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sábado, 2 de abril de 2016

UMA FORÇA-TAREFA PARA SALVAR A RÁDIO UNIVERSIDADE FM

As demissões na rádio Universidade FM (106,9 Mhz) são a ponta do iceberg da crise financeira que atinge a emissora. Em grande parte, a crise é fruto da inadimplência dos anunciantes.

Somadas, as dívidas da Prefeitura de São Luís e do Governo do Maranhão na 106,9 chegam perto de R$ 150 mil, apenas para ficar nesses exemplos. Entre os anunciantes privados, a inadimplência também é grande.

Dirigida pelo professor Arnold Filho, a emissora é administrada pela Fundação Sousândrade, responsável pela contratação/demissão de pessoal e gestão de recursos.

A reitora da UFMA, Nair Portela, tem conhecimento da crise financeira na emissora e inclusive foi avisada pela Fundação Sousândrade sobre as demissões, mas nada pode fazer.

Diante desse cenário, só há uma saída: o diálogo para a busca de soluções.

Cabe à reitoria da UFMA e à Fundação Sousândrade propor uma força-tarefa junto aos principais devedores – Prefeitura de São Luís e Governo do Maranhão – no sentido de sanar os débitos com a emissora, pelo menos em parte.

Seria também uma oportunidade para a Fundação Sousândrade apresentar um relatório completo sobre a situação da rádio, com todas as planilhas financeiras, a fim de que a sociedade tome conhecimento e possa inclusive ajudar a emissora.

A rádio Universidade é um patrimônio do Maranhão e tem um legado construído por seus profissionais, colaboradores, estagiários e ouvintes.

Pela 106,9 passaram centenas de estudantes de Jornalismo, Relações Públicas, Rádio e TV e Biblioeconomia, onde encontraram oportunidade de estágio e aprendizado para novos desafios no mercado de rádio no Maranhão.

A entidade gestora da rádio, a UFMA, Governo e Prefeitura, bem como a iniciativa privada, não podem deixar à míngua uma instituição fundamental no cenário midiático maranhense.

2 comentários:

Paulo Pellegrini disse...

Ed Wilson, obrigado pelo post. A busca pelo diálogo com os poderes públicos citados já está sendo feita, tanto pela Rádio, quanto pela UFMA e pela Sousândrade. Pelo menos três secretários de Estado que têm ligação com o trabalho e a história da emissora estão cientes da situação e dos débitos. Esperamos que o retorno seja satisfatório. Não é de interesse de ninguém o enfraquecimento da Rádio Universidade.

Robson Silva disse...

O momento é de somar esforços para não deixar a Rádio Universidade parar suas atividades.

Não me vejo como Estudante de Rádio e TV sem ouvir a 106,9.