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domingo, 1 de novembro de 2015

CARNIFICINA NO PMDB DO MARANHÃO REFLETE A DECADÊNCIA DA OLIGARQUIA SARNEY

O PMDB do Maranhão só está dividido por um motivo: perdeu o chave do cofre do Palácio dos Leões.

Principal esteio partidário da oligarquia Sarney, o partido era o ponto de concentração de todas as práticas clientelistas, do nepotismo e do patrimonialismo que atrasaram o Maranhão durante quase 50 anos.

Sem o controle do dinheiro do Maranhão, fora das estruturas de poder que viabilizavam o estupro da administração pública, o partido é a fotografia da decadência.

O grupo liderado pelo senador João Alberto, com apoio de Roseana Sarney, venceu a disputa.

A facção encabeçada pelo ex-todo-poderoso Ricardo Murad e sua filha, a deputada estadual Andrea Murad, sequer concorreu na eleição.

OPOSIÇÃO E ADESÃO

O partido já vinha divido bem antes da eleição do diretório estadual.

Na Assembleia Legislativa, apenas a deputada Andrea Murad fazia oposição cerrada ao governo Flávio Dino (PCdoB).

Os demais parlamentares da legenda - Roberto Costa, Nina Melo e Max Barros - nunca fizeram qualquer pronunciamento contrário ao governo comunista.

Na prática, o papel de oposição é apenas do clã Murad.

Outra ala do PMDB defende até uma aproximação com o grupo dinista, através de uma composição com o prefeito Edivaldo Holanda Junior (PDT) no projeto de reeleição, em 2016.

É sempre bom lembrar que o PMDB tem um cargo estratégico na Prefeitura de São Luís - a secretária de Saúde Helena Duailibe, cogitada para ser vice na chapa de Holanda Jr.

Assim, a unidade do partido, outrora sob a égide do chefe-maior José Sarney, não existe mais.

Nesse momento, Sarney está preocupado com outra coisa: proteger seus filhos da operação Lava Jato.

Uma hora as investigações vão chegar pesado ao Maranhão. Pode ser o golpe final no coronel.

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