Dilma e Edivaldo: alinhamento com o governo federal pode influenciar na aliança em São Luís |
Os caminhos são:
1)
Aliança com o prefeito Edivaldo Holanda Jr (PTC);
2)
Candidatura própria;
A opção 1 é a mais provável e condensa dois aspectos: obtenção
de cargos na administração de Holanda Jr e o alinhamento ao PCdoB, legenda do
governador Flávio Dino, engajada no projeto da reeleição do prefeito.
Esta opção 1 representa o pragmatismo a curto prazo, qual
seja: o PT entrega os três minutos de propaganda eleitoral a
Holanda Jr em troca de cargos na Prefeitura e uma possível candidatura de
vice-prefeito.
A opção 2 é remota, mas não está descartada. Consiste no
lançamento de uma candidatura própria do PT, fruto do movimento de unificação
do partido.
Candidatura própria, com um nome competitivo, daria fôlego
ao PT para negociar melhor no segundo turno.
Além disso, o candidato à Prefeitura em 2016 se posiciona
para o Senado em 2018.
O projeto ideal seria a refiliação do deputado estadual
reeleito e secretário estadual de Ciência e Tecnologia Bira do Pindaré (PSB)
para disputar a Prefeitura de São Luís, mas essa possibilidade está
praticamente descartada.
Outros nomes são pensados, como o deputado federal Zé Carlos
e até o reitor da UFMA Natalino Salgado Filho. Segundo fontes petistas, o
reitor foi aconselhado a desistir do petismo.
CONSEQUÊNCIAS
Os dois maiores campos da legenda – a Resistência Petista
(aliada do governador Flávio Dino) e a CNB (atrelada a José Sarney/PMDB) estão
dialogando para curar as feridas.
A eleição de 2016 vai obrigar o partido a tomar uma decisão:
segue o pragmatismo a curto prazo, apoiando Holanda Jr; ou lança candidatura
própria, olhando para o futuro – 2018.
A candidatura puro sangue está no horizonte eleitoral da reconstrução
estratégica do PT, a partir de São Luís, abrindo uma janela para higienizar e
revitalizar a legenda.
Petistas bem situados avaliam que a aliança com Holanda Jr é
um abraço de afogado. O PT entrega os três minutos do horário eleitoral, ganha alguns cargos, mas o
prefeito não se reelege.
O melhor caminho seria candidatura própria.
Fora essas especulações, há um fator que realmente decide
tudo – a vontade de Lula.
A eleição de 2016 é a prévia de 2018, quando Lula será
candidato a presidente.
Qualquer decisão passará por ele, inclusive uma nova aliança
com José Sarney (PMDB).
E ponto final!
Nenhum comentário:
Postar um comentário