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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

TRAGÉDIA COM DUAS BARRAGENS DE RESÍDUOS EM MINAS GERAIS É ALERTA PARA A ALUMAR, EM SÃO LUÍS

Órgãos ambientais e parlamentares precisam fiscalizar a "lama vermelha" da Alumar e manter a população informada sobre os riscos

Lago de lama vermelha da Alumar, em São Luís, não tem divulgação do monitoramento
Uma avalanche de lama tóxica devastou o subdistrito de Bento Rodrigues, em Mariana (MG), hoje à tarde, após o rompimento das barragens Fundão e Santarém, da mineradora Samarco.

Até agora o Corpo de Bombeiros computou 17 mortos. Além das vidas perdidas, o impacto da contaminação será prolongado e vai atingir toda a economia na região.

O desastre de Mariana acendeu o sinal amarelo na zona industrial de São Luís (MA), nas proximidades do Porto do Itaqui, onde a Alumar despeja toneladas de resíduos tóxicos provenientes da bauxita.

Refinada, a bauxita produz alumina. O resíduo desse processo é denominado “lama vermelha”.

A Alumar não tem uma política de transparência sobre a situação da “lama vermelha” armazenada pela empresa.

Se existem relatórios de monitoramento, esses documentos não são divulgados em nenhum meio de comunicação, de forma acessível aos moradores da região metropolitana de São Luís.

Nenhum vereador, deputado ou mesmo os órgãos de controle ambiental divulgam relatórios de monitoramento da “lama vermelha” da Alumar.

ALERTAS ANTIGOS

A multinacional instalou-se em São Luís nos anos 1980, no governo João Castelo, fruto do consórcio entre Alcoa (EUA), HPP Billiton (Grã-Bretanha), Alcan (Canadá) e Albaco (EUA/Austrália).

À época da implantação da Alumar, o poeta Nascimento de Moraes Filho e o advogado e jornalista Josemar Pinheiro lideraram o Comitê de Defesa da Ilha, movimento ambientalista muito importante no combate aos megaprojetos poluentes que ameaçavam e seguem ameaçando a sustentabilidade em São Luís.

Naquele período o Comitê de Defesa da Ilha já alertava para os riscos de rompimento dos reservatórios de lama vermelha da Alumar, que podem causar um desastre de grandes proporções.

4 comentários:

Rosemary Silva disse...

Não podemos esquecer da luta dos estudantes universitários, que mesmo perseguidos pela polícia de João Castelo fizeram passeatas e distribuíram panfletos à população, denunciando os prejuízos ambientais e o pouco resultado, em termos de riqueza, que a implantação da ALUMAR traria para o São Luís e para o Maranhão.

Leide Ana Oliveira Caldas disse...

existe um filme chamado "Pesadelo" em bitola Super 8 que coloca essa discussão na linguagem cinematográfica.

Leide Ana Oliveira Caldas disse...

Existe um filme chamado "Pesadelo" em bitola Super 8 feito em 1981 por um coletivo como colaboração de Nascimento de Moraes sobre essa discussão.

Ed Wilson Ferreira Araújo disse...

Rosemary e Leide, bem que podíamos chamar um debate sobre esse tema e exibir o filme "Pesadelo". Que tal?
Ed Wilson