCIMENTO NÃO É DESENVOLVIMENTO

No avesso desse inchaço, o transporte público é de péssima qualidade, as praias estão poluídas pelos esgotos dos condomínios, as principais praças estão destruídas e as sobras de áreas verdes agonizam sob os olhos gananciosos das empreiteiras.

Um cinturão de miséria se forma na periferia da ilha, gerando demanda por transporte, água, saneamento e serviços. Quem conhece os bairros afastados sabe do que eu estou falando!

São Luís cresce, mas não se desenvolve. São dois conceitos distintos. Desenvolvimento pressupõe qualidade de vida, transporte público de qualidade, espaços de lazer e encontro das pessoas, parques ambientais, praças, ciclovias, passeios públicos, livrarias, bibliotecas, escolas e hospitais decentes.

Esse é o conjunto de equipamentos urbanos que vai caracterizar o desenvolvimento pleno da cidade. Afinal, de que adianta a elite se isolar nos apartamentos de R$ 5 milhões na Península da Ponta d’Areia se o retorno do São Francisco lhe trava a mobilidade?

A GENTE NÃO QUER  SÓ COMIDA

Ninguém está totalmente a salvo da barbárie ludovicense. A cidade, dominada por carros de luxo e caminhonetes forrozeiras, trafegando nas ruas esburcadadas, com esgotos jorrando pra todo lado, é o cenário natural para aqueles filmes do oeste americano ou das cidades-eldorado, típicas da corrida do ouro, onde qualquer atoleiro improvisado vira um povoado.


Vivemos um estágio pré-político, sem lei nem ordem. Quem pretende mudar o Maranhão precisa ficar atento a isso. Ou dá um cavalo de pau rumo à civilização ou aprofunda de vez a barbárie.

A cidade cresceu em tamanho, tem prédios sofisticados e grandes franquias, mas encolheu na perspectiva educativa e cultural.

Queremos as esfirras do Habibs e os pastéis dos coreanos, mas não abrimos mão de pitomba, juçara, derresol, pirulito, cuzcuz ideal, quebra-queixo, suquinho, sorvete de casquinha, praias limpas, calçadas decentes, livrarias, sebos e praças bonitas para namorar ao por do sol.

Não é saudosismo, é dignidade para a nossa cidade!

31 comentários:

Flávia Moraes disse...

Eis a nossa triste realidade... Já dizia a música... "Você tem fome de quê?"

josé Arteiro disse...

Caro professor, que reflexão pertinente e oportuna. Parabéns. Sempre me questionei o porque de fechar tantas livrarias e não consigo chegar a uma resposta. Certa vez perguntei ao professor Jomar Moraes, imortal, que por muitos anos foi presidente da AML que me disse: " Arteiro o capital não é burro, ele sempre busca o lucro fácil". Os donos de capital do Ma preferem investir em Marafolias, em peças de teatro para a elite, grandes empreendimentos comerciais e etc.

Anônimo disse...

Excelente artigo. É um panorama preciso da sociedade Ludovicense.

Anônimo disse...

Síntese perfeita das contradições do crescimento desordenado da nossa São Luís.
Felizes eram meus pais que podiam escolher: Gonçalves Dias, Pedro II, Deodoro, João Lisboa, Alegria, Parque do Bom Menino (sim pensava-se mais no verde naquela época).
Cecilia

Anônimo disse...

Caro blogueiro,

Suas palavras encantaram-me por registrar, com clareza e fidelidade, uma realidade na qual os ludovicenses estão de acostumando (ou sendo impostos?) a conviver. No entanto, percebo que não é falta de vontade de alguns que amam essa cidade, mas o reflexo funesto de uma política descompromissada em trazer e dar dignidade aos seus eleitores e, principalmente, de parte da sociedade que privilegia as aparências prisioneiras trazidas pelo material a constância e liberdade do conhecimento.

Dilberto L. Rosa disse...

Bravo! Texto longo e abrangente, mas sem jamais perder o foco e o ritmo! Oremos pelo desenvolvimento chegar tão rapidamente ao Maranhão como têm para cá aportado as ricas franquias e "corridas do ouro" imobiliário! Meu abraço e meus parabéns!

Dilberto L. Rosa
www.osmorcegos.blogspot.com

Tapeceiro da Vida disse...

Desabafo oportuno e necessário, Ed Wilson. Não conhecia o seu blog até o presente momento. POrém, a leitura deste post me serviu como uma boa apresentação. A realidade cultural e literária de São Luís, outrora conhecida por seu incontestável valor intelectual, hoje, se perde entre um mercantilismo avassalador, que arrasta a tudo e a todos. Desde os cursos acadêmicos às livrarias, refletem muito bem a inversão de valores que tem afetado a coletividade de São Luís. Enquanto isso, a tecnologia, que deveria ser um instrumento a favor da popularização da cultura, parece somente ser veículo de propagação de hits 'musicais' que irritam, no trânsito, mais ainda que o engarrafamento caótico. Sofro suas dores, meu caro. Parabéns pelo alerta. Parabéns pela preocupação com a nossa cidade.

Pinheirando disse...

Excelente texto, amigo. É a perversa inversão de valores. Mais de vinte estabelecimentos de Ensino Superior, com Mestrados, Doutorados e um número reduzido de livrarias; como funcionam?
O sexo também se impõe: motéis em áreas nobres e pousadas por todos os lados.Esse fenômeno não está só ocorrendo no Brasil: em Paris, até o fim do ano,55 livrarias cerrarão as portas. Enquanto isso, Havana possui mais livrarias do que o Estado de São Paulo!

Rinaldo Silva disse...

Todo aquele que se considera morador deste cidade deveria refletir sobre este texto.
Trás com uma clareza ímpar o que temos hoje como qualidade de vida em nossa cidade. O que nos espera? A mudança através da cidadania, pelo voto. Mas o voto limpo, sem promessas escusas, promessas claras que se comprometam em mudar, para melhor, o que está no texto

Alessandro Silva disse...

Texto muito bom...Coerente e condiz exatamente com a realidade...

Cris Gauthier disse...

Excelente colocação, infelizmente São Luis caminha para um abismo cultural e a esperança de dias melhores pra nossa linda capital vai aos poucos nos deixando. Desolador a questão da pratica da leitura, em casa e nas escolas .O incentivo a leitura ainda é muito pouco, ainda mais estranho é o status de "quem ler vem de uma elite, de uma classe alta" na nossa burguesa São Luis.Acredito que tentamos de uma certa maneira copiar nossos pais, que são nossos hérois, portanto ,também acredito que para esse processo de desenvolvimento da leitura melhorar, os pais devem incentivar seus filhos nessa deliciosa viagem que é a leitura, ao ver os pais lendo, certamente as crianças terão a curiosidade de descobrir e manter esse habito. Por outro lado, livro em São Luis é muito caro, acho que a questão financeira também conta para o inibido comércio do livro.

Anônimo disse...

Spientíssimas palavras. Matéria excelente! Análise perfeita. Parabéns!

lori disse...

o habibs não é na av. dos africanos. É na Av. Carlos Cunha, Jaracati.

Rev. João d'Eça disse...

Quem tem coragem de combater a alcunha depreciativa de São Luís como "Ilha do Reggae"? "Jamaica Brasileira"? Deixar de ser a "Athenas Brasileira" para ser ser "ilha do reggae", "Jamaica brasileira", é o mesmo que sair de um salão ladrilhado com mármore, para ir chafurdar no lixão da cidade. Mas pergunto novamente? Quem tem coragem de peitar os promotores desse lixo (reggae), que estão no rádio, na TV e promovendo o seu lixo cultural semanalmente na cidade? Quem tem coragem de criticar os chefões das "radiolas", deputados que se elegem promovendo esse lixo ensurdecedor? Então não há porque reclamar, só lamentar!

Fernanda Tomaz disse...

Excelente texto, Ed Wilson! Vale a pena ler, reler e refletir a cada parágrafo! O que nós temos feito a favor da nossa cidade? Parabéns!

Anônimo disse...

tava analisando aqui as palavras polemicas do advogado paranaense... apesar da forma grotesca e arrogante como ele falou, quase tudo que ele disse é a mais pura verdade!

BRUNO SOARES disse...

Excelente texto! Muito bom encontrar alguém com esse mesmo pensamento! Outro empreendimento que se esvai de nossa cidade são as bancas de revista! E mesmo nas existentes, é muito difícil encontrar títulos realmente interessantes! Triste realidade de nossa cidade!

Sabores Slz disse...

Esse texto diz tudo!!!!
Parabéns pelas palavras ditas de forma simples mas que nos fazem refletir em que São Luís está se transformando.
Roseana Gomes

Cacilda Cavalcanti disse...

Excelente reflexão!Precisamos de gestão pública que pense em uma cidade pra conviver. Andamos nos bairros e não vemos uma praça, um parque e outros espaços de lazer para as crianças e jovens.

Lauro disse...

sensacional... conciso e direto ao ponto, e, o mais importante... pontual.

Anônimo disse...

Texto limpo e preciso!
Não é por acaso que, dentre as 10 melhores livrarias do mundo, nenhuma está no Brasil. No entanto, nossos "hermanos" estão em segundo lugar no "ranking". Veja o site: http://cabinecultural.com/2013/08/07/as-melhores-livrarias-do-mundo/

Franco disse...

parabéns, gostei do articulo... eu, depois de muito vagabundar no mundo, desde meu repatrio estranhei a leitura de um bom libro no tempo de um viagem com o ônibus... coisa bem difícil, para não dizer impossível por como vão lotados e brincando de um buraco a outro... assim o povo que mora na expansão de São Luis (Ribamar, Paço e a Raposa), com mais de 4 horas de viagem cada dia, fechado em espaços que nem as sardinhas podem ficar, o único que adianta culturalmente é raiva, sacanagem e falta de informação... solo fica na volta a casa um desejo de cerveja ou cachaça para esquecer.

saara disse...

Há uma nova linha, nascidos a partir de 95 chamados de "born digital" ou seja, pessoas que já nasceram na era computador-celular e preferem sim e-readers, telas de computador e midias digitais.
Para cada livraria fechada é necessario analisar se o consumo de livros auditivos e digitais não cresceram na mesma praça
Será que essas livrarias se prepararam para competir com esse novo leque ou ficaram vendendo apenas para uma parcela?
No mercado só há dois tipos de empresa, as inovadoras e as quebradas.
Ah, outra caracteristica desse novo leitor é a sintese de informação, ele quer logo e quer rápido
Textos longos pra passar algo que poderia ser dito de maneira mais rápida, não sao nada interessante!

Leonardo disse...

Que eu saiba nem a papiros do egito tem mais na rua 7 de Setembro. Nas vezes que fui lá, estava fechada e o prédio com o aviso de "Vende-se".

Vinicius Braga disse...

Excelente! Uma revolta precisa daquilo de que precisamos!

Gui disse...

o mais triste é ver que o autor se preocupa tanto com a literatura que ainda não se apercebeu que o mercado editorial está migrando do livro físico para o virtual, com mais de uma dezena de opções para todos os gostos. e com relação à pós-graduação, que mal há em se pensar em pós logo após? seria mais um preconceito que deturpa e restringe o pensamento, tirando alguns casos pelo todo. lembrando que a chamada pós-graduação é um termo amplo, que envolve tanto a lato quanto a stricto, sem dó nem piedade. HABEMOS PRECONCEITO neste post, hein?

Ana Carolina Prazeres disse...

Educação é a base de tudo, mas incentivar tb ajuda. Pais hj em dia simplesmente desistiram da educação dos filhos e entregam pras escolas que estão cada vez piores.
Outro dia na UFMA vi uma garota escrever sucesso com 5 S. Imaginem. Se na universidade encontramos pessoas sem interesse em aprender, avalie comprar livros para ler.
Infelizmente o povo não gosta de ler, e quem gosta prefere comprar pela internet pq é mais rápido e mais barato.

Anônimo disse...

Que interpretação lúcida e clara do nosso momento atual! Parabéns pelo texto.

Anônimo disse...

Texto excelente!! Deveria ser impresso e com leitura obrigatória por parte de todos os moradores de São Luís. Você conseguiu retratar a minha visão sobre a situação triste da cidade em poucas palavras. Abs. Rosa Catalani

Peterson Abreu disse...

Excelente artigo. Ele reflete tudo que sinto a respeito de nossa cidade. Parabéns pelo texto.

Anônimo disse...

Sábia percepção.