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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

CONSELHEIROS E COVEIROS DE FLÁVIO DINO

Logo após o resultado da eleição, quando foi confirmada a vitória esmagadora das forças de oposição, alguns expoentes da oligarquia derrotada começaram a se manifestar sobre o futuro governo Flávio Dino (PCdoB).

O mais afoito é o ex-deputado estadual Joaquim Haickel (PMDB), homem da proa sarneísta, autor de célebres artigos com receitas mirabolantes para o comunismo maranhense.

Sócio do empresário Fernando Sarney, Haickel chegou a escrever verdadeiros tratados sobre como Flávio Dino deve proceder na montagem da equipe, na gestão e nos movimentos políticos.

Nos blogs e nas páginas do jornal de José Sarney, o ex-deputado destacou-se como um dos principais conselheiros de Dino, redigindo não só teses como também tutoriais e cartilhas, ensinando o caminho das pedras para o sucesso da governança.

Condômino privilegiado do império de José Sarney, onde empanturrou-se de privilégios e facilidades durante 50 anos, é estranho que só agora Joaquim Haickel queira resolver os problemas do Maranhão e aconselhar o governador.

Se eu fosse Flávio Dino, desconfiava desse tipo de conselheiro. Quem passou a vida inteira assistindo Sarney saquear o Maranhão não serve para dar pitaco no governo da mudança.

AGOURENTOS

Entre os remanescentes da oligarquia, destacam-se também os coveiros. Órfãos do poder e saudosos dos tempos em que o Maranhão era dilapidado nas orgias com o dinheiro público, os coveiros anunciam sete pragas contra o governo comunista.

Os coveiros são representados por gente que nunca trabalhou na vida. Atravessaram várias gerações usufruindo os privilégios da oligarquia, enquanto a maioria da população viveu torturada com a falta de água, escolas, hospitais, empregos e oportunidades.

Há entre os coveiros os políticos sem mandato, rejeitados nas urnas juntamente com o líder da chapa derrotada - Edinho Lobão (PMDB).

São os típicos notáveis da aristocracia parasita, vivendo nas páginas do colunista Pergentino Holanda (PH) os últimos dias da decadente oligarquia-ostentação.

Os conselheiros tentam se abrigar à sombra do novo governo. Os coveiros pregam o fracasso de Flávio Dino.

Na simbiose da política, eles se misturam. Há os conselheiros-coveiros e os coveiros-conselheiros. O círculo do poder está cheio dessas personagens agourentas.

Politicamente, o melhor a fazer é mandá-los ao paredão, enforcando o último conselheiro com as tripas do derradeiro coveiro.

O Maranhão tem pressa e virou a página do passado.

4 comentários:

Joaquim Haickel disse...

Caro professor Ed Wilson, a mim me parece que sua alma, mesmo antes de evoluir, deseja reza!
Com texto fluente, o senhor tenta discorrer sobre assuntos que imagina conhecer e usa o meu nome para exemplificar um contexto falso. Sugere que eu queira aconselhar Flávio Dino. Longe de mim esse intuito. Não me acho capacitado para tamanha tarefa. Quem sabe o senhor o possa aconselhar!
Sou um pensador livre e sempre me dispus a analisar a cena politica maranhense, sem me preocupar com a opinião de ninguém. Nunca me censurei nem permiti que ninguém o fizesse. Em meus artigos, sempre discorri sobre os assuntos que quis sem me importar com a opinião de ninguém. Não será agora que deixarei de falar ou escrever sobre aquilo que desejo e acredito.
Esquece-se, no entanto o professor, que a pessoa a quem se refere sem o conhecimento suficiente, eu no caso, sempre demonstrou independência, sempre teve uma postura critica em relação ao seu próprio grupo, nunca ficou a mercê de posições de outrem. Essa pessoa, eu, fala o que pensa, sem ter que pedir licença pra quem quer que seja.
Se fosse para o senhor fazer uma análise séria, Até que gostaria! Para isso o professor deveria pelo menos ter analisado o conteúdo do texto a que se refere. Mas não, para o senhor o que importa é o fato de eu fazer parte de um grupo político diferente do seu. Usa como régua e compasso de sua análise o maniqueísmo e o sectarismo, posicionamentos comuns nas pessoas despreparadas para o convívio republicano e democrático. Tal intolerância brota nos jardins dos soberbos e pretenciosos, incapazes de reconhecer qualidades fora do espelho que carregam pendurado no pescoço.
Caro professor, o senhor pode até saber de sua matéria, mas daí a ter conhecimento e vivência política, a distância é grande.
Fico lisonjeado por ter sido motivo de sua análise, mesmo que ela seja frágil e descabida.
Continue tentando, talvez um dia aprenda como deva analisar sem paixões o cenário político.

Ed Wilson Ferreira Araújo disse...

Prezado Joaquim Haickel, quem precisa de reza é a oligarquia Sarney, por todos os pecados praticados contra a Humanidade, especialmente contra a maioria dos maranhenses, massacrados pela fome, a miséria, a mortalidade infantil, o trabalho escravo, os piores indicadores sociais etc. Quem saqueou o Maranhão terá um acerto de contas com Deus e pode preparar os terços.
Sarney e família precisam não só de reza, como também de bons advogados. Dinheiro não faltará para alugar uma caríssima banca de causídicos.
A fortuna deles, acumulada às custas da miséria do Maranhão, só não compra indulgência.
No mais, o senhor pode opinar sobre o que quiser. Eu também. A diferença entre nós é que você é rico e teve todas as oportunidades facilitadas pela sua condição de homem abastado. Obviamente, sua leitura da política é mais apurada.
Isso, portanto, não me abala uma pálpebra. Estou de bem comigo é na paz de Deus. Tenho uma vida honrada e orgulho das minhas opções políticas. Andar de cabeça erguida é uma alegria incomensurável.
Graças às minhas escolhas, não fiz parte da política degradante praticada pela oligarquia. Sou formado em outra escola, onde aprendi os valores da justiça, caridade, democracia e igualdade.
Obviamente, não tenho seus requintes literários nem a vivência dos bastidores da política, onde Vossa Excelência é majestade com muitos mandatos de deputado.
Seus textos são dotados de alta erudição; os meus, de observação crua da realidade. Eu vivo na selva e dou um duro danado para sobreviver. Esse é meu alimento para acordar todos os dias.
Apenas a democracia nos iguala. Você e eu podemos opinar e cabe ao público julgar. Nada mais.

MAX SILVA NUNES disse...

Boa noite! Prezado mestre, escrevestes esse texto, in totum, com mestria, que se diga: habitual. Além de oportuno e contundente, o título denota certo caráter ambíguo para o primeiro substantivo, dentro do contexto político; enquanto que, o segundo representa, nesse mesmo substrato, a própria repugnância, inerente de seres vis. Este texto, serve de mesura, para servir aos homens de bem que desejam implantar uma metatransformação na sociedade maranhense. Chega mesmo a soar como uma carta de navegação, orientando os novatos na política executiva o rumo certo, bem como alertando para as armadilhas dos opositores, agora travestidos de conselheiros. Já os coveiros, esses nem se dão o desplante do disfarce, são meras caras - limpas ou sujas. Textos escritos assim, com destreza e perícia, devem servir de fonte de consulta para os desavisados. Foi escrito com uma boa dose de presciência, o que faz dele, sem dúvida, uma fonte confiável de informação e orientação. Nesse momento delicado e tortuoso de começo de gestão, vale a colaboração de todos os cidadãos sensatos do Maranhão, ajudando de algum modo, os atuais administradores a se desviar das armadilhas desses pseudoconselheiros e dos coveiros nefandos. Abraços fraternais. Max Nunes.

Anônimo disse...

Um texto bem elaborado, com um misto de humor, informação e uma boa dose de sarcasmo! Aliás a carapuça serviu para muitos!